Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Laura Figueiredo, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino e começamos por olhar para a manchete do Jornal Económico: os hospitais privados investiram o valor recorde de €312 milhões em 2025.

A informação foi avançada por Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, num ano em que a atividade cresceu 2%. É sublinhada a aposta significativa na expansão de unidades, na modernização tecnológica e o reforço da capacidade instalada. Cada vez mais portugueses recorrem aos hospitais privados, motivados pelo aumento dos seguros de saúde e por um acesso mais rápido aos cuidados. No entanto, o recurso do Serviço Nacional de Saúde ao setor privado diminuiu, apesar da pressão no sistema público com o aumento das listas de espera nas cirurgias.

E passamos para a manchete do Público. Matilde, o Ministério Público critica a Polícia Judiciária por se atrasar em investigar crimes de corrupção e de branqueamento de capitais.

Há falta de procuradores, de oficiais de justiça e de peritos em informática. É o alerta que consta no relatório de balanço da Lei de Política Criminal, que definiu crimes de investigação prioritária entre 2023 e 2025. Foram ainda verificados atrasos na distribuição dos casos, na definição do plano de investigação, na análise de provas e na elaboração de relatórios finais. Esta quinta-feira, o Parlamento discute precisamente a lei que vai definir as prioridades e as orientações da política criminal até 2027.

E o Jornal de Notícias destaca uma onda de casos de violência no Grande Porto. Um violador em série atacou uma dezena de raparigas desde o início do ano.

O homem estudava as rotinas das vítimas para as surpreender em casa enquanto dormiam e chegou a escalar prédios para atacar as jovens mulheres. Nomeadamente, conseguiu atacar duas vezes no mesmo prédio, na zona de Asprela, onde vivem muitos estudantes. O predador de 43 anos é operário da construção civil, já tinha cadastro pelos crimes de roubo e violação. Foi ontem detido pela Polícia Judiciária.

Passamos ainda em revista a imprensa internacional. Matilde, começamos com o britânico "The Guardian". O jornal escreve que o primeiro-ministro Keir Starmer está a planear atenuar o impacto das alterações à política de imigração depois das reações negativas dos deputados trabalhistas.

O Partido Trabalhista, liderado pelo primeiro-ministro britânico, está em ebulição devido ao endurecimento das regras de imigração. A proposta de alargar para 10 anos o tempo necessário para obter residência permanente gerou críticas por ser considerada demasiado dura. Perante a pressão interna, incluindo da antiga vice-primeira-ministra de Keir Starmer, Angela Rayner, o governo admite fazer exceções para alguns grupos específicos, como os trabalhadores do setor público ou pessoas quase a obter residência.

E o espanhol "El País" escreve que o Vaticano ocultou casos de pedofilia na Igreja Católica durante quase 90 anos.

Documentos inéditos mostram que a hierarquia eclesiástica sempre teve mais informação do que admitiu publicamente. Registos antigos indicam abusos desde os anos 1930 e que Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, já conhecia um caso em 1986, quando era prefeito da Doutrina da Fé. Quatro décadas antes, instruções internas chegaram a mandar queimar todos os documentos para evitar que caíssem em mãos nazis. Esta é uma investigação do "El País", em parceria com quatro meios internacionais: o alemão "Correctiv", o "The Boston Globe", dos Estados Unidos, o colombiano "Casa Macondo" e o português "Observador".

Os destaques da imprensa europeia. Vamos olhar também para a norte-americana. Em manchete no "New York Times": a guerra no Irão. Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional, viu-se obrigada a delegar as funções que desempenha no presidente Donald Trump.

A diretora de Inteligência dos Estados Unidos enfrentou um dilema quando o líder norte-americano afirmou que o Irão representava uma ameaça nuclear iminente. Isto porque um relatório do próprio conselheiro de Tulsi Gabbard, Joel Kent, indica que tal ameaça não existe. Ontem, numa audiência no Senado, Tulsi Gabbard não se atreveu a contradizer Donald Trump e chegou mesmo a admitir que apenas o presidente pode determinar o que constitui uma ameaça iminente.

Os destaques da imprensa nacional e internacional com Matilde Malva Sabino. Conferência de Imprensa está de regresso amanhã.