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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Carlos.
Vamos começar com o Jornal de Negócios, em destaque a execução do PRR, que deveria terminar no final deste mês, mas, Teresa, mais de uma centena de municípios ainda aguardam por mais de 50% das verbas.
O governo tem garantido que nenhum euro vai ficar por investir, nem vai ser devolvido a Bruxelas, mas a verdade é que mais de 100 concelhos ainda esperam por financiamento. O Negócios falou com a fonte oficial da estrutura de missão Recuperar Portugal e também consultou os dados disponíveis na plataforma. Se olharmos para todo o país, entre os 308 municípios, a taxa de execução do PRR está apenas nos 63%, enquanto que em 124 municípios o valor entregue é inferior à metade do total aprovado. O município de Monforte, em Portalegre, é o que tem a execução financeira do PRR mais atrasada, equivalente a 12%. Seguem-se Nisa, no mesmo distrito, e Santa Cruz, na Graciosa, sendo que neste momento há apenas um concelho em todo o país que tem uma execução financeira de 100%, o município Lajes das Flores, nos Açores.
Seguimos com o Público, que destaca a educação. Uma ação de controle detectou vias de acesso ilegais ou desconformes a três cursos da Universidade Fernando Pessoa.
Trata-se de uma ação de controle da Inspeção-Geral de Educação e Ciência. Num relatório a que o Público teve acesso, revelam que a Universidade Fernando Pessoa admitiu 52 alunos sem base legal. O relatório dá conta de favorecimento de candidatos, da ausência ou insuficiência de provas de ingresso para a matrícula e um canal paralelo de ingresso no curso de Medicina Dentária. A IGEC propõe, por isso, medidas de reposição da legalidade para as matrículas destes 52 alunos. O Público fez, entretanto, mais questões ao próprio IGEC, ao Ministério da Educação e ao Instituto para o Ensino Superior, mas não obteve respostas.
Passamos para o Diário de Notícias, Teresa, a inteligência artificial coloca em risco mais de 300 milhões de postos de trabalho.
O DN dá destaque a um manifesto assinado por 3 mil economistas, engenheiros, informáticos, políticos, gestores e peritos em inteligência artificial, com o título "Temos de Agir Agora: Uma Declaração sobre a Transformação da Economia pela Inteligência Artificial". Este manifesto alerta para os 300 milhões de postos de trabalho que podem desaparecer rapidamente. No entanto, dá também conta das oportunidades benéficas que a inteligência artificial pode trazer para aumentar ganhos financeiros e sociais, além de melhorar as condições de vida. A carta aberta conta já com mais de 3 mil assinaturas. À cabeça, foi subscrita por duas gigantes mundiais da inteligência artificial, as empresas norte-americanas Anthropic, que detém robôs populares como o Claude, e a OpenAI, criadora do ChatGPT.
Vamos agora à imprensa internacional. No El País, grande destaque para a entrevista ao presidente de Ceuta.
Juan Jesús Vivas critica Marrocos, diz que o país não demonstrou confiança, em causa a entrada ilegal de milhares de migrantes marroquinos em Ceuta. Juan Jesús Vivas admite que Espanha não pode pedir a Marrocos para mudar a política externa, mas exige respeito à integridade territorial de Espanha. Pede, por isso, que o governo espanhol e que o resto da Europa exijam respeito ao território Ceuta, que pertence a Espanha. O presidente agradece ainda as declarações dos restantes Estados-membros da União Europeia, diz que reconheceram que Ceuta pertence à Europa e que é uma fronteira europeia.
Vamos fechar com o jornal brasileiro Folha de São Paulo, que destaca a candidatura de Lula da Silva à presidência do Brasil.
O atual presidente foi oficializado este domingo como candidato do Partido dos Trabalhadores à presidência. Num discurso que durou mais de uma hora, Lula da Silva defendeu como prioridades uma reforma política e mais investimentos na defesa. Destacou ainda a importância de haver mais investimentos em tecnologias da indústria para a exploração de terras raras e minerais críticos. Aos 80 anos, o atual presidente concorre a um quarto mandato. O principal adversário é Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que concorre pelo Partido Liberal.
Os destaques da imprensa nacional e internacional hoje com a Teresa Freire.