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Este é o "You Vencerê" das manhãs 360. Até perto das 9h damos notas aos protagonistas da atualidade e para isso, Carla, esta quinta-feira estão conosco e com o José Manuel Fernandes, Alexandra Machado e também a Filomena Martins.
Temos uma pergunta onde está a administração do Metro e da Carris. Damos também nota a André Ventura e ao regresso da teoria dos cestos e dos ovos. Ela foi trazida ontem por António José Seguro frente a Marques Mendes. José Manuel, faz sentido este regresso dos ovos e dos cestos?
Francamente, parece-me que não, porque uma das coisas que já se percebeu nesta corrida presidencial e nas eleições mais recentes, é que de alguma forma os portugueses desejam um bocadinho de mudança, um pouco de agitação e por isso talvez estejam mais disponíveis para alguns riscos e queiram indicar um caminho. Eu devo dizer que, independentemente de poder dar a vitória aos pontos a um ou outro dos debatentes de ontem, não fiquei muito entusiasmado e sobretudo creio que não sei se eles convenceram eleitores ou sobretudo se mobilizaram eleitores depois do que aconteceu ontem. António José Seguro, neste momento, é o que mais precisa de mobilizar eleitores, mas não me parece que seja pela teoria dos cestos que ele chega lá. A teoria dos cestos obriga a um dramatismo da corrida presidencial. Reparem, ela foi usada por Mário Soares num tempo em que havia um outro tipo de bipolarização na sociedade portuguesa e onde havia uma carga dramática na política que hoje, por muito que se grite e por muito extremismo que possa existir, não existe. Não há essa mesma carga dramática, nem o mesmo grau de mobilização, nem a mesma capacidade de trazer os eleitores, por exemplo, povo pra rua, como na campanha de 86 aconteceu. Portanto, a teoria dos ovos e dos cestos pareceu um bocadinho deslocada. Mais deslocado aqui só esta língua que nos repetem a cada debate, sobretudo, e já ouvi António José Seguro, já ouvi a Jorge Pinto, julgo que também já ouvi António Filipe, que é: não se mexe na lei liberal, porque isso não estava no programa eleitoral do PSD. Estava. O problema é que estava lá.
Não estava a dizer: "Vamos alterar o código de trabalho", mas estava um conjunto de medidas que fazem parte dessa alteração.
Estava um conjunto de medidas, não estavam as 100 medidas da alteração. Não estavam as 100 medidas da alteração, nem faria muito sentido que estivessem, uma vez que elas teriam sempre que ser negociadas na concessão social e um dos pontos é precisamente negociar na concessão social. Mas até estavam algumas, que eu não sei se não estão pelo menos muito a ser debatidas publicamente e que pelo menos tão para mim importantes e no mínimo tão controversas do ponto de vista da rigidez do mercado como aquelas que estão a ser discutidas, como a ideia de que pode haver legislação laboral adaptada aos ramos. O código de trabalho não tem que ser obrigatório pra todos, pode ser mais flexível, pra todos os setores de trabalho. É uma coisa que está lá, está no programa do PSD, que acho que faz sentido em relação à economia moderna de hoje. Por favor, não usem esses argumentos tantas vezes e tão repetidamente, porque não são verdadeiros. Mas seja lá como for, dito isto, porque isto era uma coisa que numa eleição menos mortiça do que pra todos os efeitos acho que esta está a ser, talvez já tivesse sido mais bem debatido, a teoria dos ovos fica muito deslocada. Não creio que seja por aí que os portugueses queiram ir neste momento. Eu vou classificar os ovos, não me apetece classificar os dois debatentes.
Os ovos estão caros, não é?
Os ovos estão caros. Eu não dependo dos ovos do mercado, porque tenho ovos com gemas um pouco mais amarelinhas.
Às vezes ouvimos o galo, também há galinhas.
Pois, às vezes ouvimos o galo aqui no programa. Mas aos ovos de ontem eu vou dar uma nota negativa, vou dar um sete. Acho que não foi um bom momento do debate, apesar de Marques Mendes ter saído por cima com a resposta que deu, mas tudo aquilo ficou assim um bocadinho ao nosso doutor, ao laço do doutor. É pisar ovos, exatamente. Olha, uma excelente expressão.
Pronto, então fica aí esse sete. Alexandra, o que achaste?
Sim, o debate foi o melhor dos dois. O que pode não ser necessariamente que tenha sido bom. Seguro tem estado relativamente apagado e mal nos debates e ontem teve QB, mas não mexeu o ponteiro. De fato, não mexeu o ponteiro, na minha ótica. Falou ali um pouco pra o seu mercado, mas não mexeu o ponteiro. Mas eu acho que Luís Marques Mendes esteve ontem francamente melhor do que tem estado e esteve francamente melhor que António José Seguro. Os dois estavam ali quase a disputar quem era mais parecido com o outro, não quiseram traçar muitas divergências, mas Marques Mendes acho que foi mais direto, assertivo, combativo e conseguiu explicar melhor ao que ia e as suas ideias. Conseguiu impor melhor a sua agenda. António José Seguro ainda tentou outra vez falar no seu pacto da saúde, mas rapidamente caiu o tema, não pegou. Marques Mendes conseguiu, de fato colocar alguns temas e até levar o debate para a área social, terreno que o PS gosta muito de reclamar para si.
E que o próprio Seguro disse que era mais a vertente dele. Foi aí que foi agarrá-lo.
Quem conduziu esse tema foi Marcos Mendes, que tentou mostrar ali o seu cunho de intervenção, de ação. E isso correu-lhe bem. Eu acho que lhe correu bem ontem o debate a Marcos Mendes. As notas estão no site, mas eu dei 16 a Marcos Mendes e dei 14 a Seguro. Também há que enquadrar as nossas notas. Nós estamos a analisar um conjunto de debates, portanto, acaba por também ter relação com os outros debates anteriores. É uma comparação com os outros debates anteriores e eu dei uma boa nota a Marcos Mendes.
Pois, ficou aqui então esse 16. Falou-se nesse debate, Paulo, da Justiça, da reforma da Justiça, uma grande parte do debate foi sobre isso. O assunto está outra vez na ordem do dia.
Começou-se por aí, claro. Aliás, começou-se por aí porque o Carlos Daniel, e bem, colocou logo o tema da notícia dessas horas. A questão, a polêmica com as escutas que envolvem António Costa na operação Influencer. E é recorrente, nós voltamos a ter mais um caso com escutas. É uma sina o país de vez em quando, de X em X tempo, de ano a ano ou de meses a meses, acaba por estar a discutir uma polêmica sempre nos estritos termos da polêmica anterior. Há uma investigação, há escutas que são feitas, naturalmente as escutas mais tarde ou mais cedo acabam por ser publicadas, os jornalistas fazem o seu trabalho, está-se logo a discutir a quebra do segredo de justiça, está-se a discutir a pertinência das escutas, a defesa ou os advogados envolvidos protestam, o Ministério Público abre um inquérito, cá está, já abriu ontem o inquérito à publicação das escutas, não dá mais explicações, nem diz qual é a pertinência daquelas escutas estarem no processo ainda, uma vez que aparentemente não são criminalmente relevantes, são assuntos triviais, enfim, de conversas ao telefone. Ninguém explica, não há responsáveis e temos também depois os políticos, como se viu ontem na abertura do debate, indignados com isso, como é evidente, e a prometerem que é desta o pacto de justiça. É mais do mesmo. Eu estive aqui a ver, a questão do pacto de justiça deve ser tão velha em Portugal quanto a própria justiça. Eu acho que, se calhar, algures na fundação da pátria até se começou por discutir e prometer antes um pacto da justiça, antes sequer de haver justiça em tribunais. E só indo para os últimos 10 anos, mas podíamos ir para trás que a conversa era rigorosamente a mesma. Já tivemos, quando a geringonça foi governo, logo um pacto de justiça para abrir. Aliás, a ministra Van Dunem até dizia que deve apostar na comunicação e a comunicação é um ponto importante, e eu acho que é um ponto importante, não só dos tribunais, como do Ministério Público e PGR. Lá se avançou com o pacto de justiça, cheio de detalhes. O Público até anunciava em janeiro de 2018, depois estas coisas demoram, entre 2016 e 2018, são aqueles dois aninhos necessários para escrever, para fazer o pacto. Mas o Público e os jornais, de alguma maneira, tenho aqui a notícia do Público, lá nos explicava em janeiro de 2018 o pacto para a justiça em 10 pontos. E portanto, tínhamos pacto, tínhamos as medidas todas. Bom, mete-se a pandemia pelo meio. Nós sabemos que neste país a pandemia mete-se em tudo. Portanto, meteu-se a pandemia, além de vários natais.
E vários natais e vários carnavais.
Exatamente. 18 de janeiro de 2021.
E antes foi a troika.
E antes disso foi a troika, meteu-se a troika. Nós temos sempre qualquer coisa e quando não se mete nada é porque não se meteu nada e portanto também não acontece nada no país.
Há sempre umas eleições.
Sempre qualquer coisa para atrapalhar. Mas do otimismo do pacto para a justiça feito, 18 de janeiro de 2021, fast forward, Marcelo admite que pacto para a justiça falhou por culpa dos parceiros políticos. Portanto, aqui já estava morto e enterrado, ainda nem tinha nascido, basicamente, já estava enterrado. Mas depois a partir daí nós sabemos que Marcelo Rebelo de Sousa-
Se calhar nem temos tempo para esse inventário.
Não vamos não, que estamos a acabar. Vou poupar-me aqui a detalhes.
O formato está quase a acabar.
Exato. Vou poupar a detalhes, porque nós sabemos que o presidente da República tem sido um defensor do pacto para a justiça, recorda isso sempre naquelas cerimônias muito vestutas e muito solenes da abertura do ano judicial, todos com aquelas fatiotas, a pedir pactos para a justiça. Aconteceu em 2024, depois em meados de 2024, o IA Branco juntou-se a Martelo a pressionar para o pacto para a justiça. No início deste ano, 13 de janeiro, quando é janeiro é sempre a abertura do ano judicial, eu nem vou ver dentro da notícia. Marcelo pede pacto para a justiça e portanto andamos nisso. E agora cá temos dois candidatos à presidência, ainda por cima dos mais favoritos, a pedir também e a dizer que vão fazer um pacto para a justiça. Boa sorte com isso. Agora, o que vai acontecendo no dia a dia são estes episódios que de alguma forma minam a confiança nas instituições, quer nas instituições de investigação criminal, que é o que está em causa aqui, quer nas instituições políticas, porque o clima de suspeição que este tipo de práticas levanta é um bocadinho insustentável, mas boa sorte a todos com isso. A culpa também é muito pela falta de coragem, por uma certa cobardia política dos agentes políticos, que são eles que têm o poder para mudar leis no Parlamento, nos governos, e para no fundo impor as regras das investigações criminais. Confunde-se muitas vezes a independência da magistratura e da investigação criminal com a absoluta falta de escrutínio, e eu acho que é um erro.
A tua nota está dependendo se acreditas ou não no Pai Natal, portanto.
Pois, é um bocado isso, se quiseres.
E então vamos saber se acreditas ou não.
Não vamos acreditar. Eu vou dar um quarto a esta conversa que, sinceramente, arranjem outro tema ou pelo menos outro nome que não seja pacto para a justiça, que já está gasto.
Filomena, e então André Ventura?
A retirada da imunidade a André Ventura chega num momento perfeito para ele. Esta retirada a propósito de um processo de difamação que lhe foi avançado por Pinto Moreira, o ex-autarca de Espinho, por alegados crimes de corrupção, não podia vir em melhor altura, porque lhe dá palco, dá-lhe narrativa e dá-lhe a oportunidade de se apresentar outra vez como um mártir perseguido pelo sistema. Eu acho que esta retirada da imunidade de Ventura não o atinge, alimenta-o. E quanto mais o sistema aparece exposto, mais ele pode gritar que é vítima dele, isto é perfeito. E ao mesmo tempo, e vamos às escutas, a coincidência é deliciosa, porque estas escutas da Operação Influencer, que foram reveladas pelo “Sábado”, mostram o velho quotidiano do poder. Além da própria Influencer, há aquelas escutas que aparecem ali não se sabe por quê, mas que mostram José Luís Carneiro a pedir um lugarzinho ao sul do Tejo para Nelson Brito, Pizarro a solicitar um empurrão para um presidente de junta, Galamba e a mulher a falarem de escutas e a chamarem nova PIDE aos agentes. E isto é a tradicional mecânica dos favores. Em Portugal, esta promiscuidade nunca tira férias, muda de protagonista, apenas, e cada escuta que cai na imprensa é um voto que cai no colo do Chega, porque foi sempre assim que Ventura se moveu. E isto nem sequer é novo, nem é um exclusivo do PS, nada disso, é apenas uma lógica estrutural dos partidos no poder. Empregos, contactos, lealdades, amizades, também quase nunca é crime, é quase sempre e apenas promiscuidade, e é sempre combustível para discursos antissistemas. O sistema funciona como sempre funcionou e Ventura cresce como nunca cresceu, porque se a política fosse transparente, Ventura era invisível. Ventura ganha com isto sem fazer nada. Por isso é que ele está tão a favor que lhe retirem a imunidade o quanto antes. E cada escuta, cada favor, cada detalhe desta normalidade viciada, reforça os argumentos dele. E retirar-lhe a imunidade, justamente agora, amplifica o eco da vitimização que ele melhor sabe explorar. Os esforços dos advogados de António Costa, que questionam as fugas de informação em segredo de justiça com razão formal. Mas o problema, de fato, é outro. O país está a fingir surpresa com práticas que nós sabemos, como o Paulo estava a enumerar, que existem há décadas. E por isso, no fim, o sistema não muda e Ventura alimenta-se disso, vive disso. A justiça pode seguir o seu curso, mas politicamente este ambiente é ouro puro para o líder do Chega. Quanto mais o regime se expõe, mais ele cresce. A justiça faz o seu caminho e Ventura faz o seu espetáculo. E isso, se calhar, até lhe dá uma ajudinha, um empurrãozinho que ele precisa para chegar à segunda volta. E depois não se queixem, porque o país finge surpresa, Ventura vai fingir perseguição e vão todos continuar a jogar e depois teremos aquilo que temos tido, que é a Ventura e o Chega a crescerem. Anda tudo sempre a rodar e chegamos ao que chegamos.
E, portanto, para ti, André Ventura é um vencedor aqui.
Eu acho que sim. O sistema alimenta-o e ele alimenta-se do sistema. Não há aqui que enganar. E nós não nos enganemos quanto a isso. Isto tudo é o que ele quer.
Qual é a nota que lhe vais dar?
Eu não costumo dar notas muito altas, pois não? E prefiro se calhar dar notas a esse sistema todo do que ao próprio André Ventura. E se vamos ao sistema, eu fico ainda pelo meu zero habitual, não vem aqui há algum tempo. E se calhar vocês estavam com saudades do zero.
Voltas a estentar o ba. É bom ver aqui alguma normalidade. Falando em normalidade, Alexandra, queres trazer aqui um caso de atrasos nas nomeações de empresas de gestão pública?
Sim, também é um zero.
Já.
Não é a nota, mas é um zero de administrações. Ontem fez três meses sobre os acontecimentos da tragédia do Elevador da Glória e até agora quase nada. Um relatório preliminar do SPIAF, que é o gabinete que estuda os acidentes ferroviários, foi bastante preocupante com os procedimentos dentro da Carris e ainda aguardamos o relatório final do SPIAF, mas para além disso, ainda aguardamos o relatório interno da Carris, ainda aguardamos o relatório externo que a Carris também supostamente iria contratar. E continua aqui a nebulosa. A Câmara de Lisboa divulgou que a Carris terá contratado o CATIM, que é o Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica, mas o contrato com este CATIM não é público, não se sabe os tempos contratados, não se sabe quando é que é suposto estar concluída esta investigação. E esta falta de transparência chega à administração. Quando foi do acidente a 22 de outubro, e as datas aqui são importantes, a 22 de outubro, foi anunciado que a administração da Carris se tinha demitido e Carlos Moedas, no seu anterior mandato enquanto presidente da Câmara, ainda não tinha tomado posse neste novo mandato, Carlos Moedas logo aceitou o pedido de demissão. Mas segundo o Código das Sociedades Comerciais, um pedido de renúncia produz efeitos no final do mês seguinte, ou seja, Pedro Bogas e a sua administração deveriam ter saído no final de novembro. Qual não é o espanto quando esta semana Gonçalo Reis, que agora tem o pelouro do orçamento e finanças da Câmara, anuncia que a atual administração está em funções até final de dezembro. Há aqui, de facto, um período estranho de se uma administração apresentar a demissão, ficar ainda dois meses. Eu sei que não é fácil fazer contratações para cargos de gestores. Tem que haver uma série de procedimentos e se calhar também não há, apesar das escutas parecer que há muitos gestores disponíveis, eu imagino que não haja pessoas assim disponíveis para de um dia para o outro assumirem outras funções. Mas depois nada é dito, e é estranho nada ser dito. Este é um caso de falta de transparência. E chega o outro, que é o Metropolitano de Lisboa, que está com uma pesada carga de investimentos para concretizar. Está com uma administração sem quórum desde julho, mês sete, a 30 de junho. Isto porque houve um administrador que saiu e ficaram só duas pessoas na administração, o que configura falta de quórum naquele conselho. A 30 de junho, o Ministério das Infraestruturas dizia que o caso iria ser resolvido com a máxima urgência. Nós já sabemos como é que as urgências estão e como é que a saúde está. Não sei se também é um caso que chega ao Metropolitano de Lisboa. Até já foi noticiado quem é que iria para lá. Cristina Vastinho, que foi secretária de Estado da Ana Paula Martins, de gestão da saúde, foi noticiado que ela iria para lá. Mas nada se passa. E mais do que nada se passar, nada é justificado, nada é dito sobre as razões que está a demorar para a nomeação da nova administração do Metro. E, portanto, a transparência aqui nestes dois casos, e estes são só dois casos, é muito grande e por isso aconselhava Gonçalo Matias, o ministro da Reforma do Estado, a acrescentar ao seu keep pushing, keep testing, se calhar era melhor acrescentar o keep quiet, porque de facto nada é dito sobre estes processos.
A quem vais dar nota?
Enfim, como o Metro está sem gestão há cinco meses, vou dar um cinco a todo este processo de nomeações.
Terminamos então com este cinco e o Venceré regressa mais logo na Tarte Política. Numa versão alargada, começa a seguir ao jornal das 18h00. Esta quinta-feira dão notas a Judite França, o Alexandre Borges e o Nuno Gonçalo Passos.