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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador, onde passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e no mundo esta terça-feira. Eu sou o Miguel Gato, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. Começamos a olhar, Matilde, para o Diário de Notícias. Em manchete, o barómetro DNA/CSIMAG, realizado entre 10 e 15 de abril, que conclui que dois terços do eleitorado da AD reprovam as medidas do governo para aliviar a subida dos preços.

Cerca de 80% dos portugueses chumbam as decisões tomadas pelo Executivo de Luís Montenegro, incluindo o eleitorado do PSD e CDS, que considera a resposta ao custo da guerra no Irão insuficiente. O impacto do conflito é sentido de forma clara em Portugal, com quase 60% dos inquiridos a admitir ter tomado medidas face à subida dos custos. Já a utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos divide os portugueses, com apenas 40% dos inquiridos a discordar.

E o Jornal de Negócios destaca na edição de hoje o pacote laboral. Descreve que o governo não cedeu mais nos temas relevantes para António José Seguro.

A versão final do documento mantém alterações como a flexibilização dos contratos a termo, a reintrodução do banco de horas individual e a redução das restrições ao outsourcing após despedimentos. Medidas contestadas por sindicatos e que vão contra as posições defendidas pelo presidente da República. Desde os tempos da campanha eleitoral que Seguro apelou para que o governo resolvesse essas questões. Os parceiros sociais vão agora analisar a proposta num processo em que a UGT já admitiu rejeitar o diploma.

E o Correio da Manhã escreve que os restaurantes estão em guerra com o Banco de Portugal.

O governador Álvaro Santos Pereira rejeitou ontem que o setor da restauração esteja em crise. Nas redes sociais, publicou gráficos que mostram o crescimento das vendas desde 2023 e questionou sobre a necessidade de apoios pedidos pela Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. Ouvidos pelo CM, o chefe e empresário Rui Paula, assim como o presidente da Associação Nacional de Restaurantes, Daniel Serra, afirmam que o quadro desenhado por Álvaro Santos Pereira não corresponde à realidade do país e alertam que o aumento dos custos esmagou a margem de lucro.

Alguns dos destaques na imprensa nacional esta manhã. Passamos ainda em revista a imprensa internacional. Começamos por Espanha. O El País destaca um escândalo político relacionado com alegadas operações ilegais do Estado contra o antigo tesoureiro do PP, o Partido Popular.

Luís Bárcenas prestou depoimento ontem no julgamento do caso Kitchen, em Madrid, onde afirmou que a alegada operação de espionagem do Estado começou dentro do próprio Partido Popular, na liderança de Mariano Rajoy, para obter informação sensível. Segundo a investigação, em 2013, o Ministério do Interior espanhol terá montado uma operação clandestina para espiar Bárcenas e roubar documentos comprometedores sobre a corrupção e financiamento ilegal do PP.

E em manchete, no francês Le Figaro, a guerra no Irão. As negociações estão suspensas devido à Batalha de Ormuz.

O jornal escreve que as fanfarronices de Donald Trump duraram pouco. A confusão persiste no Estreito de Ormuz. Apesar de o líder americano ter anunciado a reabertura do canal, a passagem marítima voltou a enfrentar fortes restrições à navegação, em vésperas do fim de cessar-fogo e de possíveis novas conversações entre Estados Unidos e Irão. A tensão está a aumentar, com os dois países a trocarem acusações e ações militares. Líderes internacionais como Emmanuel Macron e Xi Jinping apelam à calma e à reabertura do estreito.

São alguns dos destaques da imprensa europeia. Olhamos ainda para a imprensa norte-americana. Em manchete, no The Washington Post, a demissão da secretária do Trabalho norte-americana devido a alegações de má conduta profissional.

A ex-congressista do Oregon é o terceiro membro do gabinete de Trump, todas mulheres, a demitir-se durante o segundo mandato. Lori Chavez-DeRemer é acusada de fazer viagens pessoais durante deslocações financiadas pelos contribuintes. A situação veio a público após uma queixa apresentada ao Inspetor-Geral do Departamento do Trabalho, noticiada pela primeira vez pelo New York Post. Na rede social X, Chavez-DeRemer escreve que foi uma honra trabalhar para o melhor presidente que conheceu e que agora se dirige para o setor privado.

A edição de hoje da conferência de imprensa foi com a Matilde Malva Sabino.