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Destaque para o desporto nos próximos minutos na Rádio Observador. Começa agora a edição de domingo de "E o Campeão É". Damos notas de 0 a 20 aos protagonistas do mundo do desporto. Miguel Cordeiro, vamos aos convocados de hoje.

Hoje temos João Castro, antigo líder do campeonato, sportinguista, Luís Pinto Coelho, atual líder do campeonato, portista.

Estás a levar isto por um caminho.

E Pedro Henriques, também nosso especialista em arbitragem, comentador residente do nosso "E o Campeão É". Vamos a esta luta de liderança. Luís Pinto Coelho, mais contente hoje?

A luta de galos.

Dormi bem melhor na liderança. Eu ontem tinha dito aqui ao João Castro que se o Porto ganhasse em Moreira de Cónegos, o Porto seria campeão, por isso eu acho que ele já está triste, porque sabe que isso vai acontecer.

Ontem, Vítor Bruno disse: "Não há campeões de inverno".

Ontem eu nem estive cá. No entanto, não foi a mim.

Vítor Bruno ontem, Luís Pinto Coelho, disse: "Não há campeões de inverno", mas estou a ver que estás muito contente e já tens um toquezinho. Essa frase aponta já para campeão de inverno.

Sim, porque a vitória de ontem eu tinha referido aqui que era muito importante até pelo calendário, além do fator anímico, também isso era muito importante. Mas pelo calendário que o Porto tem agora, relativamente a Sporting e a Benfica. Vamos ver hoje como é que o Sporting se vai apresentar em Barcelos, mas depois tem o clássico, tem a deslocação a Guimarães, depois também tem o Benfica, que vai receber o Braga também e o Porto aqui tem o calendário melhor. E a equipa pode aqui embalar e ganhar também mais confiança e desconfiar menos de si própria, que andava um bocadinho a desconfiar do próprio talento que tem. O Vítor Bruno ontem ajudou um bocadinho também. Não complicou, meteu o talento em campo e o talento ajudou a decidir, mas foi uma vitória muito importante num campo difícil e o Porto aprendeu a lição. Perdeu lá para a taça e ontem o jogo foi bem melhor, mais controlado pelo Porto.

Sendo que Vítor Bruno disse isto há umas semanas, há sempre esta discussão sobre onde é que se encontra um campeão, se é nos jogos grandes, se é nos jogos pequenos. E olhando para a tabela classificativa, o Futebol Clube do Porto, 15 jornadas, 12 vitórias, tem duas derrotas. Essas duas derrotas são com o Sporting e com o Benfica. Tem um empate com o Famalicão e tudo o resto são vitórias. E, portanto, Vítor Bruno, quando diz que o campeonato ganha-se com os pequenos, está na verdade a fazer isso mesmo. Com os pequenos, e não tirando valor aqui a ninguém, o Futebol Clube do Porto perdeu com os dois rivais, empatou com o Famalicão, o resto são só vitórias.

Sim, e eu acredito que o campeonato se vai decidir com os jogos entre os pequenos. Eu lembro-me, por exemplo, que o Sérgio perdeu campeonatos com derrotas em casa inesperadas e com empates em casa que não se contava. E, para já, o Vítor Bruno nisso tem a folha limpa, em casa tem ganho os jogos todos. E mesmo fora, tirando os jogos com os grandes, tem feito um bom trabalho nesse aspecto em termos de resultados. Por isso acredito que vai ser mesmo por aí, até porque o Porto em casa com o Benfica e com o Sporting normalmente é forte. E mesmo que empate os jogos em casa, a diferença é mínima no confronto direto. Por isso, depois vai ser nos outros jogos e as equipas têm perdido bastantes pontos nesses jogos, principalmente Benfica e Sporting.

João Castro, o que achas que pode acontecer hoje em Barcelos? É um terreno difícil, um terreno, por exemplo, onde o Futebol Clube do Porto em anos anteriores teve muitas dificuldades, mas Sporting e Benfica também já tiveram dificuldades frente ao Gil Vicente.

Olha, bom dia. Sim, eu espero hoje é dormir na liderança outra vez e passar o Natal na liderança. É o que eu espero. Este pequeno sabor que o Luís Pinto Coelho, que já não tinha há muito tempo, foi uma prenda de Natal, mas hoje já vai ser retirada. Claramente, o Sporting tem uma deslocação difícil. Com Rúben Amorim, eu sou da opinião que os campeonatos decidiam-se nos jogos grandes, porque basicamente o Sporting passava por cima dos jogos pequenos com alguma facilidade. Sem Rúben Amorim, confesso que aí claramente os jogos podem-se decidir contra os pequenos. Os campeonatos podem-se decidir contra os pequenos, porque a verdade é que o Sporting tem tido muitas dificuldades, sobretudo também a nível defensivo. É uma equipa que ainda não apresenta aquela confiança e que nós sabemos que dificilmente vai sofrer golo. Não, é o contrário. Basta qualquer lance, bola parada, uma aproximação à área do Sporting, que pode surgir um gol, porque a equipa tem defendido mal. Apesar do último jogo já ter tido uma reação à perda bastante interessante quanto ao Santa Clara, mas depois qual ficou ali na parte final com aqueles livres e cantos do Santa Clara. E, portanto, é um jogo difícil. Obviamente, a equipa também está com vários indisponíveis, mas não me passa pela cabeça outro resultado que não a vitória, ou seja, o Sporting entrar forte e com o talento vencer o jogo com menor ou maior dificuldade. Acho que nesta altura e com o calendário, não me interessa se joga bem ou se joga mal, o que interessa é vencer. Nem que seja 1 x 0 com uma oportunidade do Gyökeres e ser golo só, porque é fundamental por causa do calendário. O Luís explicou, e bem. O Porto tem agora um calendário mais favorável nos próximos jogos, o Sporting não, tem um calendário difícil. Se João Pereira passar por estes três jogos difíceis, eu estou a falar só da Liga, passar pelos três jogos difíceis só com vitórias, claramente marca aqui uma posição muito forte. Se não passar, o Sporting tem aqui um problema também. Vítor Bruno tem passado bem. Eu sempre disse que o Porto e o Vítor Bruno só tinham perdido com os grandes, porque de resto estava a conseguir cumprir. Fora tem sempre mais dificuldades, acho que já não vencia há quatro jogos fora, para todas as competições, voltou a vencer. Importante também o talento. Ontem, não fazendo uma grande exibição, controlou bem o jogo. Tirando ali o início da segunda parte, onde realmente o Moreirense, até ao segundo gol do Porto, acho que houve ali algumas dificuldades do Porto, mas sem que o Moreirense conseguisse criar algo palpável de perigo. E, portanto, a luta está a ferro e fogo, com os três grandes a lutarem pelo título. E nesta altura, atendendo ao que estão a jogar em alguns jogos, quem errar menos vai ganhar.

Muito bem. Eu vou fazer só um aparte e dizer que fico muito feliz por semana após semana o Vítor Bruno ir conquistando cada vez mais o coração do Luís Pinto Coelho, que eu acho que pouco a pouco vai-se sentindo mais aconchegado. Vamos ver como é que vai ser daqui em diante. Vou até ao Pedro Henriques para fazer um dois em um, para falar do Futebol Clube do Porto e da vitória ontem em Moreira de Cónegos. Supostamente, e por aquilo que vimos, há um novo menino bonito, o Rodrigo Mora, que fez uma grande exibição. Mas Pedro, também para falar deste teste do Sporting em Barcelos, terreno difícil. O Gil Vicente está na melhor fase da época, está em décimo lugar. O que esperas do jogo de mais logo também?

Bom dia. Em relação ao jogo do Futebol Clube do Porto, duas ou três notas que já foram aqui também referenciadas. O Futebol Clube do Porto, não fazendo uma exibição exuberante, foi bastante assertivo e seguro e acaba sobretudo por mostrar aquilo que o Luís Pinto Coelho tem vindo sempre a dizer várias vezes, sobretudo quando está a fazer os comentários em direto com o foco do Porto, que o Namaso, podendo ser um bom jogador e oferecer algumas soluções, não é o Mora e o Mora pode oferecer outras coisas que o Namaso não consegue oferecer, como fez na assistência e até tem gol, e sobretudo na persistência e na maneira como está muito agarrado ao jogo. Ou seja, mostrando um pouco aquilo que se pretende e que se calhar os miúdos mais jovens normalmente têm, que é muita vontade e determinação, e sabemos como isso depois é extremamente importante. Portanto, foi um Porto que acaba por fazer uma coisa extraordinária, que é desde a segunda jornada que não liderava. E uma coisa que ninguém pensava há três ou quatro semanas atrás, acontece agora, é que Benfica e Porto podem pensar de forma muito clara e evidente que podem assaltar, no bom sentido da palavra, o primeiro lugar. O Porto, mesmo à condição, conseguiu fazer e isso emocionalmente e psicologicamente tem sempre muito impacto, muita força. Mesmo quando há aqueles jogos em atraso, como aconteceu com o Benfica, depois a outra equipa diz: "Já estou à frente", mas isso é muito importante. É menos bom para quem tem esses jogos em atraso e é sempre muito melhor para quem, mesmo à condição, está à frente. E psicologicamente, emocionalmente, isso ajuda a ganhar sinergias internas, porque os jogadores acreditam muito mais em tudo, nos processos, etc. E, ao mesmo tempo, os adversários ficam sempre um pouco mais desconfiados. Portanto, é um Futebol Clube do Porto claramente assertivo nesse aspecto. E depois tem esta coisa do calendário que a equipa tem muito bem, porque realmente é um calendário extremamente difícil para o Sporting, também difícil para o Benfica, e um calendário aparentemente mais fácil para o Futebol Clube do Porto, mas há sempre aquela verdade que todos nós sabemos do futebol, é que não vale a pena pensarmos nos adversários se nós, ou seja, eu, o Porto, nós, ou o Benfica, ou o Sporting, não ganhamos os nossos jogos. E isso é sempre uma verdade. Em relação ao jogo do Sporting, obviamente que neste momento aquilo que poderia ser um jogo com algum grau de dificuldade, mas que o Sporting iria acabar por ganhar, agora tornou-se cada jogo, seja em Alvalade, seja fora, uma dor de cabeça para os sportinguistas. E quando o Frederico Varandas fez este discurso último, muito crítico em relação a diversas coisas, ele tem que perceber que quem está a fazer a crítica e quem tem essa desconfiança toda não são os adeptos do Benfica, nem do Futebol Clube do Porto. Esses são felizes, são os próprios adeptos do Sporting. Basta ter ouvidos e ouvir os diversos canais, as diversas intervenções que são feitas antes de começar o jogo e depois de começar o jogo, independentemente do Sporting ter perdido ou como perdeu, e depois mesmo dos jogos em que o Sporting ganhou, em que a desconfiança é grande, porque acima de tudo, a maneira como o Sporting perdeu, mas também a maneira como o Sporting ganhou, deixa toda a gente do universo sportinguista desconfiados na perspectiva de que não se está a jogar bem. E depois vemos um discurso da equipa técnica que eu acho que não joga com aquilo que se passa. Faz-me lembrar um pouco o antigo treinador do Benfica, que via sempre coisas que os outros não viam. Relativamente ao jogo, que vai ser complicado, eu penso que o Sporting nesta fase do campeonato, até pela quantidade de lesões, fala-se contudo que há dois ou três jogadores que porventura para o dérbi poderão estar recuperados para serem opções, mas para este jogo hoje não são e o Sporting tem que, no meu ponto de vista, apostar na consistência e naquilo que é o mais normal, sem grandes surpresas. O Israel, o Dionando, o Debasto e o Mateus Reis, depois o João Simões e o Umut, que neste momento são a dupla ali de meio-campo. Não tens Bragança, não tens Morita e não só por causa disso, porque o João Simões jogou bastante bem este lugar.

Nem Pedro Gonçalves, nem pode. Exato. Sim. Continua.

Sim, isso foi dado para frente.

Mas podia jogar ali também, não é?

Também podia jogar ali, eventualmente. E depois, naturalmente, com os laterais, em que eu acho que vai ser o Gennaro Gattuso na direita e o Maxer à esquerda, com o trio Belkas e Trincão, porque acho que obviamente não tem concorrência e acho que vai ser outra vez o Kenda do lado esquerdo a fazer, vamos dizer assim, de Pedro Gonçalves. Não acredito que haja aqui grandes surpresas. Vamos ver como é que vai ser o jogo. Agora vai ser um jogo de grau de dificuldade elevada e como diz o nosso João, neste ponto do Sporting já não interessa, é como a seleção, já não interessa se joga bem ou mal.

É ganhar.

O que importa mesmo é ganhar para regressar ao primeiro lugar e para pelo menos abordar o jogo com o Benfica. Acho que o Benfica vai ganhar ao Estoril com alguma facilidade, mas depois abordar o jogo com o Benfica, pelo menos na liderança, o que é sempre também emocionalmente mais confortável.

Para os mais distraídos, a Taça de Portugal apenas teve o jogo do Sporting em meio da semana, mas a verdade é que ontem tivemos dois jogos da Taça de Portugal, um duelo entre equipas do Campeonato de Portugal, equivale à quarta divisão nacional, e um jogo entre classificados da Liga 3. O Tirsense venceu por 1 x 0, eliminou o Rebordosa, um jogo de loucos até o fim, com o Rebordosa com várias oportunidades, e o São João de Ver, neste caso duelo de jogos da Liga 3, eliminou por 3 x 1 o Oliveira do Hospital e portanto segue para os quartos-final o São João de Ver, inédito, e também o Tirsense, a equipa do Campeonato de Portugal. João Castro, temos Taça a acontecer. Não é Taça na expressão que dizemos de tombos gigantes, mas temos duelos de equipas de escalões inferiores e história a acontecer com estas equipas a chegarem aos quartos-final.

Deixa-me dar aqui já os meus parabéns ao meu amigo e treinador do São João de Ver, o Afonso Cabral.

Mea-culpa aqui também. Meu colega de faculdade e a fazer um belo trabalho no São João de Ver.

A fazer um belo trabalho, sobretudo na Taça. No campeonato tem sido mais difícil, mas acho que vão recuperar claramente. É um grande trabalho chegar aos quartos-finais, é histórico. Um abraço para ele e para a equipa toda do São João de Ver e para os seus adeptos. É realmente fantástico. E por outro lado, fico satisfeito de ver um histórico tirsense também chegar a esta fase. É realmente um clube histórico, esteve muitos anos na primeira divisão, trouxe até alguns jogadores bastante interessantes para o Campeonato Português e fico satisfeito que a cidade de Santo Tirso volte a ter esta pequena alegria. É uma cidade bastante bonita e que prezo muito e acho que é a festa da Taça. É bonito quando estes clubes de escalões inferiores chegam aos quartos-final. Espero que realmente mude a Taça de Portugal para que nas meias-finais fique só a uma mão, para ser mais possível ou haver mais probabilidades de que estes clubes também possam chegar à final, porque com duas mãos as coisas tornam-se muito difíceis. Estamos a caminhar para esse caminho. Acho que o Pedro Proença também já disse, se for presidente da Federação, tem esse projeto para acabar com esta ideia maluca de duas mãos nas meias-finais. Dar os parabéns ao Tirsense e São João de Ver e esperemos que haja a festa da Taça.

Sendo que vamos também ao futebol internacional.

Vamos a isso.

João Costa e Silva, tivemos mesmo um match, como prometeu ontem o Gabriel Alves, em Espanha.

Sim, e o Atlético de Madrid levou a melhor sobre o Barcelona e Luís Pinto de Coelho. Não sei se viste o jogo, não sei se te encheu o olho.

Não vi, porque foi na hora do foco do Porto. Estava aqui na rádio.

Calculei que não ias ficar muito dividido, mas daquilo que viste depois, não sei se tiveste a oportunidade de ver, o Atlético de Madrid, se calhar se olhássemos para a Liga Espanhola no início do campeonato e apesar dos reforços que foi buscar, aquela irregularidade no início não fazia prever que neste momento pudesse estar a liderar o Campeonato Espanhol. Ainda por cima depois desta pequena hegemonia do Barcelona, que dominou grande parte desta primeira metade do campeonato.

Sim, parecia que o Barcelona tinha embalado e era um campeão antecipado, mas o Atlético estabilizou. Eu gosto bastante do Simeone e acho que este ano pode ser campeão novamente. E tornou o Atlético num gigante europeu. É uma equipa supercompetitiva sempre.

E com muitas soluções, não é?

Sim, este ano tem ali bastantes soluções. Parece que quer aumentar as soluções. Parece que quer levar o Alan Varela agora em janeiro. Mas que esteja quietinho, que está bem assim. Acho que vai ser um campeonato muito interessante, porque acho que vai ser uma luta muito grande entre os três até final e os diversos campeonatos estão muito interessantes. O italiano, o inglês. Há várias equipas a lutar pelos títulos nos diversos campeonatos e em Portugal também. Por isso os campeonatos estão todos muito interessantes.

O italiano também está muito renhido. A Atalanta está em primeiro na Liga Italiana.

Olhar aqui um bocadinho para outra competição, neste caso a Premier League, porque Pedro Henriques, o City continua a perder jogos. Nos últimos 12 jogos do Manchester City, só há uma vitória. Como é que Guardiola pode sair desta crise? Como é que se encontram soluções para uma crise destas também?

Isso é uma pergunta difícil de responder, porque realmente os factos são esses. O City realmente tem vindo, e acho que a expressão queda livre é exatamente isso. Tenho a certeza que tanto o treinador como os jogadores já procuraram fazer 50 mil conversas, 50 mil reuniões, e isso tem passado pela forma, no sentido de tentarem dar a volta. E é quase um bocadinho inexplicável, porque uma coisa é perderes um jogo ou outro, por não estares bem físico, etc. Mas o City tem vindo a perder com tudo e com todos. E mesmo, inclusivamente, de forma às vezes dramática, no sentido dramática, quer dizer, drama é outra coisa. Mas como foi o caso com o United, por exemplo. Nada fazia prever, um penalti perfeitamente acusado dá um e depois pelo menos o empate não, e depois ainda sofrem um segundo gol. Este tem sido um momento menos bom. Não está em causa, naturalmente, nem a qualidade dos jogadores, nem aquilo que é o treinador. Mas por alguma razão, já não é uma questão da mensagem passar ou não passar, ou dos esquemas táticos. Se calhar, e isso pode vir a ser um momento de reflexão no futuro, mesmo que tenhas lá tudo o que pensas que seja o suficiente para seres campeão ou para ganhares, por alguma razão o conjunto não está a funcionar. Isso às vezes acontece nas organizações, nas instituições, até nas relações pessoais. E quando assim é, alguma coisa vai ter que ser feita no sentido de mudança. Não vais despedir, se calhar, 15 jogadores ou 20, é porque isso envolve muitos milhões. E às vezes a solução pode passar pelo treinador fazer um break, uma pausa, ele próprio sair, ele próprio dar lugar a outro. Porque muitas vezes é difícil, porque não é fácil de explicar uma equipa como o City nesta crise, porque no fundo, está bem que houve ali uma série de lesões e muitos jogadores que estiveram ausentes. E depois a gente sabe que quando os jogadores estão lesionados, o regressarem não é só regressarem, não é só estarem aptos fisicamente, mas o facto é que há aqui uma crise e não augura nada de bom para este City, para esta época desportiva. E alguma coisa vai ter que ser feita, obviamente, mas se calhar vai passar até pela questão do próprio treinador no futuro.

E outro dado importante, 27 gols sofridos em 12 jogos também. É ligeiramente preocupante para uma equipa que tinha uma solidez defensiva.

Muitos marcados pelo Sporting.

Bom apontamento, Miguel.

Vamos às nossas notas de campeão. João Castro, começa desse lado.

Só para dizer que se o City quiser trocar de treinador e levar o João Pereira e tirar o Guardiola, acho que estaríamos disponíveis para negociar. Até o Hugo Viana já conhece o João Pereira e tudo, portanto facilitaria as negociações.

E teria razão o Varandas ao dizer que sim.

Exatamente. Se der, tudo perfeito. Estás a ver, Miguel? Tudo perfeito. Está selado o acordo É só mandar o avião buscar o Ariel. Em relação às notas para o Tirsense e para o São João de Ver, obviamente pelas passagens aos quartos final, e para o Rodrigo Mora. É um jogador que faz-me lembrar claramente o João Vieira Pinto, aquele cruzamento, aquela forma de finta e depois olhar e ver o Samu, faz-me lembrar o João Vieira Pinto. O segundo gol teve muitos ressaltos, mas vale pela insistência dele. E depois, no meio daquela confusão toda, saber onde estava a baliza. De cara e pés também é fundamental, é realmente um talento. Eu tinha batido um bocado no Vítor Bruno quando ele metia sempre o Menino, quando estava a perder e nos últimos minutos, não é assim que se faz, é quando se joga de início é que se vê, porque meter cinco minutos, de carregar o peso, de ter que dar a volta a momentos difíceis, não favorece o jovem. E aqui sim, deu-lhe a oportunidade de titular e o Rodrigo Mora deu-lhe a resposta, garantiu-lhe três pontos fundamentais.

Luís Pinto Coelho deve estar muito contente com esta tua cobiça ao Rodrigo Mora. Luís, a tua nota e campeão do dia, vamos a isso.

Vou dar não só ao Rodrigo Mora, mas também ao Samu e à dupla Rodrigo Mora-Samu, vou dar aqui um 18, porque eu acho que desportivamente e depois financeiramente, pode ser muito importante para o Porto. Estamos a falar de um jogador de 17 anos, outro de 20, que a nível desportivo podem fazer muita diferença e ontem já se viu isso, podem se entender muito bem e até fora de campo parece que há uma cumplicidade muito grande entre os dois. E depois, financeiramente, pode ser um encaixe tremendo do Porto, não tenho dúvidas que o Samu vai ser a maior venda de sempre do futebol clube Porto e o Rodrigo Mora, obviamente, mais dois, três anos a maturar e depois também será um jogador que se calhar, se tudo correr bem, até pode bater o recorde de transferências feitas em Portugal.

Muito bem, passamos e fechamos este campeão com as notas do Pedro Henriques. Eu estou a dizer notas, não sei se vais dar nota a mais do que um.

Sim, por acaso algumas já são dadas aqui. 15 para o Tirsense e São João de Ver, festa da Taça de Portugal e é sempre uma oportunidade de vermos estas equipas dos escalões inferiores depois atingirem patamares superiores e provavelmente em breve a cruzarem-se com equipas de outro topo, a Taça de Portugal é isso, é festa. Para o Atlético de Madrid, 17, até pela diferença de ter menos um jogo ao Barcelona.

Exato.

Penso que é menos um jogo, o Real Madrid aparece com dois jogos a menos, mas a contenção vai manter-se, o Atlético de Madrid vai acabar o ano, o tal campeão de inverno, vai acabar o ano em primeiro lugar, isso é garantido, até pelas jornadas que faltam. E naturalmente para o Futebol Clube do Porto, e aqui vou dar uma nota 18, que consegue quatro meses depois a liderança, mesmo que seja à condição. E agarro, porque foi aqui dado destaque, por isso vou dar 19, aos três títulos dos jornais que são fantásticos quando dizem "Dragão mora no topo", "Juros de Mora" e "Dragão já lá mora". Portanto, os três jornais desportivos estão realmente a utilizar a palavra do Mora, o nome, mais concretamente, do Mora, para dizer e para enaltecer aquilo que acho que está aos olhos de todos. É um craque, tem muita qualidade. Tenho a certeza que estes jovens hoje em dia têm um acompanhamento totalmente diferente e dificilmente se vão perder e, portanto, o futuro que vem por aí para o Mora será sempre um futuro grandioso, porque é daqueles jogadores que não engana. Pode ter uma noite melhor ou pior, mas não engana naquilo que é a sua qualidade e por isso o destaque claramente para este jovem, para o Mora, com nota 19.

O nosso "Campeão" fica por aqui. Estamos de regresso amanhã depois de 12h30. Não esquecer, logo às 20h30 há um Gil Vicente x Sporting, jogo com relato em direto aqui na Rádio Observador. E dizer também que há jogo hoje à tarde, há um Manchester United x Bournemouth e, portanto, vamos ter o Special Ruben mais logo, ao fim da tarde, depois das 18h.