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Abrimos a conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais em Portugal e também alguns jornais internacionais. Eu sou o Miguel Gata, a edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. E Matilde, começamos com a manchete do semanário Expresso: centenas de detentores de vistos gold processam o Estado português devido à nova lei da nacionalidade.

Traição é o sentimento de muitos titulares de vistos gold que dizem ter investido no país com regras diferentes das atuais. A nova lei da nacionalidade está a gerar forte contestação entre investidores estrangeiros em Portugal. As alterações aumentam de cinco para até 10 anos o prazo necessário para pedir a cidadania portuguesa, contando agora apenas após a emissão do cartão de residência. Mais de 500 investidores preparam uma ação judicial coletiva contra o Estado português. Alegam uma quebra de expectativas legítimas.

E o Jornal de Negócios destaca a ausência de acordo para a nova Lei do Trabalho em concertação social. Matilde, o jornal fala num fiasco.

Nove meses depois da apresentação do anteprojeto, nada feito. Não só não houve acordo, como agora o governo quer abandonar as cedências parciais que fez em abril. A Ministra do Trabalho vai levar ao Parlamento o que diz ser algo parecido à versão inicial que apresentou em julho de 2025. A governante diz que essa proposta vai ser enriquecida com os contributos recolhidos ao longo do processo negocial, mas também alguns vindos de fora. Fica, Miguel, por concretizar essas ideias.

Maria do Rosário Palma Ramalho, que vai estar hoje aqui na Rádio Observador, no "Sob Escuta", depois do jornal das 9h. Passamos, Matilde, para o Jornal de Notícias. Em manchete, um caso na polícia, um candidato a PSP que é expulso por publicações racistas na adolescência.

Foi denunciado por um colega e acabou expulso do curso entre os 16 e os 18 anos. O cadete-aluno fez publicações na rede social X, associadas à extrema-direita, incluindo a imagem de uma bandeira LGBT a arder e uma referência ao grupo ultranacionalista 1143. O candidato oficial da PSP ainda ganhou a primeira batalha legal, mas perdeu no recurso.

Alguns dos destaques da imprensa nacional esta manhã. Passamos ainda em revista a imprensa internacional. O francês Le Figaro assinala o primeiro ano de pontificado de Leão XIV. Trump, imigração e liturgia. O jornal diz que o Papa deixou uma marca própria, Matilde.

Mais firme e mais interventivo no cenário internacional. Um ano após a eleição, o Papa assumiu claramente as funções num estilo que contrasta com o do antecessor Francisco. O líder da Igreja Católica entrou em confronto com Donald Trump, sobretudo por causa da guerra e das políticas de imigração nos Estados Unidos. Leão XIV defende o controle das fronteiras, mas condena a violência contra migrantes e pede mais investimento dos países ricos no desenvolvimento das nações mais pobres.

E o espanhol El País destaca o surto de hantavírus. A Organização Mundial da Saúde confirma que cinco dos oito casos suspeitos no navio deram positivo para este vírus.

A embarcação segue rumo a Tenerife, nas Canárias, onde deverá chegar no domingo, Miguel. As autoridades decidiram que o cruzeiro não vai atracar e que os passageiros vão ser retirados por lancha, sem contato com a população. E o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, falou com o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, para acalmar os ânimos devido à chegada do navio ao arquipélago. Todos os passageiros vão ser avaliados a bordo antes de serem repatriados. A OMS está agora a apurar a origem do vírus, que poderá estar relacionada com uma viagem de observação de aves pela Argentina, Chile e Uruguai.

Vamos ainda à imprensa norte-americana. Em manchete no The Washington Post, o ataque dos Estados Unidos ao Irão em resposta a ataques contra navios de guerra.

As forças iranianas terão usado mísseis, drones e pequenas embarcações sem causar danos aos navios dos Estados Unidos no estreito de Ormuz. É o que alega o comando militar norte-americano. Decidiram, por isso, retaliar. Washington afirma ter atingido bases militares iranianas em operações que qualificam como autodefesa. Já o Irão garante que respondeu a ações provocatórias norte-americanas e diz ter causado danos significativos a navios dos Estados Unidos. Donald Trump assegura que não houve danos na frota norte-americana e diz que os ataques iranianos foram facilmente neutralizados. O jornal escreve que o intensificar das ações militares levanta novas dúvidas sobre as negociações de paz que estão em curso.

A jornalista Matilde Malva Sabino com a conferência de imprensa.