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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador, onde passamos em revista alguns jornais, os destaques dos jornais em Portugal e também do mundo. Eu sou o Miguel Gata, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. E Matilde, começamos com a manchete do Jornal Económico: Portugal espera a terceira maior queda da dívida na União Europeia.

O ministro das Finanças admite que a dívida possa descer para 85% ou 86% do PIB até ao final do ano. Mesmo com a previsão oficial de 87,5% enviada a Bruxelas, o país deverá melhorar a posição no ranking europeu da dívida. Apenas a Grécia e o Chipre antecipam uma redução mais acentuada. Se as previsões se confirmarem, Portugal vai passar a ter a sétima maior dívida da União Europeia.

E o Diário de Notícias destaca esta manhã que há cada vez menos dermatologistas a trabalharem com seguros e a espera por consultas pode chegar aos oito meses.

A Ordem dos Médicos e a Associação Portuguesa da Hospitalização Privada alertam para a falta de especialistas e admitem que a situação pode agravar-se. Entre as razões apontadas estão os baixos valores pagos pelas seguradoras e a crescente burocracia associada aos seguros. Muitos médicos optam por consultas privadas, onde recebem valores mais elevados e conseguem gerir melhor as agendas. Ao Diário de Notícias, as seguradoras não respondem ou dizem estar tudo bem.

Passamos agora para o Jornal de Notícias. A maioria das queixas sobre ruído em Portugal nascem de conflitos entre vizinhos.

Sobretudo por música alta e festas em habitações. As autoridades receberam quase 8 mil queixas por ruído no ano passado, o que equivale, Miguel, a mais de 20 reclamações por dia. Faro e Braga lideram o número de ocorrências à frente de Lisboa e Porto. Os dados são da GNR e da PSP. Os ambientalistas alertam para impactos do ruído na saúde pública e defendem mais fiscalização, o reforço dos meios técnicos e a aplicação do princípio do poluidor-pagador.

Alguns dos destaques esta manhã na imprensa nacional. Passamos ainda em revista a imprensa internacional e pelo segundo dia consecutivo, a liderança do governo britânico faz manchete no The Guardian. O jornal escreve que Keir Starmer está à beira da demissão, com ministros do Executivo que estão a instá-lo a demitir-se.

O jornal britânico avança que Yvette Cooper e Shabana Mahmood, duas figuras políticas de peso no governo, estarão entre aqueles que pediram ao primeiro-ministro para definir uma saída ordenada da função. Cerca de 70 deputados trabalhistas, mais 30 do que ontem, Miguel, pedem a demissão de Keir Starmer. A pressão continua a aumentar no Reino Unido. O chefe do governo garante, no entanto, que não vai abandonar o cargo e que vai lutar contra qualquer desafio interno. Esta crescente contestação no Partido Trabalhista decorre dos maus resultados nas eleições locais e regionais.

E o francês Le Figaro questiona, na manchete desta manhã, se existe risco de propagação do hantavírus após o recente surto no cruzeiro.

As autoridades de saúde mantêm-se sob vigilância, mas não há sinais de uma propagação descontrolada do vírus. Especialistas ouvidos pelo Le Figaro sublinham que a transmissão entre humanos é rara, mas pode ocorrer em contactos próximos e em espaços fechados. Apesar de todos os passageiros afetados pelo hantavírus terem sido assistidos, podem ainda surgir novos casos de infecção, uma vez que o período de incubação vai até às seis semanas. Aqui no caso da França, o país reforçou as medidas de isolamento após a detecção de um caso positivo. A paciente está em estado grave num hospital em Paris.

Vamos ainda aos Estados Unidos. O The New York Times escreve que Xi Jinping está a preparar-se para pressionar Donald Trump sobre a venda de armas a Taiwan.

Pequim considera Taiwan parte do território chinês e quer travar novas vendas de armas norte-americanas à ilha. Está pendente, neste momento, a aprovação de um pacote militar avaliado em cerca de 14 mil milhões de dólares. É a oportunidade para o presidente da China de pressionar os Estados Unidos, sendo que há uma visita de Trump prevista ao país asiático esta semana. A administração norte-americana garante que a política em relação a Taiwan não mudou. Ainda assim, analistas citados pelo jornal admitem que a China possa tentar usar acordos económicos para convencer Washington a atrasar novas vendas de armamento.

Conferência de imprensa com a jornalista Matilde Malva Sabino.