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E o campeão é na Rádio Observador. Nos próximos minutos falamos de desporto na Rádio Observador, com destaque para o Campeonato do Mundo. Não se fala de outra coisa no mundo do desporto e há motivos para tal. A competição está a começar a entrar nos eixos, mais jogos, mais emoções, mais resultados surpreendentes e também cada vez mais perto a estreia de Portugal nesta fase final do Campeonato do Mundo, acontece na quarta-feira frente à República Democrática do Congo. Ontem tivemos a conferência de imprensa da Seleção Nacional, vai ser um cenário habitual enquanto Portugal estiver em prova e todos nós esperamos que seja bem longa a prestação portuguesa neste Campeonato do Mundo que se joga nos Estados Unidos, no Canadá e também no México. Falou Vitinha perante os jornalistas, depois de um treino aberto à comunicação social e também à comunidade portuguesa no local, centenas de pessoas a acompanhar os trabalhos da seleção portuguesa. E Luís Pinto Coelho, sê bem-vindo. Tu, o João Pinto e também o Pedro Henriques são os meus convidados para o programa de hoje. Vamos começar por abordar este treino da Seleção Nacional, e as palavras de Vitinha, sendo que do treino há pouco a dizer, a não ser que serviu para tirar alguma ferrugem da viagem longa para os Estados Unidos, serviu também para o banho de multidão e serviu também para ouvirmos Vitinha, que sabe bem o que é que é vencer títulos, até porque foi campeão francês e ganhou a Liga dos Campeões, dizer que é para trazer essa mesma ambição ao contexto da seleção. De que forma, Luís Pinto Coelho, é que podemos olhar para estas declarações de Vitinha, tendo em conta a importância que ao tudo indica o jogador vai ter na seleção portuguesa?

Olá, bom dia. Sim, eu acho que obviamente o jogador que tem ganho o que ele tem ganho, e até na seleção, ganhamos a Liga das Nações, tem que estar preparado para vencer e aí é o objetivo de Portugal. Concordo com ele quando diz que Portugal é um dos candidatos, não é favorito, até um bocadinho pelo histórico. Portugal nunca foi campeão do mundo e isso às vezes tem o seu peso em termos de pressão e acho que parte favorito, se calhar uma França, uma Espanha, mas Portugal está naquele lote logo a seguir de equipas que pode vencer o Campeonato do Mundo. Parece-me que ele está confiante. Eu também estou relativamente confiante, embora me pareça que as equipas europeias se calhar vão sofrer um bocadinho neste Campeonato do Mundo. Mas vamos ver como é que vamos entrar. É preponderante entrar bem, porque o último jogo será com a Colômbia e era interessante ficar já em primeiro do grupo para facilitar depois o caminho ao longo da competição, mas eu estou como ele, estou relativamente confiante também.

João Pinto, quero também ouvir-te sobre as palavras de Vitinha. Partilhas a confiança do médio do PSG na prestação de Portugal neste Campeonato do Mundo?

Claro. Bom dia. Eu acho que esta é a altura da calma, da tranquilidade, dos banhos de sol, do arranjo tático, da adaptação. Este é esse momento. Eu gostei muito das declarações do Cristiano Ronaldo quando ele saiu aqui de Portugal a dizer que isto nesta primeira fase é só adaptação, é só calma, é só tranquilidade, é entrar, é passar este nervosismo inicial. E depois quando chegarmos lá mais na frente é que vamos distinguir os rapazes dos homens, porque é exatamente isso, é numa fase de grupos em que passam praticamente os três primeiros em todos os grupos, em que muito dificilmente Portugal não passará num grupo com Congo e os que estão. Depois, quando chegamos à fase a eliminar, em que a pressão se vai amontoando e começam a aparecer equipas com outro gabarito, aí sim, é importante que a equipa esteja una, esteja junta, tenha o mesmo espírito e partilhe destas palavras do Vitinha. Calma, tranquilidade, vontade, ambição, mas muitos calos de galinha.

Pedro Henriques, achas que há algum tipo de nervosismo na seleção portuguesa antes do arranque da competição?

Bom dia. Olha, é assim, a ansiedade existe sempre, que é a ansiedade positiva. Às vezes colocavam-me essa pergunta quando era os Benfica-Sporting, que eu ia apitar o jogo e eu tentava sempre explicar isso, que é a diferença que existe para mim entre nervosismo e ansiedade. Ou seja, nervosismo é algo menos positivo do meu ponto de vista, porque implica dúvidas do processo, receios em relação a fatores externos, aos climas ou adversários. Ansiedade é outra coisa, é tu sabes que há aquele momento para o qual te preparaste bem, mas estás desejoso que comece. E essa ansiedade normalmente é quebrada quando começas a fazer o aquecimento e a partir do momento em que apitas para começar o jogo, essa ansiedade para os jogadores, e neste caso que estava a falar particularmente para o árbitro, também deixa de existir. Ou seja, eu acho que é mais isso. E tenho visto os discursos, indo hoje estava a ver a preparação das antevisões de todas as seleções que vão entrar em jogo hoje, e todos os selecionadores vão um bocadinho nesse encontro, que é a vontade que os jogadores têm de começar, alguma ansiedade, aquilo que são também os adeptos e o país que está sempre às costas da seleção. E acho que é um bocadinho isso. E o Vitinha conseguiu transmitir realmente essa ideia de que estão todos com vontade de começar. Os tais cautelas e calos de galinha que faz sempre falta nestas circunstâncias, até porque nós percebemos, e o Vitinho usou uma expressão, que depois até tentou ali emendar para passar a ideia, que é qualquer coisa como atitude. Ele não usou a palavra atitude, usou outra expressão qualquer, mas nesse sentido, que é uma coisa é tu quereres, outra coisa é depois conseguires colocar esse querer, essa tal mentalidade. E, portanto, pareceram-me palavras Com a tal tranquilidade. Vem no seguimento daquilo que eu vi, ou que eu ouvi, mais concretamente, quando o presidente da Federação, quando Portugal aterrou e chegou ao hotel, que foi o único que prestou declarações públicas na altura, falou e disse que viu uma seleção durante as nove horas de viagem e o tempo que tem estado com eles, com muita maturidade, com experiência, que estavam tranquilos. Não há aquela coisa de ansiedade, quase de quem vai pela primeira vez a uma festa. Eu acho que agora é tentar colocar isso tudo em jogo, sabendo que o primeiro jogo é sempre difícil para todos, sobretudo porque há muito esta perspectiva que é: queremos ganhar, mas acima de tudo não queremos perder. Isto é para todas as seleções. De resto, pareceu um discurso com a tal maturidade de um jogador que até brincou com o facto de um jornalista ter perguntado: "Mas você ainda não marcou nenhum gol." E ele disse: "Obrigado por me ter lembrado, porque realmente ainda não marquei nenhum gol pela seleção." Mas onde ele depois destacou a parte do coletivo e falou daquela questão também muito interessante da pulseira com os nomes de todos os jogadores, a questão do Diogo Jota. Eu acho que neste momento, além da preparação mental e psicológica, é muito este aspecto emocional de ligação entre os jogadores que é fundamental para que depois a parte técnico-tática entre em jogo e aí nós somos muito bons. Agora é os tais pormenores e o pormenor passa muito por essa parte de emocionalidade.

Portugal a preparar essa estreia no Campeonato do Mundo. Acontece na quarta-feira frente à República Democrática do Congo. Ontem treino aberto para os jornalistas e também para a comunidade portuguesa presente em Miami. Meus caros, enquanto Portugal se prepara para a estreia, há seleções que já estão a competir, já estão a jogar e já estão a não conseguir resultados que certamente ambicionavam. Vamos falar um pouco sobre os jogos de ontem. Foram quatro no total. O Brasil empatou a um gol com Marrocos, o Qatar empatou também com o mesmo resultado a um gol com a Suíça, a Austrália ganhou à Turquia por 2 x 0 e o Haiti perdeu com a Escócia por 1 x 0. Quatro encontros com algumas surpresas, penso que é justo dizer isso. Luís Pinto Coelho, vamos começar, naturalmente, por falar sobre este Brasil-Marrocos, até porque o Brasil procura o hexa, mas nesta primeira parte com Marrocos faltou-lhe foi, procurou foi oxigênio, tal foi a pressão marroquina.

Sim, principalmente naquela fase inicial do jogo. Foi uma boa jogatana. Acho que são duas seleções a ter em conta. Acho que o Brasil vai crescer durante a competição e Marrocos eu acho que já se pode começar a dizer que é uma certeza em termos do futebol mundial. As meias-finais de há quatro anos não foram por acaso. Acho que este ano vão novamente fazer uma grande competição e olhando para a idade desta seleção, eu acho que daqui a quatro anos e com o fator casa em muitos jogos que também vão ter, eu acho que se pode considerar mesmo um dos candidatos a vencer daqui a quatro anos. E aproveito para referir algo que me parece interessante. O alargamento tem sido muito criticado para as 48 seleções, mas há um continente, que é o continente africano, que eu acho que foi feita justiça, porque eu acho que eram, penso, 50 equipas e só iam cinco. Acho que havia muita seleção africana de qualidade que ficava de fora e acho que vamos ver neste Campeonato do Mundo muita qualidade nas seleções africanas. Além de Marrocos, Egito, Gana, Costa do Marfim, Senegal, há muitas equipas de qualidade e o alargamento permitiu também termos este cheirinho do futebol africano, que é muito interessante. Mas ontem Marrocos muito bem, principalmente na primeira parte, depois o Brasil equilibrou ali um bocadinho ao intervalo também com as mudanças de Ancelotti, mas foi um belo jogo. Acho que a questão da derrota da Turquia é uma surpresa, embora me pareça que também podia ter conseguido mais de jogo. Acho que foi um jogo quase perfeito da Austrália. A Turquia não esteve mal, mas foi um bocadinho perdular e a Austrália foi extremamente eficaz. O Haiti é mais para o Pedro, parece-me que o primeiro jogo caiu com alguns erros de arbitragem. Acho que o Haiti se queixa um bocadinho da arbitragem, mas também acabou por ser um jogo equilibrado. Percebe-se que há aqui vários, mesmo países que são teoricamente mais pequenos, os jogos são equilibrados. A Suíça adormeceu, podia ter resolvido o jogo cedo e depois no fim acabou por ser surpreendida, por isso é preciso matar os jogos quando é possível, senão pode-se sofrer no fim.

E já vamos ouvir o Pedro Henriques sobre estes quatro jogos de ontem. Para já, João Pinto, natural destaque, acredito, para o empate do Brasil com Marrocos, mas quero te ouvir sobre todos os encontros que acompanhaste e se conseguiste fazer a tal maratona para acompanhar tudo isto.

Peço desculpa ao auditório, mas não consegui passar a noite acordado. Temos que passar o dia a dormir para conseguir ver o mundial. Mas os jogos que eu consegui ver, vi o da Suíça e do Qatar e acho que a Suíça pagou o preço de tantos gols falhados. O Qatar é capaz de ser a seleção mais fraca deste mundial, a par da África do Sul até agora, e conseguiu arrancar um ponto num jogo em que a Suíça, pura e simplesmente, a dada altura, achou que ia golear e que os gols iam aparecer do céu. Muita falta de profissionalismo por parte da Suíça e um Qatar que não sabe de onde é que este ponto surgiu e não sabe como é que conseguiu, com uma seleção tão fraca, arrancar o empate. E depois vimos o contrário. Vimos no Marrocos-Brasil um jogaço, uma primeira parte muito boa, uma segunda parte foi quase um pacto não agressão, especialmente depois do cooling break, que também tem esse lado de ser realmente um cooling break, mas para o jogo e não para os jogadores. E vimos o tal Brasil em processo de renovação, uma seleção que já devia ter muito mais juventude. Eu não percebo como é que o João Pedro não foi convocado, como é que o Estevão não está nos Estados Unidos, mas definitivamente um Brasil que tem poucas soluções para as laterais, para ponta de lança o Igor Thiago parece não funcionar naquele esquema. Ainda há muita coisa para corrigir. Concordo com o Luís, acho que eles podem vir a crescer durante o mundial, até porque precisam de se encontrar. Mas eu diria que o grande jogador de ontem é o Bouadi, já é um candidato a jovem do torneio. E do outro lado, a Vini, que é a candidata a melhor do mundo.

Fez um grande gol o jogador brasileiro, na altura, a restabelecer a igualdade nesse Brasil-Marrocos. Pedro Henriques, quero também escutar-te sobre os encontros de ontem.

Sim, de forma rápida, porque já foi tudo dito. Acho que Marrocos não é surpresa. Marrocos é a confirmação de uma seleção fortíssima e está aqui explicado bem as meias-finais e está aqui explicado por que também termos sido eliminados pelos marroquinos. O Brasil, curiosamente, parti com uma expectativa baixa em relação a essa seleção. Gostei da maneira como se mexeu do banco e isto revela que tem um selecionador, obviamente, que pode também fazer a diferença e intervir, mas curiosamente acho que este Brasil vai crescer e se calhar não é tão menos bom como eu pensava que seria, muito honestamente. Eu acho que este Brasil vai crescer e isso pode acontecer. Do jogo do Haiti, sim, um jogo também em si que não gostei muito, foi fraco e o Haiti tem razões de queixa em termos da questão da arbitragem. Não sabemos se com decisões mais corretas, se o Haiti conseguia fazer outro resultado ou não. E a Suíça a demonstrar aquilo que é a chamada sobranceria, ou seja, não se pode descansar no pedaço quando parece que está tudo controlado e depois entras naquela fase de foram dados seis minutos de descontos, ocupação de tempo perdido, e depois ao minuto quatro, já para lá dos 90, aquela cabeçada que acaba por dar o gol. A Austrália vem provar uma coisa que eu acho que é a dimensão física, ou seja, eu acho que também que este mundial, e nós temos visto isso, aliado à atitude, a questão da componente física, ou seja, aquelas equipes com jogadores fortes, com jogadores que correm muito, com jogadores de intensidade, um bocadinho o estilo daquilo que eu vi no futebol americano dos Estados Unidos, portanto, do jogo que eles fizeram, eu acho que isso pode também ser uma componente desequilibradora, que tem muito a ver com atitude, mas também tem a ver com intensidade e capacidade física. E a Austrália também teve sorte, fez o tal jogo perfeito, que se calhar não volta a repetir, mas o fato é que a dimensão física deles também é impressionante e nós sabemos que essas seleções teoricamente menos dotadas tecnicamente, quando têm uma componente física muito boa, aquelas coisas dos ataques à profundidade, bolas metidas, jogadores que correm muito, muito possantes, podem tirar algum partido, algum valor, mas de qualquer maneira, do jogo do Brasil-Marrocos, e termino com isto, como comecei, vem muito aquela máxima, por isso o tal pacto de não agressão que disse aqui o João Pinto, eu concordo, que é: a gente quer ganhar, mas o primeiro jogo importante é não perder. E acho que temos aqui duas seleções que vão dar que falar e sobretudo a marroquina, que não é surpresa, mas a marroquina é uma seleção do cacete, desculpem lá a expressão.

São os jogos de ontem. Recordar os resultados: o Brasil empatou a um gol com Marrocos, o mesmo resultado verificou-se no Catar-Suíça, a Austrália ganhou 2 x 0 a Turquia e o Haiti perdeu 1 x 0 com a Escócia. Para hoje temos mais quatro jogos do Campeonato do Mundo. A Alemanha enfrenta Curaçao às 18h, às 21h temos duelo entre os Países Baixos e o Japão. Há também jogo entre a Costa do Marfim e o Equador à meia-noite e a Suécia joga com a Tunísia às 3h. Luís Pinto Coelho, perante este menu, que jogos ou que jogo é que te chama mais a atenção e quais são as expectativas para este quarteto de duelos?

Há dois jogos que me parecem muito interessantes. O Países Baixos-Japão acho que será um belo jogo e depois também o Equador-Costa do Marfim. Acho que o Equador é uma seleção extremamente perigosa e que pode surpreender. Mas são dois jogos que destaco e obviamente também ver o arranque da Alemanha quanto a Curaçao também parece-me bastante engraçado de acompanhar.

João Pinto, já aqui falámos mais do que uma vez de pactos de não agressão entre seleções. Acreditas que Curaçao assinava por baixo já um pacto de não agressão com a Alemanha?

Sim, sem dúvida. E depois a Alemanha tem esse lado que a Suíça não teve, que é a Alemanha tem esta fama de poder estar a jogar contra quem estiver, se estiver a ganhar 5 x 0, continua a carregar no acelerador. Especialmente na primeira jornada, eu lembro-me sempre daquela goleada que sofremos deles no Brasil. Portanto, cuidado Curaçao, muita cautela, porque a Alemanha vem com tudo e não vai parar, mesmo que estejam 2 x 0 ou 3 x 0.

Pedro Henriques, quero também, de forma breve, ouvir-te sobre estes encontros, para depois irmos às notas e aos campeões do dia.

O que o Luís Pinto Coelho falou resumiu também uma vez mais tudo o que vai acontecer hoje, os jogos com algum interesse, naturalmente. Eu aqui quando olho pra Alemanha, é claro que o adversário teoricamente parece desequilibrado, mas estou também com algumas expectativas em relação àquilo que é a seleção alemã, que normalmente nem sempre entra muito bem nas competições e o selecionador há pouco, quando fez a antevisão, falou exatamente isso, que ia entrar e achei nas palavras dele alguma confiança naquilo que possa vir a ser o que vem aí. Portanto, acho que há aqui alguns jogos com equilíbrio, vamos ver. Mais uma jornada, não é tão prolongada durante a noite, já vamos ter aqui uns jogos pra nós em horas mais decentes, 18h e 21h. Portanto, João Pinto, já podes ver aqui alguns jogos sem ires pra cama dormir.

Vou estar a dormir.

Ah, pronto, ok.

Uma pessoa procura as soluções, João Pinto. Estamos aqui para te acompanhar neste grande desafio de ver mais de 100 jogos do Campeonato do Mundo. Meus caros, temos quatro minutos até ao final do nosso programa. Altura de conhecer as vossas notas e os campeões do dia. Luís Pinto Coelho, vou começar por ti. Quem é que queres destacar no dia de hoje?

Vou destacar Marrocos, obviamente. Acho que mostrou mais uma vez que está num patamar altíssimo e eu no ano passado estive em Marrocos e tive a oportunidade de ir conhecer um dos centros de treino que eles têm. Eles estão a trabalhar de uma forma incrível e eu acho que esta seleção vai ter aqui muitos anos de grande protagonismo, porque as infraestruturas que eles estão a construir, os centros de treino que têm para os jovens são de grande qualidade e acho que é uma seleção que se vai sedimentar no topo durante, se calhar, mais do que uma década.

Por isso, um 20 para Marrocos.

Fica aqui já a primeira nota do episódio de hoje de "E o Campeão é?", nota 20 deixada pelo Luís Pinto Coelho. João Pinto, quero saber as tuas notas e os teus campeões para hoje.

Muito rapidamente. Nota 15 para o Benfica, que ganhou o primeiro no hóquei, o primeiro foi nosso, já está 1 x 0. Nota 20 para o Oceano, para as suas esperanças no Torneio de Toulon. Grande vitória, já há muitos anos que não ganhávamos lá. Nota 14 para a Escócia, que é a primeira seleção europeia a ganhar. Foi por 1 x 0, foi o Haiti, foi à rasca, mas vá lá, haja alguém. E depois, nota 20, obviamente, para os grandes New York Knicks, que meteram a capital do capitalismo aos saltos. Nota 20 para os Knicks.

Mais de 53 anos depois, são campeões da NBA. Pedro Henriques, vamos fechar com as tuas notas e com os teus campeões.

Sim, duas notas já foram aqui dadas, mas também são os meus campeões. A nota 18, naturalmente, para Marrocos, a confirmar a seleção fortíssima que tem. E não é só pelo resultado, até empataram, mas é sobretudo pelo jogo jogado, pelo perfume e por aquilo que fizeram. Realmente, dá gosto ver os marroquinos a jogar futebol. E para esta seleção sub-20, que a última vez que ganhámos, antes era o Torneio de Toulon, agora o senhor faleceu em 2016, o senhor que é o Maurice Revello, e daí eles terem feito a homenagem deste torneio criado, se não estou em erro, em 1967. E portanto, nós já não ganhávamos e a última vez que ganhámos, se li e me informei bem, foi com um tal de Cristiano Ronaldo, que fazia parte dessa seleção. Portanto, parabéns, obviamente, para a seleção portuguesa, para o Oceano, que está a fazer um bom trabalho e sobretudo para aquilo que para nós é o mais relevante e importante. Ganhar um torneio ou não, é sempre bom ganhar, é a rapaziada que lá está, a qualidade dos jogadores e aquilo que nós pretendemos sempre para um país, neste caso, um país futebolístico, que é perceber que há presente, mas acima de tudo, que temos garantias de futuro. E há ali jogadores com altíssima qualidade.

E há também muita qualidade neste painel composto pelo Luís Pinto Coelho, pelo João Pinto e pelo Pedro Henriques. Fica por aqui a edição de hoje de "E o Campeão é?"