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E o campeão é, está com a Rádio Observador, no programa em que falamos da atualidade desportiva. Eu sou o Miguel Cordeiro. Vamos nos próximos minutos conversar com o Augusto Inácio, o Gabriel Alves e o Pedro Henriques. Sendo que hoje vamos começar a falar de estética, podemos dizer assim, de moda. Pedro Henriques, novo equipamento da seleção nacional, foi apresentada esta manhã a camisola principal, aquela que Portugal vai utilizar no próximo mundial. Gostas desta nova camisola?
Bom dia. Agora sim. Estava aqui a visualizá-la, porque há vários locais na internet onde neste momento estão a colocar esta camisola.
Já compraste uma?
Não, eu nunca compro.
A marca quer que tu compres. Tu, eu, o Inácio, o Miguel.
Eu sou daqueles, modestia à parte, elas hão de cá chegar, de graça. Alguém há de me dar. Não, mas vamos lá ver uma coisa. Em primeiro lugar, nós sabemos que estes tecidos e estes materiais são cada vez melhores, no sentido de que é mais difícil para serem agarrados, a questão da transpiração, e eles mantêm todas essas características que são importantes. Depois é a questão da estética. Nós temos que manter aquilo que é o padrão, normalmente o vermelho, mais escuro, menos escuro, e portanto eu gosto. Aliás, não há nenhuma camisola da seleção que eu não goste. Depois é sempre discutível esta questão de às vezes mais uma risca, quando foi aquela coisa tipo os azulejos. Enfim, agora eu acho o equipamento principal bastante bonito e gosto. Depois teremos também algumas camisolas que já aparecem aqui na internet, não sei se já corresponde ou não à verdade, que serão os alternativos. E portanto, para mim, o importante é que sejam de bons materiais, que os jogadores também se sintam confortáveis com eles. A campanha está bastante engraçada e eu gosto daquilo que vejo, até porque eu gosto muito deste gênero de camisola, que sendo leve, ao mesmo tempo acaba por se ajustar relativamente ao corpo. Aliás, sendo que um dos primeiros clubes a trazer este tipo de modelos para Portugal até foi o Vitória Sport Club, que sempre teve esse tipo de modelo mais justo. Eu gosto dos padrões, gosto da cor, gosto muito desta combinação vermelho e verde, que não são aqueles vermelhos e verdes muito vivos, muito abertos e, portanto, estou fã dessas camisolas também.
Muito bem. Fica a análise do nosso Pedro Henriques a esta camisola.
A acompanhar a moda. Aí é detalhe.
Faz parte. Faz parte da discussão também do desporto. Bem, vamos seguir aqui com esta semana pré-déby. Sexta-feira temos o dérbi entre Benfica e Sporting, Estádio da Luz. E nesta altura, algumas dúvidas, olhando para as duas equipas, algumas dúvidas positivas, outras mais complicadas. No Benfica, por exemplo, Richard Rios volta ou não volta ao 11? Como fica o meio-campo do Benfica? Como se vai arrumar esse meio-campo? No Sporting, Pote está de regresso, joga titular, não joga. Morita ou Simões no meio-campo. Augusto Inácio, com aquilo que temos nesta altura, começando pelo Benfica, neste caso, achas que o Richard Rios assume a titularidade neste jogo frente ao Sporting?
Boa tarde a todos. Pois, são sempre dúvidas que nós temos, porque não estamos a trabalhar com eles todos os dias e que nós vamos perspetivando uma ideia daquilo que o treinador do Benfica possa fazer. O Richard Rios tem sido sempre titular no Benfica, à exceção deste último jogo que estava castigado. Por isso, parece-me a mim que o Richard Rios vai ser titular. Agora podes me perguntar: "Então e quem é que vai sair?" Porque Leandro Barreiros parece que é uma aposta firme do José Mourinho.
Achas que Barreiros é indiscutível nesta altura para Mourinho, para este jogo?
Tudo depende daquilo que o Mourinho quiser, porque se o Mourinho quiser pressionar mais na frente, eu vejo o Barreiros como titular, porque o Barreiros é aquele médio que faz melhor isso. Agora, se disseres que o Mourinho vai fazer mais um jogo de contenção, aí já não estou a ver o Barreiros, já estou a ver um outro jogador. Depende daquilo que é a ideia de jogo do treinador do Benfica. Mas depois ainda tens aquelas dúvidas: mas o Prestián vai ter uma oportunidade ou não vai? Ou o Scheldrup vai ter ou não vai? Isto porque no jogo anterior, eles também ajudaram com que o Benfica fizesse reviravolta do resultado e naquilo que foi o jogo do Benfica. Enfim, quer dizer, Aouacheria vai jogar, Berhanochet vai jogar, Richard Rios vai jogar, Pavlidis vai jogar e depois tens ali o Sudakov, tens ali o Prestián, tens ali Scheldrup. É complicado prever a situação do Benfica, mas eu acho que o meio-campo do Benfica vai ser o Berhanochet, o Aouacheria e o Richard Rios. Acho que esse vai ser o meio-campo do Benfica, provavelmente.
Então deixa-me perguntar também pelo Sporting, Morita ou Simões. Esta é uma discussão, nesta altura, em cima da mesa e se achas que o Pote também vai ser chamado à titularidade.
Também é outro problema, porque o Pote começou a jogar agora, depois de reparada a lesão. Uma lesão difícil, complicada, é preciso entender isto, porque se tem uma recidiva ali, vai acontecer a mesma coisa que o ano passado, vai estar três, quatro meses depois sem jogar, que é uma zona muito difícil. Começou a ter os primeiros 20 minutos. Eu achei-o receoso quando entrou. É normal que isso aconteça, para ganhar confiança. Não deu grandes piques, não quis fazer grandes remates. Enfim, tentou aproveitar aqueles minutos para ver como é que ele se sentia psicologicamente em relação à lesão. Agora, com os treinos até sexta-feira, vamos ver qual é o comportamento dele. Já há quem diga, e eu também acredito nisso, que ele não tem pernas para 90 minutos, pode ter pernas para meia parte, mais 10, 15 minutos da segunda parte. É melhor entrar de princípio do que entrar depois, porque o rendimento é outro Para entrar ele, pode sair o Kenda, que está muito bem no jogo. Não me parece que Geny Catame saia da equipa, porque está se entendendo muito bem com o Fresneda. Em relação ao Morita, eu acho que este último jogo que ele fez com o Estrela da Amadora, foi o melhor jogo que ele fez esta temporada, com problemas particulares, psicológicos, enfim, tudo aquilo que envolve o menor rendimento de um atleta. Enfim, também estou curioso. O João Simões joga pouco na primeira equipa do Sporting na nossa liga, é titular na Champions, normalmente joga nos jogos difíceis. Este é um jogo difícil. Também vai depender daquilo que o Rui Borges quiser. Se quiser realmente mais profundidade ofensiva, mais acutilância ofensiva, joga o João Simões. Se quiser mais controle, mais controlar o meio-campo adversário com o William ao lado, aí jogaria o Morita.
Gabriel Alves, tua análise para estas dúvidas que os treinadores vão tendo também durante esta semana de treino. Algumas delas são problemas positivos, não é? Aquilo que vamos falando como bons problemas para os treinadores.
Sim, eu estou de acordo com o exposto pelo Augusto, que se entrei. Tudo resta saber aqui qual é, de facto, aquilo que um e outro treinador vão querer do jogo. Este Benfica vai querer fazer aquilo que os adeptos querem, que gostam, que é jogar bem e vencer, ou vai só limitar-se a tentar ganhar, tentar vencer? É que são coisas completamente distintas. Quanto ao Sporting, vai manter aquela aura que tem de bom futebol, de solidez, de boa troca de bola, com os jogadores a mexerem-se bem com e sem a menina, sem a bola? Portanto, são situações que eu acho que os treinadores deste momento estão a medir de forma cautelosa com os jogadores. Porque isto tem que haver um osmose muito grande entre o líder e os artistas, de molde a poderem, obviamente... Porque também há outra questão: quando começar o jogo, uma e outra equipa é que vão perceber. Aliás, percebem logo até, de alguma maneira, quando a constituição das equipas for fixada. Começa-se a perceber, porque percebe-se muito bem como é que os solistas jogam, quais são as dinâmicas, quais são as interligações, quais são as complementaridades. Mas a verdade é esta: se querem criar uma situação de surpresa, não sei. Há uma coisa que eu também vejo. Não estou a ver no Sporting nem no Benfica, quer Mourinho, quer Rui Borges, irem criar um fator de surpresa um ao outro, mexendo naquilo que está sólido. Falaste do meio-campo do Benfica. O meio-campo indicado pelo Inácio, o Ócenenas, o Barrancheia e o Rios estão com grande ritmo. Podem jogar melhor ou pior, mas a verdade é que estão completamente interligados e são sólidos. Agora, o que é que vai acontecer? O que é que vai suceder? Pois, naturalmente, estamos cá a ver para crer. Resta saber e aquilo que é a expectativa, mais expectativa é que Benfica se vai ter. É um Benfica à medida do Mourinho dos últimos anos. Vamos ser resultadistas e depois logo se vê o resto ou vamos ter um Benfica como os adeptos gostam, resultadista e a jogar, portanto, com futebol alegre, fresco, a surpreender o Sporting? É uma questão de estarmos atentos ao apito inicial.
Pedro Henriques, tu na sexta-feira vais saber qual é o 11 de uma e de outra equipa, depois de ouvir também os treinadores. Mas agora já consegues ter uma ideia daquilo que os treinadores pretendem neste encontro?
Então, é assim, o Pote é o melhor jogador do Sporting. Vai a jogo. Obviamente, o melhor jogador tem que ir a jogo. Prontos, ponto final, parágrafo. O Morita, percebe-se claramente que vai a jogo, não é o João Simões. Portanto, depois deste último jogo, a maneira como fez aquele passe, etc. Ele vai a jogo. O Benfica, o Barreiro não sai e o Richard Ríos vai a jogo. Mais dúvidas. Ah, o Pavlídis e os dois jogadores que foram aqui falados. Scheldrup e qual foi o outro?
O Prestianni.
Prestianni, peço desculpa. Scheldrup e Prestianni no banco. Pronto, mais questões.
Muito bem.
Pedro, mas olha que o Prestianni já anda aí na montra, já interessados. Olha, o mercado está aí.
Tá, mas ele vai para o banco.
Fez um grande golo. Mas olha, mas já há montras.
Tá sim, senhor.
Muito bem. Vamos então aguardar também. Na sexta-feira já vamos ter mais indicadores sobre quem pode ou não ir a jogo. Ainda antes das nossas notas, Gabriel Alves, rapidamente. Cem gols de Haaland, o mais rápido a chegar aos 100 gols na Premier League. Notável o que está a fazer o avançado do City.
É notável, é um jogador de grande qualidade, não só ao nível do City, como inclusivamente a sua seleção, a seleção norueguesa, é um jogador-chave. Basta ouvir Pep Guardiola sobre Haaland para se perceber que é Haaland e Berardo Silva, e Foden. Também são os três, é o trio que ele tem uma paixão como treinador, obviamente, como líder de processos. E obviamente numa liga que tem grandes nomes ao longo da sua história. Eu tenho aqui, vou falar de três. Há muitos fortes, mas eu falo três. Eu vou falar do Dwight Yorke, porque eu o conheci garoto, Júnior, e do Ian Wright, porque eles depois formaram uma dupla no Manchester United que foi de ouro. Eram fantásticos. Jogavam de olhos de costas, portanto, grandes espetáculos. E vou falar do Alan Shearer, que tem 260 gols. Eu acho que o Haaland vai lá chegar, obviamente, naturalmente, continuando na Premier League. Eu gostava de dizer do Alan Shearer só isto muito rapidamente. Deveria ser, e acho que há treinadores, certamente, que terão as imagens daquelas aulas que são dadas, aulas aos jogadores de estúdio, aos pontas de lança, para explicar o que era um cabeceador, o que era o gesto de cabeça, o que era a forma como fazia a impulsão e como viajava na área. O Augusto Inácio lembra-se, não sei se o chegou a defrontar ou não, mas a verdade, era um jogador Exemplar, fantástico de futebol, de cultura tática e técnica. Tinha tudo.
Vamos às nossas notas de campeão. Pedro Henriques, começo por ti. Campeão do dia?
Há um bocadinho. Não me quis esticar nas camisolas porque era a minha nota de campeão. Falta agora só dizer mais um aspecto que é importante, porque a Puma pensou nisso e é o patrocinador oficial, obviamente, que tem a ver com esta questão da camisola vermelha, ter linhas em formas de ondas e detalhes verdes, em que há uma homenagem àquilo que são as raízes marítimas e àquilo que é o espírito muito destemido do país. Depois, quem é responsável, o senior diretor desta linha, fala neste padrão que é inspirado nas ondas e a paleta usada do vermelho e verde, que refletem uma equipa que não para de avançar, alimentada de paixão e coragem. Portanto, há aqui também uma perspectiva através deste aspecto mais material, das cores das camisolas, destes padrões, puxar um bocadinho da alma lusa, deste espírito guerreiro e deste desejo de conquista. Atenção que depois há uma diferença tanto masculino e feminino, naquilo que são as camisolas alternativas e são muito bonitas. A dos masculinos em tons mais brancos, mantendo aquele tom de azulejos, e a do feminino ir buscar um bocadinho aquilo que era aquela camisola 2016 esverdeada, que também acho muito bonita. Acho muito bom gosto as camisolas e sobretudo também o significado. Quem diz as camisolas, diz o equipamento, que todo o equipamento tem, isso é que é importante, que é o nosso espírito guerreiro e irmos à luta e, sobretudo, com a determinação de querermos ser campeões do mundo.
Augusto Inácio.
Antes de ir às notas, deixa-me dizer que eu também acredito que o Diomande vá jogar a titular em vez do Quaresma. Eu queria entrar ainda há pouco, mas não consegui entrar, mas fica aqui a nota.
Vai, sim, senhor.
A minha nota vai realmente para dois grandes jogos que eu vi ontem. Vi o Fulham com o City e vi o Barcelona com o Atlético de Madrid. Que grandes jogos que eu vi. Mas acima de tudo, a minha referência para isto, e vou dar nota 18, é a capacidade mental que todos os jogadores deste jogo que eu vi, do Fulham com o City, de que se entregaram ao jogo de uma maneira em que uma equipa que está a perder 5 x 1, normalmente manda a toalha ao chão. E aquela mentalidade é completamente diferente da nossa. Eles não caem, eles vão sempre à procura daquilo que é o melhor resultado. E ficou 5 x 4 e não ficou 5 x 5, podia ter acontecido. Por isso, para essa mentalidade, para aquilo que é a resiliência, para aquilo que é o não desistir, que grande exemplo o Fulham com o City ontem.
Gabriel Alves, 30 segundos.
Por isso é que na Inglaterra, quando um jogador está magoado e é da casa, dizem: "Out, out, out." Isto é, sai porque isto é preciso gol. É isso exatamente, o da casa. Colaborando na nota do Augusto Inácio, minha nota vai para o Haaland, que é um espetáculo, mas já agora, nos últimos 58 jogos, direi Mbappé tem 60, estou a falar com a seleção do seu país. O Kane, que está na Alemanha, tem 54 e o Haaland tem 51. Em os últimos 58 jogos. Para estes homens-golo, vamos começar com 18 porque queremos mais. E deixar uma nota ao Rafinha também. Falou o Augusto do jogo de ontem. O Rafinha voltou e o Barcelona é outro. E o Pedri voltou e o Barcelona joga de outra maneira. Para o Rafinha e para o Pedri, 17.
E o campeão é: chegamos ao fim deste episódio.