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E o campeão é na Rádio Observador, a começar agora e hoje com particular foco na Supertaça. O Benfica ganhou ao Porto por 2 x 0, gols de Di María e Petar Musa. Os encarnados conquistaram assim o primeiro troféu da época. Começo por ti, portanto, João Pinto, ainda de sorriso de orelha a orelha?

Olá, boa tarde. Contente pela vitória do Benfica. Sei que isto é só o princípio, sei que isto é só um jogo, é aquele troféu que é atribuído e basta ganhar um jogo, mas obviamente é sempre melhor ganhar do que o contrário, é sempre melhor entrar a ganhar. E o Benfica fez bem o seu papel, claro. Fez aquilo que tinha que fazer.

Luís Pinto Coelho, desiludido?

Sim, olá, boa tarde. Sim, eu estava confiante. Disse ontem isso na emissão, estava confiante que o Porto podia fazer um bom jogo e conquistar o troféu. Não foi possível. Fez bons 45 minutos. Há ilações a tirar, obviamente. Espero que esta derrota também sirva para a estrutura perceber que é preciso reforços, que é preciso munir o plantel de outras opções para que Sérgio Conceição possa ter a hipótese também de competir de uma outra forma. Mas o resultado acabou por ser justo, principalmente porque o Benfica na segunda parte ajustou, ajustou bem. Roger Schmidt emendou a mão e na segunda parte foi superior e acabou por concretizar o que o Porto não fez na primeira parte.

Gabriel Alves, o Benfica foi um justo vencedor?

Boa tarde. Completamente. Mas há aqui várias notas a retirar. A primeira é que Roger Schmidt inventou. Aliás, os treinadores de vez em quando inventam e quando inventam é mau. E ontem aquela primeira parte é uma invenção completa. O Benfica nunca funcionou, foi a disfuncionalidade total, anarquia total. E portanto, o Futebol Clube do Porto entrou bem, mas também não teve capacidade de definição. Eu na transmissão onde estava, tive a oportunidade de dizer que quem não marca acaba por poder morrer na praia, e morreu mesmo. Mas as circunstâncias são outras. O Benfica, como disse e bem Luís Pinto Coelho, emendou a mão e trouxe a terreno o Petar Musa, o ponta de lança. E as coisas encaixaram-se, as pedras todas voltaram a estar nos seus sítios, porque os movimentos da equipa passaram a ser completamente outros, diversos, e naturalmente a equipa reencontrou-se consigo própria, os jogadores reencontraram-se. Portanto, ao nível daquilo que é o seu trabalho de treino, mesmo com as novas unidades, e obviamente que Petar Musa acabou por ser uma figura importante e uma lição para o senhor Roger Schmidt, que ao inventar, até desvalorizou o ponta de lança que tinha mais à mão, mas ele deu-lhe a resposta não só com tudo o que foram os movimentos e até com o gol que acabou por anotar. Há aqui umas notas que eu gostaria de dar em relação ao Benfica, que me parecem bem. Eu queria focar Odysseas, que continua a ser um menino querido de Roger Schmidt, entre aspas, obviamente. É alguém com quem ele conta muito por tudo o que é. Ele é um todo-o-terreno, diria que é a perfeição daquilo que é a técnica da força. Em contraponto, Di María ontem deu uma lição de força da técnica. Muito bem, Di María. Houve algum espaço e alguns momentos que esteve ausente, mas quando apareceu, foi sempre para dar nota, mas nota muito alta. De resto, dar ao António Silva, que é um menino fantástico, aquela maturidade de um garoto que dá nas vistas precisamente por ser garoto e por ter essa maturidade. Não só na forma como ataca o espaço e lê aquilo que o adversário vai fazer, portanto, na sua posição de defesa central, mas também ao nível dos duelos. E quanto àquele garoto do meio-campo, um menino de nome, chama às vezes o seu nome, esquece-se o nome dele. É um menino baixinho, muito interessante, que joga de facto muitíssimo bem, que eu gostei muito de ontem de o ver atuar. Chama-se João Neves. O João Neves é o motor da equipa do Benfica nesta altura. Motor puro e duro. Depois, há um patrão, e o patrão chama-se Otamendi. Quanto a Petar Musa, foi o ás de copas que saiu para dentro do terreno. Quanto ao Futebol Clube do Porto, mostrou dois jovens muito interessantes na parte final da partida, quando eles entraram, e teve em Galeno, enquanto não deu o berro, a sua melhor unidade.

Eu já vou querer saber também quais é que são os destaques do João Pinto e do Luís Pinto Coelho no que diz respeito aos jogadores das duas equipas. Mas antes, Pedro Henriques, o árbitro ontem não teve vida fácil. Que apreciação do desempenho do Luís Godinho?

Não, essa eu já fiz no Sem Falta, portanto vou só deixar só um tópico sobre isso. Vou falar daquilo que não me foi dito. Obviamente, como estou a falar de arbitragem, não falo do resto. E aqui é a minha oportunidade de o fazer. Em primeiro lugar, o Roger Schmidt errou claramente na equipa que colocou na primeira parte. Ponto. Quais são os dois jogadores que eu tinha dito que tinham que jogar e que não jogaram? Iraoseki e Musa, os outros nove eu acertei. O que isso significa? Aquilo ao intervalo, o que é que fez? Foi o mesmo colocar esses dois jogadores. Portanto, há coisas simples. E perceberem de uma vez por todas que no futebol português ganham-se os jogos com ponta de lança. Ponto. Reparem o exemplo do segundo gol do Benfica. Não é o gol só do Musa que é espetacular no sentido de chegar à zona de finalização e finalizar. É que o lance começa com uma coisa que mais ninguém consegue fazer senão um ponta de lança. O Rafa, por exemplo, que estava nessa posição, não conseguiu fazer. É que ele foi saltar com o Pepe, não tocou na bola, mas fez com que o Pepe no salto virasse as costas, tocasse na bola e deixasse a bola disponível para o Benfica. E isto é que faz toda a diferença de um ponta de lança que fixa centrais, que disputa bolas com centrais e que obriga a eles ficarem lá atrás e errarem.

Chamadas referências, Pedro.

Exatamente. E o Roger Schmidt conseguiu reforçar. O Futebol Clube do Porto sem reforços Tem mais um que há de vir e que vão ser fundamentais para o Porto, mas é um futebol de Porto sem reforços a jogar de início e portanto isso sem o Uribe é um Porto sempre mais fraco, obviamente. E isso viu-se claramente. Depois, da relação da arbitragem, os árbitros portugueses e os jogadores portugueses. Os árbitros portugueses continuam também eles a levar para que o jogo muitas vezes tenha esta tendência. Por quê? Apitam a tudo, a qualquer coisa que mexe apitam, não prevêm o contacto físico e começam a sacar cartões amarelos a torto e a direito, alguns deles depois acabando por errar. Eu prefiro que errem não mostrando cartões amarelos, mesmo que depois sejam criticados por isso. E o que fazem é exatamente ao contrário. Mas também é difícil arbitrar quando tens, vou só dar exemplo, ao minuto 15, o Ristic a fazer uma falta normalíssima sobre o Otávio e o Otávio a enrolar duas vezes pra direita e três vezes pra esquerda como se tivesse sido atropelado. Obviamente que o árbitro foi completamente enganado, amarelo ao Ristic, e passado um quarto d'hora, ao minuto 29, é o Otamendi que chuta a bola, que vai ele próprio bater contra o Namaso e o que o árbitro faz? Mostra cartão amarelo ao Namaso que não teve culpa nenhuma. Mas por quê? Porque o Otamendi não só fez aquilo tão bem feito, como rolou também duas vezes pra direita e três vezes pra esquerda. E com isso também é muito difícil para os árbitros, que já não têm grande confiança, no meu ponto de vista, e nota-se isso claramente, e que apitam a tudo e marcam as faltas todas e mostram cartões amarelos, ainda mais difícil se torna.

Por isso que um critério VAR intervém nisso também. Há de haver um critério VAR.

Pois, mas o VAR é internacional, nós não podemos adaptá-lo.

Mas olha que por aí fora também há aqui umas cenas.

Sim, mas não se pode adaptar em relação àquilo que é, por exemplo, o Pepe que podia ter sido expulso com o segundo amarelo, o VAR não pode intervir, não pode dizer absolutamente nada. Em relação ao Sérgio Conceição, 24 expulsões, todas cá feitas no nosso burgo, ele lá fora não se porta assim, obviamente. Ainda por cima, mais uma expulsão em cima de uma suspensão. De quem é a culpa? É culpa do Palhinha, dos cinco amarelos, do Uneres, que por acaso não foi a jogo. É culpa também do Sérgio Conceição na perspectiva, ou seja, os clubes aproveitam este buraco da lei, não há respeito nenhum pela legislação, pela justiça, não há respeito nenhum, é aproveitar os buracos e providências cautelares a torto e a direito. Olha só este exemplo. Podíamos dar aqui exemplo de toda a Europa, mas é que de toda a Europa. Vejam só este exemplo do Mourinho, que é um exemplo nosso. Até não disse, só disse uma frasecita, não foi nada de especial, até a propósito de outro treinador. O que lhe aconteceu? 50 mil € de multa e 10 dias de suspensão. Não aparece nos dois primeiros jogos da Liga Italiana. E mais, não há direito a providências cautelares e não há nada. É pra cumprir, ponto. Quando cá em Portugal perceberem que enquanto andarmos nesta brincadeira.

Na Espanha também já estão a fazer providências cautelares.

Exatamente. Mas há outros países que já conseguiram acautelar essa situação. E enquanto nós andarmos com esta brincadeira, os clubes resolvem o problema no imediato para eles, mas estão a prejudicar o futebol. E depois o que a gente vê? Os holandeses a dizerem adeus à gente, pontos sobre pontos, nós a não conseguirmos, nem o Vitória de Sport Club ganhar a uma equipa eslovena de segunda linha, e nós a dizermos adeus às Ligas dos Campeões e às outras competições. E termino com isto, porque havia para aí muita contrainformação. Quando um treinador se recusa a sair do banco, o árbitro errou, até neste sentido eu fico preocupado. O que diz o regulamento, mas eu até aceito porque eu se calhar também poderia fazer o mesmo. Não é o capitão de equipa que o árbitro se dirige. O árbitro tem que ir junto dos elementos do banco e pedir aos outros elementos do banco que resolvam a situação no sentido de dissuadir. É isso que está na lei. Não pode haver intervenção policial, porque aparecem os vídeos dois policiais a correr, não sei se por carga d'água e a pensarem que a polícia pode intervir. Não, a polícia não pode intervir, está lá mesmo expresso, está lá mesmo proibido que não pode intervir. E se o árbitro não conseguir junto desses elementos do banco dissuadir dessa situação, está o jogo por terminado. Eu percebo o Luís Godinho, utilizou o capitão, foi uma estratégia. Até percebo ele ter ido ao banco depois já ter expulso, de alguma maneira, depois da conversa, porque dada a mente parece que o Sérgio Conceição queria que o árbitro lá fosse. Mas vejam lá o exemplo do Roger Schmidt, quando aconteceu isso, que levou cinco jogos, cumpriu três. O que aconteceu? O árbitro foi lá outra vez ter com o Roger Schmidt, depois de ter falado com ele de expulsar. Não, chegou lá, piu, piu, tudo pras cabines, já isto embora. A ver se o Roger Schmidt não se foi logo também embora, embora passado alguns minutos. E isto é o problema que nós temos exatamente no nosso futebol, andamos a brincar com estas coisas.

Deixem-me ouvir também o João Pinto e o Luís Pinto Coelho e o Gabriel Alves também, sobre a expulsão de Sérgio Conceição. João Pinto, foi o momento menos positivo deste jogo.

Foi, mas a intenção já foi essa, foi nós em vez de estarmos aqui a falar de futebol, estarmos a falar do Sérgio Conceição, em vez de estarmos a falar até daquilo que o Sérgio Conceição fez mal enquanto treinador, estamos a falar do Sérgio Conceição enquanto homem que foi expulso e que não quis sair e que obrigou o árbitro a vir falar. Como se isso fosse importante. Isto devia ser tudo muito simples. Há a lei, cumpre-se a lei, o senhor é expulso, cumpre-se os jogos de suspensão, depois a seguir é expulso outra vez, aumenta a pena, e depois aumenta a pena. Acho que isto, sinceramente, só ocupa a antena, é muita energia, pouco calor.

É farra pouca uva.

É, e já falámos nisso tantas vezes.

Luís Pinto Coelho, época nova, hábitos antigos.

Sim, embora eu acho que aqui o Luís Godinho, desde o início de jogo, a questão disciplinar foi sempre complexa para ele. E o que eu acho que aqui ele errou, obviamente, depois o Sérgio erra com aquela atitude que teve. Eu estava a olhar pro banco na altura e vi o gesto que o Sérgio Conceição fez pra ser expulso. E o Luís Godinho estava a 30, 40 metros dele, por isso as palavras não acredito que tenha ouvido. E ele nem se chegou ao banco e expulsou de longe o Sérgio Conceição. Ele ficou a 20 metros do Sérgio Conceição e expulsou-o, automaticamente virou costas. Ele fez um gesto a reclamar de uma falta, mas aquilo é um gesto normal que eu vejo em muitos treinadores. Pronto, já sabe que ele Tem o passado que tem e se calhar também paga por isso. Depois, acho que devia ter saído a partir daí. Eu vim ontem embora do estádio e comecei a pensar: se ele também não se controla e não tem esse autocontrole, eu acho que é melhor fazer como ao rugby. Vem para cá para cima, para a beira da imprensa, vê o jogo daí, analisa e fica o Vítor Bruno no banco, que tem autocontrole, e todos ficam a ganhar. O Porto fica a ganhar, porque não perde o treinador constantemente e é preparado o jogo assim, porque eu acho que ele tem que controlar isso. Ele tem que ter um autocontrole, que não tem, tem que arranjar soluções. Faça como outras modalidades, o futebol americano, o rugby, que os treinadores estão cá em cima e estão outras pessoas lá embaixo. Deixa o treinador adjunto lá embaixo, que o Vítor Bruno tem outra capacidade de se controlar, porque isto depois não ajuda nada. Mesmo a atitude do Pepe também quando saiu, eu acho que não se ganha jogos com isso. Acho que só se perde, porque o Pepe não vai jogar no próximo jogo, Sérgio Conceição não vai estar no banco também. Se calhar isso até é benéfico por um lado, mas quando é preciso pôr gelo e acalmar, o Sérgio Conceição faz o contrário. Mas perceba o que o João Pinto está a dizer. Pode ser uma estratégia às vezes. Ontem não me pareceu. Ontem pareceu-me que ele descontrolou-se um pouco. Mas mesmo sendo isso uma estratégia, que o Mourinho utilizou isso muitas vezes, por exemplo, é uma estratégia que eu tenho dificuldades em aceitar e de gostar até, porque acho que o treinador tem que se preocupar com outras coisas. Tem é que se preocupar, por exemplo, em exigir à estrutura um defesa esquerdo capaz de jogar no Futebol Clube do Porto. Isso é que ele tem que se preocupar. Se não lhe dão essas armas, ele é que tem que bater o pé, porque não faz sentido de outra maneira.

Gabriel Alves, uma nota rápida também sobre esta questão que envolve o Sérgio Conceição.

Olha, a questão do autocontrole que o Luís acabou de tocar, ele na UEFA tem autocontrole. Portanto, acho que ele deve pensar e sentir que é tudo UEFA, é tudo Champions, provas internacionais. Assim, não. Também subscrevo o que o João Pinto disse há pouco. Agora, a imagem que deixa ficar do futebol português é sempre uma imagem muito má. Isto também já não é muito bem visto lá fora, ainda pior fica. Mas pronto, é bom. Fica-se a discutir o Sérgio Conceição, a vitória do Benfica. Há quem esteja muito feliz com isto tudo, que é o poder.

Vou perguntar agora ao João Pinto se acha que este jogo, achará, certamente, porque foi uma vitória do Benfica, dá boas indicações para o futuro da temporada.

Dá boas indicações, especialmente no número de opções que o Roger Schmidt tem. O jogo de ontem fez-me lembrar aquela cena do Ocean's Eleven, em que a personagem do Brad Pitt pergunta ao Sol: "Por que estás a comer laranjas?" E ele diz: "Eu preciso das vitaminas". E ele depois diz: "Mas por que não tomas logo vitaminas?" E foi mais ou menos a mesma coisa. Ele começa a primeira parte a comer laranjas, e na segunda parte vai diretinho às vitaminas e resolve isto.

As desculpas das invenções que eu vi.

É, exatamente. A verdade é que ele na segunda parte tem opções no banco, tem opções suficientes para poder mudar de ideias. Mudar de ideias é muito giro, mas quando não se tem opções para se fazer isso, só se tem é de ver se conseguiram concretizar.

Mas à partida tinha, isso é que é verdade.

Também foi uma vitória da estrutura do Benfica, que proporcionou ao Roger Schmidt enganar-se e depois emendar a mão. Mas mais do que tudo, foi uma bela segunda parte, bem conseguida, com o Di María a aparecer, com o João Neves a aparecer muito bem também. Excelente.

É um touro aquele menino. É fantástico.

Musa, musa.

Opções, Luís Pinto Coelho, é se calhar aquilo que falta ao Porto neste momento.

Sim, é evidente que o Nico tem uma semana de treinos, vai chegar à Lavarela, mas mesmo assim ainda é curto. Eu continuo a dizer que mesmo que seja muito abnegado como é o Zaïdu, é uma diferença abismal. Ontem, para jogadores de qualidade que o Porto já teve naquela posição, por exemplo. Mas não é só essa a questão. Eu olho para os lances da primeira parte de ontem e penso que se calhar nos pés de um James Rodríguez, de um Hulk, se calhar o Porto ia para o intervalo a ganhar um 0 ou 2 x 0.

Não teve definição nenhuma, bem visto, não teve definição.

O problema é que o Galeno, sendo um jogador interessante, não tem a definição de outros jogadores que o Porto já teve. Ou se calhar fosse um Luís Dias naquele lance, dava golo. O problema é que ao longo dos anos a qualidade vem a decrescer. E isso mesmo com muita organização, muita luta, muita abnegação da equipa de Sérgio Conceição, falta qualidade. E o Di María provou isso ontem. Teve uma oportunidade, fez um gol.

Vamos aos campeões.

E a verdade é esta, que quando o Benfica alterou toda a sua metodologia para a segunda parte, o Futebol Clube do Porto não reagiu, ficou completamente abafado.

Vamos aos campeões desta quinta-feira, Pedro Henriques.

Vou falar de Luís Castro e vou falar de Jorge Jesus, ou seja, Luís Castro Al-Nassr, Jorge Jesus Al-Hilal, vão se enfrentar na final da Liga dos Campeões Árabes. Estão longe, estão numa liga que obviamente e em condições que acabamos agora por dar mais foco em virtude de Cristiano Ronaldo e companhia limitada, mas de qualquer maneira, são dois treinadores portugueses, embora em ligas mais periféricas, mas ligas de grande mediatismo e, portanto, parabéns a eles, porque os treinadores também têm isto. Têm o lado negro, obviamente, que ainda agora estamos aqui a discutir, a falar e a criticar, mas depois têm aquilo que talvez sejam mesmo os melhores do mundo, a parte técnico-tática, a maneira como conduzem as equipas, aquilo que diz respeito mesmo às quatro linhas e ao jogo de futebol. Parabéns, neste caso, ao Luís Castro, parabéns ao Jorge Jesus, por estarem nesta final e por também irem espalhando o bom nome de Portugal e, sobretudo, com o mediatismo que agora esta liga e esta própria competição, a Liga dos Campeões Árabes, têm.

Gabriel Alves.

Olha, eu vou dar uma nota de tristeza, para já. A lesão desta manhã de uma grande figura do futebol, vai ficar praticamente a época toda de fora Que é Courtois, o guarda-redes do Real Madrid. É lamentável que foi num treino, uma lesão do ligamento cruzado.

Atenção ao Diogo Costa.

Sim, mas há vários nomes que estão já em mapa, até o Djaka que nesta altura pode vir, mas há mais. Eu acho que são aqueles nomes que são todos atirados. Sim, o Diogo Costa, e dizes bem. Portanto, é uma nota de tristeza, porque é sempre triste ver um grande futebolista, seja onde for, fora das quatro linhas exatamente por uma lesão. Depois, uma nota muito positiva para o Bayern de Munique. Finalmente, Harry Kane. Também a sua ida para a Alemanha, este grande ponta de lança, este grande jogador de futebol, de facto um jogador do mais completo que há, vai poder exprimir-se naquilo que é um Bayern, que é de facto na Alemanha, um clube racional nas suas contratações. Também erra como outros, todos nós erramos. Só havia um cá em Portugal que nunca se enganava. Mas de resto, Kane é a grande oportunidade, numa altura muito madura da sua carreira, de o podermos ver noutro lugar. E temos, para mim, a grande nota é Rodrigo, o jogador do Manchester City, que veio a terreiro dizer esta coisa de muitos jogos. Tenham lá cuidado que isto não é benéfico.

João Pinto.

Bem, um 20 para o Benfica, por esta conquista da Supertaça e eu vou dar um 10 para o Ginásio Clube Português e para a suspensão da ginástica rítmica que foi anunciada agora.

Já tinha dado nota negativa.

Onde temos atletas olímpicas e paraolímpicas e seria bom que alguém resolvesse esse problema. O Ginásio Clube Português merece.

Luís Pinto Coelho.

Hoje vou dar aqui um 20 para a nossa Rádio Observador, que ontem fez uma bela emissão na questão da Supertaça, e o gosto que tive em partilhar literalmente o microfone com o João Pinto. Acho que foi uma bela emissão e acho que foi um bom momento também.

Foi sim, senhor.

Estarmos a partilhar os bons momentos a ver o jogo da Supertaça.

E depois foram o quê? Foram para uma francesinha?

O João teve que se ausentar rapidamente.

Eu tinha que ir fazer stand up. Tive que me pôr a mexer.

Não vão faltar oportunidades. A temporada está a começar. João Pinto, Pedro Henriques, Gabriel Alves, Luís Pinto Coelho, obrigado. Amanhã a nova edição de "E o Campeão É".