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Conferência de Imprensa da Rádio Observador, o espaço onde passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.

Bom dia, Carlos.

Teresa, vamos começar por olhar para o Jornal Público, onde o destaque vai para o tema da saúde. O saldo negativo do INEM disparou para 7,6 milhões de euros.

Escreve o Jornal Público que o INEM registou um agravamento do prejuízo em 2025, apesar de ter beneficiado de reforços orçamentais e de ter sido autorizado a recorrer a uma almofada financeira de exercícios anteriores. 2025 é o segundo ano consecutivo em que o instituto apresenta resultados líquidos negativos. Em 2024, o déficit foi de 340 mil euros, subiu, entretanto, para 7,6 milhões. São dados do Relatório de Gestão e de Atividade do INEM de 2025, que foi recentemente aprovado pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

E vamos continuar a falar de saúde, agora no Jornal de Notícias: mais de um milhão de portugueses tiveram de baixa no ano passado.

Há cada vez mais trabalhadores a pedir baixa médica e os números refletem-se nas contas do Estado. No mercado de trabalho com mais de 5,3 milhões de pessoas, 1,048 milhão estiveram de baixa em 2025. É um aumento de 80 mil pessoas face a 2024 e de 170 mil face a 2023. Só no ano passado, a Segurança Social precisou de desembolsar 2,3 milhões de euros por dia para pagar os processos que ficaram concluídos no mesmo ano. Os números foram apresentados pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em resposta ao Partido Socialista.

Destaque agora para o Jornal Económico: o salário mínimo continua a aproximar-se do salário mediano e atinge 91% em 2025.

O foco está nos resultados do Boletim Económico do Banco de Portugal de junho. Em seis anos, a aproximação passou de 87% para 91%, o que confirma a tendência de um aumento dos salários mais baixos acima dos mais altos. O Boletim Económico revela que os salários em Portugal se tornaram menos desiguais ao longo dos últimos anos, ou seja, a diferença entre quem ganha mais e quem ganha menos diminuiu. Para chegar a esta conclusão, o Banco de Portugal analisou dois indicadores que, em conjunto, sugerem que houve uma diminuição da desigualdade salarial em Portugal.

A fechar a imprensa nacional com o Diário de Notícias: a Câmara de Lisboa vai lançar concursos públicos para todos os 163 cargos de dirigentes.

Os cargos incluem diretores municipais, diretores de departamento e chefes de divisão. Em causa estão 13 direções municipais, 47 direções de departamento e 103 chefias de divisão. Esta é uma decisão que o executivo de Carlos Moedas considera ser necessária para desenvolver uma política de valorização do mérito, da transparência e da igualdade de oportunidades no acesso a funções de direção. O processo vai começar na próxima semana, quando a Câmara de Lisboa voltar a reunir.

Passamos agora para os títulos internacionais e começamos pelo The Guardian, que entrevistou o presidente ucraniano. Volodymyr Zelensky afirma que a posição militar da Ucrânia está mais forte do que alguma vez esteve.

O presidente ucraniano esteve reunido com Starmer, Macron e Merz este fim de semana em Londres, com o objetivo de discutir os próximos passos no conflito com os líderes europeus. No entanto, o The Guardian dá destaque a outro momento da entrevista. Recentemente, algumas Câmaras Municipais do Reino Unido, lideradas pelo partido Reform UK, decidiram retirar a bandeira ucraniana. Para Volodymyr Zelensky, esta decisão pode ser um pequeno erro que pode destruir uma grande amizade entre a Ucrânia e o Reino Unido. Zelensky revelou ainda que planeia convidar o rei inglês para uma visita de Estado à Ucrânia ainda este ano.

Fechamos em Espanha, onde o destaque do El Mundo vai para a intervenção do Papa Leão XIV no Parlamento Espanhol.

Com o título "E finalmente alguém disse algo de bom sobre Espanha", no Parlamento Espanhol, o Papa, que está de visita a Madri, afirmou que a paz exige coragem diplomática e respeito pela identidade. Apelou ainda ao diálogo e à criação de vias seguras para acolher os imigrantes. O discurso incidiu sobre os limites morais do poder, que liga a tradição liberal, e deixou ainda um apelo ao bem comum. O El Mundo destaca ainda que praticamente todos os deputados e senadores aplaudiram vivamente o Papa Leão XIV antes de ele subir à tribuna onde discursou, e ainda mais quando terminou a sua intervenção.

A fechar com o Papa Leão XIV, os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Teresa Freire.