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Tudo pronto para avaliarmos e pontuarmos os protagonistas da atualidade no "E o Vencedor É?". Hoje a análise é feita pela Judite de França e pelo Miguel Pinheiro, que se juntam ao José Manuel Fernandes, ao Paulo Ferreira, ao Júlio Magalhães, que está em direto do Porto, e à Carla Jorge Carvalho. Carla.

Bom dia. As alegações finais no caso Tancos vão estar necessariamente em análise esta manhã, mas há também outros assuntos na atualidade para os quais vale a pena olhar. Judite de França, vamos começar por ti, porque queres falar de António Costa. É ele um vencedor hoje?

Eu diria que não. Bom dia, Carla.

Bom dia.

Bom dia a todos. Eu diria que não é um vencedor, aliás, vou dizer que não é um vencedor, porque ontem a agenda do Primeiro-Ministro foi em cheio, eu imagino que seja pra compensar os dias de isolamento. E o que ficamos a saber agora pelo Primeiro-Ministro? Para além de confirmar a quarta vaga, não precisava de a confirmar. Mas sabemos que o principal foco de infecção de Covid agora são as festas.

Clandestinas, atenção, as outras não.

Não, são as clandestinas e as não clandestinas. Se não são clandestinas, das duas, uma: então deveriam ser evitadas rapidamente e a todo o custo. Agora, o que sabemos garantidamente é que não são os transportes públicos, sabemos garantidamente que não são focos de infecção, e sabemos isso desde o início. Também sabemos que não foi a Champions, que se realizou em Portugal. Também não foi o fato de apelar aos portugueses que acorressem a Sevilha, muito menos a questão do título do Sporting, que aliás, não se conhece ainda o inquérito que o Ministério da Administração Interna ficou de apresentar, e até agora sobre a festa do título, nada. Portanto, agora ficamos a saber que são as clandestinas e as não clandestinas, como dizias, Paulo, e eu não ponho em causa que seja um foco de infecção. Aliás, basta ver o artigo do Observador.

Eu só estava a falar das clandestinas, porque o Primeiro-Ministro foi expresso a dizer que são as festas clandestinas.

Precisamos saber quais são as que são...

Ele também fala em não clandestinas, por acaso.

Ah, é? Então pronto, a culpa, o perdedor hoje sou eu. Pronto.

É tudo que é festa.

Tudo que é festa é mau.

Atenção, Judite, não te esqueças nunca: as escolas não são.

Exceto as festas do futebol, essas não são clandestinas.

As festas do futebol não são. É verdade, e as escolas também não.

As escolas não são polos de difusão. Isto que vocês estão a ver, toda a gente que tem filhos, que estão a ver turmas que nunca mais acabam a ir pra casa. Toda a gente que de repente começou a ver isto, isto é tudo uma ilusão.

As escolas encerradas no Algarve.

Os miúdos vêm todos de festas. Os miúdos de 10 e 12 anos passaram a noite em festas e por isso é que eles ficaram infetados. Não foi na escola.

Festas nas aulas de matemática.

Quando falta o professor, não é? Não é quando há aulas.

Não puxe pela língua.

Eu acho que responsabilizar os jovens, todos já fizemos disparates, quem não fez, que atire a primeira pedra. Mas não faz sentido quando é o próprio governo que não dá o exemplo. Sobre isso estamos conversados. Eu só queria fazer uma nota literal sobre o dia de ontem também, porque ontem também ficamos a saber que agora já não se pode cumprimentar nem com punho, nem com cotovelo.

Então como é que é agora?

Agora não podemos cumprimentar, diz o Primeiro-Ministro que não é possível. Ontem deixou, aliás, um diretor de um centro de saúde de braço no ar ou de punho no ar naquele cumprimento, depende dos estilos. E vê-se o Primeiro-Ministro dizer: "Não pode".

Mas ele é muito rigoroso, Judite, não sei porque é que estás a criticar. Ele é muito rigoroso a aplicar estas regras.

E não duvido nada. Só que a ministra da Saúde, minutos depois, cumprimentou efusivamente o presidente da Câmara de Gaia. Cumprimentou com o punho. Portanto, também neste momento não sabemos exatamente como nos podemos cumprimentar.

Aguarda-se a posição clarifica da DGS, como sempre nestes casos, clarifica sempre tudo muito bem.

Parece uma coisa pouca, não é? Parece uma coisa pouca, mas até nisto é possível baralhar. Desculpa, Carla.

Não, estava a tentar resumir as contradições todas que apenas num simples ato e num encontro social podem ou não acontecer. E falavas destas festas ilegais, que são o polo das infecções. Júlio Magalhães, hoje estamos a ouvir os representantes das associações acadêmicas e eles dizem precisamente isto que a Judite agora aqui resumia: o exemplo também tem vindo de cima e tem vindo do governo.

E há mais um exemplo que foi de cima ontem. Desculpa.

Sim.

O mau exemplo que foi de cima ontem foi o ministro do Ambiente ter ido para isolamento por ter testado positivo.

Por ter tido um contacto de risco.

Ter tido um contacto de risco. Não é, na verdade, teve um contacto de risco, o que não faz nenhum sentido, porque ele tem as duas vacinas tomadas e não há nenhuma razão pra ter ido para isolamento. Ainda se tivesse testado positivo, ainda é discutível se devia ter ido para isolamento. Agora, só por um contacto de risco, não devia ter ido para isolamento. Já foi dito quando o Primeiro-Ministro foi, que ele não devia ter ido.

Foi dito por quem? A autoridade de saúde diz que deve ir.

Foi dito pelos médicos todos, foi dito ainda ontem pelo Dr. Carlos Gomes.

Mas a tua crítica deve ser pra autoridade de saúde. Então ele vai desobedecer a uma autoridade de saúde? O problema é da autoridade de saúde, não é do ministro.

O problema é da autoridade de saúde, mas ele vai desobedecer.

Vai desobedecer à autoridade de saúde, o ministro?

Eu não sei qual é a autoridade de saúde dele. A gente já sabe que cada autoridade de saúde diz o que entende.

Claro. Então agora desobedecemos às autoridades de saúde

Miguel, desculpa, qual é a autoridade de saúde que diz isso?

Estive a DGS a dizer. A DGS veio falar, veio dar a cara. Foi uma pessoa da DGS à televisão dizer: "Sim, o primeiro-ministro deve estar em isolamento, porque nós neste momento entendemos que os vacinados, mesmo com duas doses, devem estar em isolamento." Desculpa.

Isto depois do Presidente da República.

Eu não estou a dizer se é certa ou errada, só estou a dizer que é a posição oficial da DGS.

Eu acho que nesse caso, é a altura de demitir a diretora geral da DGS, chamá-la do Algarve, porque sei que ela está de férias, e demitir a diretora geral de uma vez por todas. Porque todos os epidemiologistas que foram ouvidos sobre esta matéria disseram que isso é errado, que a mensagem é errada, que felizmente nós temos um povo que acredita nas vacinas, que não é como outros países que as pessoas não estão a tomar as vacinas, porque senão as pessoas não iam tomar as vacinas depois destes péssimos exemplos e desta desgraçada DGS que temos. E também o governo serve para alguma coisa. A DGS depende de quem? Depende do governo, não?

Mas puseste-me aqui a defender o ministro do Ambiente. Como é que me puseste a fazer isto logo de manhã?

Como é que foste capaz? Desculpa, não te perdoo uma coisa. Depois daquilo, era preciso chamar a DGS e dizer assim: "Olha, os senhores têm a certeza do que estão a defender? Têm a certeza que essa orientação está correta?" Porque a DGS não vive no... E já agora mais um dado, o tempo que o primeiro-ministro esteve em recolhimento.

Claro, que é ridículo.

Não sei, foram 10 dias.

Enquanto não teve inaugurações e enquanto não teve agenda.

Exato. E terminou precisamente naquele dia da apresentação da candidatura da Fernanda Medina. Foi uma coincidência.

Acabou o isolamento.

Júlio Magalhães, ias falar também.

Não, mas esta discussão estava a ser boa.

Mas junta-te à discussão.

Pipocas bancada, não é?

Não, eu hoje também queria partilhar convosco e discordar um bocadinho. Não é discordar, é pelo menos dar mais uma nota. Tem a ver com esta reação das federações estudantis. Primeiro, são federações acadêmicas que não falam pelos jovens todos.

Claro.

E depois, não é por não se criticar estas festas clandestinas, como veio agora o primeiro-ministro, isto tem tudo a ver com problema de comunicação, já foi amplamente falado que a comunicação não tem sido boa. Não é por se criticar estas festas clandestinas que se vai dizer: "Nós não viemos criticar as festas da Champions e outras que aconteceram no país, como mandar as pessoas para Sevilha" e portanto, também não venham agora criticar as festas clandestinas. Não, há agora uma mensagem que é preciso passar, que é para os jovens, que são a comunidade mais vulnerável que existe neste momento no país e à qual é preciso sensibilizar. Há muitas festas clandestinas. Há uns irresponsáveis que em algumas festas metem nas redes sociais, mas a grande maioria não vão para as redes sociais porque são precisamente clandestinas. E portanto, há uma mensagem a passar aos jovens que é essa mesma, e que não são os jovens, se calhar, das universidades. Também são, mas são todos, não é só os das universidades. E por isso eu acho que, neste momento, é importante passar este tipo de mensagem. A comunicação do primeiro-ministro não terá sido a melhor, provavelmente, mas é preciso passar, porque neste momento é preciso sensibilizar os jovens e é preciso, porque é neste momento a faixa etária de maior risco. Os erros são cometidos por outras faixas etárias também em festas, como o Observador ainda hoje deu notícia de uma festa aqui no Porto também e que não tinha a ver propriamente com os jovens.

Não era uma festa, Júlio, era um evento cultural.

Um evento, exatamente. É como a Iniciativa Liberal, era um arraial, era uma iniciativa partidária, ou como foi também no caso do PCP, os eventos que o PCP organizar. Neste momento basta mudar ali o tema.

É uma questão de semântica.

É uma questão de semântica. Bom, mas o meu ponto era este: primeiro, as federações acadêmicas não podem falar pelos jovens de todo o país, porque há jovens de várias idades e não estão todos na universidade. Há muitas festas clandestinas. É muito difícil conter os jovens porque já estão há muito tempo em casa. Já ouvimos especialistas dizerem como é que os jovens aguentam tanto tempo em casa, como é que se pode tê-los tanto tempo fechados depois de um ano muito difícil. Eu percebo isso, mas neste momento é uma mensagem que é preciso mesmo passar. É para os jovens de todo o país que evitem o mais possível, que é difícil evitar, mas que evitem o mais possível as festas clandestinas.

Posto isto, quem é o teu vencedor, Júlio?

Há um ponto positivo aqui na Federação Académica, que é que estão a fazer campanha de sensibilização nas universidades. Muito bem, fazem muito bem. Agora, não faz sentido virem dizer: "Não nos venham criticar porque nós também não viemos criticar as outras festas e os exemplos que vieram de cima." Não, foi amplamente criticado e continua a ser amplamente criticado por toda a gente. E estas festas clandestinas também têm que ser criticadas. Portanto, eu apesar de tudo, dou um 10 a esta reação dos jovens porque não é uma boa reação, na minha opinião, mas apesar de tudo sei que nas universidades anda-se a fazer campanhas para que os jovens sejam vacinados.

É ali uma positiva na rasia. Judite França, tu lançaste o tema das festas ilegais e das festas legais. Que nota é que dás a António Costa?

Eu dou a António Costa uma negativa, porque é um discurso errático, é um comportamento errático e, portanto, o António Costa não passa dos oito. E já tem oito, neste caso, há muito tempo, portanto, nem segunda chamada. Está chumbado, claramente.

É um reincidente nas negativas. Aqui fica um oito ao primeiro-ministro e às mensagens erráticas. Vamos mudar de assunto. Vamos então à notícia que acabou ontem por marcar a tarde, as alegações finais no caso de Tancos. Paulo Ferrara aqui com uma Um pedido de absolvição importante ao ex-ministro da Defesa.

Sem dúvida. Para mim hoje podia ser o absolvido é e não o vencedor é. Precisamente Azeredo Lopes, o Ministério Público pediu ontem nas alegações finais a absolvição de Azeredo Lopes, o que tem mais valor ainda do que se fosse seguido aquele caminho que é mais comum, que é o Ministério Público de alguma forma pedir uma condenação e depois os juízes, na decisão final, virem a absolver quem está acusado. E por quê? Porque o Ministério Público, de facto, deixou cair as acusações de associação criminosa, terrorismo, tráfico de armas e denegação da justiça que estava em causa também para Azeredo Lopes, na parte da denegação da justiça. Cerca de metade daqueles que estavam acusados, há agora o pedido de absolvição pelo próprio Ministério Público, são 11 em 23. E depois também há aqui uma crítica. O Ministério Público diz que de qualquer forma Azeredo Lopes tinha o dever ético de informar a PGR, a Procuradoria-Geral da República, de que estavam em curso então diligências por parte da Polícia Judiciária Militar para encontrar o material e não o fez. O então ministro sabia de alguma coisa, não saberia era nada que implicasse algum tipo de responsabilidade criminal e penal. Temos aqui, se calhar, um copo meio cheio, meio vazio também, obviamente que é a melhor notícia que podia ter Azeredo Lopes nesta fase do campeonato do processo, que é o Ministério Público deixar cair qualquer acusação. Mas, por outro lado, há aqui uma censura pública. Convém lembrar que ele demitiu-se do cargo na sequência deste caso, quando as suspeitas começaram a crescer e quando se começou a perceber que ele poderia, de facto, ser constituído arguido, que é o que veio a acontecer. E eu diria que Azeredo Lopes, por este comportamento ético que agora o Ministério Público veio sublinhar, provavelmente aquilo que devia ter acontecido na altura é ele demitir-se do cargo, independentemente das suspeitas criminais. E portanto, isso aconteceu.

Portanto, havia apenas, entre aspas, responsabilidade política.

Política, sem dúvida, porque este dever de informar as autoridades mantém-se, obviamente, sobretudo da parte do ministro. E eu diria que na parte política se terá feito justiça por linhas tortas, de alguma maneira. Sabemos que não está de todo na moda demissão por motivos políticos, nós olhamos para o governo e percebemos isso. De qualquer maneira, Azeredo Lopes sai daqui, apesar de tudo, com o cadastro limpo, como é evidente, porque vamos presumir agora obviamente que os juízes não o vão condenar depois do próprio Ministério Público ter deixado cair a acusação, e isso no futuro é que vai contar. Ou seja, daqui a dois, três ou 10 anos, é isso que vamos recordar. E depois há uma velha discussão, é saber até que ponto é que, como o Miguel Pinheiro há pouco já disse no bom, mau e vilão, é que o Ministério Público foi demasiado voluntarista e ligeiro ao fazer a acusação de tanta gente quando não tinha um caso tão sólido, porque vemos agora que o próprio Ministério Público deixa cair cerca de metade dos acusados nas alegações finais do julgamento. Isso é outra discussão. Eu não tenho dados neste momento que permitam perceber até que ponto é que aquela acusação era sólida ou não, pelos vistos não era. E já agora em termos políticos, há outra discussão que devia ser tida, que é até que ponto é que faz sentido manter instituições como a Polícia Judiciária Militar, que como se vai vendo serve sobretudo para fins corporativos e mais para branquear do que para investigar, quando temos uma Polícia Judiciária civil, se quisermos, que também devia servir para estes casos, como se viu, e as coisas só andaram para frente em termos de justiça quando a PJ civil entrou em terreno. Eu dava aqui a Azeredo Lopes um 14, obviamente, porque é uma boa notícia para ele. Ninguém lhe paga, obviamente, o tempo que ele perdeu com isto, o desgaste público. A demissão política não a temo tanto pela questão ética.

Mas acaba por sair bem deste processo. José Manuel Fernandes, é também a leitura que fazes?

Eu faço uma leitura um pouquinho mais cáustica para Azeredo Lopes. Eu vou-me ser muito rápido, porque ainda quero ir ao Mamadou Ba. Eu vou apenas dizer o seguinte: aparentemente a razão para ele não ser pedido a condenação é falta de provas, mas fica provado que ele no mínimo foi totó, como se costuma dizer, porque passou-lhe tudo debaixo dos olhos e ele não viu nada. No mínimo, é o que terá acontecido. Os papéis passavam à frente e ele não estava a perceber nada do que se estava a passar no seu gabinete, no seu ministério, onde tudo foi tratado, tudo foi combinado e ele não reparou em nada. No mínimo foi totó e não nos devemos esquecer que foi ele que aconselhou Rui Moreira a meter-se na trapalhada do caso Celminho. Foi ele que achou que aquela era a boa solução. E agora Rui Moreira está com processo também em tribunal, porque este jurista insigne achou que o bom caminho é o caminho que o levou para uma solução de conflito de interesses, que o levou a ser constituído também. Enfim, não é só constituído arguido, neste caso ele já vai ser julgado. Neste caso eu vou castigá-lo. Eu dou a nota de Azeredo Lopes, eu dou-lhe um 10, uma vez que ele não vai a tribunal, mas enfim, é um totó.

É um totó, 10 para o totó. José Manuel Fernandes já falou aqui de Mamadou Ba. Miguel Pinheiro, podemos situar isto?

Eu vou usar uma palavra. Vai o Miguel Pinheiro primeiro e depois quero só dar uma nota rápida.

Mamadou Ba e Manuel Luís Goucha entram no VAR. É isto, Miguel Pinheiro?

Infelizmente não. Depois de ser anunciado, é mais no Twitter, que Manuel Luís Goucha vai

Vai presidir à comissão de honra da candidatura de Sonia Garcia na Amadora. Mamadu Ba entrou no Twitter. Primeiro referiu-se a Gocha como o gay que tentou reabilitar Mário Machado. O gay. Depois escreveu isto: Gocha é a expressão do homonacionalismo, isto é, pessoas LGBTQI+ a andarem de braço dado com homófobos. E depois acabou com uma outra frase que é esta: e que fique claro que o que está em causa é o homonacionalismo do Gocha. Portanto, é o Gocha. E em momento algum a sua orientação sexual. Eu aqui fiquei um bocadinho confuso, porque se a definição de homonacionalismo é pessoas LGBTQI+ a andarem de braço dado com homófobos, eu não percebo como é que a podemos separar da orientação sexual da pessoa à qual nos estamos a referir. Mas deve haver aqui seguramente uma lógica qualquer que Fanon explica e à qual eu não estou a conseguir chegar. Mas não quero dizer muito sobre isto, a não ser que era o que mais faltava, que Manuel Luís Gocha não pudesse apoiar quem quer, votar em quem quer, dizer o que quer. Era o que mais faltava. E nem sequer vou dar nota, que é para não me irritar mais. Portanto, se não te importas, Carla, subverte aqui o formato e nem digo mais nada.

E pronto, fica o silêncio da minha opinião.

Deixa-me só acrescentar duas notas sobre isto. Primeiro, o Mamadu Ba não esteve só no Twitter, também esteve no Facebook. No Facebook, como é possível editar o que se escreve, ele depois editou gay para homossexual, porque acha que gay é para as pessoas que são homossexuais como deve ser, e não homossexuais errados. Depois fiquei a perceber que homonacionalismo é um termo que existe, até tem uma entrada na Wikipédia, e serve para distinguir coisas importantes, porque quem anda com homonacionalistas são os homossexuais também errados. Porque, por exemplo, ser homossexual em Israel é errado, porque permite distinguir Israel de países que oprimem os homossexuais, como por exemplo, nos territórios palestinianos, onde eles são perseguidos, nomeadamente pelo Hamas. E então, como é correto estar do lado do Hamas contra Israel, é preciso virar-nos contra os países que protegem os homossexuais, como Israel. Portanto, aí passa a ser correto ser contra o homonacionalismo. A gente aprende sempre quando lê o Mamadu Ba. E finalmente, como eu não podia deixar ficar só pelo Mamadu Ba, não posso deixar de regressar desta vez ao Twitter para saudar um colega. Não sei se lhe devia chamar colega de profissão, mas esta vontade de ser inquisidor e censor não fica pelo Mamadu Ba. O Pedro Coelho, que é um jornalista da SIC, acha que a carreira do Gocha terminou. Portanto, ele está a apelar a que a TVI despeça o Gocha por Gocha ter tomado uma posição política com que o Pedro Coelho não concordou. De facto, nós temos uma alma de inquisidores dentro de nós que vem ao de cima à primeira oportunidade. Infelizmente, em jornalistas.

E consegues dar alguma nota neste caso?

Eu já dei uma nota ao Azeredo Lopes, prefiro não dar notas negativas hoje, fico-me por aqui.

Ficamos então por aqui, sem notas por parte do Miguel Pinheiro e voltamos sempre à questão da semântica. É assim que encerramos este "E o Vencedor É". Estamos de regresso com uma nova análise já amanhã, que é quinta-feira. Até lá.