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Começa agora o "Vencedor É" das manhãs 360. A Carla, ao Paulo e ao Júlio, que está no Porto, juntam-se pra análise aos protagonistas do dia, o José Manuel Fernandes, como sempre, e hoje também o Miguel Pinheiro e o Miguel Santos Carrapatoso. Carla. Bom dia. O Medina Gate continua a exigir a análise e a avaliação esta manhã, mas vamos começar pela troca de palavras entre o presidente da República e o primeiro-ministro, com uma nova declaração de Marcelo ontem à noite, à chegada à Hungria. Paulo Ferreira, não te querendo desautorizar, por favor, encontras aqui algum vencedor?
Ninguém desautoriza o Paulo Ferreira, já agora. Encontro um vencedor, neste caso concreto, um vencedor pra mim é claramente António Costa, que esteve bem ao desautorizar o presidente, ao corrigir o presidente. O presidente fez declarações absolutamente insensatas, que nenhum responsável político na plena posse do seu bom senso deveria fazer, quando Marcelo diz que no que depender dele, não haverá volta atrás no processo de desconfinamento. Ninguém pode dizer isto nessa altura, vai depender da evolução das variantes, dos vírus, da pandemia, por aí fora. E portanto, é uma declaração irresponsável, de quem não devia fazê-la, que dá sinais contraditórios ou contrários ou perversos à comunidade, numa altura em que ainda é preciso ter cuidado. E António Costa esteve muito bem. Esteve muito bem quando disse que, e citamos: "Ninguém pode garantir que não se volta atrás no desconfinamento." É a única coisa que um responsável político sensato, mais uma vez, não estou a dizer que António Costa é sempre sensato, tenham lá calma aí já desse lado. Já estou a ouvir uns arfares. Neste caso, António Costa esteve muito bem, disse aquilo que tinha de ser dito, corrigiu o presidente, e o presidente teve que recorrer, puxar dos galões, ir ler a Constituição, para perceber, afinal, não é manda em quem, mas quem é que dá posse a quem. Obviamente que é o presidente que dá posse ao primeiro-ministro e ao governo e aos membros do governo e não o contrário. Mas quando Marcelo Rebelo de Sousa já tem que puxar desta autoridade formal, que ele próprio diz: "Por definição, o presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro." Por definição, obviamente, sabemos disso, é o que está nos livros, na Constituição, mas neste caso foi desautorizado, foi corrigido e foi corrigido muito bem. Portanto, se Marcelo Rebelo de Sousa falasse menos do que aquilo que fala em público, se pensasse mais naquilo que fala antes de o fazer, ou então se dedicasse mais ao comentário de futebol, que ele agora está especialista também no comentário de futebol por estes dias, talvez fizesse menos danos públicos no combate à pandemia. Portanto, António Costa, pra mim, aqui tem 17 e Marcelo Rebelo de Sousa tem um 4, se quiseres contas parciais.
Já arrumaste o assunto. Miguel Pinheiro, também olhas pra este bate-boca da mesma forma? António Costa desautorizou o presidente da República ou não? O Miguel Pinheiro ainda continua a pensar, tal como eu. Miguel, não estás por aí. Miguel Santos Carrapatoso.
Claro que estou.
Estás. E então?
Vocês não sabem o que é uma pausa dramática.
Por definição, o diretor está sempre, não é, Miguel?
Não te estava a desautorizar também, não entre nisso.
Sempre. A reação de Marcelo é um daqueles casos típicos de: "O senhor sabe com quem está a falar." É aquela coisa a que algumas pessoas recorrem no trânsito quando são multados. E Marcelo Rebelo de Sousa sentiu necessidade de dizer que António Costa estava a falar com a pessoa que lhe dá posse. E a partir do momento em que alguém tem que dizer isso, já está tudo perdido. Marcelo disse que por definição, o presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro, mas por definição, quem manda não tem de dizer que manda. Manda e pronto, toda mundo sabe que manda e não é preciso estar sempre a explicar. Aqui temos um daqueles casos, de fato, em que António Costa aprendeu com os erros. Depois do primeiro confinamento, o primeiro-ministro disse repetidamente que era impensável ter um segundo confinamento, que a economia portuguesa não aguentaria, que isso jamais aconteceria, que não iríamos fechar escolas outra vez, que não iríamos mandar as pessoas pra casa outra vez. E depois a realidade impôs-se e António Costa teve mesmo que voltar a confinar. Marcelo Rebelo de Sousa não aprendeu. Eu sei que o presidente da República já está vacinado. Quer dizer, já sabemos que está vacinado.
Já deve ter sido vacinado umas 10 vezes, talvez.
Certo. Portanto, as questões de saúde agora têm um peso menor. Já sabemos disso. Mas de qualquer forma, a vida continua e nós ontem assistimos a um responsável político que gosta muito pouco de confinamentos, gosta mesmo muito pouco de confinamentos, e que foi acusado, e ainda hoje é acusado, de ter atrasado o confinamento por querer pôr a economia à frente das questões de saúde, que se chama Boris Johnson, e que ontem não só adiou durante quatro semanas a data para o desconfinamento em Inglaterra, como ao anunciar uma nova data pra daqui a quatro semanas, 19 de julho, disse: "Eu não posso garantir que esta data seja definitiva, eu não posso garantir que esta data seja final. Neste momento, com o que sabemos agora, é aquela que nos parece mais acertada." Atenção, sendo que como é evidente, as coisas estão diferentes, como é evidente, nós hoje temos mais gente vacinada, como é evidente, a pressão sobre o SNS baixou, como é evidente, estamos a caminhar pra uma situação em que deixa de fazer sentido esta doença reforçar estas medidas drásticas. Tudo isso é evidente, mas também é evidente que tem que haver cautela, tem que haver precaução para os responsáveis políticos não perderem o controle da situação. É óbvio que se mantiverem a pressão na mola, como gostava muito de dizer Marcelo Rebelo de Sousa citando Manuel Carmo Gomes, se mantiverem a mão na mola durante demasiado tempo, as pessoas deixam de ligar e vão à sua vida e ignoram as restrições ditadas pelo poder político. Mas é preciso manter aqui algum equilíbrio e aquela declaração de Marcelo Rebelo de Sousa não teve equilíbrio nenhum. Não sei se foi ele, atenção, eu li num jornal que fonte de Belém explicou o que o Marcelo quis dizer. Portanto, estou aqui a dizer que foi ele, se calhar não foi ele. Mas Marcelo, pelos vistos, não disse aquilo que nós achamos que ele tinha dito. Pelos vistos, o que Marcelo disse foi que o presidente não ia voltar ao estado de emergência. Portanto, mais uma vez, os eleitores não perceberam aquilo que os políticos disseram. Eu acho que os políticos deviam ter aulas de falar em público, que é pra não ser preciso depois virem explicar que nós somos burros e que não percebemos nada.
Queres já dar a tua nota, Miguel?
Eu quero acompanhar aqui o Paulo na sua alta nota para António Costa.
Um 17 para António Costa, na qualidade de primeiro-ministro. Ora, na qualidade Miguel Santos Carrapatoso, de antigo presidente da Câmara de Lisboa, como é que avalias o que António Costa disse ontem? E agora estamos aqui já a mudar para o tema dois da nossa agenda de trabalhos.
Bom dia, Carla, e bom dia a todos. Uma notinha só para dizer que discordo em parte com o que disseram o Paulo e o Miguel, ou melhor, concordo em parte.
Estás a desautorizar Miguel Pinheiro e Paulo?
Não, eu estou a dizer que concordo em parte.
Não, vai para a parte da discórdia que é sempre mais interessante.
De facto, Marcelo Rebelo de Sousa está com um grande problema de autoridade, mas isso já se sabe. Um presidente da República que fala sobre tudo e um par de botas e a todo momento, de repente, quando se vê confrontado com uma desautorização evidente, tem de puxar pelos galões para tentar meter o primeiro-ministro na ordem, diz muito da autoridade de Marcelo Rebelo de Sousa. Mas concordo, ou melhor, discordo na análise que o Miguel e que o Paulo fizeram sobre o alcance das palavras de Marcelo Rebelo de Sousa. Eu percebo que o presidente dê um aviso ou faça um aviso à navegação, que não podemos voltar sequer a ponderar fechar a economia. O país hoje não é o mesmo país que teve de confinar. Isto também é uma forma de responsabilizar o governo, porque nós temos assistido a muitos casos em que, e estou me a lembrar, por exemplo, dos festejos do Sporting, em que o governo se demitiu de tentar controlar a pandemia, tentar controlar o comportamento das pessoas. Portanto, agora, a solução fácil, e parece-me que foi isso que o Marcelo quis dizer, a solução fácil de voltar a fechar o país não pode estar em cima da mesa. O governo tem de garantir formas de controlar a pandemia sem encontrar sempre a mesma saída, que é fechar. O governo tem de aumentar a testagem, tem de aumentar o ritmo da vacinação, tem de fazer tudo ao seu alcance para que não tenha de voltar a fechar o país. E parece-me que foi isso que Marcelo Rebelo de Sousa quis dizer. E é essa parte que eu concordo, ou seja, o apelo à responsabilização do governo.
Isso faz sentido, faz todo sentido. Mas se Marcelo não quer ser mal entendido, em vez de lançar umas folhas de chapa, nós tentamos ler nelas, talvez fosse bom falar diretamente e dizer isso que tu acabaste de dizer. Marcelo tem sido um grande aliado do governo, não é?
Eu não diria esse o grande problema de Marcelo. Quando fala, já não o ouvi.
Exatamente, e todos os códigos, sem querer afrontar o governo ou dizer qualquer coisa que possa parecer uma crítica, depois acaba ele num espalhaço ao comprido.
Claro. E indo ao tema do Medina Gate, como ouvi a Carla dizer.
Já teve vários nomes esse, não é? Medina Gate, Russia Papers. Não são papers aqui, são mails.
E de facto, hoje tenho de vos dizer que acordei um bocadinho saudosista, não porque há dois anos, lembra-me o Facebook, há dois anos estava em Formentera, não é por isso. Gosto muito de estar aqui convosco, mas acordei saudosista porque me lembro daquele António Costa que demitiu o ministro João Soares por ter prometido, aliás, duas salutares bofetadas a dois comentadores, dois articulistas. E tenho saudades desse António Costa, porque esse António Costa ao menos tinha alguma noção do que é responsabilidade e do que é responsabilidade política. Não vou repetir o que o Miguel disse no Bom Mau e Violão. De facto, pra mim o mais risório nisto é o argumento "a culpa é do Passos." Acho que já vimos tudo. Quando a culpa é do Passos, neste caso muito concreto, eu acho que é o grau zero da política e o grau zero da responsabilidade política. Descobrimos finalmente uma pessoa, aliás, há outras duas pessoas, Eduardo Cabrita e Augusto Santos Silva, mas descobrimos a terceira pessoa que achou que o caso não é grave, e essa pessoa é António Costa. Sendo António Costa o primeiro-ministro e líder do PS, isso define o tom e define a vitola para todos os seus camaradas de partido e membros do governo. Isso parece-me particularmente grave, que António Costa não considere este caso sério e que diga que é um mero caso de balcão que não passa, portanto, a câmara não tem culpa nenhuma e por arrasto ele próprio enquanto presidente da câmara não teve culpa nenhuma do que aí virá. E nós sabemos que a auditoria vai também refletir parte da governação de António Costa na Câmara de Lisboa.
E que deve ser conhecida nos próximos dias.
Sim, entre hoje, hoje já não se sabe, mas amanhã, provavelmente Será conhecida a auditoria. Já percebemos que António Costa acha que não tem culpa nenhuma, que Medina não tem culpa nenhuma. E no meio disso tudo, para não eleger António Costa como derrotado, porque acho que não cabe sequer na escala, vou eleger Fernando Medina o vencedor, porque ao menos pediu desculpa. Nós sabemos que António Costa tem muitas dificuldades em pedir desculpa. Já quando foram os incêndios em Pedrógão Grande, quando confrontado no Parlamento, teve muitas resistências a pedir desculpa. Agora não pedirá. Olhe, pelo menos temos Medina. Teremos sempre Medina, que reconhece os erros e pede desculpas e portanto, que fosse esse, pelo menos, o exemplo para os demais responsáveis políticos. Se pedir desculpa não é suficiente, pelo menos é um sinal de alguma humildade.
E quanto vale este pedido de desculpa?
Vou dar um 15 a Fernando Medina. O exemplo, pelo menos.
O exemplo de Fernando Medina, José Manuel Fernandes, também te parece que Costa está menos exigente?
Eu vou estar muito exigente hoje. Eu hoje vou dar um zero a António Costa. Eu acho que o que ele fez ontem foi absolutamente inqualificável. Tratar este assunto como um assunto de balcão é do domínio do surreal e mostra um nível de arrogância, de pesporrência, que eu já não me recordo, não tenho memória sequer na política portuguesa. Ele foi ao ponto de sugerir, nas entrelinhas, que a culpa era do Passos, mais uma vez. Foi ao ponto de dizer que era um assunto que tinha sido mal transferido para as autarquias. Ora bem, vamos lá ser claros sobre esta matéria. O tema da autorização das manifestações, antes da transferência dos governos civis para as autarquias, já estava nas autarquias que não eram das capitais de distrito. As Câmaras Municipais que não tinham governos civis, portanto, as Câmaras Municipais que não tinham a dignidade, que não tinham 10 mil ou 13 mil funcionários como Lisboa, já tinham tratado esses assuntos, naturalmente. Portanto, era um assunto corriqueiro. Lisboa, que tem pouca gente a pensar, tem poucos funcionários, tem 400 advogados, ou 300 e tal, que não têm capacidade para pensar num assunto desses. Portanto, não teve capacidade para lidar com um assunto tão complexo como saber como é que se autoriza uma manifestação. E portanto, esbarrando-se, tratou o assunto mal. Achou que a forma de tratar isso era denunciar, delatar, bufar o nome dos organizadores, a tudo quanto é gente neste mundo, mesmo que se tratasse das embaixadas das piores ditaduras à face da Terra. E o senhor presidente da Câmara, à altura, um digníssimo jurista, antigo ministro da Administração Interna, antigo responsável pelos governos civis, achou que não tem responsabilidade nenhuma, que é um assunto de balcão, que nenhum político nunca tratou do assunto, quando o assunto esteve em cima da mesa dos políticos, porque alguns manifestantes protestaram. Quer dizer, não há nada disto que se aproveite. O que António Costa fez ontem é do domínio do inominável. Nunca um político desceu tão baixo ou dificilmente desce tão baixo na tentativa de desresponsabilização. Ele levou dias e dias para se pronunciar e não teve capacidade de ter o mínimo de encontrar algo de jeito para dizer. O que disse foi, de facto, domínio do inominável. Conseguir dizer que é um assunto de balcão e vir ainda com a ideia de que esta é uma competência que foi mal pensada na transferência dos governos civis para as câmaras, isto é, a culpa é do Passos, é de facto qualquer coisa absolutamente extraordinária de ser dito nesta altura do campeonato. Portanto, eu só dou zero porque não há nada abaixo de zero.
Um redondo zero.
Aquele não sei quantos Fahrenheit, que eu agora não sei qual é o número exato, menos 250 e qualquer coisa assim do gênero, que talvez é o que fosse possível dar numa circunstância destas ao nosso primeiro-ministro.
Ficou claro, José Manuel Fernandes. Juli Magalhães, só falta a tua análise.
Podes já pôr aí as minhas notas. Oito para o Costa, oito para o Marcelo.
Um empate sem prolongamento.
Um empate sem prolongamento, porque eu acho que isto é uma crise artificial. Eu às vezes fico a pensar se um e o outro não telefonam a dizer: "Olha, eu vou dizer isto e tu respondes assim", e eles depois para a semana resolverão o assunto e estará tudo bem, porque esta é uma crise artificial. É evidente que Marcelo Rebelo de Sousa não esteve bem nas declarações que fez, não se explicou, até porque já toda a gente sabe, só Velinhas Vermelhas recua mesmo. Eu acho que, por exemplo, Lisboa se calhar para a semana está a recuar e o país é que não pode recuar todo. E Marcelo não explicou isso. Fez uma declaração, no mínimo, infeliz e vem na sequência de outras, porque quando eu digo que às vezes há a sensação que telefonam um ao outro, tem a ver com o facto de Marcelo Rebelo de Sousa, quando toda a direita estava a malhar em Pedro Adão e Silva, veio defender a nomeação de Pedro Adão e Silva para as comemorações de 25 de Abril, quando a direita também estava a malhar em Medina, veio desvalorizar o caso da Câmara e dizer que não se pode repetir este erro e portanto agora precisava de alguma maneira de confrontar António Costa. E António Costa respondeu, e respondeu bem, na minha opinião também, embora estes bate-bocas é o que o país menos precisa numa altura destas em que há uma pandemia. Choca-me mais, por exemplo, ouvi dizer Marcelo que os especialistas não governam o país. De resto, já alguns vieram manifestar-se desolados com essa declaração, porque esses sim, andam no terreno, andam a trabalhar, andam a tratar dos doentes e sentem bem estas coisas. É evidente que não governam o país, mas são eles que estão no terreno e sentem de perto aquilo que são as agruras das pessoas que vão parar às unidades de cuidados intensivos e também às enfermarias. E depois, é claro, ninguém se demite. O Fernando já ontem disse aqui que achei que Medina esteve bem, que pediu desculpa, e que queria esperar pela auditoria para perceber. Então, temos que lhe dar esse benefício da dúvida. Ficava mais contente. Ontem Rui Moreira disse: "Medina não se deve demitir." Eu acho que uma declaração que o Medina poderia ter muito bem feito, também não se explicou bem, foi que se a auditoria provar que eu tenho culpa, demito-me. Mas ninguém se demite neste país. Assim como eu, aqui há algumas reservas, porque há bocado estava aqui a escrever umas coisas e ouvi esta declaração do Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que terá dito, corrige-me, cara, acho que foi no teu noticiário. Estava aqui muito sério, mas a escrever e depois, de repente, ouvi esta declaração que se provar que houve um surto do arraial da Iniciativa Liberal, cá estarei para me defender. Acho que foram estas.
Sim, e para assumir as responsabilidades.
As palavras. Sim. Cá estarei para me defender. Não é cá estarei para me defender. Se for provado que houve um surto do arraial da Iniciativa Liberal, cá estarei para me demitir. Era o mínimo. Como Medina devia ter dito, cá estarei para me demitir também. Mas cá em Portugal, ninguém se demite. E, portanto, esta crise de Marcelo e Costa é uma crise artificial.
E leva este empate.
É tudo o que o país não precisa numa altura destas.
Fica esse oito a oito. O Paulo Ferreira pediu-me aqui para facilitar um minuto, Paulo, e é mesmo um minuto para uma nota que tu ainda queres dar.
Só mesmo um minuto. A história está hoje no Público e podia começar assim: Graça Freitas e Francisco Georges entram num bar. Bom, é de facto surrealista. O país fez há um mês.
Não estão fechados os bares.
Há dois meses.
Estão fechados os bares. Há dois meses fez alguns espetáculos-teste em Guimarães, em Lisboa, Braga, Coimbra, para perceber de facto como é que podia funcionar. E era para tirar conclusões, para trabalhar os dados. As pessoas estavam todas negativas, com teste negativo. Ora bem, quase dois meses depois, perderam-se os dados ou a Cruz Vermelha Portuguesa, que ficou com essa responsabilidade, não consegue trabalhar os dados para chegar a conclusões. A DGS também está metida a barulho. Portanto, temos aqui de facto esta coligação entre a DGS de Graça Freitas e a Cruz Vermelha Portuguesa de Francisco Georges a darem-nos exemplos, de facto, de como é que estas coisas podem funcionar e cá vamos andando.
Fica esta nota. Vamos voltar amanhã com mais notas e mais avaliação da atualidade. Até lá.