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Desligue o ruído e conecte-se aos factos. Temos 10 estadias num dos hotéis de luxo Alma Luza, na Comporta. Dois adultos, duas noites. Assine hoje o Observador com até 58% de desconto e habilite-se a ganhar. Tudo em observador.pt. Está aberta a conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e também um pouco por todo o mundo. Eu sou o Miguel Gato, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. E Matilde, começamos a olhar para o Diário de Notícias. Recuperar praias afetadas pelas tempestades vai custar 84 milhões de euros.

A estimativa é da Agência Portuguesa do Ambiente. A mês e meio do arranque da época balnear, são mais de uma centena de locais com estragos por reparar e há outras tantas obras de proteção costeira por fazer. É e será, Miguel, uma corrida contra o tempo, até porque algumas intervenções no areal só avançam no próximo mês. O plano da APA prevê que até maio sejam gastos 15 milhões de euros em obras imediatas.

E em manchete, no Jornal Económico, a saída do presidente da Agência para a Competitividade e Inovação, José Polido Valente.

A escolha do ex-ministro da Economia, Pedro Reis, não vai manter-se até o fim do mandato de cinco anos. Vai deixar o cargo no final do mês porque vai para a reforma. A saída foi comunicada internamente após aprovação do pedido por motivos legais. Fonte governamental disse ao Jornal Económico que a liderança vai ser assegurada interinamente pelo vice-presidente Nuno Gonçalves.

Passamos para o Jornal de Negócios, Matilde, e o impacto do conflito no Médio Oriente, nos juros do crédito à habitação já é maior do que na guerra na Ucrânia.

São dados do Instituto Nacional de Estatística que indicam que a taxa de juro voltou a subir em março, invertendo a tendência de queda registrada desde o início de 2024, sendo que os mercados antecipam novas subidas de juros por parte do Banco Central Europeu, devido à pressão da inflação impulsionada pela crise energética. Esta expectativa já se reflete nas Euribor, que voltaram a subir este mês. O resultado são um aumento das prestações da casa, que atingiram agora, em média, os € 400 mensais.

Alguns dos destaques desta manhã na imprensa nacional. Vamos ainda à imprensa internacional. O francês Le Figaro escreve que mais de 10 anos depois, a França homenageou os heróis do Bataclan num clima de polêmica.

O presidente Emmanuel Macron decorou ontem 59 membros das forças de segurança que intervieram no ataque terrorista em Paris a 13 de novembro de 2015. O chefe de Estado francês destacou a coragem destes profissionais e sublinhou que a França manteve-se firme face ao terrorismo. No entanto, elementos da Brigada Anticriminalidade de Patrulha Noturna ficaram de fora destas condecorações. O jornal escreve que estes policiais ficaram furiosos por terem sido esquecidos, mas Macron promete rever o processo ainda este ano.

E em manchete, no britânico The Guardian, o prolongamento do cessar-fogo no Irão, anunciado ontem por Donald Trump, até as negociações estarem concluídas.

A decisão surge numa altura em que decorrem esforços para retomar o diálogo entre as duas partes na capital paquistanesa. Donald Trump diz que aguarda uma proposta de paz por parte do Irão. Até lá, mantém o bloqueio naval no estreito de Ormuz e as forças militares em prontidão. Do lado iraniano, o Parlamento acusa Washington de tentar ganhar tempo para um eventual ataque. A nova ronda negocial continua incerta, com a viagem do vice-presidente J. D. Vance suspensa e Teerão a garantir que não enviou nenhuma delegação para Islamabad.

Olhamos ainda para a imprensa norte-americana. O New York Times destaca também o conflito entre os Estados Unidos e o Irão, mas sublinha um outro detalhe: a falta de confiança entre os dois países está a dificultar novas negociações de paz.

Os líderes iranianos têm pouca fé nas palavras do presidente norte-americano, depois de Trump ter abandonado, no passado, o acordo nuclear negociado durante a administração Obama. Teerão teme que qualquer novo entendimento possa voltar a ser quebrado por Washington. Responsáveis iranianos sublinham que os Estados Unidos têm repetido padrões de diplomacia seguidos de ações militares. O Irão defende agora passos graduais nas negociações e quer manter parte do controle do urânio como uma garantia. Já o lado norte-americano acusa o Irão de ter enganado a comunidade internacional durante anos sobre o programa nuclear.

Os destaques da imprensa nacional e internacional. A conferência de imprensa de hoje foi com a Matilde Malva Sabino.