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Tudo a postos para o Último e o Campeão é da Semana. Eu sou a Maria João Simões e esta sexta-feira juntam-se a mim o Júlio Magalhães, a diretora adjunta do Observador, Filomena Martins, o Gabriel Alves e o Bruno Vieira Amaral. Bom dia a todos. Bom fim de semana.
Bom dia.
Bom dia, bom fim de semana.
Isso anima logo. Bom fim de semana, às 9h00. Arranca hoje a terceira pré-eliminatória da Taça de Portugal, com emissão especial a partir das 18h30 aqui na Rádio Observador. Dos três grandes, o primeiro a jogar é o Futebol Clube do Porto, que viaja até ao Estádio do Real Massamá para defrontar pela primeira vez o Sintrense, numa partida marcada para 18h45. Filomena, os Dragões vão defrontar.
É aqui ao lado.
É aqui ao lado, pois é. Os Dragões vão defrontar o atual oitavo classificado do campeonato e o técnico azul e branco, o Ricardo Conceição, já disse que não dá nada a ninguém, ou seja, não vai facilitar a vida ao clube de Sintra.
Claro que não.
Olha quem.
Olha quem. Obviamente que não está à espera de ir ver um jogo aqui ao lado com todas as estrelas.
Consegues ver de binóculos o jogo?
Consigo. A sério? Consigo.
A sério?
Claro. Com binóculos, ali do último andar, acho que consigo ver, ali do quarto da minha filha, da varanda do quarto dela, consigo ver.
Mas o que esperas deste jogo, Filomena?
Eu espero que ele lance alguns jogadores menos utilizados do plantel, um ou outro dos habituais titulares e depois espero aquela frase feita da festa da taça. Festa da taça para o Sintrense, ainda que, obviamente, se calhar sem grande festa no resultado final. Não me parece que o Porto dê grandes avé-marias, apesar de, nisto da taça, às vezes as coisas correrem mal para os grandes, na primeira eliminatória em que entram os grandes. Mas às vezes há surpresas, é isso que é a tal festa da taça. Mas neste caso, espero que o Porto utilize os menos utilizados.
Que deixe as surpresas para os outros.
Para os outros, e que ponha um dos habituais titulares, aqueles jogadores que tenham jogado, se calhar, menos vezes, mas mesmo assim sejam titulares e que talvez aqueles que estejam também a recuperar de lesões devagarinho e que seja um bom jogo aqui ao lado. Eu gosto do Sintrense, portanto vou ver o jogo.
Júlio, o Porto joga daqui a cinco dias frente ao AC Milan, mas Conceição garante que a equipa está concentradíssima neste jogo.
E garante bem. Sérgio Conceição não facilita nessas coisas e por isso mesmo, ao contrário da Filomena, eu acho que o Porto não vai meter jogadores menos utilizados.
Não?
Não, ou melhor, não vai meter os menos utilizados e um ou outro titular. Eu acho que vai meter titulares e um ou outro menos utilizado. E depois, se o resultado estiver a correr bem, poderá meter os menos utilizados. Vamos ver.
Tu não vais jogar o Francisco Conceição de início?
Não sei, tenho dúvidas. Vamos ver. Eu acho que o Sérgio Conceição, nestas coisas, joga com os mesmos, com os titulares, depois mete ali um ou outro não titular e depois se o resultado começar a avolumar-se, começar a ficar controlado. Vamos ver. Se calhar tens razão, mas pronto. Na segunda-feira cá estarei para vos contar.
Exato.
Eu costumo ganhar as apostas que tu não pagas. Eu costumo ganhar as apostas ao Júlio, que ele não paga.
Não, o Gabriel Alves é testemunha.
Pois, mas foi só que o Gabriel-
Mas é para quem vem ao Porto, não é pagar em Lisboa. Vocês não saem da vossa bolha, o que eu hei de fazer? Vocês ou vão para o Algarve, ou vão para as Maldivas, ou vão para não sei que, mas não vêm ao Porto.
Nós somos muitos, tu és só um, tens que ficar tu.
É sim.
Olha para a Filomena.
Mesmo para quem é do Porto, como a Filomena, já se habituou a essa ideia de Lisboa. Nós é que temos que ir aí.
Não, eu não sou do Porto, eu até sou lenciana.
Não, eu estava a dizer do Porto Clube, devias ter mais sensibilidade para o Porto Clube.
Mas vinhas a Sintra hoje, vínhamos comer a Sintra, e come-se bem.
O Gabriel quer acrescentar alguma coisa. Gabriel?
Eu só quero dizer à Filomena, quando for ao Porto comer a francesinha, que se prepare, vai ter uma boa surpresa de família Dragão. Pode ter uma mesa ao lado bem recheada.
Estou habituada aos almoços e jantares no Porto.
Vamos em frente, Gabriel. Mais tarde, 20h45, um clássico em Lisboa e num estádio emblemático, o Estádio do Restelo, que marca o regresso de Rúben Amorim, agora como treinador. Foi lá que completou a formação e onde jogou na equipa principal durante seis épocas. Gabriel, Amorim mostra-se confiante para este jogo. Nas últimas declarações, afirma-se como candidato a vencer a taça.
Nem pode fazer outra coisa. Este estádio emblemático foi inaugurado em 1956. Custou 34 mil contos, 169.591 €. Eu fiz as contas. E foi o primeiro jogo com o Sporting.
Pois foi.
E o Belém venceu. Venceu por 2 x 1. Portanto, isto são marcas da história. E mais, o primeiro troféu conquistado por Belenenses, que foi a Taça dos Mutilados de Guerra, uma taça organizada pela Associação de Futebol de Lisboa, foi o jogo com o Sporting, e o Belém venceu o Sporting por 2 x 1. São coisas da história.
É um clássico com 101 anos.
É verdade, um grande clássico.
Vai ser um bom jogo, não vai?
Ainda tem aqui mais uma cena que me parece interessante. Foi fundada a 23 de setembro de 1919, o Belenense, e no final da época de 18/19, Artur José Pereira deixou o Sporting Clube Portugal com a intenção de formar um clube com o nome da sua terra, Belém. Depois, também granjeou alguns adeptos nos jogadores do Sport Lisboa e Benfica. Portanto, é um clube de Lisboa, naturalmente.
E quanto ao jogo?
Quanto ao jogo, é bom para o Belenenses, porque aparece outra vez a falar-se. O Belenenses, o Real, Belenenses Real, não o Belenenses SAD que está na liga, é o Belenenses que aparece e, naturalmente, é bom para o Belenenses, acima de tudo, porque aparece numa taça que já venceu por três vezes, se não estou em erro, a primeira nos anos 40, depois anos 60 e depois posteriormente no fim dos anos 80. É muito importante para o Belenenses, penso eu. Para o Sporting, naturalmente, vai encarar com todo o profissionalismo, quer dizer, em serviço não se brinca e naturalmente que o Ruben Amorim não brinca em serviço. Isso é igualzinho ao Sérgio Conceição, e eu acho que todos os treinadores e os próprios jogadores têm que ser induzidos nisso. É competição e nunca se despreza o adversário que se tem na frente. O Sporting vai fazer um jogo sério, o Belenenses também, vai ser um despique interessante de se ver.
Vai ser muito bom de assistir. Bruno Vieira Amaral, já o Benfica viaja amanhã até à Trofa para um encontro às 20h15 com o 14º classificado da Segunda Liga. Dos três, este é o que tem o jogo mais fácil? Já sabemos que não existem jogos fáceis, mas da última vez também dissemos isso.
Acho que vai ter o jogo mais difícil e também o último jogo do Benfica, se não estou em erro.
Quem é que mexeu o nariz? Foi a Filomena? Quem é que fez?
Eu?
Eu não, eu estou aqui quietadinha.
Ok. Continua, Bruno.
Dos três grandes, o mais difícil, mas o Jorge Jesus vai aproveitar para lançar as jovens promessas do Seixal, como Seferovic. Pessoal que ainda não tem minutos, precisa de ganhar andamento. Outro jovem também como o André Almeida.
Jovens promessas.
A última vez que o Benfica jogou na Trofa, creio eu, foi de muito má memória, pelo menos é a última memória que tenho do Benfica a jogar na Trofa. Foi uma derrota em 2008, 2009, creio que foi a época do Quique Flores, se não estou em erro, foi mesmo essa época do Quique Flores que o Benfica estava na liderança.
Era do Quique Flores.
Sim, o Benfica estava na liderança e vai à Trofa e escorrega na Trofa. Eu espero que amanhã não haja nenhuma surpresa desse calibre, mas se houver, é Taça.
Mas Bruno, a festa da Taça é quando há essas surpresas. Bruno, a festa da Taça é quando há esse tipo de surpresas.
Pois. Eu gosto muito, eu lembro-me quando era miúdo, também não foi assim há tantos anos. Mas quando o Benfica tinha aquelas deslocações exóticas a Ponte da Barca e sítios estranhos também, como Sintra, por exemplo.
No tempo.
Tinha esse lado, ou Macedo de Cavaleiros, tinha esse lado quase exótico das visitas dos grandes aos campos dos pequeninos e que acabavam normalmente em goleadas. Mas houve já grandes surpresas, como quando o Gondomar veio eliminar o Benfica à luz, com o Josualdo Ferreira no banco. Eu espero que as coisas corram bem, mas é Taça.
Cá estaremos na segunda-feira para esse balanço. Belenenses, Sporting x Intresse, Futebol Clube do Porto e Trofense, Benfica, três partidos com relato e comentários para ouvir aqui na Rádio Observador.
Já agora, Maria João, deixa-me só dar aqui uma curiosidade e tem a ver com o Belenenses. Estávamos aqui a lembrar que há uma expressão, vocês devem se lembrar, de ficar com um olho a Belenenses.
Exatamente.
Seguramente.
Sabem de onde é que vem isso? Eu digo-vos.
Conta lá.
Eu digo-vos porque estive aqui a ler no Google. Não há registo de facto de onde é que vem essa expressão, mas associa-se ao facto que quando levamos um soco num olho ou temos um hematoma, a coisa fica azulada. Diz que vem daí ficar com o olho azul.
Não fica preto, fica Belense.
E o azul é a cor do Belense e ficou essa expressão, dizem, de olhar Belense. Até nisto somos discriminados. A verdade é que o Ruben Amorim regressa hoje a um confronto onde já foi jogador do Belenenses e naturalmente estará atento.
Vamos seguir em frente. Filomena, vamos ao bite do dia, pertence a Jorge Mendes.
Pertence a Jorge Mendes, é o bite: "A Bola de Ouro tem um nome, Ronaldo." Ele disse isto numa entrevista à L'Équipe. E não foi só ele ontem, à Marca, o Ferguson também disse: "Cristiano Ronaldo merece a Bola de Ouro. Este ano bateu recorde atrás de recorde." A expressão do Ferguson é verdadeira, a do Jorge Mendes, que também depois realça os recordes do Ronaldo este ano, também é verdadeira. Isto claramente é uma campanha já para a Bola de Ouro.
O que tu achas, Filomena? Ontem falámos sobre isso aqui.
Falaram e eu acho claramente que há várias campanhas em curso para a Bola de Ouro. Uma para o Ronaldo, que envolve não só o Manchester United aqui pelo Ferguson, mas também pelo clube e pelo agente do Ronaldo. Há outra pelo Benzema, há outra pelo Messi, que envolve também a seleção argentina, há de envolver o PSG. O Ronaldo já beneficiou de campanhas dessas, como vocês disseram ontem e bem, quando estava no Real Madrid. Isto parece uma daquelas campanhas publicitárias. Como é que é campanha publicitária?
Mas na tua opinião, quem achas que vai vencer ou quem é merecedor? É difícil dizer.
É difícil dizer. Eu diria que vai ganhar o Benzema, mas que eu acho, de facto, que o Ronaldo merece ganhar a Bola de Ouro, não só pelo que fez este ano, com a idade que tem, mas também pelo que eu acho que ele já mereceu no passado e não ganhou. E eu acho que ele, no desempate com o Messi, mesmo assim não chegando lá, merecia mais uma Bola de Ouro. Eu acho que a relação com o Messi está muito desequilibrada.
Bruno, ontem falamos delas. Na Champions feminina, o Benfica perdeu com o Lyon. Estou triste em dizer isto. Perdeu por 5x0, mas ao vermos aquela primeira parte, não adivinhávamos um resultado tão expressivo.
Pois é.
Calhar todos, Bruno.
No Benfica somos pela igualdade.
Aqui é Portugal. Faltava marcar um. Para ser para igualdade, é 5x1.
Vocês são terríveis.
Não. É olhar para os registros do Benfica. Neste caso, estou a falar do Benfica, Filomena, calma.
Tá pronto.
As mulheres quiseram seguir o exemplo dos homens nos outros anos e levaram uma goleada da Champions. Eu vi a primeira parte toda, depois não vi a segunda, fui vendo pedacinhos da segunda. Já não sou assim tão masoquista. A primeira parte não foi equilibrada, mas o Benfica aguentou-se bem. Esteve bem, conseguiu pôr o Lyon à distância, mas depois comete dois erros praticamente consecutivos, que resultam nos dois primeiros gols. E até podia ter ido para o intervalo a perder 3x0, porque há um lance em que a bola bate duas vezes, uma no poste e outra na barra. Portanto, até podia ter sido pior no final da primeira parte. Depois, na segunda, há uma grande diferença de andamento. O Lyon é a melhor equipe, ou se não é a melhor, é uma das melhores equipas do mundo, femininas, e a diferença ficou à vista. As jogadoras do Benfica esperam poder corrigir essa imagem, disseram no ontem, depois no Seixal. Ontem o que ficou à vista foi, de fato, uma diferença muito grande entre as duas equipas, de qualidade técnica, de ritmo, de andamento, completamente diferente. Portanto, foi um resultado triste, mas normal.
Sim, mas mesmo apesar desta derrota, importa dizer que estamos a falar de uma fase de grupos que reuniu as 16 melhores equipas da Europa e que é a primeira vez que uma equipa portuguesa chegou tão longe nesta competição.
Isso foi sublinhado. Eu estava a ouvir ontem a transmissão. Todos os jogos da Champions feminina passam no YouTube e eu estava a ouvir a transmissão e o comentador, a pessoa que estava a fazer o relato do jogo, sublinhava isso mesmo, o fato de ser a primeira equipa portuguesa nesta fase da Champions. É claro que tem ainda muito que aprender, muito que evoluir, e esta goleada faz parte desse processo de evolução.
Filomena, antes de irmos ao vosso campeão do dia, querias falar sobre o projeto Red Card, que envolve cerca de 850 jogadores britânicos. Queres explicar melhor, resumidamente, o que é isto e o que está aqui em causa?
Quero. Isto acaba por ser muito importante no meio do que se está a passar em relação ao que ontem a própria liga anunciou. O Pedro Proença disse ontem que ia constituir uma empresa para a centralização dos direitos desportivos audiovisuais, ou seja, para os direitos televisivos, que é uma coisa que se vem falar há muito tempo, é uma das grandes novidades.
Finalmente, Filomena.
Finalmente. Eu ouço falar disto há pelo menos 20 anos e estou a ser muito simpática dizendo 20 anos, provavelmente é 30.
Os clubes grandes finalmente abriram a pestana.
Não sei. Agora o que vem aqui é os jogadores também a pedirem mais direitos. Isto é uma coisa que vem de Inglaterra, é um projeto que já abrange 850 jogadores britânicos. O que eles querem? Querem cobrar pelo uso das métricas que são utilizadas nos portais de dados e nas casas de apostas sem o seu consentimento. Esses portais de dados são o quê? São estatísticas, sei lá, faltas, distâncias percorridas, passes, centros, remates, essas coisas que quer as casas de apostas, quer as empresas de videojogos, quer até as televisões usam sem que os jogadores ganhem alguma coisa com isso e que são usadas sem o seu consentimento. Eles querem avançar com um processo, uma ação legal, estão a falar com outros desportistas de outras modalidades e com colegas de toda a Europa, e isto pode dar um grande 31, digo eu. Eles acham que se trata de informação pessoal que está a ser tratada sem o seu consentimento e sem ganharem nada com isso. E já enviaram pedidos de esclarecimento a 17 grandes empresas por uso incorreto de dados. Ou seja, mesmo que as estatísticas não pertençam aos jogadores, na verdade, pertencem aos clubes ou às competições, e pode estar aqui um grande bico d'obra.
Portanto, isto ainda está muito no início, não é? Do que pode surgir.
Está, mas a verdade é que estas empresas geram milhões e têm usado estes dados gratuitamente. E, portanto, estamos aqui quase como o Google faz com as empresas de comunicação social, porque também usa as notícias gratuitamente e está a começar também a gerar, como vocês sabem, um grande 31 ao Google, que vai ter de pagar por usar notícias à borla.
Vamos continuar a acompanhar isto.
Vamos. Este Red Card parece-me ser o começo de uma coisa que pode vir aqui a dar uma bronca.
Muito bem.
Ou para os jogadores, ou para os clubes, ou para as ligas. Alguém quer ganhar também com o uso destes dados gratuitos.
Filomena, vamos agora ao teu campeão do dia e nota?
Vamos, eu vou dar nota muito alta ao Pedri, porque não só gosto muito dele como jogador, como ele ontem renovou pelo Barça com uma cláusula de mil milhões. Este fã do Iniesta. Mil milhões é uma cláusula louca e ele é um dos 30 finalistas do Bolador também, é um jogador que veio das Canárias. Ele fez um Europeu fabuloso, esteve nos Jogos Olímpicos também e pronto. O Pedri, para mim, vai um belo 17.
Um belo 17.
Por esta renovação E porque eu realmente o acho um jogador fabuloso, que ainda está a começar a mostrar-se no Barcelona, mas que eu acho que vai ser um jogador de futuro absolutamente genial.
E que entra nos 30 candidatos. Júlio Magalhães, o teu campeão e nota?
Hoje vou dar, por acaso, ao Pedro Proença, o presidente da Liga. Há muito que se andava a bater pela centralização dos direitos televisivos e ontem deu mais um passo com a criação da empresa para gerir essa centralização. Eu ainda não consegui perceber bem como é que isto tudo vai funcionar, que custos, enfim, não interessa. A verdade é que Pedro Proença há muito que se andava a bater por isto, está a dar passos seguros e por isso vai uma nota 17 para ele.
Um 17 também. Bruno Vieira Amaral.
O meu campeão do dia, mais do que campeão, o meu Bola de Ouro é o Jorge Mendes. Tem de ser. Peço desculpa por repetir.
Por causa do "be tight"?
A questão do "be tight", mas o Jorge Mendes, quem leu as declarações dele fica com a convicção de que o homem era capaz de vender frigoríficos aos esquimós. Eu não quero retirar nenhum mérito ao Ronaldo e tudo aquilo que ele disse, os recordes de que ele falou, o Jorge Mendes, são todos verdadeiros, é tudo verdade, mas isto também já é uma tradição anual. Quando chega a altura da atribuição da Bola de Ouro, aparece o Jorge Mendes a dizer que o Ronaldo é o maior jogador da história do futebol. Só que ele faz com uma verdadeira paixão. Eu acho que isto é mais do que marketing, já não se reduz apenas a tentar promover ou vender o seu peixe. E por falar em peixe, eu acho que se o Jorge Mendes vendesse peixe, até um robalo seria candidato à Bola de Ouro. Portanto, o meu campeão do dia é o Jorge Mendes.
Que nota lhe dás?
Um 18.
Um 18. Gabriel Alves.
Eu atenço ao Jorge Mendes. Até digo mais, e foi naquele jornal, o "L'Équipe", não precisou de ir ao Dubai fazer aqueles prêmios que ele organiza.
É verdade.
Mas olha, o "L'Équipe" põe como pano de fundo exatamente o Dubai. O meu campeão é Zidane. Zidane está desempregado, tranquilo, sereno, não fala, está no silêncio, o que é chamado de low profile, chamam os ingleses, e recusou os milhões do Newcastle. É evidente que ele não foi o primeiro. Brendan Rodgers já tinha recusado, mas Zidane recusou. Disse que não, muito obrigado, portanto, o dinheiro não compra tudo. O mesmo fez António Costa, que foi também sondado. Mas para mim, vai para Zidane, porque é uma figura do futebol que eu prezo muito, até pela sua postura e não só, e também por aquilo que ele jogou e pelo prazer que ele me deu de vê-lo jogar e comentar. Vai para o Zidane, 17.
17. Filomena Martins, Bruno Vieira Amaral, Gabriel Alves e Júlio Magalhães em mais um "E o Campeão É?". Segunda-feira há nova análise e outros protagonistas. Bom fim de semana para todos. Até segunda.
Bom fim de semana também para todos e bom futebol.
Bom fim de semana.