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Está na hora de avaliarmos e pontuarmos os principais protagonistas do mundo do desporto e o campeão é com Filomena Martins, o Pedro Henriques, João Pinto e o Júlio Magalhães. Bom dia, vamos então ao campeão é. Temos aqui 20 minutos, mais coisa, menos coisa. Filomena Martins, Pedro Henriques, João Pinto, muito bom dia.

Bom dia.

Pedro e João, não se importam? Começamos pelas senhoras e começamos pela Filomena Martins. Filomena, tens o prazer de começar. Queres começar por onde? Pelos Jogos Olímpicos?

Vamos começar pelos Jogos Olímpicos.

Ora vamos a isso.

Correu muito bem, não é?

Nada. Não é para estranhar.

Por que dizes que não é para estranhar? Eu acho que a seleção de andebol ontem até nos deu uma alegriazinha com a vitória sobre o Bahrein. Ali mesmo ao cair do pano, estivemos a sofrer até o último minuto. Se não fosse o Gustavo, aquelas defesas todas, aquela eficácia nas defesas, até teria sido pior, mas o 26-25 ficou ali na beirinha. Mas esta manhã acordamos só com derrotas. Apesar de no surf a estreia da Yolanda até não foi má. O quinto lugar na estreia do surf não era esperado, até porque esta surfista tem uma história bastante interessante por trás. Pagaram-lhe a viagem para a América. Ela teve um GoFundMe para conseguir competir, portanto tem uma história por trás. Em qualquer dos casos, os outros resultados desta noite não se esperava que fossem bons nenhum deles. Acho que ainda falta aqui, depois da Telma.

Sim, o judo, a canoagem e o atletismo, talvez.

Digamos que os grandes resultados que nós esperamos medalha. A Telma foi, para já, a grande desilusão. Agora estamos à espera da madrugada de quinta-feira, da manhã de quinta-feira, para percebermos o que o Jorge Fonseca nos poderá trazer. E aqui sim, eu acho que pode estar a primeira grande ou nova desilusão, ou a primeira grande medalha por causa disso. Mas eu acho que realmente os Jogos Olímpicos não nos estão, para já, a correr bem, mas acho que a primeira coisa que não correu realmente bem, que estávamos à espera que corresse melhor, foi a Telma. De resto, até acho que houve aqui um bocadinho de surpresa nesta surfista, que não era propriamente uma esperança. O Frederico Morais era a maior esperança, mas infelizmente ficou por terra por causa da Covid.

João Pinto, e tu? Como é que tens olhado para os Jogos?

Isto aplica-se ao cada um tem o que merece. Nós não temos investido assim tanto e portanto merecemos o que era assim tanto.

Pois claro, esse é o nosso grande problema.

Exatamente. Portanto, eu não consigo juntar na mesma frase Telma Monteiro e desilusão. Acho que é demais. Acho que ali o que faltou foi aquele carrapito de lado. Ela fez o carrapito para trás e toda a gente sabe disso.

Pois é, essas coisas dão sorte.

Claro que sim. Como é? A equipa que ganha não se mexe.

Não se mexe, exato.

Exato. Portanto, fora o carrapito, acho que ainda não temos nada para chorar e temos algumas alegrias. A equipa de andebol também está em estreia, convém não esquecer isso. E ganhámos, mais do que tudo. Isto de ganhar por um, ganhar por 10 vale o mesmo. Portanto, nós ganhámos e continuamos na luta. Nos Olímpicos vejo sempre a coisa mais pelo lado positivo e custa-me aceitar como derrotas e desilusões as prestações de atletas que, como dizíamos aqui há uns dias, treinam em garagens e no asfalto e vão competir contra americanas que são acompanhadas com a proteína e o não sei o quê lá da academia. Muito bem estão eles.

Eu preciso dizer já aqui uma coisa, que é para dizer que a grande estrela destes Jogos Olímpicos era obviamente a menina da casa, a Naomi Osaka, e ficou pelo caminho esta noite. Caiu. A menina que levou a chama e acendeu a tocha olímpica já não está em competição.

Pois não. Pedro Henriques, e a tua análise?

Bom dia.

Bom dia, Pedro.

Em primeiro lugar, em relação à questão que estávamos aqui a falar dos Jogos Olímpicos e do investimento, vale o que vale quando comparamos os nossos orçamentos com outros. Foram investidos 18,5 milhões de euros. Em que objetivo? Não o das casas de apostas, mas os objetivos do próprio comitê é a tal situação de duas posições de pódio, 12 diplomas e 26 resultados entre os 16 primeiros. E depois eles acrescentam: se conseguirmos metade, está justificado o investimento. E portanto, ainda há tempo. O Pedro Pichardo no triplo, o Jorge Fonseca no judo e o próprio Fernando Pimenta na canoagem poderão ser boas perspetivas. E como já dissemos aqui bem, há um quinto lugar no surf em estreia e um oitavo lugar no skate, que também foi estreia. Portanto, estamos aqui a falar já de diplomas alcançados. Depois, até porque também tinha dado esse destaque no nosso grupo de WhatsApp, onde nós vamos combinando e falando aquilo que são os temas a abordar. Eu obviamente queria destacar a seleção de andebol. É a estreia, é a primeira vez que este desporto coletivo está presente nos Jogos Olímpicos e queria destacar o Capdeville com as 13 defesas e 43% de eficácia. Quem viu o jogo percebeu claramente com aquela defesa de livre sete metros e depois a maioria dos segundos, demos a volta. E ganhámos à seleção do Bahrein, que é praticamente tudo neutralizado, nem são propriamente jogadores do próprio país, que perdeu por um com o vice-campeão mundial, que é a Suécia. E por isso, aquele gesto final do Capdeville a beijar a braçadeira na tal homenagem que foi feita uma vez mais ao Quintana quando termina o jogo, é para mim o grande momento. E já que começámos por aqui, depois quando fores pedir o campeão e a nota, é exatamente para a equipa, para o gesto.

Peço já a cada um de vocês em relação aos jogos. Pedro, qual é o teu campeão?

Pois, o meu campeão é exatamente a seleção de andebol. Não tanto pelo fato de termos ganho por um, até precisamos de dois jogos para ser apurados. É pelo gesto uma vez mais simbólico, por aquilo que foi o tal beijo na braçadeira, que é um gesto muito bonito por parte do Capdeville, que acaba por ser realmente o homem do jogo, pela maneira como o jogo termina, com a defesa ali de sete metros, com as tais 13 defesas, 46% de eficácia, e por isso é que dou nota 20, digamos, ao Capdeville e à seleção. E obviamente, uma vez mais, é uma homenagem que nunca é demais fazermos a grandes homens, quando digo homens com H grande, podem ser homens, podem ser mulheres, obviamente, que passam efetivamente pelo desporto nacional, como foi o caso e continuará a ser sempre em termos de Mário QuintanA.

João Pinto, o teu campeão nestes jogos, para já. Ou o teu vencido.

Sim, eu teria que dizer hoje a seleção de andebol, mas por aquilo que disse há bocado e pela coerência, o meu campeão ou a minha campeã vai ser sempre a Telma, que não me consegue desiludir, antes pelo contrário, dá-me sempre imenso orgulho e prazer vê-la a competir com a idade que tem e com a experiência que tem. Para mim é sempre um 17 para cima, a Telma.

Filomena.

Eu estou na seleção de andebol também, apesar de a Telma dizer que estes eram os últimos jogos dela e agora quer ir ver Paris. Mas eu estou com a seleção de andebol também e com o Capdeville, até porque são 13 defesas em 30 remates, é realmente impressionante. E aquele gesto também me tocou. Portanto, eu estou com ele, eu dou a ele uma nota positiva, não vou a 20, vou a 17, até porque ainda vamos também jogar com a Suécia e dou uma nota muito negativa à Naomi Osaka, que era a grande estrela destes jogos. Portanto, uma negativa e uma positiva. Estou aqui no 17 para o nosso andebol e num sete para a Naomi Osaka. Porque eu adoro a Naomi Osaka, acho que ela é uma estrela de exceção e correu-lhe muito mal estes jogos. Era a menina bonita do Japão e caiu por terra esta noite. Portanto, também não é coisa de mais para nós.

Ela deve estar a ouvir e vai ficar zangada contigo, Filomena.

E o trauma que isso pode trazer aos atletas. Nós tivemos a nossa Vanessa Fernandes, que em muito menina suportou o peso das expectativas de um país e que depois muito dificilmente se recompôs. Portanto, essas coisas são muito marcantes para a vida de um atleta.

Sem dúvida. Aliás, ver as reações dos atletas, dos portugueses, sobretudo no final destes jogos, que aparecem em frente às câmaras isolados e a chorar.

Ainda estamos a acordar agora, ainda não estamos a ter o impacto que vai ter a derrota da Naomi no Japão e como vai ser, porque de facto ela era a grande estrela japonesa destes jogos.

Sem dúvida.

Ela é uma grande estrela de ténis.

Hoje estamos aqui em Temas Soltos. João Pinto, queria ouvir-te falar sobre o empréstimo obrigacionista do Benfica. Encaixou 35 milhões, não foi extraordinário, mas foi razoável.

Dá para pagar o mês.

Dá, exatamente. Água, luz.

Eu acho que estas coisas, desde o afamado primeiro empréstimo obrigacionista que Vale e Azevedo trouxe para o mundo do futebol, tem sido uma ferramenta utilizada recorrentemente e todos os anos há dois ou três, que se pagam uns aos outros. E portanto, isto é um bocado o sustento de tesouraria dos clubes e esta injeção de capital no início das temporadas para contratar um ao outro. São ferramentas financeiras. É bom saber que há credibilidade no mercado suficiente.

É um bom fôlego para Rui Costa, João Pinto.

É, mas é como dizias, 35 milhões.

Não estou a falar em termos financeiros, para o conforto dele enquanto presidente do clube.

É uma miniv vitória. É dizer-se que aquilo que tem acontecido recorrentemente nos últimos não sei quantos anos, voltou a acontecer. Portanto, não é propriamente uma bandeira, não é aquilo que se pode dizer que o clube tem uma grande credibilidade no mercado. São 35 milhões. Trinta e cinco milhões de euros não é propriamente uma soma muito avultada. Isso em termos de dívidas do BES é um merceeiro. Não é nada. Não me parece que seja mau. É bom que tenha sido feito nesta altura e que tenha tido sucesso, mas não é nada de extraordinário, nem pode ser uma bandeira.

Filomena.

Mas em qualquer dos casos não foi afetado, e isso é importante dizê-lo, não foi afetado com o caso da detenção do Luís Filipe Vieira. Ia dizer presidente, já não é. Mas ainda foge a boca para aquele que foi presidente durante tantos anos, ainda se esquece. Mas a verdade é que esta emissão arrancou dois dias antes da detenção do agora ex-presidente. E parece que não foi má publicidade, porque este era o objetivo. Esta emissão de títulos tinha como objetivo este valor, que é realmente uma miaria comparado com o que é necessário. Isto é, são, sei lá o quê, vamos fazer quanto? Três jogadores? Chega para três jogadores? Dois, um.

Isto é um terço do Félix. É um terço, um quarto do Félix. É a chamada pernita, exatamente.

Um bonzinho e dois assim, assim.

Exato. Como estamos, diz isto, conclui.

Não foi má publicidade. Portanto, pelo menos o Luís Vieira ainda está ao salvo.

Não houve uma quebra de confiança dos investidores no clube.

Não houve uma quebra de confiança dos investidores. Portanto, já é um bom sinal. Eu esperava que houvesse aqui uma quebra de confiança com a detenção do Luís Filipe Vieira, porque não era só ele que assinava os papéis, insisto.

Claro Estamos com temas soltos. Pedro Henriques, o Roberto Carlos, o jogador, veio elogiar o Jorginho, que cada vez mais faz dele um candidato a Bolador, mas nem era bem isto que te ia perguntar, até porque já falamos aqui e não sei se a Filomena e o João Pinto depois têm a mesma opinião, se calhar Jorginho vai ser mesmo eleito Bolador. Mas queria te perguntar, se tivesse que eleger o melhor árbitro da época, quem seria? Não estou a falar só do português, estou a falar a nível internacional. Há um que é o melhor de todos? Isto era uma pergunta que não estava aqui no programa, mas se quiseres pensar e responder amanhã.

Tranquilo. Posso falar claramente sobre isso e de forma rápida. Eu quando pensei na questão do Jorginho, é porque eu acho que o Roberto Carlos é uma figura incontornável.

Eu acho que estavas a falar do jogador, não do cantor, não é?

Exatamente. Por acaso são os dois.

Eu vou te confessar, eu não li esta declaração e quando vi aqui Roberto Carlos, pensei que agora ia cantar.

Não, Roberto Carlos, o jogador.

Pois é, que eu me confundo.

Exato. O Roberto Carlos jogador, até porque ele coloca duas situações na mesma frase, que é o Jorginho, porque nós sabemos que os prêmios muitas vezes são atribuídos pelos títulos internacionais que o próprio jogador consegue alcançar, e aqui não há dúvidas. Isso diz tudo. E depois, é bom relembrar que o Jorginho, jogando na Itália, é brasileiro. É brasileiro no sentido de nascença. E ele coloca, inclusivamente, na mesma frase, a falta que ele, Jorginho, fazia na própria seleção do Brasil. E portanto, coloca aqui a fasquia bastante alta e provavelmente estaremos todos de acordo que é um dos mais fortes candidatos. Como ele próprio disse: "Eu não sou o melhor jogador do mundo, naturalmente haverá outros, mas por aquilo que conquistei, dificilmente alguém estará à minha frente", qualquer coisa dentro deste género. E portanto, dentro dessa perspectiva, era um pouco por aí que eu queria.

É por ter perdido a Copa América pra Argentina, não é?

Exatamente. E depois vem essa questão, que é uma alfinetada, porque perderam com a Argentina no Brasil e, portanto, essa alfinetada vai nesse sentido. Em relação ao árbitro, é muito simples, independentemente de quem é o melhor, porque às vezes o melhor é uma questão circunstancial daquela época, é sempre difícil.

Claro, eu estou a falar da época. É como o jogador é eleito o melhor da época.

Claro, exatamente. Eu iria sempre destacar, embora seja um árbitro que nem toda gente gosta, e estou a falar do árbitro português, Artur Soares Dias, acima de tudo por aquilo que ele conseguiu, uma pela primeira vez e de novo, para a arbitragem portuguesa além-fronteiras, que é no mesmo ano e no espaço de um mês, ele vai ao Campeonato Europeu e vai aos Jogos Olímpicos. Como dissemos ontem, aos Jogos Olímpicos pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, vai ficar para sempre na história, é o primeiro árbitro que está nessa circunstância. E depois por ter ido a um Campeonato da Europa, sendo ele, entre aspas, o "rujo e o maçarico" nesta chegada ao Campeonato da Europa, e sendo pela primeira vez, ter feito dois jogos, foi bastante interessante. E, portanto, eu diria, não tanto por muitas vezes aquilo que são as prestações nacionais, porque aí, no meu ponto de vista, o próprio João Pinheiro superiorizou-se, mas isso vale o que vale, mas por aquilo que ele consegue além-fronteiras e na projeção do próprio nome de Portugal, porque no mundo da arbitragem foi uma grande projeção, naturalmente destacaria claramente o Artur Soares Dias.

João Pinto, queres falar sobre isto ou Filomena?

Eu gosto muito daquele árbitro turco, mas que eu tenho medo de falhar o nome, Cakir? Parece que é qualquer coisa semelhante. Gosto muito dele, acho que é o tipo de árbitro que me agrada, que não tem aquele apetite de estar sempre a apitar a tudo e mais alguma coisa. Eu gosto muito da tranquilidade com que ele trabalha e destaco uma coisa na arbitragem, que é, por um lado, a excelência da arbitragem no Europeu. Acho que a arbitragem quase que criou um jogo novo no último Europeu, que agora na Taça da Liga, no Marítimo-Boavista, já percebi que não se transmitiu. Foi uma coisa que não passou para cá, porque já voltamos a ver aquela batota e aquela coisa de perder sete minutos com câimbras. E outra coisa que é a tendência, e que se vê muito no Campeonato Brasileiro, dos árbitros terem todos acima de 1,85 m e serem armários. Que eu espero que também não se passe para cá, porque vamos ter pouca base de recrutamento. Mas não percebo muito a tendência, mas já se vê. Mesmo o árbitro da final do Europeu, que era holandês e eles por tendência são todos grandes, mas já tinha mais ou menos este padrão de ter que ser um árbitro alto e espadaúdo. É uma coisa que não sei se é uma tendência, se é só uma coincidência.

Pedro Henriques, você pode ajudar. Houve uma alteração engraçada nos campeonatos norte-americanos em relação aos árbitros. Vocês lembram-se, com certeza, sempre que acabava um jogo, a polícia rodeava o árbitro.

Exato, agora já não é preciso.

Agora não acontece, por acaso. Houve uma melhoria grande, tenho visto e não acontece.

Sim, o fato de eles terem dois metros também ajuda.

Pois, mas havia sempre confusão. Filomena, eu não sei se queres falar disso do árbitro ou se queres falar da primeira derrota do Mourinho nesta pré-época, que vai acontecer amanhã. Primeiro, eu acho que passou um pouco despercebido, toda mundo falou do Lyon, ninguém falou da vitória sobre o campeão francês, mas nós podemos falar se quiser sobre a Roma. Podemos passar para esse ponto. Mas podemos falar sobre árbitros e sobre o VAR, mas vocês já falaram aqui sobre essas coisas todas. Eu acho que o VAR veio, de fato, mas o Pedro Henriques sabe falar muito melhor sobre isso do que eu. Eu sou uma adepta incondicional das novas tecnologias, apesar da minha simpática idade. Sempre defendi o VAR, continuarei a defender o VAR e as linhas de gol e a tecnologia

O VAR adicional aos árbitros é óbvio que ajudou a que os erros fossem muito menos, como está mais que provado, e a que houvesse muito menos contestação. Haja Artur Soares Dias ou haja todos os árbitros que com a ajuda tecnológica possam errar menos e transformem os jogos muito mais justos. Quanto ao Mourinho e ao jogo de amanhã, estarei obviamente colada à televisão para ver essa primeira grande derrota, pelo muito que eu gosto do Mourinho. Claramente, não tenho as dúvidas sobre isso. E já vi também a outra grande vitória sobre o campeão francês. Porque essas vitórias pré-época sabem sempre a pato. Como se costuma dizer, o primeiro milho é para os pardais, mas mesmo assim sabem sempre bem e dá para ver uns pequenos pormenores já de alguns jogadores e o esqueleto do que são estas primeiras equipas, ainda que a competição esteja já a uma semana e picos. Vamos começar a ter já os primeiros jogos com a Supertaça e depois o Benfica a entrar em competição.

Sim, a partir de sábado é a doer.

Começa a doer. E vão ser Jogos Olímpicos e vai ser tudo misturado, porque vamos ser os primeiros grandes candidatos nos Jogos Olímpicos, vamos ter os primeiros jogos, as séries no campeonato português, e portanto vai ser tudo aqui, para quem gosta de desporto como eu gosto. Não sei para que lado é que hei de olhar, ainda por cima. Não sei se tu sabes, mas os meus companheiros deixaram-me também com o jornal. Entre o Costa, Marcelo, os Jogos Olímpicos e o futebol, depois vou ter de me dividir um bocadinho. Mas eu depois posso-me confundir e trazer aqui o Costa como vencedor.

Mas o Costa é sempre o vencedor. Está certo.

Seguramente não ouves aquilo que eu digo no programa anterior, que o vencedor é este, que o campeão é aquele. Mas eu às vezes vou trocar. Depois já aqui no nosso grupo pus uma coisa, já não sei o que eu estava a pôr.

Pois, confundiste aqui o grupo.

Confundi os grupos, mas há de acontecer, não há problema nenhum.

Sem dúvida. Pedro Henrique.

Sinto que eu estava a falar do Félix da Costa.

Pedro Henrique, podemos falar com mais detalhe disto amanhã, mas o João Pinto tocou aqui num ponto. Voltaram estes jogos da Liga e aqui no Marítimo, Boavista, já houve muitas queixas dos jogadores passarem tempo, fazerem antijogo. Muito rapidamente, até porque podemos desenvolver isto amanhã. Isto é culpa dos jogadores, da nossa cultura ou são os árbitros que também não têm mão no jogo?

Está aí a resposta. Há uma responsabilidade de todos, ou seja, os árbitros, na perspectiva do proteger o contacto, deixar jogar, entre aspas, não alinhar nas pequenas infrações, como eu costumo dizer, e nas artimanhas que muitas vezes os jogadores utilizam. E portanto, os árbitros têm exatamente uma responsabilidade na maneira como muitas vezes levam o jogo, conduzem o jogo. E depois há também a responsabilidade, obviamente, da parte dos treinadores e jogadores, mas sabemos que o ponto está muito caro, tal como o metro quadrado. Muitas vezes há o resultado. E o resultado às vezes leva a que as equipas tenham esse tipo de comportamento. De qualquer maneira, esta semana que está a decorrer agora ou que começou ontem, é uma semana também para a arbitragem, porque vai ser a tal reunião em que o Conselho de Arbitragem vai ter os seus árbitros de futebol profissional e vai, para além das provas físicas, escritas, essas coisas todas, dar exatamente essas diretivas aos árbitros para também, se calhar, irem ao encontro, aliás, de certeza vai ao encontro exatamente dessa questão, daquilo que são as diretivas que são dadas no Europeu, também vão ser passadas cá em Portugal. Para a semana falaremos sobre isso, porque eu para a semana, eu e não só, outros ex-árbitros que somos comentadores, vamos estar também na Federação a receber exatamente as mesmas diretivas e depois abordaremos isso neste podcast e no Sem Falta.

Vamos a isso então.

Isso é que devia ser público e dado em direto.

Exatamente. Como as reuniões da Infarmed. João Pinto, já só temos 10 segundos. Queres falar por mim sobre o Bruno Alves no Crotone? Que eu não sou capaz.

Olha, diz que ele assinou pelo Crotone e deixou um bilhete no aeroporto a dizer: "Júlio, desculpa."

É o mínimo.

É o que dizem.

Muito bem. Como vocês hoje já deram os vossos campeões, amanhã estamos cá outra vez às 09:30 e temos mais temas para falar. Um bom dia a todos. Obrigado. Até amanhã.

Adeus, até amanhã.

Rádio Observador.