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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador, onde passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e no mundo. Eu sou o Miguel Gato, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. E Matilde, começamos com a manchete do Jornal Económico: seis bancos acumulam lucros de 1,3 mil milhões de euros no primeiro trimestre deste ano.

Tratam-se dos principais bancos portugueses. Os resultados envolvem instituições como a Caixa Geral de Depósitos, o Millenium bcp, o Santander Totta, o banco BPI e o Montepio. No conjunto, os lucros cresceram quase 4% face ao mesmo período do ano passado. A descida gradual das taxas de juro continua a pressionar as margens financeiras da banca. Ainda assim, o aumento do crédito e das comissões permitiu compensar esse impacto e manter os níveis elevados de rentabilidade.

Passamos para o Jornal de Notícias, que destaca o investimento autárquico em segurança. Matilde, os municípios investem milhões de euros nestes sistemas de videovigilância.

1500 câmaras estão apontadas para as ruas de todo o país e mais umas centenas estão a caminho. O Ministério da Administração Interna dá conta de que existem ainda 60 novos pedidos para instalação de câmaras de norte a sul de Portugal. As autarquias justificam a aposta com o combate à criminalidade, ao vandalismo e à sensação de insegurança. As autoridades admitem que as imagens já ajudam em investigações criminais, mas reconhecem que ainda não existem estudos que provem, Miguel, uma redução efetiva do crime.

E a manchete no Diário de Notícias, o tema da imigração, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, a AIMA, vai concluir esta semana a solução de reagrupamento para bebés.

É necessária com a nova lei da nacionalidade, os bebés nascidos no território só obtêm cidadania portuguesa se os pais tiverem cinco anos de moradia com título de residência. A AIMA vai, por isso, concluir nos próximos dias um formulário digital para pedidos de residência de bebés filhos de imigrantes nascidos em Portugal. É uma informação apurada pelo Diário de Notícias. A medida pretende facilitar o reagrupamento familiar e evitar atrasos nos processos administrativos.

Alguns dos destaques desta manhã na imprensa nacional. Passamos em revista a imprensa internacional. O britânico The Guardian escreve que Keir Starmer enfrenta, Matilde, uma batalha pela sobrevivência.

O primeiro-ministro britânico enfrenta uma crescente contestação interna no Partido Trabalhista após maus resultados nas eleições locais. Cerca de 40 deputados trabalhistas exigem que Starmer anuncie uma data para abandonar a liderança do governo. Entre os possíveis sucessores surgem os nomes de Wes Streeting e Angela Rayner. Hoje é esperado um discurso de Starmer com uma mensagem de reforço da economia, da defesa e da relação do Reino Unido com a Europa. Apesar dessas promessas, vários deputados acreditam que o líder trabalhista pode vir a ter dificuldades em manter-se no cargo nos próximos meses.

E no espanhol El País, o surto de hantavírus é o destaque. O jornal escreve que esta operação sem precedentes pôs fim à crise do cruzeiro, que provocou a morte de três pessoas.

Tudo graças a uma megaoperação sanitária internacional. O navio chegou ao porto de Tenerife, na Espanha, após 40 dias de viagem e sob elevada vigilância sanitária e mediática. Mais de 90 passageiros foram retirados num processo que juntou cerca de 20 países e várias autoridades de emergência. Em França, um dos passageiros repatriados apresentou sintomas durante o voo e foi colocado em isolamento. E em Espanha, os passageiros estão a ser encaminhados para uma quarentena hospitalar em Madrid, enquanto são realizados testes médicos.

Vamos ainda aos Estados Unidos. O The Washington Post destaca a reação de Donald Trump à resposta iraniana ao plano de paz norte-americano. O presidente dos Estados Unidos considera inaceitável a mensagem do Irão, numa altura em que, Matilde, o cessar-fogo é posto à prova.

O Irão enviou a resposta através de mediadores do Paquistão, mas sem divulgar detalhes oficiais. O conflito entre os dois países continua a provocar tensões no estreito de Ormuz, apesar de uma trégua frágil em vigor há mais de um mês. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tinha afirmado na sexta-feira esperar uma proposta séria por parte do Irão. Pela forma como reagiu Trump, o conteúdo não agradou aos Estados Unidos. Washington admite avançar com novas medidas diplomáticas nas Nações Unidas para reforçar a segurança marítima no Golfo Pérsico.

Conferência de imprensa com a jornalista Matilde Malva Sabino.