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Este programa tem o apoio da seguradora Allianz Portugal. Allianz Commercial, seguros para empresas. Os ataques cibernéticos são, pelo terceiro ano consecutivo, o maior risco para as empresas em todo o mundo. É este o resultado do Barómetro de Risco Allianz de 2024, para o qual foram entrevistados mais de 3 mil especialistas em risco de 92 países, que falaram sobre as maiores preocupações para as suas empresas. Bem-vindo ao primeiro de cinco episódios do "Conversas Sem Riscos", um podcast patrocinado pela Allianz Portugal, Allianz Commercial, seguros para empresas. Eu sou a Maria João Simões e para nos falar sobre os principais destaques deste Barómetro de Risco, está comigo Joana Moniz, diretora da área de Clientes Empresa e também membro do comitê executivo da companhia de seguros Allianz Portugal. Bem-vinda, Joana.
Obrigada.
Muito obrigada por estar connosco.
Obrigada.
Joana, antes de falarmos dos resultados, importa explicar, a quem ainda não conhece, o que é este Barómetro de Risco da Allianz e qual o seu propósito.
Com certeza. O Barómetro de Risco é essencialmente o inquérito anual da Allianz que, tal como a Maria João referiu, é feito em mais de 90 países e que integra a opinião de mais de 3 mil especialistas. Especialistas que englobam não só especialistas na área de risco, estamos a falar de corretores, especialistas na área dos sinistros, etc, mas também os nossos próprios clientes. E o objetivo deste inquérito é essencialmente perceber quais são os principais riscos que as empresas enfrentam na atualidade.
Os ataques cibernéticos são, como dissemos no início, pelo terceiro ano consecutivo e pela primeira vez por uma margem de cinco pontos percentuais, o principal risco para as empresas. Joana, como é que se explicam estes 36%?
De facto, 36% já é uma percentagem muito significativa. Trinta e seis por cento das empresas inquiridas identificaram os ataques cibernéticos como o topo do ranking. Como é que se explica esta tendência? Eu penso que, por um lado, é o facto de vivermos num ambiente de crescente globalização, de crescente digitalização. As empresas estão cada vez mais expostas e mais vulneráveis a qualquer tipo de ataque à segurança informática. E, por outro lado, claro, temos os criminosos e os hackers com acesso.
Os piratas informáticos.
Cada vez com acesso mais fácil a tecnologias, nomeadamente à inteligência artificial, que lhes possibilitam ter um acesso às vulnerabilidades das empresas cada vez maior. E portanto, estas duas vertentes em paralelo transmitem e significam um risco cada vez maior para as empresas no que respeita à operação e à continuação das suas atividades.
E quais são os principais tipos de incidentes? E como seguradora, o que é que a Allianz propõe como medidas de proteção para qualquer empresa?
No que respeita aos ataques cibernéticos, o tipo de incidente mais comum é o ransomware. Nós estamos a falar de um tipo de software malicioso que, a partir do momento em que entra no sistema informático da empresa, vai ou bloquear o acesso ao sistema informático ou bloquear os dados.
E que vai contaminar tudo, não é?
Vai contaminar tudo e podemos ter aqui situações realmente extremas em que a empresa deixa de poder operar. Esse tipo de incidente ransomware pode acontecer de diversas formas, através do hacker, que falámos há pouco, mas também pode ser de facto uma ação não intencional de qualquer trabalhador que acaba por violar o que são as políticas de segurança da informática da empresa, e portanto a empresa fica muito exposta. Temos aqui uma questão do tal bloqueamento de dados, bloqueamento dos sistemas, mas também temos aqui a violação de dados, que se tornou um tema supercomplexo e muito importante. Por quê? Porque pode ser os dados, por um lado, da empresa, mas por outro lado, pode ser os dados do cliente, do fornecedor.
Do colaborador também, não é?
Exatamente. E portanto, os custos para a empresa de reposição de reputação, os custos associados à reputação da empresa podem ser elevadíssimos, além da questão da empresa não poder operar, são questões muito complexas. O que é que a Allianz propõe como medidas de proteção? Eu penso que a obtenção da capacidade das ferramentas de detecção precoce são extremamente importantes. Uma empresa que não tem estas ferramentas e que não identificou quais são as suas vulnerabilidades, no caso de um incidente, o que é que vai acontecer? Vai ser uma empresa que vai ter muito mais dificuldades em repor a sua atividade, vai ter custos muito mais elevados e vai estar muito mais exposta. E claro, as pequenas e médias empresas são tipicamente as empresas que estão aqui mais vulneráveis e o investimento nos recursos ligados à segurança cibernética são fundamentais. Diria que, em geral, as palavras-chave são prevenção e a proatividade no contacto com especialistas na área de segurança cibernética.
Em Portugal, os três principais riscos apontados foram, em primeiro lugar, e a par com o que acontece em termos globais, os incidentes cibernéticos, em segundo, a interrupção de negócios e, em terceiro, aspetos macroeconómicos. Joana Moniz, quer explicar-nos cada um destes segundo e terceiro pontos?
Sim, com certeza. A interrupção de negócios é, de facto, um risco muito abrangente. E por quê? Porque uma empresa pode deixar de poder operar por as mais diversas razões. Nós há bocado falámos dos ataques cibernéticos e de facto poder ter como consequência a empresa ter que fechar as portas, mas podemos ter realmente um cenário de um incêndio nas instalações da empresa, podemos ter os tais eventos meteorológicos extremos.
E que não controlamos.
E que não controlamos e que de facto podem, por razões alheias, a empresa fica completamente impedida de poder trabalhar. Pode ser um cenário que não afeta diretamente a empresa, mas afeta, imagina, o fornecedor Da empresa que estamos a falar e no caso em que a empresa já deixa de receber matéria-prima, deixa de poder produzir. Isto são tudo razões alheias à empresa, alheias ou não, mas podem ser, de facto, alheias. E temos o melhor exemplo no Covid. Com o Covid, tivemos o melhor exemplo em que empresas de um dia para o outro deixaram de poder operar. Este é um tipo de risco em Portugal que está agora no segundo lugar e que, sobretudo quando prolongada no tempo, esta interrupção do negócio gera desafios muito difíceis de ultrapassar, nomeadamente para as pequenas e médias empresas. Esta é a segunda posição no ranking. Na terceira, tal como a Maria João mencionou-
Os aspetos macroeconómicos, não é?
Exatamente. O que estamos a falar aqui? Estamos a falar basicamente das perspectivas de crescimento económico, que neste momento sabemos que não são espetaculares. Estamos a falar da envolvente das taxas de juro, da inflação e toda esta envolvente macroeconómica, se pensarmos quais são as consequências e as implicações que têm para a operação de uma empresa, para o investimento, para o crescimento do negócio. Este tipo de risco, ao contrário do que é o ranking global, aparece em Portugal agora como a posição número três no ranking.
Este barómetro da Allianz vai ainda mais longe e mede também os riscos de negócios mais importantes por setor industrial e também em função da dimensão da empresa. O que importa aqui destacar?
O que eu achei interessante neste ano de 2024 é que aqueles riscos principais que acabámos de falar, cibernéticos, interrupção do negócio, são riscos que são igualmente importantes e destacados pelas empresas, seja qual for a sua dimensão. Apesar de estarmos a falar de graus de resiliência e de exposição diferente consoante a dimensão da empresa, o topo dos riscos, os riscos são os mesmos, consoante a dimensão da empresa. No que respeita ao setor industrial, é interessante que há outros riscos sobre os quais não falámos até agora, que consoante a atividade industrial e o setor industrial com que estamos a falar muda. Então passamos a falar, nomeadamente, em indústrias como a indústria dos transportes, indústria da eletricidade ou indústrias pesadas. Para este tipo de indústrias, o custo da energia, os custos energéticos aparecem no top do ranking. Deixamos de falar de riscos cibernéticos e interrupção de negócio, mas os custos energéticos estão no número um. Ou temos também riscos de uma natureza completamente diferente, como seja mudanças na legislação ou mudanças na regulamentação. Estamos a falar, por exemplo, de indústrias que estão muito expostas ao que são tarifas.
As flutuações de preços no mercado, não é?
Exatamente, ou questões mais protecionistas, sanções económicas. Temos aqui indústrias, como seja a indústria da tecnologia ou mesmo a indústria das telecomunicações, que empresas que trabalham neste setor identificam este como um dos principais riscos inerentes à sua atividade.
Vimos os riscos, mas para terminar, para a Allianz, quais são os pontos positivos deste barómetro de risco de 2024?
Eu diria que, em primeiro lugar, uma das conclusões mais importantes deste barómetro de risco é que nós vivemos num mundo de riscos cada vez mais complexos e muito mutáveis. É extremamente importante para as empresas estarem preparadas para gerir estes riscos. E quando falamos de uma gestão de riscos, falamos na identificação, quais são os riscos a que eu estou exposta como empresa e como é que eu posso minimizar e prevenir estes riscos. Eu penso que o ponto positivo, para responder à sua pergunta, Maria João, é exatamente que uma gestão efetiva destes riscos pode transformá-los em oportunidades. E é aqui que o papel da seguradora é extremamente importante. Nós na Allianz estamos muito comprometidos primeiro em desenvolver determinados padrões técnicos e em trabalhar com os nossos clientes empresa em identificar, em primeiro lugar, e depois em prevenir e mitigar os riscos associados às atividades dos nossos clientes empresa.
Chegamos ao fim deste primeiro episódio do podcast "Conversas Sem Riscos" da Allianz Portugal. A Joana Muniz faz parte da direção da área de clientes da empresa e é também membro do comitê executivo da Allianz Portugal. Joana, muito obrigada por partilhar conosco não só o propósito, como os principais resultados deste barómetro de risco Allianz 2024. Obrigada, Joana.
Obrigada, Maria João.
Este podcast é patrocinado pela Allianz Portugal, Allianz Commercial, seguros para empresas. Para a semana regressamos com mais um episódio. Até lá. Este programa tem o apoio da seguradora Allianz Portugal. Allianz Commercial, seguros para empresas.