Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O futebol clube está a beira de regressar. Regressa amanhã em Portugal com a festa da taça. O Benfica joga com o Atlético, no Estádio do Restelo. Também durante este fim de semana o Sporting vai receber o Marinhense e o Futebol Clube do Porto, o Sintrense. São jogos em destaque desta quarta ronda. Estes três jogos vão ter relato em direto aqui na Rádio Observador. Mas neste programa vamos falar do impacto que teve esta paragem para seleções, principalmente nos três grandes. Há jogadores lesionados, há outros que tiveram mais descanso e há outros jogadores, uns motivados pelo apuramento, outros desiludidos por terem caído para playoff ou mesmo por terem sido eliminados. E tudo isto acaba por ter impacto nos clubes em Portugal, mas em todo o mundo. Vamos falar destas questões hoje com Augusto Inácio, Pedro Henriques e Gabriel Alves. Eu sou Miguel Cordeiro. Gabriel Alves, olhando para os três grandes, vês mais problemas em algum deles perante esta paragem para seleções que tivemos?
Tudo o que acabaste de referir em relação a este vírus FIFA, faz parte do jogo, faz parte do negócio, faz parte do calendário. Portanto, as equipas, sejam elas quais forem, onde quer que estejam, têm que estar preparadas para isto. Isto está sempre no horizonte, à partida, a acontecer. Quanto à pergunta que me pões de forma concreta e direta, eu penso que o Benfica, neste momento, é a equipa mais prejudicada nesta situação. Mas José Mourinho, que é um treinador experimentado, um treinador de autorreconhecimento, um treinador vencedor e ganhador, vai encontrar certamente a solução para ultrapassar, porque o Benfica tem um plantel e naturalmente é dentro desse plantel que ele vai ter que ir procurar as soluções para fazer face aos problemas. A lesão do Lukebakio, principalmente esta, do internacional belga. Aliás, Lukebakio também já tinha tido algumas situações difíceis no Sevilha, portanto, de lesão, embora esta não tenha nada a ver com o passado, e inclusivamente a de Pavlidis, ponta de lança, e a de Sudakov, que estava neste momento a integrar-se, a implementar aquilo que eram as rotinas dentro do quadrante Benfica, orientado por José Mourinho. Nós temos aqui um Benfica com a situação um tanto quanto mais difícil, inclusivamente porque tem o Ajax aí à porta e tem zero pontos em termos de Champions. Não é bem o jogo do Atlético amanhã, é mais aquilo que se vai seguir, que é um Benfica que até 29 de dezembro tem um calendário altamente difícil, quer nacional, quer internacional. Veremos o que é que Mourinho vai fazer, estaremos cá para ver e obviamente que ele encontrará soluções.
Augusto Inácio, viveste um pouco isto, não é? Estar na seleção e depois voltar ao clube, mudança de ambiente. Muitas vezes há esta questão também motivacional, de conseguir ou não conseguir um apuramento. Aqui alguns casos concretos, por exemplo, Ivanovic, muito criticado também na seleção durante os últimos dias. Uhlmann e Frold que não conseguiram o apuramento direto com a Dinamarca, para além das lesões. Olhando para tudo isto, também achas que é o Benfica que sai com mais dificuldades desta paragem para seleções?
Boa tarde a todos. O grande problema aqui é quando os jogadores se deslocam para jogar pelas suas seleções, acima de tudo, em primeiro lugar, é que não venham lesionados, que tudo corra bem, que não venham lesionados. Esse é o principal problema. Depois é o lado psicológico, de ganhaste, perdeste, és apurado, não és apurado. É um outro assunto que, por acaso ou não, eu diria que depois desses jogos das seleções, normalmente joga-se aqui em Portugal, na competição portuguesa, a taça. E a taça, às vezes, dá para curar um bocadinho essas feridas da desilusão, não conseguirem os objetivos, para depois preparar-se o jogo do campeonato. Olhando para tudo isto e olhando para aquilo que são as debilidades do Benfica e para aquilo que já se perspetiva para janeiro, o Benfica poder contratar, segundo disse José Mourinho, dois extremos. Ficando sem o Lukebakio durante muitos meses, porque teve o azar de se lesionar e de partir o prónio, ou a tíbia, eu diria que o Benfica sai mais prejudicado porque fica sem o jogador, que é o seu mais criativo jogador do ataque e que vai ficar sem esse jogador. Por outro lado, há clubes, neste caso o Futebol Clube do Porto, que é beneficiado no sentido de que pode reparar o Benedict Enarek, já teve tempo para isso. O Vargas Assis parece que já está reparado, o Lucas Dion parece também estar a aparecer e isso são boas notícias para o Futebol Clube do Porto. Do lado do Sporting, o Uhlmann realmente teve uma noite, não digo para esquecer, mas uma noite em que as coisas não lhe correram bem. É natural que ele esteja afetado, mas como o Sporting joga com o Marinhense em casa, provavelmente o Uhlmann vai descansar um bocadinho, vai sarar as feridas psicológicas para o jogo que o Sporting depois vai ter para o campeonato. Claramente que o Benfica, além de não estar a jogar bem, além de estar a seis pontos do primeiro lugar, ficar ainda sem o Lukebakio, quando está-se a perspetivar em janeiro fazer contratações, vamos ver com o calendário, como o Gabriel Alves disse que tem, vamos ver se em janeiro vale a pena fazer esses sacrifícios de contratar extremos, se o Benfica tiver, por exemplo, a oito ou nove ou 10 pontos do primeiro classificado.
E também com dúvidas sobre o futuro na Liga dos Campeões, sendo que ainda há duas jornadas que se jogam durante a primeira semana de janeiro.
Miguel, desculpa, mas a da Liga dos Campeões eu já não estou a contar porque eu estou a pôr o Benfica já fora, completamente, não tem hipótese nenhuma de ser apurado.
Muito bem. Pedro Henriques, tua análise sobre esta paragem de seleções, este regresso e aquilo que é o impacto nos três grandes.
Sim, eu vou tentar olhar para isto de uma dimensão macro, que é o novo paradigma, ou seja, o novo desafio face àquilo que é as cargas competitivas atuais. Tem a ver com o número de jogos/época, isto não é novidade, mas depois tem a ver com os dias entre os jogos, que mudou completamente. Passámos daquilo que era 12, 13, 14 unidades de treino espaçadas de sete dias de competição. Isso acabou. E isso não é fácil, porque o que os treinadores querem é treinar, querem dar treino, precisam de tempo e estão sempre a dizer isso. Isto mudou, este paradigma. Dias entre jogos, a densidade competitiva, porque uma coisa é jogar as Taças de Portugal, Liga, Taça da Liga, outra coisa é a Champions League. Basta ver o calendário do Benfica e até do Sporting, ver o tipo de adversários que tens. A carga competitiva da própria competição é alterada porque o nível de jogos é totalmente diferente. E depois, pelo meio, um aspecto que não é menos relevante, é que quando misturas plano internacional com plano nacional, Portugal é um país relativamente pequeno, as viagens são relativamente curtas, mas quando metes o plano internacional, mesmo que viajes nos melhores aviões, com os melhores confortos, sem grandes tempos de espera, a própria viagem em si acaba por trazer cargas. Isso faz com que mude completamente não só aquilo que é o paradigma da pré-época, já não é como antigamente, tem que deixar de ser. E mais, tens que fazer dentro daquilo que são os ciclos. Nós temos o microciclo semanal, que é o de domingo a domingo, chamamos assim. Depois tens os mesociclos, ou seja, dentro daquilo que é paragens de seleções, taças, etc, quase que fazer pré-épocas, ou seja, adaptares as tuas cargas físicas, sobretudo nessas paragens que são extremamente relevantes. Isto depois sempre associado ao aspecto emocional, que é o que falta aqui dizer. Para terminar, é aqui que entra aquilo que mudou. Eu no outro dia estava a ouvir um podcast do Húlka com o Silvinho, a falarem, e não foi assim há muitos anos, eles recordavam coisas interessantes a propósito da alimentação e diziam: "No jogo tal, quando nós vimos não sei o quê, estava a comer uma pizza, a beber Coca-Cola", palavras deles, é só ver o podcast está no 'The Chiringuito'. E eles dizem: "Isto agora mudou e já não pode ser assim." É que não pode mesmo. Se queres depois recuperar, não ter lesões, responderes fisicamente, desculpem lá, com todo o respeito, acabou-se a pizza com a Coca-Cola. A parte da alimentação, a parte daquilo que é o descanso, dormir, aquelas alternativas todas, a crioterapia, a própria fisioterapia, tudo isso entra aqui num plano quase tão relevante e importante como o treino. Resumindo e concluindo, a construção dos plantéis, na fase última, mudou claramente. As equipas B são importantes, as camadas jovens, as aquisições que fazes, o próprio mercado de inverno e a maneira como vais construir o plantel, porque sistematicamente andamos naquela que o interesse é ter 11 jogadores bons e hoje em dia, podes não ter duas ou três trutas, mas se calhar convém teres 16, 18, 20 jogadores que estejam todos equilibrados entre o plantel para dar resposta às lesões e às cargas, etc.
Falamos aqui da paragem.
Uma nota, uma adenda, muito rápida. A FIFA vai acabar com estas três paragens que nós tivemos durante esta fase da temporada. Vai passar a ser só duas paragens. Aumentando o número de jogos, mas diminuindo as paragens, o que naturalmente beneficiará.
Sim, para menos, mas há uma pelo menos que vai ser mais prolongada durante o próximo ano.
Sim, mas pelo menos são só duas. O que leva que os clubes tenham que ter capacidade para desenvolverem o projeto de temporada, de campanha.
Falamos aqui das seleções. Realizou-se há pouco o sorteio do playoff de acesso ao mundial na zona Euro. Há quatro vagas por ocupar. E como é que vão ser ocupadas? Há meias-finais e depois uma final em cada um dos caminhos. Caminho A, o vencedor do Itália-Irlanda do Norte vai jogar contra o vencedor do País de Gales-Bósnia-Herzegovina. No caminho B, o vencedor do Ucrânia-Suécia vai jogar contra o vencedor do Polónia-Albânia. No caminho C, o vencedor do Turquia-România vai jogar frente à Eslováquia ou contra o Kosovo, contra o vencedor desse encontro, e Dinamarca-Macedónia, o vencedor deste encontro vai jogar frente à Chéquia ou à Irlanda, independente de quem ganhar esse encontro. Agostinho, o que te parece este enquadramento que temos no playoff?
Olha, tudo pode acontecer. Sabes que isto, está ali alguns que é um sonho, está ali outro é uma desilusão não serem apurados diretamente, mas agora têm uma nova oportunidade, uma nova vida para poder ainda estar no mundial. Eu acho que ninguém pode dizer que este é mais favorito do que o outro. Acho que vão ser jogos interessantíssimos, porque estão ali a jogar o apuramento para o mundial e querem lá estar, como é evidente. Por isso, eu não vou destacar. Sei que está lá uma Itália, sei que está lá uma Suécia, sei que está lá a Dinamarca, que sofreu um choque de maneira errónea na Escócia, que perdeu 4x2 a acabar. Enfim, está tudo isso ali. Sim, Polónia, as Turquia. Mas tu olhas assim e dizes assim: "Mas o Kosovo tem alguma hipótese?" Tem, tem. Tem hipóteses, tem.
Tem lá o Pirata. Está porque é o Pirata. O Pirata, aquele buriqui. Grande jogador.
Não, mas eu estou a dizer que eu estou com expectativa. Se pudesse ver os jogos todos, ouvia os jogos todos, porque acho que vão ser extremamente interessantes, e acho que ninguém pode dizer que este é mais favorito que o outro, sinceramente. Estou convicto que vai haver uma surpresa. E uma surpresa, qual é ela? Eu não sei qual é, mas normalmente nessas coisas há sempre uma surpresa. E aquele que é considerado o mais favorito, se calhar vai ficar pelo caminho.
Explicar que não são jogos a duas mãos, é apenas um jogo.
São finais.
Há um jogo na meia-final e depois uma final. Muito rapidamente, antes das notas. Pedro Henriques, eu quero saber quem é que vence no caminho A, no caminho B, no caminho C e no caminho D. Quais é que são as suas quatro apostas?
20 de novembro 2025, são neste momento 13h26 e o resultado final é: passa a Turquia, passa a Dinamarca, passa a Itália, passa a Suécia.
Muito bem. Está feita a previsão do Pedro Henriques. Vamos às notas de campeão. Gabriel Alves, começa desse lado.
A minha nota de campeão hoje é para a notícia que o Observador deu no noticiário da Uma, que é o programa olímpico, o financiamento para a preparação dos Jogos Olímpicos, em que Portugal está 30% de aumento, por 30 milhões para os Olímpicos, 12 milhões Paraolímpicos e os três milhões para Surdolímpicos. É importante que esse financiamento esteja assegurado, mas muito bem, disse o senhor Primeiro-Ministro, agora é preciso haver um plano de preparação. Ficamos à espera que Fernando Gomes, o presidente do Comité Olímpico de Portugal, venha a terreiro dizer qual é o programa, qual é o plano, de forma detalhada, objetiva, concreta. Portanto, eu vou dar, para já, para esta notícia, a minha nota 16. Fico à espera agora do programa, do plano e daquilo que pensa Fernando Gomes. Ele fala pouco, nós sabemos, até pelo seu mandato na Federação Portuguesa de Futebol, mas que quando venha falar e que venha a público dar-nos uma notícia de forma concreta e objetiva em relação àquilo que é o desporto de Portugal nos Jogos Olímpicos.
Muito bem. Pedro Henriques.
A minha nota eu nem sei bem se é positiva, se é negativa. Não sei. Vou dar uma nota de surpresa, de espanto e ao mesmo tempo de nada. Nunca vi tanta gente cujo sucesso profissional é mediano, e quando adjetivo de sucesso profissional mediano, já estou a ser simpático, a falarem da ida do Cristiano Ronaldo à Casa Branca. Nunca vi tanta gente na televisão, nos comentários a dizer mal e a levarem isso para a questão política, social, econômica e tudo e mais alguma coisa. Meus amigos, vocês ainda não perceberam quem é o Cristiano Ronaldo e o que ele realmente representa no mundo em todos os aspectos. A malta está enganada, mas continuem na sua medianice a dizer o que estão a dizer de quem realmente atingiu o topo. Ok, por isso é que eu não sei que nota é que hei de dar.
Agostinho Assio.
Eu vou dar uma nota de condolências para o Júlio Rendeiro, que faleceu ontem aos 83 anos. Foi duas vezes campeão do mundo pelas seleções portuguesas, duas vezes campeão do mundo, cinco vezes campeão da Europa. Como selecionador, também foi campeão do mundo e o primeiro clube a ganhar, estava ele integrado nessa equipa. Ramalhete Júlio Rendeiro, sobrinho de Xani Livermente, campeão europeu de Sporting em 77. Desapareceu uma grande figura do hóquei em patins. Condolências à família, aos amigos e ao Sporting Clube de Portugal. E também queria dar nota 17 para o futebol feminino do Sporting. Ganhou ontem 3-1 após prolongamento ao Glasgow FC. Chega aos quartos-final com Telma Encarnação em grande destaque.
Está feito. Estamos de regresso amanhã depois da Uma e 10.