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Jornal das 7:00 na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Começamos com o ranking das escolas referente a 2025. Os colégios privados continuam a ocupar os primeiros lugares da tabela. Há também uma outra tendência que se mantém: o Norte destaca-se com os melhores resultados.
São algumas das conclusões do ranking elaborado pelo Observador em parceria com a Nova SBE, com base nos dados oficiais avançados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. À semelhança do ano anterior, este ranking inclui apenas as escolas que realizaram pelo menos 20 exames nacionais. Comparando com o ano anterior, há poucas novidades. O pódio dos exames está praticamente inalterado, Carlos Pedro.
Pelo segundo ano consecutivo, o Grande Colégio Universal, escola privada no Porto, ocupa a primeira posição no ranking das escolas secundárias portuguesas. Destronou em 2024 um outro colégio do Porto, o EFAnor, fundado por Belmiro de Azevedo, que liderou a tabela durante três anos consecutivos. Considerando as notas dos exames nacionais e olhando para o top 50 das escolas secundárias, percebemos que as privadas continuam a liderar e o Norte a destacar-se. É nesta região que estão sete das primeiras 10 escolas. O domínio do Norte só é quebrado na quinta posição pela Academia de Música de Santa Cecília, outra escola privada habituada aos tops. Se olharmos para o top 50, é possível encontrar 23 escolas no Norte, 22 na região da Grande Lisboa. Há ainda quatro escolas no Centro e uma no Algarve.
E vamos, Carlos, tentar perceber onde estão as escolas públicas nesta tabela. Mantém-se aqui a tendência de queda?
Sim, no top 50 das melhores médias nos exames, só conseguimos encontrar três escolas públicas e é preciso descer até à linha 44 da tabela para encontrar a primeira: a Escola Básica e Secundária de Vale do Tamel, situada na freguesia de Lijó, no Conselho de Barcelos. Fazendo as contas das 50 melhores escolas do país, tendo em conta os exames nacionais, apenas 6% são públicas.
Também no que toca ao fim da tabela, a tendência do ranking parece manter-se.
A Escola Secundária da Baixa da Banheira, no Conselho da Moita, distrito de Setúbal, volta a ser a última. Duas outras escolas repetem a presença na lista das 10 últimas. Outro dado importante, se olharmos para os últimos 10 classificados, encontramos oito escolas públicas e apenas duas privadas. E se olharmos para o mapa das últimas escolas na lista, nota-se um domínio claro da região da Grande Lisboa, com várias escolas do Conselho de Lisboa e dos municípios mais perto a surgir nestas posições.
Carlos, há muitas críticas aos rankings que se limitam a ordenar as escolas pelas médias dos exames. Por isso, desde o ano letivo de 2020/21, que o Ministério da Educação tem disponibilizado dados para outro indicador: a equidade.
Aqui, o objetivo não é perceber onde há médias mais elevadas em absoluto, é compreender onde é que a escola está a funcionar melhor e pior como elevador social. Em primeiro lugar, nesta tabela está a Escola Secundária Dr. Júlio Martins, no Conselho de Chaves. 25% dos alunos recebem apoios sociais e desses, 96% concluíram o secundário em três anos. Neste top 10 da equidade, nota-se um forte domínio do Norte do país, com sete escolas em 10. Destaque também para a presença de três escolas do Conselho de Chaves e que o predomínio não é das privadas, mas sim das escolas públicas. No fundo da tabela, encontramos sobretudo a área metropolitana de Lisboa. A escola que ocupa a última posição é a Escola Secundária Alves Redol, em Vila Franca de Xira.
Carlos Pedro, com alguns dos destaques do ranking das escolas referente a 2025. Há um domínio do setor privado e da região Norte. O desempenho da equidade volta a cair.
Este vai ser o tema do Explicador desta manhã. Contamos com o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Flint Lima, e com o investigador na área da educação, Pedro Freitas. Os agentes da PSP, os militares da GNR, avisam que vão voltar aos protestos se o governo não apresentar, em breve, propostas de valorização salarial.
Mais de mil elementos das forças de segurança manifestaram-se em Lisboa para exigir melhores condições de trabalho. Os polícias e militares marcharam desde o Largo do Carmo até a residência oficial do primeiro-ministro. E foi lá que César Nogueira, o presidente da Associação de Profissionais da Guarda, garantiu que as forças de segurança pretendem voltar aos protestos se o governo nada fizer.
Se as questões não ficarem resolvidas, nesses próximos tempos ou pra semana, que foi pelo menos isso que nos indicaram, que nos primeiros dias de novembro, que é já pra semana, não houver essa tal reunião, a apresentação de uma proposta concreta pra podermos negociar, logicamente que iremos continuar com protestos. Podemos ser com ações de rua, como outras coisas, que é as que poderemos avaliar. Agora, não vamos baixar os braços à espera que só porque marcamos esta última manifestação maior, que a partir daqui não vamos fazer mais nada. Logicamente que iremos continuar, caso as coisas não mudem.
Já sobre a atuação policial nas recentes manifestações, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, sai em defesa dos agentes, mas remete mais explicações para a direção nacional da PSP.
As populações têm que entender, e normalmente quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.
Declarações de Paulo Santos, é o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia. Estes sindicatos e associações juntaram-se para uma série de protestos em todo o país, que terminaram ontem nesta manifestação. Admitem voltar a sair à rua em breve se as reivindicações não forem atendidas.
E seguimos com os protestos pela habitação. No Porto, os manifestantes continuam a querer reunir-se com o presidente da Câmara Municipal e, Carla, já há uma data sugerida.
9 de novembro está marcada pra esse dia uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal para debater questões relacionadas com a habitação acessível. Os manifestantes propõem que o encontro com o presidente da Câmara do Porto aconteça no Teatro Municipal Rivoli. Os manifestantes aprovaram ainda uma concentração junto aos Paços do Conselho, também para dia 9 de novembro. Ontem à noite, a Praça Dom João I voltou a acolher cerca de 300 manifestantes pelo direito à habitação.
Em Lisboa está marcado para amanhã um novo protesto. A PSP garante que está a preparar o acompanhamento desta manifestação.
Que vai partir do Largo do Carmo às 16h, em direção à Praça do Rossio. Admitem voltar a montar tendas na rua. No entanto, a decisão final sobre esta eventual acampada só vai ser tomada hoje, na chamada Assembleia Popular. Entretanto, à Rádio Observador, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, explica como está a ser preparado o acompanhamento destes novos protestos.
Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperemos que, e como temos feito, temos numa primeira fase, portanto, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para demonstrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I, no Porto, como na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.
Sérgio Soares, o porta-voz da PSP, em entrevista à Rádio Observador. Ontem à noite voltou a haver concentração na Praça do Rossio, em Lisboa, mas sem recurso a tendas.
A campanha de vacinação contra a gripe está a decorrer a um bom ritmo, mas há dificuldades no acesso às vacinas nas farmácias para quem não tem direito à vacinação gratuita.
É o que avança Ema Paulino, a presidenta da Associação Nacional de Farmácias, explica que é importante distinguir os dois contingentes para quem tem direito à vacina gratuita. Através do Serviço Nacional de Saúde não são esperadas dificuldades. Já no contingente privado, a disponibilidade é menor e as dificuldades de acesso já são visíveis.
Importa aqui fazer uma distinção entre aquilo que é o contingente do Serviço Nacional de Saúde para a campanha de vacinação, para a qual foram selecionados grupos específicos da população, que são grupos mais frágeis e que, portanto, mais beneficiam da vacina, e o contingente privado, que é aquele contingente que está disponível nas farmácias comunitárias para pessoas que apesar de não serem elegíveis para a vacinação gratuita do Serviço Nacional de Saúde, têm uma prescrição para a vacina da gripe e é para este segundo contingente privado que há efetivamente uma redução do número de vacinas disponível quando comparamos com anos anteriores.
Ema Paulino explica que a redução do número de vacinas se deve a constrangimentos na produção. O processo de fabrico começou mais tarde, houve dificuldades industriais. Ainda assim, a presidenta da Associação Nacional de Farmácias antecipa que poderá haver um reforço no próximo mês, embora também com um número reduzido de vacinas.
Para o contingente privado, portanto, para aquelas pessoas que normalmente se dirigem a uma farmácia comunitária com uma prescrição, realmente este ano houve uma redução do número de vacinas disponível a nível internacional, porque houve um percalço ao nível da produção que levou a que fossem produzidas menos vacinas. Estima-se que ainda poderá haver aqui um reforço de número de vacinas disponibilizado agora durante o mês de novembro, embora também seja relativamente reduzido. Efetivamente, para o contingente privado, já se observam muitas dificuldades.
Apesar destes constrangimentos, o balanço geral da campanha é positivo. De acordo com Ema Paulino, o número de vacinas administradas é superior ao registado no mesmo período do ano passado, tanto contra a gripe como contra a Covid-19.
Em Israel está confirmada a vitória do partido Likud, de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria no Parlamento. Os resultados finais das eleições de terça-feira foram conhecidos ao início da madrugada.
O bloco liderado pelo atual primeiro-ministro conquistou 53 deputados, contra 48 da oposição, liderada pelo general na reserva, Gadi Eizenkot. Com todos os votos contados, os dois ficam aquém dos 61 lugares necessários para garantir a maioria no Knesset. Já os partidos árabes conseguiram um resultado histórico: 19 deputados eleitos. Podem ser decisivos, por isso, para a formação de um novo governo. Os resultados vão agora ser entregues de forma oficial ao presidente de Israel a 4 de novembro. A tomada de posse do novo Parlamento está marcada para o dia 10 de novembro.
São agora 19h11, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?
Ainda o destaque para o acidente ferroviário em Toledo, em Espanha. A colisão terá acontecido a uma velocidade estimada entre os 160 e os 200 km/h. É a conclusão do primeiro relatório técnico ao acidente entre os dois comboios de alta velocidade. A velocidade exata só será, no entanto, confirmada depois de serem consultados os dados das caixas negras. Pelo menos 69 pessoas morreram. Há um português entre os desaparecidos. Os chefes da diplomacia do G20 começam hoje nos Estados Unidos uma reunião de dois dias para debater as atuais crises geopolíticas e econômicas. O encontro tem como anfitrião o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, conta com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. A reunião vai também servir para preparar a Cimeira de Líderes, agendada para dezembro, também nos Estados Unidos, e para a qual Vladimir Putin foi convidado. O Benfica está na final four da Taça da Liga. Os encarnados venceram o Gil Vicente, no Estádio da Luz, por 4-1. O Benfica marca agora encontro com o Futebol Clube do Porto na final four da competição. O outro jogo vai opor Sporting e Famalicão. A equipa minhota venceu ontem o Braga nas grandes penalidades. Vamos ainda continuar no futebol. E agora, Paulo, esta é pra ti. Tu que estás muito habituado a ir ver jogos de futebol.
Então, depois deste fim de semana.
Depois deste fim de semana, não quer outra coisa. Foi mesmo a ver o jogo ou foi agarrado ao telemóvel?
Foi o jogo, mesmo.
Ótimo!
O Académico de Viseu não está cá para coisas.
Agora, pode começar aqui uma tendência de ganhar uns prêmios, quem vê os jogos de futebol, ganhar prêmios, se estiver sentado na bancada, mesmo a ver o jogo de futebol e não distraído com outras coisas. Na Alemanha.
Que prêmios são esses?
Deixa-me só contar-te primeiro onde é que isto começou. Na Alemanha, a proposta há uma condição: não mexer no telemóvel durante os 90 minutos do jogo. Iniciativa do Borussia de Dortmund. Chama-se Fan Mode. É uma aplicação, os adeptos são recompensados pelo tempo que têm o telemóvel bloqueado durante os jogos em casa, para poder estarem mais dedicados a olhar para a performance.
Portanto, nem dá para tirar fotografia aos gols, às celebrações.
Nada disso. Para responder à tua dúvida, João. Prêmios. Sobretudo, são camisolas autografadas e vales para usar na loja oficial do clube. Tu estás a imaginar?
Olha o Paulo todo vestido de Académico de Viseu. De pés à cabeça.
Mas lá está, depois não podia tirar fotografia.
Só quando saísses do jogo.
Já me aconteceu estar a olhar para, não um gol, mas um lance e depois sentir falta do que mandate para trás.
Exato. Aquela sensação de dois, dois segundos.
Mas no intervalo dá?
Não, o intervalo dá para pôr em conta, para pôr em dia, ver as redes sociais, sobretudo, fazer um TikTok.
Até durante o jogo mesmo.
Agora, durante o jogo é estar atento e podem ganhar coisas incríveis.