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Vamos à análise dos temas que marcam a atualidade com notas de zero a 20. Começa agora o "Ilven Sorê", das manhãs 360. Hoje juntam-se a nós o José Manuel Fernandes e também Alexandre Machado. Temos uma taxa de desemprego historicamente baixa. Vamos dar nota a Diego Pacheco leão Amorim e claro que olhamos também para a resposta política ao mau tempo que se abateu sobre o centro do país. Paulo, foi a adequada?
A política?
Sim.
A política, sim. Acho que o governo talvez devesse ter percebido umas horas antes a extensão daquilo que se passou. Acho que demoramos muito a perceber, sobretudo em regiões como Leiria, aquilo que se estava a passar no terreno. E depois há uma tentativa, obviamente, de correr um pouquinho atrás desse prejuízo, indo ao local. E eu acho que aqui também nós não podemos depois criticar os agentes políticos por ter caído por não ter, de alguma maneira, em relação ao momento.
Ou ir muito cedo ou ir muito tarde.
Ou ir muito cedo ou ir muito tarde. Por exemplo, parece que Marcelo Rebelo de Sousa está a criticar Luís Montenegro por ter ido já, porque ele recorda-se daquilo que aconteceu em 2017 ou na sequência dos incêndios de 2017.
Mas depois também diz que Montenegro é que é o prioritário para ir lá. Enfim, não se percebe muito bem o que é que Marcelo Rebelo de Sousa quis dizer ontem.
Eu acho que ele também está a responder a críticas feitas a ele próprio. Porque basicamente o presidente desapareceu, de alguma maneira, nas últimas horas.
E que também explicou que agora está a recuar para dar espaço aos candidatos, aos sucessores.
Não sei se é boa ideia, porque os candidatos, neste momento, estão em campanha eleitoral. A única coisa que eles vão fazer por um motivo desse é fazer campanha eleitoral, basicamente pra aparecer nas televisões. Não têm nenhum poder para ajudar a resolver aquilo. O presidente sempre tem uma influência natural do cargo, pega no telefone, havendo rede, como é evidente naqueles locais, e consegue mobilizar meios, de alguma maneira, por pessoas em contacto, que é uma autoridade que vem do cargo que os candidatos ainda não têm. E portanto, este espaço dado aos candidatos, o problema é que depois os candidatos podem aproveitar, como aconteceu com André Ventura, que foi a correr fazer campanha pura e dura para o local. Sob aquele manto de "é preciso estar junto das populações e os presidentes não podem ser de plástico" e por aí fora. Eu acho que quem esteve muito bem nisso tudo, fez tudo by the book, foi António José Seguro. Foi, mas sem televisões atrás, sem jornalistas atrás.
Fez saber depois.
Fez saber depois, ok.
A Proteção Civil disse para as pessoas não se deslocarem ao local.
Somos para aí para que toda a gente esteja em casa. Fez os contactos que tinha a fazer com os autarcas, que ele conhece, certamente. E foi acompanhando e, pelos vistos, é dos mais bem informados sobre aquilo que se passa no terreno.
Aparentemente foi o único a falar com Pedro Santana Lopes.
Exatamente. Há autarcas que se queixam disso, nem um telefonema, dizem eles, do governo.
Sim, é menos compreensível o eclipse que teve a ministra da Administração Interna, e eu não vou tanto para irem aos locais, mas pela comunicação.
Para dar provas de vida.
É, já o disse no apagão, já disse nos incêndios. Acho muito importante o fator comunicação. E o governo criou uma coisa que se chama Core Gov, que é uma célula para responder às crises e que criou-a depois do apagão de 28 de abril e alegadamente seguiu os procedimentos criados no âmbito desse Core Gov.
As boas práticas.
Que não se sabe quais são, porque é esconder a ministra? Não percebi muito bem qual é a estratégia do governo. E claro, mais uma vez, o Miguel Pinheiro já falou no bom e mau e no vilão, e eu tinha aqui a tônica para se falar um bocado do SIRESP, que é: o governo de António Costa nacionalizou a empresa que gere o SIRESP porque tinha corrido mal. Obviamente que os serviços prestados à empresa do SIRESP são privados. O Estado não vai criar uma rede de telecomunicações. Os serviços em si depois têm que fazer a contratação de serviços. E volta e meia o SIRESP falha em todos os casos de emergência. E é normal que tenha uma ou outra falha pontual. O que já não é normal é, por exemplo, a Batalha, como contou o Observador, estar 30 horas sem o SIRESP.
Alexandra e Paulo, eu tenho uma dúvida sobre isso. É que quando há uma infraestrutura que depende de torres, só creio que houvesse um método para resolver este problema.
Há redundâncias satélites.
Mas quais redundâncias satélites? Só se a gente tivesse um contrato com a SpaceX.
Tem que ter, mas essa foi uma das questões decididas quando se falou anteriormente nas decisões ou nas falhas do SIRESP.
É que a rede do SIRESP está montada, percebi ontem ao ouvir a Rádio Observador, sobre torres GSM. Torres GSM, para as pessoas terem ideia, era o sistema dos telemóveis, pessoalmente resiliente, mas é o sistema dos telemóveis quando só mandavam SMS.
Mas é esse o ponto.
É anos 90. Agora, eu só estou a falar disso, porque, por exemplo, uma das nossas torres da rádio continuou a transmitir. Nós também ficamos sem telecomunicações na torre, mas continuou a transmitir porque nós temos um back office por satélite, mas nós fazemos os contratos facilmente com a empresa do Elon Musk. Quer dizer, o Estado é o que sabes, não é, Alexandra? Quanto tempo é que a gente vai ter pra alguém conseguir fazer um contrato com o diabo do Elon Musk?
O SIRESP não é aduz.
Para comprar Starlink.
Com a Starlink. A Starlink é, a nível global, a única redundância que existe. Aparentemente, que eu saiba.
Só para acabar o meu ponto. O governo, depois do apagão, criou um grupo de trabalho precisamente para estudar o SIRESP e para estudar a questão da rede, se era a rede adequada. O que foi feito desse grupo de trabalho? Eu digo-vos, foi criado em maio, logo, muito rapidamente depois do apagão. O líder do grupo de trabalho só foi nomeado em julho, quando o grupo de trabalho deveria concluir o seu trabalho. Tem sido adiado e tem agora o prazo de 31 de janeiro para apresentar as conclusões. E eu pergunto o que é feito desse grupo de trabalho.
A tempestade ainda vai estar aqui.
A tempestade vai ser demais. Vai ser demais a tempestade. A tempestade vai ser depois de 31.
Depois de janeiro vem fevereiro, março.
Mas isto responde um pouquinho àquilo que tu estavas a dizer há pouco, o tempo que o Estado demora a fazer as coisas. Para arrastar um pé depois do outro, este grupo ainda está para começar. E não houve um problema também de conflito de interesses aí com um membro desse grupo?
Sim, foi por causa disso. Foi por maio e atrasou isso.
Mas esta é a enésima vez que nós estudamos que o Estado estuda o SIRESP nas várias formas, feitios, desenhos privado, público e por aí fora. A grande questão é: quantos anos são necessários? Como é que se faz nos outros países? Como é que há uma rede?
Falha, também falha.
Também falha a redundância.
Também falham as redes. Com tempestades destas, quase tudo falha. A não ser os satélites, como dizia a Alexandra, a não ser os satélites, esses não falham.
Exato. O que eu estou a dizer é: é normal que falhe, não é normal estar 30 horas sem sistema.
A grande questão é que nós parecemos sempre, quando uma destas coisas acontece, parece sempre que é a primeira.
E Pedrógão foi há nove anos.
Já foi há nove anos.
Já foi há quase nove anos.
Portanto, já tivemos tempo. Pedrógão e os incêndios ainda têm aquela outra camada que é a prevenção. Nós aí podemos, de facto, devemos ter uma atitude de limpeza de florestas para evitar que os incêndios tenham aquelas dimensões. Neste caso de intempéries, há pouca prevenção possível. Tal como um sismo, que é pior ainda, ficamos um bocadinho sem saber quando é que vai acontecer, tirando umas horas. No caso de sismos, não é isso.
Claro, obviamente, isto são fenômenos extremos.
Certo, e não há muito para fazer para prevenir isto. As torres caem, os cabos.
Os cabos são cortados.
É inevitável.
Agora, há unidades móveis que têm que ser deslocadas.
Essa é a questão. Não há uma rede sequer de geradores que o Estado saiba onde é que estão localizados para ir buscar depois a essas alturas?
Isso é o que foi feito, mas agora a questão é o tempo.
É o tempo.
Foi feito ao fim de dois, três dias.
Pois, é que a questão é a resposta.
E ainda não está coberto.
É a velha questão da logística do Estado.
Sim, a Enredes não é Estado.
Não, isso é EDP.
É privada. Penso que não é EDP.
É Grupo EDP. Mas é a mesma forma.
Há obrigações de serviço. E eu sei que a Enredes tem, de facto, geradores, são caminhões inteiros. Já uma vez vi um deles a trabalhar, são caminhões gigantes que se podem deslocar. Não sei se têm os suficientes e, porventura, não estava preparado para um problema dessa dimensão.
Na rede elétrica também há...
De repente, um distrito inteiro como Leiria ficar sem eletricidade, é quase inimaginável. Além de tudo aquilo que aconteceu às pessoas, os prejuízos de uma coisa dessas são enormes. Reparem, não é 16 horas de um apagão.
Não, a rede elétrica é composta por várias componentes. Existe a muito alta tensão, a alta tensão, a média tensão e a baixa tensão. E houve problemas físicos, mesmo na infraestrutura física, a vários níveis, o que é muito difícil de conjugar tudo para pôr logo a funcionar toda a rede.
A questão aqui são as redundâncias de backup, de alguma maneira, possíveis.
É muito difícil teres uma redundância de muito alta tensão, alta tensão, média tensão e baixa tensão.
Não são redundâncias a esse nível, mas é um backup.
E depois é como nas telecomunicações. Esta intempérie é um bocadinho diferente. É muito diferente, aliás, do apagão de 28 de abril, porque aí não houve cortes físicos nenhuns.
A rede manteve-se intacta, era uma questão de centrais.
E agora há necessidade de construção civil.
Sem dúvida. Isso vai demorar tempo. Tal como as redes de telecomunicações móveis, também é preciso construir as antenas e por aí fora.
E por isso é que tem que haver forma de modelar as redes para que haja redundância e cobertura.
E vamos ver quanto tempo é que isto leva, porque esticar cabos, muitas destas coisas, esticar cabos, esticar cabos, esticar cabos, levantar postes, torres.
Os que estão a saber têm baixado expectativas relativamente a isto.
Só uma nota sobre isto. Agora vem o tema dos apoios. E ontem tivemos aqui Luís Mira, o presidente da CAP, a dizer que em relação à tempestade Martinho, que foi em março de 2025, portanto há quase um ano, ainda há apoios aos agricultores por pagar. E eu acho isto absolutamente inaceitável. O Estado não pode demorar um ano a pagar apoios, que ele próprio disse que pagava, neste tipo de casos, a agricultores ou a quem quer que seja. O Estado está aqui para servir cidadãos, empresas, pessoas, não está aqui para se servir delas. E eu acho impressionante é que se alguém demorar uma hora a entregar o IVA para além do prazo da meia-noite, é multado e 30 por malinha. O Estado faz o que quer com prazos de pagamento que ele se compromete e não acontece rigorosamente nada. Temos que acabar com isto de alguma maneira.
A tua nota, Paulo.
A minha nota vai aqui. Pode ser um seis, um bocadinho, para o estado de impreparação que nós demonstramos sempre que acontecem estas coisas. Ficamos muito espantados com isto tudo.
Alexandra.
Devíamos dar um 31, que isto é tudo um grande 31.
É verdade.
E amanhã já é 31 de janeiro. Eu acompanho o seis do Paulo Para a preparação. Até para terapia de choque. Bruno, a tua nota vai para Diogo Pacheco de Amorim?
Sim, deu uma entrevista ao Observador. E Diogo Pacheco de Amorim tem uma posição ao mesmo tempo invejável e ingrata, enquanto ideólogo de um partido como o Chega. É um pouco como um crítico de cinema na Idade Média. Não há muita concorrência, mas também é uma coisa que não faz muito sentido, porque não há muita ideologia no Chega. O sucesso do Chega não se explica ideologicamente pela substância ideológica. Explica-se pela figura, pelo instinto político, pela intuição de André Ventura, aliás, o que é reconhecido em grande medida nesta entrevista de Diogo Pacheco de Amorim. Mas ele tem razão em várias coisas. Uma delas é que há uma parte da direita que nunca se reviu nos partidos tradicionais da direita, do nosso sistema político, no PSD ou no CDS. E Diogo Pacheco de Amorim diz que o Chega pretende que se acabe com o voto útil no PSD. Ou seja, haverá aqui uma massa de eleitores que sempre votaram no PSD e no CDS, ou no CDS, porque não havia um verdadeiro partido de direita. E aparecendo esse verdadeiro partido de direita, essa massa transfere-se ou transferir-se-á, mais cedo ou mais tarde, para esse partido. A ideia de que se vota no PSD, ou se votava no PSD, porque não havia uma alternativa à direita e que se houvesse, o voto iria para lá. Ora, mesmo contando que o Chega já tenha esvaziado o CDS e muitos dos eleitores do CDS tenham transitado para o Chega, e que haja uma margem de crescimento, porque alguns ainda votam no PSD nesse sentido de voto útil, é óbvio que hoje André Ventura vale muito mais do que esse espaço ideológico da verdadeira direita ou da direita ideológica. E o que vemos aqui é Diogo Pacheco de Amorim fazer um pouco o papel da figura da formiga em cima do elefante a fingir que está a guiar o elefante. Ele reconhece isso. A propósito até do comportamento e das tiradas de André Ventura, se são o melhor caminho ou não. Na verdade, Diogo Pacheco de Amorim, como outros ideólogos que o Chega já teve, Gabriel Mithá Ribeiro, já deviam ter percebido, e eu acho que Diogo Pacheco de Amorim percebe, que André Ventura vai muito para lá desse espaço ideológico, dessa direita que valerá o quê? 5%, no máximo 10%. E Diogo Pacheco de Amorim, nesta entrevista, fala mesmo numa maioria absoluta e na substituição do PSD pelo Chega. Ora, isso coloca também um dilema quase existencial ao próprio Chega, porque se alcançar esse lugar central, porque não se consegue nenhuma maioria absoluta em Portugal a partir dos extremos ideológicos, significa que se tornou mais parecido com o PSD. E esse dilema já se pôs nas eleições de 2024. Pacheco de Amorim fala disso, que era: o que se faz? Disponibilizamo-nos para um entendimento com o governo e arriscamo-nos a ser o CDS, a transformarmo-nos no CDS, ou vamos pra guerra? Uma palavra usada por Diogo Pacheco de Amorim. O PSD resolveu esse problema, resolveu esse dilema ao Chega, recusando esse entendimento. Mas aqui há, de facto, um dilema que se põe perante o Chega, que é ser mais ideológico, ter essa substância ideológica apresentando-se como o partido da direita popular, da verdadeira direita, ou então ir mais para o centro, seguindo um pouco esse caminho desbravado por André Ventura. Vamos ver. É um dilema, eu acho que há muito menos ideologia no Chega do que Pacheco de Amorim e outros ideólogos gostariam que houvesse.
Dás nota a Diogo Pacheco de Amorim.
Sim, dou um 11.
É engraçado, não é novidade nenhuma, mas coloca muito Pedro Passos Coelho como o grande rival, entre aspas, do Chega, que diminuiria o Chega se tivesse.
A maior ameaça que eles têm.
A maior ameaça existencial a Passos Coelho.
Eu acho que no dia 8 vamos ter um grande teste, que eu acho que ainda neste momento a grande dúvida dessas eleições. Até onde é que pode ir Ventura?
Aliás, a entrevista foca muito nisso.
Claro, se os 31%, ter mais votos do que o Montenegro teve.
Os 31% são uma-
E essa ideia de que os votos que conquistar agora ao eleitorado que tradicionalmente vota no PSD já não voltam para o PSD.
Já não ficam envergonhados de votar no Chega.
A sondagem da Expresso, se traduzirmos em porcentagens, se os índices se distribuíssem proporcionalmente aos que respondem, daria uma coisa próxima dos um terço, dois terços. Aliás, mais para os 35%, 65%, mais ou menos. Mas isso não se sabe no número de votos, porque a abstenção é muito importante.
A confirmar se terá consequências. Aliás, Pacheco Amorim diz isso mesmo. Montenegro fica em muito má situação se tivermos mais um voto do que o que teve nas legislativas.
Obviamente que o Chega e André Ventura vão querer fazer essa leitura comparado às duas eleições.
Sim, é uma leitura espúria, mas vão querer fazer.
É espúria porque é assim, nos últimos 10 anos quem foi o líder da direita?
Não são coisas comparáveis.
Foi Marcelo Rebelo de Sousa?
Freitas do Amaral teve 48%, não é? Na segunda volta. Não se tornou o líder da direita por isso.
Porque não quis.
Da mesma forma que a maioria do seguro se dissolve no dia seguinte, uma parte da votação de Ventura também se dissolve no dia seguinte. Não são votos dele, são votos contra o seguro. É que também há isso, também há esse aspecto.
José Manuel, nos últimos minutos queres fazer ainda uma referência à taxa de desemprego?
Eu esta semana nem me reconheço.
Pois estás. Tu estás a encontrar corrente com o tempo.
Exatamente. Com o registo aqui do vencedor, que é quase sempre o perdedor. Bem, hoje são os números do emprego. Os números do emprego que são, de facto, bons. Portanto, só pra teres uma ideia, nós tivemos 5,6% de taxa apurada pro mês de dezembro, portanto, os números foram conhecidos ontem. É o mínimo dos últimos 23 anos. Há 23 anos que não tínhamos uma taxa de desemprego tão baixa. A taxa de De emprego é também a mais alta. Penso que desde que há registro, há o máximo histórico da taxa de emprego, 66%, praticamente 65,9%. Desde 1998, que é medida que não havia tanto. O mesmo se passa com o total da população empregada, 5.316.000. Portanto, há uma evolução que só pode ser considerada positiva. É evidente que eu sei que isto não são tudo rosas. Não estamos ainda no chamado desemprego zero, quando no sentido de ser o pleno emprego. O pleno emprego são taxas entre os 3% e os 4%, ou melhor, 3,5%. Os economistas dividem se é 4%, se é 4,5%. Estamos em 5,6% ainda, mas estamos lá muito perto do chamado pleno emprego. Só que nós sabemos que do ponto de vista das empresas, há falta de alguma mão de obra em alguns setores e sobretudo em setores mais especializados, e ontem falámos aqui disto a propósito da construção civil. Falei eu disto a propósito do inquérito aos empresários da construção civil, e portanto não é tudo maravilhoso. O emprego continua a aumentar, a entrada de imigrantes tornou-se mais controlada e portanto há menos desemprego também porque há uma maior pressão para que as pessoas estejam todas empregadas. Também há uma taxa muito baixa do chamado emprego parcial, enfim, pessoas que sentem que não estão a ser totalmente utilizadas, também está com uma das taxas mais baixas de sempre. Portanto, as notícias são globalmente muito positivas, mas com este lado negativo, que é: há uma parte da procura da economia que não é correspondida neste momento já. Eu mesmo assim, para compensar esta semana que foi trágica em termos de outras notícias, como todos temos estado a discutir, pelo menos de vez em quando uma boa notícia, e as notícias sobre emprego são boas notícias, eu vou dar a esta notícia um 15, generosamente.
Meu Deus! Meu Deus! E fez-se luz e o vencedor é...
As últimas duas notas positivas eram para dois estudos. Agora é uma coisa mais substantiva. Não são só os estudos para conhecer os dados, agora são coisas concretas.
É sexta-feira. E o vencedor é: ainda não vai de fim de semana, há uma nova edição mais logo na Tarde Política. Começa a seguir ao Jornal das seis, esta tarde no Notas, a Judite França, o Ação Crespo e o António Costa.