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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

E começamos a olhar para a manchete do Jornal de Notícias, que destaca o início da presidência aberta de António José Seguro em Castelo Branco e Santarém. Escreve que o chefe de Estado foi ao interior perceber a dor agreste das pessoas.

Ainda não tinha iniciado o primeiro ponto da agenda, quando Seguro manifestou desagrado com a demora nas reparações de danos causados pelo comboio de tempestades de fevereiro, que continua a pesar no cotidiano das pessoas. Em Pedrógão Pequeno, na Sertã, fez uma paragem fora do roteiro oficial, quando foi interpelado por três dezenas de locais a alertar para o corte de 1,5 km da Estrada Nacional dois. O Presidente da República ouviu atentamente, sem olhar para o relógio, e prometeu levar os problemas ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro. Hoje, António José Seguro vai dedicar o segundo dia de presidência aberta a Santarém.

E passamos para o Jornal Público. O Estado está proibido de cobrar taxa de injustiça a quem fica abaixo do salário mínimo, devido a esses encargos processuais.

O Tribunal Constitucional declarou inconstitucionais, com força obrigatória geral, três normas da Lei de Acesso ao Direito e uma da portaria que fixa critérios de apreciação da insuficiência económica. O acórdão foi publicado ontem em Diário da República, apesar de ter sido proferido a 17 de março pelo plenário do TC. Os juízes consideram que a decisão da Segurança Social de não isentar do pagamento de taxas as pessoas com baixos rendimentos viola o direito fundamental do acesso à Justiça. O governo assegura que pretende garantir a proteção jurídica a quem não tem meios financeiros para suportar as despesas de um processo judicial.

E a manchete do Diário de Notícias é: "A Lua: nunca um humano foi tão longe. A cápsula Orion chegou onde nenhuma pessoa alguma vez esteve".

Um dia histórico. A missão Artemis 2 superou, ao final da tarde de ontem, o recorde da Apple 13 e atingiu esta madrugada o ponto mais distante da órbita. O DN escreve que são os humanos mais viajados no espaço de sempre e nem os pequenos defeitos nos sanitários, que apenas estão a criar dificuldades mínimas, os impediram. Passavam sete minutos da meia-noite quando a Orion atingiu o ponto máximo de afastamento do planeta Terra. Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen ficaram mais de 406 mil quilômetros de casa durante a missão. Os astronautas batizaram duas crateras lunares com os nomes Integrity e Carol, em homenagem à nave e à mulher falecida do comandante.

São os destaques desta manhã na imprensa nacional. Passamos ainda em revista a imprensa internacional. O The Guardian destaca também a missão especial. Escreve que a Artemis 2 regressou após ter concluído uma aproximação à Lua que bateu recordes.

A humanidade acordou hoje com um marco na história. O jornal britânico escreve que os quatro astronautas se abraçaram uns aos outros na cápsula muito estreita, enquanto faziam história ao tornarem-se os primeiros seres humanos a viajar para o ponto mais distante da Terra. O astronauta canadiano Jeremy Hanna afirmou estar impressionado com o que se consegue ver a olho nu a partir da Lua e desafiou esta geração e a próxima a garantir que este recorde, alcançado durante a madrugada, não se mantenha por muito tempo.

E o francês Le Figaro escreve na manchete que a guerra com o Irão aprofunda o fosso entre Donald Trump e os europeus. O presidente dos Estados Unidos tornou-se radioativo para os aliados na Europa.

Tem sido uma relação conturbada desde que Trump voltou ao poder. Depois ter sofrido as tarifas aduaneiras unilaterais e as ameaças de anexação da Gronelândia, a Europa recusa-se a ceder às exigências americanas. A hostilidade do presidente americano e a atitude unilateral em relação ao Irão têm unido os europeus, que tomam nota de um divórcio transatlântico e do risco de uma ruptura da NATO. Até mesmo os nacionalistas estão a distanciar-se de Donald Trump. Hoje, todos os países da Europa insistem que esta guerra não é a deles.

As manchetes dos jornais na Europa. Passamos para os Estados Unidos, também em destaque, a presidência norte-americana. Donald Trump afirma que a proposta do Irão não é suficiente para impedir ataques a pontes e centrais elétricas.

O presidente Trump disse ao Irão que deve abrir o Estreito de Ormuz até às 20h de hoje, hora de Washington, sob pena de enfrentar as consequências, embora já tenha adiado prazos anteriores. Teerão promete uma resposta forte. Donald Trump considera a proposta de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão um passo importante, mas insuficiente. Antes do prazo final, o Irão rejeitou a trégua temporária e exige o fim das hostilidades, o levantamento de sanções e compensações. As negociações continuam com a mediação do Paquistão, mas com poucos avanços e a comunicação limitada entre as partes.

Os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Matilde Malva Sabino. A conferência de imprensa regressa amanhã.