Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e no mundo. A edição de hoje é com o jornalista João Gama. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

O discurso do presidente da Assembleia da República está em destaque em alguns dos principais jornais do país.

Desde logo, no jornal Público, o presidente da Assembleia criticou o excesso de escrutínio que transforma a política num reality show e já teve reações críticas. Foi um discurso do 25 de abril. No final, o deputado Pedro Delgado Alves levantou-se e virou as costas a Aguiar Branco e hoje o deputado socialista assina um artigo de opinião no jornal Público, onde acusa a segunda figura do Estado de desvalorizar temas como a transparência na vida política, reduzindo-a a um chavão e caricaturando projetos de lei que estão neste momento a ser discutidos no Parlamento. Por exemplo, a lei que permite conhecer os principais doadores dos partidos políticos. Pedro Delgado Alves assina um artigo com estas críticas com o título "Voltar as costas à opacidade".

E o Diário de Notícias conta hoje que José Pedro Aguiar Branco não vai reagir ao virar de costas do deputado do Partido Socialista.

Apesar de esta atitude poder constituir uma violação ao código de conduta dos deputados da Assembleia da República, nomeadamente no que toca aos artigos sobre lealdade institucional. Ao que apurou o Diário de Notícias, no entanto, o presidente da Assembleia da República não vai solicitar um inquérito à Comissão de Ética e Transparência.

E ainda de olhos postos no Parlamento, o DN conta que a Comissão da Liberdade Religiosa acusa deputados madeirenses do CHEGA de crimes de ódio.

Por causa de declarações dos parlamentares Francisco Gomes e Miguel Castro sobre o Centro Islâmico da Madeira e sobre todas as pessoas de fé islâmica. É a primeira vez nos 22 anos de existência que este órgão independente, que reúne representantes das várias confissões religiosas do país, assume esta acusação: crimes de discriminação, incitamento ao ódio e à violência.

E o Correio da Manhã escreve hoje que a investigação à corrupção no futebol está em risco.

Por causa da lentidão dos processos e das perícias. Por estes motivos, 10 inquéritos ao mundo do futebol abertos pelo DCIAP entre 2017 e 2021 sofreram atrasos na sua conclusão. São processos que têm uma duração média de três anos e nove meses. Alguns podem chegar aos cinco anos. O CM teve acesso ao relatório da inspeção, onde pode ler-se que há processos que têm pouco ritmo de investigação e extensos períodos de inatividade. A investigação à corrupção no futebol olha, por exemplo, para a manipulação de resultados na primeira liga portuguesa. É uma equipa coordenada pelo próprio DCIAP.

Está feita a revista de imprensa nacional. Lá fora, João, o destaque é, naturalmente, a nova tentativa de ataque contra Donald Trump.

Que aconteceu este fim de semana durante o jantar com correspondentes. O New York Times escreve que o atirador escreveu que as figuras da administração Trump eram os alvos que estavam organizados, da hierarquia do cargo mais alto para o mais baixo. As autoridades estão a investigar uma nota, um referendo, que apesar de não mencionar o nome do presidente norte-americano, indica que o suspeito detido após o tiroteio a envolver agentes federais na noite de sábado, sentia uma profunda raiva com a administração e com o próprio presidente dos Estados Unidos. Lembra, por isso, o New York Times que o ataque voltou a levantar preocupações sobre se os serviços secretos estavam ou não preparados suficientemente para proteger Donald Trump. Os especialistas ouvidos pelo jornal dizem ainda que as medidas de segurança acabaram por funcionar.

E destaque também no The Washington Post, que escreve que o suspeito se chamava a si próprio "assassino federal amigável".

Numa mensagem enviada à família 10 minutos antes do ataque. Criticou também de forma dura as políticas de Trump, reservou um quarto no hotel Washington Hilton com uma semana de antecedência, viajou de comboio da sua casa nos arredores de Los Angeles até chegar a Washington. Embora as autoridades não tenham divulgado publicamente o nome do homem que foi detido no sábado, cinco fontes próximas da investigação identificaram o suspeito como Cole Thomas Allen, de 31 anos, nascido e criado na Califórnia. Era professor, diz o Washington Post, que em 2024 chegou a ser nomeado como o professor do mês.

E do outro lado do oceano, o mesmo destaque. O The Guardian escreve que as autoridades estão a investigar o sentimento anti-Trump como principal motivação para este ataque.

É o que diz o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, numa entrevista à CBS News, que faz manchete no The Guardian. Adianta que o suspeito deve aparecer ainda hoje num tribunal. Está acusado de agressão, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio a agentes federais, mas pode ser acusado de tentativa de homicídio de Donald Trump. É o que diz Todd Blanche. Escreve também o The Guardian que apenas 10 minutos antes dos disparos, o suspeito enviou a tal mensagem, o referendo, à família com uma longa lista de queixas contra o governo para os familiares próximos.

Os destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista João Gama. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.