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Na edição de hoje de "E o Campeão É" vamos analisar a vitória de ontem do Futebol Clube do Porto diante do Rio Ave. Vamos ainda passar pela nova contratação do Sporting, Iran Kunda. Será que vai ser a última oficialização neste mercado por parte dos Leões? E ainda o mercado do Benfica, que parece ser o mais mexido dos três grandes. Eu sou o Miguel Gato, hoje tenho comigo o Gabriel Alves, o Pedro Henriques, o Luís Pinto Coelho e também o João Pinto. Bem-vindos, obrigado a todos. Começamos pela análise à vitória do Futebol Clube do Porto. Luís Pinto Coelho, o Futebol Clube do Porto venceu ontem por 2 x 0, tal como aconteceu na primeira jornada. Em equipa que ganha, não se mexe na estratégia, mais um jogo dos Dragões que avaliza zeros. Continua a ser este o segredo desta equipa de Francesco Farioli?
Olá, bom dia. Sim, é uma das grandes essências da equipa, é a capacidade defensiva que o Porto tem. Três jogos oficiais esta época e ainda não sofreu nenhum gol. Depois também tem a questão das bolas paradas, onde é sempre muito forte. Mas ontem, parece-me que o Porto faz uma exibição muito competente, muito consistente. Não permitiu muito ao Rio Ave, embora o Rio Ave seja uma equipa até que tem bastante talento no processo ofensivo, jogadores muito perigosos na frente, mas o Porto esteve sempre bem e principalmente na segunda parte acabou por controlar por completo o jogo. Acho que é uma boa exibição, e Farioli também a ajudar a equipa a partir do banco com as substituições que fez, jogadores que entraram e tiveram muito impacto na partida, o Alberto Costa, o Borra, o Wang. Por isso acho que é uma exibição competente, vitória justíssima do Porto, num campo que é sempre complicado, e o Porto continua bem.
Uma exibição mais competente do que aquela que foi feita no Dragão frente ao Alverca, Luís?
Sim, parece-me mais competente. Nesse jogo, o Porto permitiu bastante mais ao Alverca. O Diogo Costa teve muito mais trabalho ontem, teve uma grande defesa, mas depois na segunda parte, principalmente, não teve mais nada o Rio Ave. E até porque o Porto estava a jogar fora, parece-me uma exibição superior à do Alverca.
Gabriel Alves, tal como no ano passado, os Dragões abriram o marcador de bola parada em Vila do Conde. Esta também é uma das armas desta equipa do Futebol Clube do Porto. É por aqui que passa o sucesso de Farioli? Consistência defensiva, gols de bolas paradas e não tendo um ponta de lança de grande qualidade, digamos assim, comparando, por exemplo, com o Sporting e com o Benfica. É por aqui que passa também a estratégia do Porto este ano?
A estratégia do Porto passa por muito aquilo que acabou de dizer o Luís. Em relação às bolas paradas, eu chamo a atenção, não se distraiam, porque, por exemplo, a Inglaterra, o Xabi Alonso, que foi para o Chelsea, pediu a contratação de um treinador de bolas paradas, para pôr a sua equipa a funcionar nesse setor de forma eficaz, e que é um treinador caríssimo. Já o mesmo Arteta faz no Arsenal. Não esquecer os gols que o Arsenal conquistou na sua senda vitoriosa da temporada anterior. Esse é um dos fatores. De resto, é, como se pode dizer, uma geometria coletiva, que é aquilo que o Futebol Clube do Porto, que é o que eu defendo, olhando, e naturalmente de jogo para jogo, essa geometria vai se acentuando, vai se lubrificando, vai estando mais sólida, mais coesa, mais capaz, com movimentos e combinações mais automatizadas, com boa fisicalidade, intensidade, um bloco forte, tendo essa conceção de que os campeonatos ganham-se com boas defesas, defesas eficientes, conjunto eficiente. Não é a defesa, é o conjunto em termos defensivos, com jogadores a marcarem gols, que não interessa se é o A, o B ou C, têm que aparecer os gols, e repare-se que ontem apareceram gols talvez de jogadores que menos se esperava, com uma palavra interessante para o Borra, que está de regresso, e para o central, que também apontou. Portanto, nesta movimentação, eu chamo aqui a atenção, reparem que o Futebol Clube do Porto defende quatro, cinco, posição seis. É uma posição em que tanto está seis como está integrada mais atrás. Vale o todo, na minha opinião, sem aquilo que se pode dizer, um artista diferencial que provavelmente vai ser preciso ao longo da temporada. Veremos, estaremos cá. De qualquer das formas, este Futebol Clube do Porto a jogar como joga, jogo a jogo, vai melhorando. E ontem foi face a um Rio Ave impotente. Eu diria, uma vez mais, tem 24 estrangeiros e dois portugueses num plantel de 26. Ainda em relação ao Porto, só para rematar. Reparem que estava o Porto a ganhar por 2 x 0. Saiu um avançado e entrou um, chamemos, trinco. É que esta história dos resultados 2 x 0, são resultados malandros e Farioli não facilitou.
Pedro Henriques, no final do jogo, o treinador do Futebol Clube do Porto disse que os Dragões ainda têm muitas questões a afinar. Pergunto-te que questões são essas? O que achas que deve ser melhorado no jogo do Futebol Clube do Porto?
Muito bom dia. Vamos lá ver uma coisa. É lógico que todos os treinadores dizem isso, mesmo quando ganham e mesmo quando estão consistentes, porque estamos no princípio da época e há sempre aspectos a melhorar. E um dos aspectos que o Futebol Clube do Porto tem a melhorar é na questão dos reforços, para poder ter mais poder de fogo na frente, nomeadamente ter um ponta de lança. Está lá o Samu, a gente sabe. Não sabemos é quando ele regressa ou como ele vai regressar. E, portanto, penso que o André, sendo um bom jogador, um bom ponta de lança, falta-lhe qualquer coisa. Eu queria destacar em relação a este jogo, um aspecto para mim muito importante, além da boa cabeçada do Neón Peres, como alguém dizia, a mão de Diogo Costa. E por quê? Porque é a diferença entre ter um guarda-redes que é excepcional, que é acima da média, e apenas ter um bom guarda-redes. E nesse aspecto, o Porto leva clara vantagem entre o guarda-redes excepcional que tem e os guarda-redes bons que Sporting e Benfica têm. E isso viu-se. Viu-se na semana passada, no caso concreto, do Sporting. Realçar que também ajuda muito ter um treinador no banco que ajuda. Ou seja, que quando mexe, pode nem sempre resultar, mas mexe. Todos os treinadores querem mexer para melhorar. O próprio Rui Borges também tenta mexer para melhorar, mas só quando mexe, normalmente o Sporting não só não melhora, como piora. E o Farioli quando mexe, mexe mesmo para melhorar. E o aspecto de pragmatismo, ou seja, o resultadismo, neste momento, o Futebol Clube do Porto, mais do que se calhar ter os processos afinados, mal seria se já os tivesse, e ainda com as tais questões por resolver, não sabemos se o Mora sai, se não sai, se vem o ponta de lança, se ainda vai arranjar mais um lateral esquerdo, o que quer que seja, é sobretudo a pragmatismo e defender bem. Destaco ainda para o Neón Peres e Borges Sanches, que viveram tempos bastante complicados na época passada e que acabam por ser os marcadores desta época. E um aspecto que vou dizer mais do mesmo. Já sabemos que as defesas ganham títulos e os ataques ganham jogos. E o Futebol Clube do Porto, como já disse aqui Luís Pinto Coelho, não sofreu gols nesses três jogos que fez. E isso faz toda a diferença, porque um guarda-redes de repente faz uma grande defesa que evita um gol, ou ao contrário do Sporting, que faz um guarda-redes que valia mais não ter defendido e ter metido a bola dentro da baliza. O que eu quero dizer com isto? É que enquanto o Sporting treme e sofre gols, o Futebol Clube do Porto tem essa solidez que se percebe claramente e não sofre gols. Isso faz toda a diferença realmente em jogos como este e sobretudo neste tipo de jogos, que é onde se ganham os campeonatos. Dizer que o Futebol Clube do Porto faz então o seu terceiro jogo, não sofre gols e este já foi uma boa preparação de um jogo internacional, porque eu só vi estrangeiros. Há que refletir, Rui Ave.
Há que refletir. João Pinto, dois jogos, duas vitórias para o Futebol Clube do Porto, zero gols sofridos. Vai ser um Porto à imagem do ano passado? Esta era uma forma que Francesco Farioli já vinha a fazer no ano passado. Mas pergunto se esta consistência defensiva e o fato de marcar poucos gols, se é uma fórmula que dura para sempre, se o Futebol Clube do Porto pode fazer tantos pontos como fez o ano passado que seguiu nesta fórmula.
A resposta curta é sim. Bom dia. Eu, quando estava aqui a preparar o programa, naquilo que fui lendo, li pragmatismo, li clonagem, li catenaccio, li coisas como dificuldade em perder a bola e capacidade de concretização na bola parada, e não li mal. Portanto, a verdade é que este é um Porto que até começar a Liga dos Campeões vai continuar neste registro de futebol de atrição, de manter sempre o mesmo passo, de ir chegando à frente, mantendo aquilo que o Gabriel chamava de fisicalidade, e vai levando água ao seu moinho. Portanto, acho que o Futebol Clube do Porto e o Farioli têm este registro vencedor e não vão abdicar dele.
Vamos ainda ao Sporting, que anunciou ontem a contratação do extremo Nestory Irankunda, 20 anos, internacional australiano, contratado por 15 milhões de euros ao Watford. Luís Pinto Coelho, era este o reforço que o Sporting precisava para a ala esquerda e o estilo de jogo deste jogador adapta-se ao futebol português?
Eu acho que é um jogador interessante. Se se adapta à ideia de Rui Borges, vamos ver. Tenho mais algumas dúvidas, porque é um jogador de explosão, de espaço, do ataque à profundidade. É um bocadinho diferente daquilo que o Sporting estava habituado. O Sporting já tem o Geny, que é um extremo mais puro. Não acredito que vá jogar com dois extremos mais puros, até porque tem sempre a tendência de um dos extremos jogar muitas vezes por zonas interiores.
E costuma ser o do lado esquerdo.
Sim, por isso. Agora, é um jogador muito útil em certas ocasiões e acredito que, por exemplo, em jogos internacionais, pode ser um jogador que tenha impacto, porque se tiver espaço para explodir, para galgar metros em velocidade, é um jogador que deixa a mossa e depois tem ainda a qualidade nas bolas paradas, que bate muito bem bolas paradas e hoje em dia isso também é até pouco frequente, ver gols de livre, por isso é um jogador que pode acrescentar isso. Deixa-me só dar aqui uma nota. Dizendo que o meu clube nesse aspecto está muito bem, mas já é a segunda contratação que o Sporting não comunica os valores. Não deixa de ser um apontamento curioso. Já o fez na questão do Ibrahima Vá. O Sporting não faz nenhum comunicado à CMVM e não comunica os valores da contratação. É um bocadinho um problema dos sócios do Sporting, mas acho que é um apontamento que se deve dar. O Futebol Clube do Porto nisso, quer seja uma contratação de 4 milhões, quer seja de 20, comunica sempre todos os dados aquando da contratação e não depois de passado seis meses no relatório e contas.
Sobre isso, desculpa lá, Luís. A CMVM, naturalmente, porque há acionistas, não é questão dos adeptos, é os acionistas.
Mas eu acho que estes valores podem ser obrigatórios.
Sim, obviamente, estou de acordo. Completamente de acordo.
Mas é uma questão de transparência, de informar os associados das questões do dia a dia do clube. Não deixa de ser curioso.
Os acionistas, porque é uma empresa, o Sporting, como é o Benfica, como é o Porto
Pedro Henriques, mais uma vez o Sporting vai buscar um jogador a um segundo escalão de uma das melhores ligas da Europa. Aconteceu com Viktor Gyökeres em Inglaterra, Luís Suárez em Espanha, este ano Doumbia que veio de Itália. É uma fórmula de sucesso que o Sporting encontrou, ir buscar estes jogadores não tão conhecidos a um segundo escalão para depois potenciá-los desportivamente e financeiramente mais tarde?
Sim, é isso mesmo. O Sporting tem tido sucesso nesse aspecto, porque ao descobrir esses talentos, vai buscá-los por valores que ainda não escandalizam e depois potenciando, até porque o Sporting é montra da Liga dos Campeões, acaba por, quando vende, conseguir fazer um negócio que se torna rentável, portanto, potenciando. E para estes jogadores que estão em escalões inferiores, também se torna mais fácil olhar para o Sporting e ver a possibilidade de ir para um clube que está na Liga dos Campeões e também de ganhar títulos e eventualmente dar o salto. A história do Arouna Koné é muito interessante. Ele foi refugiado e, portanto, é muito giro, e quando digo giro é entre aspas, obviamente, é bastante interessante ver a história deste jovem que acaba por ter também um percurso que não é fácil, como muitas das pessoas que têm sucesso na vida, que muitas vezes vêm das dificuldades e forjam-se das dificuldades. E vamos ter também, só por curiosidade, depois o João Castro vai falar melhor sobre isto, uma comemoração sempre que marcar gols diferenciada, porque ele é fã do Michael Jackson e, portanto, imita o Michael Jackson.
Não sei se viram o vídeo de apresentação que o Sporting pôs nas redes sociais do jogador a dançar Michael Jackson.
Exatamente, tem um bocado a ver com isso. Mas mais importante é o plano agora desportivo, que é até que ponto ele vai ter as tais oportunidades, porque ele supostamente poderá fazer posições como a do Geny, mas os plantéis têm que ter profundidade. E o Sporting, por exemplo, neste último jogo, quando tira o Fábio, quando tira o Geny, os jogadores que entram acabam por não manter essa profundidade e acabam, sobretudo, por enfraquecer o Sporting. Pelo menos nesta última jornada foi assim. E, portanto, o que o Sporting precisa é que tenha profundidade de plantel e os jogadores que entram mantenham exatamente o mesmo nível. Vamos ver. Ele vem cheio de vontade, é um jovem, tem ambição. Vamos ver o que é que vai acontecer.
Tempo ainda para falar do mercado do Benfica. A novela João Palhinha continua, o Bayern de Munique justificou a ausência do jogador com as negociações que estão a decorrer. Obviamente, não disse com que clube ou com que clubes. Gabriel Alves, a imprensa diz hoje que Bah e Nené pode estar de saída, ser emprestado com a opção de compra. Estão aqui os astros a alinharem-se para Palhinha ser jogador do Benfica nos próximos dias?
Vamos ver. Há ver para crer. Eu acho que esta questão das saídas, que falam muito com os treinadores, os diretores desportivos é que têm que ser questionados. Diretores desportivos. Porque os treinadores, estou a ver Marco Silva falar do Dedic, vai-se embora, não é? Tudo leva a crer. Assim com um ar desengado e vejo o Fariola falar do Rodrigo Mora também com um ar desengado. Não, os treinadores não. Ele diz que está lá para decidir. Claro, como o Marco Silva diz: "Eu estou cá para decidir". Mal seria. Quem é líder tem que decidir, seja no futebol, seja ali, seja acolí, seja acolá. Agora, os diretores desportivos é que têm que aparecer e não ficar nesta conversa, porque hoje eu estou a ler aqui o Corriere dello Sport, por exemplo, em relação ao Rodrigo Mora. Isto também está na imprensa portuguesa, obviamente, mas vejam o que diz o Corriere dello Sport. Cito o que disse o Fariola: "Você está a ajudar com as suas palavras. Eu estou a pensar no grupo". Isto disse o Fariola, mas isto depois é atestado no Corriere dello Sport com isto, e eu cito também o Corriere. Enquanto Fariola diz isto, os companheiros de equipa despediram-se dele. O diretor desportivo do Porto que venha, o diretor desportivo do Benfica que venha falar das negociações e deixem. Os treinadores que acabam por dizer lugares comuns, assim com ar irritado. Não há necessidade, porque mercado é mercado, os negócios não andam na praça pública. Eu sei que, e é bom e necessário, que se tente investigar para informar, para ter os adeptos devidamente esclarecidos ou o mais esclarecido possível nas circunstâncias, mas obviamente que isto é um assunto muito mais de estrutura. Obviamente, o treinador internamente é ouvido. Claro, faz parte do grupo, mas não é ele que decide. Não é ele que decide no final. Quanto ao Benfica, naturalmente precisa de um homem para o meio-campo, sabe-se, precisa de um central, sabe-se, e quiçá precisará mais qualquer coisa, logo se verá. Só que o problema é este: quer para o Porto, quer Benfica, neste momento não têm muito dinheiro de mercado, mas têm necessidades. Quem vende sabe que tem necessidades, também sabe que não há muito dinheiro. Portanto, tem que haver aqui um jogo. Olha, é um negócio, o negócio tem que correr. Se Rodrigo Mora, já agora deixa-te dizer, sair e for para Roma, desejo as maiores felicidades. E bate palmas, vai ter um grande treinador para o treinar e que o poderá fazer crescer. Chama-se Gasperini.
E falámos disso na edição de ontem de O Campeão, a possível saída de Rodrigo Mora. João Pinto, Dedic estará praticamente fechado no Newcastle. O jornal Record diz hoje que o jogador já se despediu dos colegas no Seixal. É a venda de verão que o Benfica precisava para manter outros ativos? E já agora também um comentário sobre esta continuação da novela Palhinha.
Sobre a novela Palhinha, é como diz o Gabriel, é ver para crer. Depois, em relação ao Dedic, custa-me a perceber a estratégia. Aquilo que o Gabriel disse sobre os diretores desportivos é cinco estrelas, é isso mesmo. Eu quero ouvir é o Mário Branco e quero perceber da boca dele qual é a estratégia. Porque contratamos um jogador que joga 43 jogos o ano passado, faz quatro assistências e um gol. É um lateral direito com nível para o Benfica. Fez muito bem a sua posição. Este ano temos dois, temos o Bah e o Dedic. E o miúdo, o Ajasju, está a crescer na equipa B E de repente, o Dédic é vendido, um ano depois de chegar. O Ba fica e é um jogador que tem uma propensão grande para lesões. E de repente ficamos cochos, jogando só com dois centrais ou tendo só dois centrais no plantel e sabendo que o terceiro lateral direito é o Tomás Araújo, quando o Benfica tem dossiês muito mais prementes.
Era isso que eu ia perguntar, quais é que são os dossiês que o Benfica precisa. Já sabemos que, por exemplo, o treinador do Sporting diz que o lateral esquerdo é a única posição que o Sporting precisa. O Futebol Clube do Porto também tem aqui um mercado que parece praticamente fechado.
Adiantando, pelo menos um central, mas um central que venha para disputar o lugar. Não é um Gabriel Índio, é um central que venha para disputar o lugar.
Ou para assumir.
Para assumir, exatamente. Agora, para mim, precisa de um lateral direito, portanto foi arranjar um problema que não tinha. E depois, obviamente, se sai o Ivanović, o Benfica só tem duas pontas de lança, tem o Anízio, se é para apostar no miúdo, tudo bem, mas uma aposta faz-se com tempo, com jogos, com minutos. Se a estratégia é apostar nos miúdos que ganharam o Campeonato do Mundo sub-17, o Banájki, o Neto, o Anízio, se é essa a aposta, acho bem, acho porreiro, mas que se diga, porque num dia parece que é aposta, no dia seguinte parece que já não é. E portanto, custa-me entender. Não consigo perceber a estratégia aqui.
Antes de irmos às notas de hoje, dar ainda nota de uma notícia de hoje do Sporting Clube Braga frente ao Gil Vicente. O jogo foi adiado devido a um surto gastrointestinal que está a afetar o plantel bracarense. Ainda não há data para novo encontro. E Pedro Pablo Pichardo é vice-campeão de triplo salto, conquistou a prata nos Europeus de Atletismo. Pedro Henriques, não sei se é por aí que ias começar as tuas notas.
Sim, uma nota, um apontamento em relação à questão do Dédic. Só uma pergunta que deixo no ar, que é: imaginemos que nós aqui é com a Betclick, podemos falar à vontade, que é alguém que trabalha conosco, algo que nós publicitamos. Imaginemos que apostas €10 e passado um bocadinho ganhas €35. A malta fica feliz. Agora imagina que não são €10, são 10 milhões e passado um ano vais buscar 35. Se calhar o negócio financeiro é bom, percebendo a questão desportiva, mas há que perceber que num ano investiste 10 milhões e foste buscar 35 milhões. Eu sei que os sacos de dinheiro não jogam nem marcam gols, mas é só para percebermos que às vezes há negócios que podem ser completamente irrecusáveis. Nota para hoje, para o Pichardo, vice-campeão europeu, obviamente. Estamos todos felizes e satisfeitos. Medalha de prata é sempre bom termos Portugal, neste caso, na cena da europeia também em termos de atletismo, estávamos sempre à espera de uma medalha. Tenho sempre algumas dificuldades em compreender estratégias. Se tem seis saltos para fazer, estás em segundo lugar, abdicas de três saltos. Enfim, vale o que vale. Eu não estou por dentro do assunto nem dos motivos, razões. Eu é que se estivesse em segundo lugar, garanto que fazia os saltos todos até chegar ao primeiro.
Luís Pinto Coelho, as tuas notas.
Hoje tenho aqui quatro notas. Quatro 18. 18 para o Neoperas, 18 para o Borra Sainz, pelos gols e pelas épocas complicadas que tiveram na época passada, Neoperas com a lesão, o Borra Sainz com questões familiares. Um 18 também para o Miguel Fonseca, o árbitro de ontem. Eu já tinha destacado este árbitro na primeira jornada, porque vi o jogo na altura e gostei bastante, e ontem voltei a gostar muito deste árbitro. Deixa jogar, o jogo flui, e eu acho que é um árbitro com muito potencial, ainda por cima é muito jovem. E depois aqui uma nota também para a questão da volta a Portugal em bicicleta, porque ontem foi um dia muito difícil, obviamente, depois do que aconteceu, mas dentro de toda a dificuldade, acho que coube alguma dignidade da forma como fizeram as coisas, e um 18 também para tudo isso, para os ciclistas, para a organização que tentou encontrar aqui uma solução minimamente aceitável e que fosse possível continuar a prova.
Gabriel Alves.
Olha, cinco para o Rioave. Um plantel de 26 jogadores, 24 estrangeiros. Chamada de atenção para a liga, para a federação, para o país. E quero dar 13 ao Rúben Amorim. O Milan ontem vence o Manchester United, uma tarde extremamente feliz para o Milan e para o treinador português, mas vou dar 18 ao Modrić, porque realmente Modrić em campo ajuda mesmo muito. Ora bem, venha a Série A para a semana e que confirmem aquilo que ontem tivemos a oportunidade de ver.
E vamos ver como é que corre a vida de Rúben Amorim nesse arranque do Campeonato Italiano. Só faltas tu, João Pinto.
Nota 16 para a participação de Portugal nos Campeonatos Europeus, nota 16 também para aquilo que o Luís acabou de referir da volta a Portugal. Acho que sim, acho que conseguiram fazer o melhor que podiam. E depois uma nota 10 para esta venda do Dédic. Eu percebo aquilo que tu dizes, Pedro Henriques, mas depois dos 35 milhões, há cinco que ficam no acordo anterior, 10 que ficam no clube, cinco do empresário e depois fazes as contas e não dá para o pão. É uma chatice.
Bem visto.
Andas a comprar pão muito caro.
Pois é. É que ele não falou nos comissionistas.
É pão de massa.
Eles não sabemos quem são.
É pão de massa.
Tudo dito na edição de hoje de O Campeão É, sempre com boa disposição. Obrigado aos campeões. O programa de análise de esporte da Rádio Observador está de regresso amanhã.