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Começa agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Laura Figueiredo, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino e começamos a olhar para a manchete do jornal Público. Matilde, em destaque a vitória de ontem à noite dos Leões, uma goleada que não se via há 62 anos, mantém o Sporting na Liga dos Campeões.
O Sporting reproduziu uma reviravolta e uma goleada que não se via há décadas e fecharam os resultados no último instante. Os Leões prometeram e cumpriram vencer o Bodø/Glimt, no Estádio de Alvalade, por 5x0, três gols no tempo regular e dois no prolongamento. O jornal escreve que os noregueses foram irreconhecíveis, acabaram dominados perante um Sporting fulminante e perderam pela primeira vez na Liga dos Campeões em 2026.
E passamos para o Diário de Notícias. Em destaque uma entrevista a Mário Centeno, que está de saída do Banco de Portugal. Não é claro o que vai fazer a seguir. O antigo governador da instituição admite que o futuro está em aberto.
São as palavras de Mário Centeno numa conversa em que evitou a polêmica em torno da passagem à reforma antecipada. De acordo com o DN, não tentou justificar-se, nem comentou as críticas de que tem sido alvo. O antigo ministro das Finanças diz que vai assumir em pleno a liberdade e ser uma voz exigente por um país melhor. Mário Centeno aproveita a entrevista para deixar um aviso aos protagonistas da cena política: não basta falar, é preciso agir.
E seguimos para a manchete do Jornal de Negócios. As empresas querem suspender o mercado do carbono por causa da crise, mas Portugal opõe-se.
A discussão sobre o sistema de comércio de emissões instalou-se na Europa. Alguns países e setores industriais pedem a suspensão do principal mecanismo europeu para reduzir as emissões de CO₂, que funciona com base no princípio do poluidor pagador, ou seja, para poluir, é preciso pagar. Mas o preço subiu e muito. Enquanto há pressão para suspender o sistema devido aos custos, grandes empresas como as gigantes Google, Coca-Cola ou Amazon e vários países, incluindo Portugal, defendem a continuidade para combater o aquecimento global.
Estes são os destaques desta manhã na imprensa nacional. Passamos ainda em revista a imprensa internacional. Matilde, começamos com o francês Le Monde, que destaca o Estreito de Hormuz. Donald Trump está desesperado perante a resistência europeia.
Os países-membros recusaram o pedido norte-americano para garantir a segurança do estreito de Hormuz, atualmente bloqueado pela República Islâmica. O jornal escreve que está fora de questão serem encurralados na guerra que os Estados Unidos e Israel travam contra o Irão. Na segunda-feira, o presidente Trump mostrou-se frustrado com os aliados pela falta de empenho em ajudar a restabelecer a circulação marítima no Golfo Pérsico. Face ao pouco entusiasmo europeu, Donald Trump acusa-os de não quererem retribuir um pequeno favor, apesar de os Estados Unidos protegerem os aliados há décadas.
O espanhol El País escreve que o Irão mantém a ameaça no estreito de Hormuz, apesar de ter permitido a passagem de alguns navios de países que não são inimigos.
Algo que o El País apurou junto de fontes iranianas, a via nunca esteve oficialmente fechada. Petroleiros com destino aos mercados asiáticos e navios mercantes gregos e chineses atravessaram o estratégico estreito na última semana, apesar do risco de ataques. Uma coisa é certa, se embarcações norte-americanas ou israelitas ali tentarem passar, vão ser atacadas.
Olhamos ainda para a imprensa norte-americana. Matilde, em manchete no The Washington Post: Israel aconselha os iranianos a revoltarem-se, mas em privado, desde que vão ser massacrados.
O jornal teve acesso a um telegrama do Departamento de Estado que indica que o regime iraniano não está a ceder e que está disposto a lutar até o fim, com a Guarda Revolucionária a ter vantagem sobre qualquer protesto. O documento dá conta de que os oficiais israelitas disseram a diplomatas norte-americanos que esperam uma revolta popular no Irão, mesmo prevendo que os manifestantes seriam massacrados. De acordo com o jornal, os especialistas alertam que a duplicidade de mensagens pode ser vista como uma exploração das vidas iranianas.
Os destaques da imprensa nacional e internacional ficam hoje com a jornalista Matilde Malva Sabino. Conferência de imprensa regressa amanhã.