Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Dia 24 de agosto de 2023, mais uma edição de "E o Campeão é". Hoje com Gabriel Alves, Pedro Henriques e João Castro. Boa tarde aos três. Vamos começar pela vitória de ontem do Sporting de Braga frente ao Panathinaikos, na primeira mão do playoff de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Gabriel Alves, estava 2x0 aos 94 minutos, mas depois o Braga sofre um gol e a eliminatória está em risco. A Grécia tende a ser complicada. Boa tarde.

Boa tarde. E aos 93 podia ter uma outra eliminatória com 3x0. E na gíria futebolística: "Se não matas, morres na praia". Esperemos que não. Esperemos que o Sporting Braga seja competente agora no jogo da segunda mão. É evidente que ir com uma vantagem é sempre melhor que ir em desvantagem ou melhor que ir sem vantagem, mas, na verdade, vai ser uma final pro Braga. E as finais ganham-se ou perdem-se. Portanto, o Braga vai ter que ser muito competente face a esta equipa grega, que também se olha para ele e se mede como uma equipa de luta e vai lutar, certamente. No seu terreno, por ter também o seu lugar ao sol. O Braga tem uma segunda parte muito interessante, tem bom futebol. Poderia ter, inclusivamente, marcado mais se tivesse tido uma maior capacidade de definição. Ela não apareceu. Poderia ter sofrido o gol antes por esporar, o que não aconteceu para bem do Braga, mas acabou por, na conta final, aquilo que se previa que cheirava que pudesse acontecer, acabou por se concretizar. Uma palavra aqui no Braga para Bruma. Bela exibição de Bruma, uma boa entrada de Djalo e Rony Lopes. Eu vi-o jogar no Sevilha, vi-o jogar na França, em vários clubes por onde ele tem andado. Eu espero que o Rony Lopes consiga vencer em Braga. Espero e desejo isso, até porque é a profissão dele e ele tem que ter alegria no face. E quero uma palavra aqui para o Abel Ruiz, estou com uma imprensa espanhola que hoje diz: "É jogador de Champions".

Pedro Henriques, de facto, fica aqui aquela ideia que o Gabriel Alves destacou e pegando no nome de Rony Lopes, aos 93 minutos, o Braga podia ter resolvido a eliminatória a risco com 3x0. Crês que vá ser complicado? Vai ser complicado, certamente, na Grécia, mas vês o Braga a sofrer até o fim ou a entrar na Grécia forte e a querer resolver a partida?

Boa tarde. Eu acho que estes jogos, nesta fase, eu diria primeiro, e repito aquilo que disse ontem, o Braga individualmente é melhor que o Panathinaikos. Em termos coletivos, muitas vezes são outros fatores que passam também pela parte emocional. Ouvi também o Mister Pezeiro que foi falar a propósito desta eliminatória, ainda antes de ela acontecer, e ele foi treinador de ambas as equipas, e ele referia-se a um aspecto muito importante desta eliminatória, que era o segundo jogo ser na Grécia, e ele conhecer muito bem. Ele conhece as duas realidades, mas conhecer muito bem o ambiente, a motivação que os jogadores vão buscar extra, em função do ambiente e do apoio do público. Portanto, se 2x0 não estaria resolvido, eu já nem vou para os 3x0, vou para aquilo que aconteceu, que os 2x0 não estaria resolvido, mas dava aqui uma margem de manobra de maior conforto. O 2x1 torna, obviamente, a eliminatória mais perigosa. Mas também o Braga sabe isso, e o Braga sabe que neste momento está a ganhar. E o Braga tem jogadores como o Bruma, como o Djalo, que, por exemplo, só por falar. E mais, se porventura, eu acho que o Panathinaikos vai assumir um bocadinho mais o jogo lá, até porque corre atrás do resultado. E, portanto, que se calhar os 54% de posse de bola que o Braga teve, em função dos 46 menores, podem se inverter. E isso também lança um novo desafio, que é um Braga, se calhar, a dividir mais bola ou até ter menos bola e a sair mais vezes em contra-ataque e não em ataque planeado. E é aí que o Djalo, o Bruma e outros jogadores que o Braga tem, que são muito rápidos, que são bons a alinhar contra-ataque, podem também tirar partido, tirar vantagem. E portanto, eu acho que ambas as equipas têm capacidade para passar, ambas as equipas têm capacidade para se ferir, entre aspas, uma à outra. Continuo a confiar no Braga e sobretudo na perspectiva de que percebam claramente da importância. E não é só perceber, é perceber e levar para dentro de campo essa percepção. E que consigam ser pelo menos tão assertivos e tão bons como foram cá na primeira volta, porque realmente este é um jogo, como disse o treinador do Braga, ainda antes do jogo, que este era um jogo talvez dos jogos mais importantes que o Braga tinha nos últimos tempos, para a importância que era o próprio clube. Portanto, eu acho que eles estão todos muito conscientes daquilo que é fundamental fazer. 2x0 era melhor, 2x1 é menos bom, 3x0 era espetacular, mas a realidade é o 2x1. Não há gols marcados fora à contar, como nós sabemos, e vamos ver com muita expectativa um jogo que eu acho, e esta também era a minha percepção, e termino com isto, que este era daqueles jogos que vai ser decidido no fim. Portanto, não acreditava muito que cá ficasse já decidido, como se fosse lá o primeiro jogo a mesma coisa, e também não acredito que entre o Braga como entrar, entre o Panathinaikos como entrar, que o jogo fique logo decidido. Portanto, há de ser uma eliminatória discutida bem até ao fim.

E João Castro, boa tarde. Ficaste com saudades do separar?

Boa tarde. Não, não particularmente. Saudades do Sporar. Teve aquele falhanço incrível, coloca mal os apoios, depois chuta com o pé mais fraco, até com o esquerdo. Ali pedia-se uma finalização de pé direito. Mas deixa-me te dizer que muita gente desvalorizou este Panathinaikos. Relembrar que eliminou o Marselha e é uma equipa muito bem organizada, primeira parte muito bem a pressionar, a não deixar sair o Braga e acho que aqui um infortúnio do Braga mudou um bocadinho o jogo, a lesão do Al Musrati, que é um infortúnio, obviamente, e espero que se recupere rapidamente. Mas a verdade é que trouxe ao jogo o André Horta e trouxe uma maior vivacidade ao meio-campo. O Vitor Carvalho passou para seis, o André Horta passou para oito e a verdade é que o Braga ganhou com isso. E a segunda parte do Braga foi muito boa, poderiam ter chegado ao 3x0, também poderiam ter sofrido pelo tal lance de Sporar, mas a verdade é que depois acabam por sofrer o gol e este Panathinaikos, na Grécia, com aquele ambiente, vai ser um adversário difícil. O Braga vai praticamente ter que ser obrigado a marcar gols na Grécia para ficar a salvo, porque apesar de não contar os gols fora, eu acho que vai ser uma pressão enorme sobre a equipa bracarense, que tem personalidade, como o Pedro Henriques disse e bem, vai ter mais espaço para sair em contra-ataque, mas, por outro lado, também vai ter um caudal ofensivo maior do Panathinaikos e portanto, cá atrás na defesa. E ontem houve alguns lances em que a defesa do Braga teve algumas dificuldades, principalmente a controlar, às vezes, a profundidade e através da velocidade. O Zé Fontes já não conseguiu acompanhar os avançados gregos e portanto, vamos ver o que é que irá acontecer. O Braga é superior a este Panathinaikos, mas este Panathinaikos não é tão fraco como muita gente quis dizer e portanto, muito cuidado na Grécia. Sabemos do ambiente e muita qualidade também dos jogadores do Panathinaikos. Se analisarmos bem o plantel do Panathinaikos, tem lá individualidades que podem decidir também o jogo de um momento para o outro, assim como o Braga os tem.

É isso mesmo.

Não desvalorizem as equipas. Os jogos ganham-se no terreno de jogo, independentemente da tipologia de favorito, mas nunca desvalorizem o adversário. O adversário tem sempre capacidade. Se isso tem que ser notado, tem que ser sublinhado e tem que se partir nessa premissa para o jogo.

E para a semana há jogo. Para a semana a segunda mão, está marcada para terça-feira deste Braga, para já 2, Panathinaikos 1 em tempo de intervalo neste playoff de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Vamos passar para a atualidade encarnada, isto porque, Pedro Henriques, o pai de Bernardo Silva admite que o regresso ao Benfica em 2026 é uma possibilidade forte. Vamos por partes. Isto foi entrevista à Rádio Renascença. O pai do Bernardo não diz que é garantido, e o filho também nunca o escondeu, o regresso ao Benfica é uma possibilidade no final do contrato com o City.

Eu acho que os benfiquistas, neste momento, estão mais preocupados em saber se a conversa do Roger Smith com o Vaclidimos foi aquela, se foi mais ou menos aquela que foi na comunicação social, o que vai acontecer ao Vaclidimos. Mas pronto, obviamente que fica sempre bem, seja o Bernardo, como já deu a entender, às vezes alguns jogadores, como já fez o Rúben no final dos jogos, falarem do Benfica, fica sempre bem esse amor que os jogadores têm e que os marca, em relação ao Clube Benfica, e depois também a possibilidade de um dia, em final de carreira ou mais tarde, poderem regressar, porque sabemos que para já o futebol português não tem capacidade financeira para suportar os salários que estes jogadores jogam no momento atual. Nesse contexto, os jogadores já ganharam mais dinheiros, se calhar já ganharam mais títulos, já estão numa fase mais descendente da sua carreira, mas ainda têm rendimento desportivo, porque o Benfica, como qualquer outro clube, não é um lar. Quer dizer, nesta perspectiva, agora vem para cá toda a malta, só porque tiveram muito amor ao Benfica. É preciso que haja ainda rendimento desportivo e obviamente que os jogadores, e um jogador como o Bernardo aos 32 anos, tem muito para dar ainda desportivamente. Agora, eu acho que é um bocadinho de especulação, fica bem, é sempre bom o pai, se não é o pai, é o primo, se não é o primo, é o empresário, se não é o empresário, é o próprio jogador. Fica sempre bem, de vez em quando, fazer um bocadinho essa juras de amor, mas na prática e na realidade, e não querendo aqui também eu estar a ser muito crítico, isso é muito giro, mas o giro é se eles tivessem já cá para render. Esses bites à distância e tal. "Eu gosto muito de ti". Gostas de mim? Não apareces. Gosto de mim, só não mandas mensagens, portanto gosto de ti a estar presente. Isto aqui fazendo um paralelo com as relações pessoais. Fica bem, é giro, mas honestamente, o Benfica neste momento tem muitas outras preocupações. Até lá, vamos começar com a nova Liga dos Campeões. Benfica, Porto, Sporting tem que ganhar títulos, tem que equilibrar orçamentos e até lá acontece tanta coisa, o mundo está sempre a mudar, até mesmo o mundo político e social. De qualquer maneira, fica bem, é uma hipótese. Já sabemos que há dois ou três jogadores que passaram pelo Benfica, que já fizeram um bocadinho essa juras de amor e, portanto, isto que aconteceu agora com o Di María é uma realidade que pode acontecer com outros jogadores. Há aqui uma coisa boa para o Benfica, é sinal que foram bem tratados, que não ficaram pontas mal resolvidas. Olha, não acredito que o pai do Vlad Kodims um dia destes venha dizer que o Vlad Kodims regresse ao Benfica caso ele saia. Isto é sinal que estes que estão a dizer isso, é sinal que foram bem tratados e há uma boa relação e isso é sempre bom para o jogador e obviamente para o clube, neste caso o Benfica.

João Castro, vou te fazer uma provocação. Pegando aqui no que disse o Pedro Henriques, gostavas de receber uma mensagem de alguém? Ao Sporting. Ao teu Sporting. Gostavas que o teu Sporting recebesse uma mensagem de amor de alguém?

Não, estás a tentar levar para o Ronaldo.

Não, nada disso. Alguém, um fetiche teu no mundo do futebol.

Bruno Fernandes, claramente. Seria o jogador que eu gostaria de ver regressar e eu acho que há uma ligação muito estreita entre o Bruno Fernandes e o Sporting.

Isso não é um fetiche, é consensual.

É consensual. E já que estamos a falar também de um jogador que mora em Manchester, do Bernardo Silva, que fica até 2026, que eu acho que uma preponderância muito grande face às saídas do Mahrez e agora a lesão do Kevin De Bruyne, acho que era fundamental para o Manchester City segurar o jogador, mas o Pedro Henriques tem grande razão quando diz que tudo muda. E portanto, se daqui a uns anos, em 2026, houver uma equipa árabe que pague 30 milhões por época pelo Bernardo Silva, fica difícil depois corresponder ao amor benfiquista. Portanto, vamos ver. Em relação à tua provocação, sim, se me pedisses qual era o jogador da esfera do Sporting que eu gostasse que voltasse, era claramente o Bruno Fernandes. Gostava de ver muito o Bruno Fernandes nesta equipa do Rúben Amorim.

E Gabriel Alves, pegando aqui numa outra ponta solta do Benfica, que parece que está mudado, algures nas últimas horas. Provável saída de Schjelderup. Pergunto se foi um caso bem gerido. O jovem jogador foi contratado por 9 milhões e não sabemos muito hoje, é verdade, mas o que circula é que Roger Schmidt quer despachá-lo.

Olha, é Roger Schmidt ou a estrutura do Benfica?

Pois, fica a pergunta.

De resto, quanto à questão do Bernardo, vem 2026 para se candidatar à presidência ou para jogar. E agora já uma outra questão. Podemos reparar, estamos a falar do jogador a transferir e que se diz que o Roger Schmidt quer despachar. Estamos a falar da hipotética vinda do Bernardo. Se calhar não falámos aqui ainda do Florentino, importante para os loucos e o Vicente. Florentino tem andado por aí. Já repararam que falando sobre isto tudo, falou ali há bocado o Pedro, e bem. Andamos a falar do Vladímir, do Roger Schmidt, etc. Estamos a falar de outras coisas. É comunicação. Portanto, olha, pela minha parte, estou à espera de 2026 para ver onde é que o Bernardo vai assentar.

Uhum. É isso mesmo. E João Castro, volto a ti para uma coisa muito rápida e não vamos sair do clube do Bernardo Silva, do Manchester City, porque é cada vez mais insistente o interesse sério do City e do Guardiola em Matheus Nunes. Vias isto acontecer?

Olha, via mais depressa acontecer a casar no futebol do Liverpool, vou te ser sincero, mas face à lesão do Bruno, está a tentar o Manchester City colmatar. Um jogador completamente diferente, diga-se de passagem, um perfil diferente, se calhar até não tão apropriado para a equipa Manchester City, mas o Guardiola poderá ter visto no Matheus Nunes alguma coisa que falta à equipa. Para o Sporting é bom, digo-te já. O Sporting só tem 10% de mais-valia, não é 10%, é 10% de mais-valia. Não é muito, mas a verdade é que será sempre algum-

Dá para abater ordenados, não é?

Exatamente. Adivinhaste na mão. Para abater alguns ordenados, principalmente, se calhar, do ala direito, que pode vir o Fresneda. E portanto, acho que é bom. Para o Matheus Nunes é ótimo sair do Wolves, dar um salto destes, trabalhar com o Guardiola. Para o Matheus Nunes acho que seria já no topo do bolo, que é realmente estar na Premier League, na melhor equipa e com o melhor treinador.

João, e já agora, rapidinho, acho que é a primeira vez que participas esta semana no nosso "O Campeão É" e nós já falámos do Fresneda. Estás convencido? Era isto que querias?

Sim, eu acho que é um jogador com grande potencial. Fala-se que é o futuro lateral direito da seleção espanhola, tem muita técnica, perfil muito parecido com o Porro, obviamente. Que eu acho que ele até defende melhor que o Porro, diga-se de passagem, mas com capacidade técnica. Difícil, porque a negociação não é fácil. Eu acho que o caso do Cancelo ir para o Barcelona vai ajudar bastante. Portanto, o Cancelo no Barcelona vai ajudar bastante. Não está a ser fácil para o Sporting, foi ter fechado dois jogadores lá na equipa do Palau Blaugrana, porque os jogadores do Sporting têm recusado ir para a Segunda Divisão espanhola. Agora é convencer o jogador do projeto leonino. Não tem Champions, mas tem outros atrativos. E se calhar, até, agora então em brincadeira, é pôr o Porro a fazer uma chamada para o Fresneda a explicar a vantagem de jogar no Sporting.

E era de certeza um trunfo que Rúben Amorim podia usar. Vamos aos nossos campeões, Gabriel Alves.

Esta questão da Arábia Saudita. Reparem que até 15 de setembro o mercado vai estar aberto para eles. Temos essa questão, que já eu falei aqui ontem, já trouxe aqui a terreiro, do Benzema e do Espírito Santo, quando se começa aqui também a perceber que há qualquer coisa, por exemplo, com o Zidan poder ir para lá. E Benzema casava bem com ele. Também se fala hoje muito na penumbra de Modrić, 38 anos, que estava no Real Madrid, mas se isto até dia 15 de setembro ele mudar, também não vamos ficar admirados. Depois, temos aqui Laporte, que era do Manchester City, já vai a caminho. Mas o facto que é mais evidente, e é isso que me chama aqui a atenção, é o fato de Gabi Veiga, uns jovens jogadores de grande qualidade, de futuro, ir para a Arábia Saudita. Ao ponto que o jogo, um jogador veterano, que tem bem os pezinhos no chão, não só sobre a relva, mas também no chão, cabeça em cima ombro, até nos indo dizer que o senhor está vergonhoso. Mas isto é uma vergonha, pessoal. Gabi Veiga, que era para ir para Nápoles, acabará por ir para a Arábia. Portanto, isto dá muito que pensar e dá muito que refletir em relação a todo este negócio que se está a processar em termos de mercado da Arábia, que está a preocupar, de facto, diversas entidades Principalmente aqueles que dirigem, que estruturam e até os próprios treinadores que também vão sendo chamados, os grandes treinadores. Já não basta lá estar um treinador assim assim. Não, é nomes, também se quer. Mas aqui também há uma outra coisa que eu pergunto: será que há um clube árabe mais em Inglaterra? Não, não é. Eu estava a falar do Chelsea, que já gastou 385 milhões nesta janela. Isto é pouquinho que eu digo. Se houver notícias, nós daremos, mas a verdade é que estão à procura de um avançado. 385 milhões. Esta coisa do futebol tem muito que se lhe diga, tem muito. E todos nós temos que estar um pouco atentos a todos estes negócios e a todas estas envolvências e a todas estas evoluções.

E ainda não acabou o mercado, ainda faltam alguns dias. Pedro Henriques, o teu campeão de hoje.

Vou dar uma nota 15, com uma certeza e uma dúvida. A certeza, que é positiva, é esta questão da Santa Casa da Misericórdia. Parece que, afinal, não vai deixar de dar os patrocínios depois da reunião entre o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, e a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ana Jorge. Este é o lado positivo, porque se sabe e percebe-se que algumas das federações também dependem destes apoios, destes patrocínios e de projetos que já estavam. E portanto, de alguma maneira, há projetos que estão no terreiro pensados com os apoios financeiros que também viriam dali. Não sei bem quais são os contornos que levaram exatamente a essas alterações, que promessas foram feitas por parte do secretário de Estado da Juventude, onde é que o Estado aqui vai ter envolvimento. E é aí que entra a minha dúvida, que é este aspecto: fica a ideia se alguém com a responsabilidade da senhora Ana Jorge num dia diz que fechou a torneira e só porque teve uma reunião no outro dia já não fechou a torneira, dá uma ideia que há aqui qualquer coisa ao nível do desporto que é feito a brincar. E estou a dizer isto com ironia, porque eu sei que é mesmo feito a brincar, ou seja, não há planeamento. Se calhar devia haver um ministro do Desporto, não sei, não devia ser secretário, mas parece que é tudo a brincar. Parece que é: "Agora a bola é minha e estou a perder, vou para casa. Leva a bola, sou o dono da bola. Pronto, ok, já fizemos as pazes, tomem lá a bola, vamos todos jogar à bola." O desporto não se pode mover por uma pessoa com estas responsabilidades num dia dizer que não e no outro dia já diz que sim. Há aqui alguma coisa que é estranha e que não devia chegar a este ponto, que as partes deviam, se calhar, ter conversado antes de se percolar cá fora todo este alarido. Parece que as pessoas continuam a reagir em vez de proagir. E portanto, este é o lado da intriga e por isso eu dou 15, porque fico feliz, porque o importante é que as federações tenham os poucos apoios que ainda vão tendo. Agora, o lado da intriga e que me deixa preocupado é: esta malta não planeia, não organiza, não pensa, só reage. E isso deixa-me triste, porque realmente é Portugal no seu lado mais pobre e mais pequenino, que é a falta de planeamento, organização, enfim. É a minha nota, é os cinco pontos que faltam para os 20.

Muito bem. João Castro, um minuto e meio para o teu campeão.

Olha, nota 15 para o Messi. Ontem tive a oportunidade de ver o Inter Miami jogar e o Messi. Conseguiram ganhar, outra vez aos penáltis, é verdade, mas conseguiram recuperar outra vez. Mas eu dou ao Messi, não foi até por ele jogou, mas pela alegria como está a jogar. Ou seja, recuperou a alegria de jogar futebol e é bom ver. Obviamente, tem as vantagens financeiras que também teve a ir para Miami e familiares, porque também foi uma escolha da família estar em Miami. Mas o que mais agrada foi a alegria do Messi jogar. Parece que recuperou a alegria depois daqueles dois anos sombrios no Paris Saint-Germain. Isso é importante, ver um grande talento, um grande jogador mundial, com aquela alegria de voltar a jogar e da maneira como festejou o gol de empate com os colegas. Tem sido bastante agradável. Portanto, 15 para o Lionel Messi.

E é com este 15, Lionel Messi, que terminamos o episódio de hoje de "E o Campeão É..." com Gabriel Alves, Pedro Henriques e João Castro. Até amanhã.