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Começa agora mais um episódio da "Guerra Traduzida", especial Irão, para acompanhar os conflitos na região do Médio Oriente. A edição desta sexta-feira é com o jornalista Ricardo Lopes. Ricardo, começamos por falar de uma venda. A administração Trump aprovou o negócio para vender caças F-35 à Arábia Saudita, mas há alguma controvérsia.
Sim, o negócio ainda precisa da aprovação do Congresso norte-americano, mas segundo a CNN Internacional, falamos de uma autêntica frota de caças F-35. São 48 no total, avaliados em 24,3 mil milhões de dólares. A controvérsia prende-se, sobretudo, com o equilíbrio militar no Médio Oriente. Segundo a CNN, se o negócio avançar, a Arábia Saudita tornar-se-á o segundo país da região, depois de Israel, a operar F-35. Atualmente, Israel é o único país do Médio Oriente que opera este tipo de aviões e a legislação dos Estados Unidos obriga Washington a preservar a chamada vantagem militar qualitativa de Israel. O Departamento de Estado sustenta, contudo, que a venda não vai alterar o equilíbrio militar da região. A CNN relata também algumas preocupações do Congresso relacionadas com a cooperação da Arábia Saudita com a China. É um cenário algo semelhante ao que contribuiu para travar também uma venda anterior de F-35 aos Emirados Árabes Unidos.
E falamos agora da Coreia do Sul, que nega que tenha planos para enviar forças armadas para o estreito de Ormuz.
Uma garantia deixada pelo presidente sul-coreano, que nega que o país esteja a ponderar sequer enviar um destacamento das suas forças armadas para o estreito de Ormuz ou até qualquer outra participação no conflito entre os Estados Unidos e o Irão. Não haverá qualquer intervenção na guerra, são declarações taxativas de Lee Jae-myung aos jornalistas durante uma conferência de imprensa. O chefe de Estado coreano afirmou que, à semelhança de outros países, a Coreia do Sul vai continuar a adotar as medidas necessárias para proteger a navegação comercial, de modo a garantir o abastecimento energético e salvaguardar os cidadãos.
E mantemo-nos no Médio Oriente. Israel lançou ataques contra a Cisjordânia durante esta madrugada.
É mais uma noite de ofensiva israelita. Há também registo de ataques no sul do Líbano. A Al Jazeera dá conta de várias explosões ouvidas nas últimas horas. No entanto, não há, para já, informação oficial de possíveis vítimas.
E isto num dia em que ataques aéreos israelitas no sul do Líbano fizeram dois feridos.
Um ataque à localidade de Chabra, no sul do Líbano. A Agência Nacional de Notícias Libanesas dá conta do registo de dois feridos e informa também que as duas pessoas foram transportadas para o hospital governamental de Tebnine. Os ataques ocorreram esta manhã, quando, segundo as informações disponíveis, disparos de artilharia atingiram o Wadi Nala, nos arredores da localidade. O Ministério da Saúde Libanês indica que os ataques israelitas entre 2 de março e 10 de setembro provocaram já 4383 mortes e 12406 feridos, incluindo centenas de mulheres e crianças.
E, entretanto, veículos militares israelitas avançam também em direção a Adat, no sul do Líbano.
É o que dá conta a Agência Nacional de Notícias Libanesa. O exército israelita tem avançado a partir da região de Al-Tayree, em direção aos arredores de Adat, no distrito de Bint Jbeil, no sul do país.
E no Iémen, pelo menos mais de 100 mil pessoas saíram do país devido aos conflitos.
E falamos apenas das últimas duas semanas. É um levantamento feito pela ONU. A Agência das Nações Unidas para as Migrações afirma que pelo menos 112 mil pessoas foram deslocadas do Iémen devido à retoma dos conflitos entre os houthis e as forças governamentais. Este levantamento conclui também que quase 3 mil pessoas fugiram por mar para o país vizinho, Djibouti. O governo de Djibouti está inclusive a preparar-se para a chegada de até 10 mil refugiados, o que certamente irá exercer uma forte pressão tanto nos serviços de saúde como na educação. É o que diz a Agência das Nações Unidas para as Migrações.
E é o ponto final neste episódio da "Guerra Traduzida", especial Irão. Vai ficar disponível também em podcast.