Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O debate das rádios aqueceu pela primeira vez quando se falou em desistências de candidaturas à esquerda, em detrimento do apoio a António José Seguro.
O Jorge Pinto, António Filipe, a Catarina Martins, mais provavelmente nas próximas duas semanas e meia, terem que desistir.
Eu não vou desistir. Já me fizeram esta pergunta várias vezes e eu dei sempre a mesma resposta. Acho insultuoso que a pergunta continue.
António Filipe também garante que não vai desistir da corrida a Belém, menos taxativo é Jorge Pinto.
Não vai desistir dessa corrida?
Não me parece sequer que seja tema para este debate.
Quase todos os candidatos afastam a dissolução do Parlamento, em caso de chumbo do Orçamento do Estado, só André Ventura e Cotrim de Figueiredo sublinham que a decisão depende do contexto. O tema dos almoços entre candidatos voltou à tona, com André Ventura a revelar um momento que Seguro garante que não aconteceu.
António José Seguro um dia, comigo, frente a frente, até me disse quais eram as eleições mais fáceis para se ser eleito, se eram as europeias, se eram as legislativas.
Disse exatamente?
Não, desculpa.
E voltou também a troca de argumentos entre Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes sobre transparência.
E o que verdadeiramente está a degradar a nossa democracia, eu insisto neste ponto, é a verdadeiramente a opacidade.
Forneci todos os esclarecimentos que entendia e insisto, em 18 anos não tive um problema com a Ordem dos Advogados, não tive um problema com a Autoridade Tributária, não tive um problema com o Ministério Público.
Sobre justiça, os candidatos rejeitam intervenção direta em casos concretos, mas dizem que é importante o Presidente da República dar um sinal.
Estou mesmo farto que em cada período eleitoral, quando nos aproximamos de uma eleição, nós termos sempre notícias, mais ou menos filtradas pelo Ministério Público, sobre uma qualquer investigação relacionada com um dos intervenientes políticos que vai a votos.
E é bom que se fale destas questões no espaço público, porque ninguém está acima do escrutínio.
Já sobre a lei do lobbying, todos os candidatos mostraram-se a favor de uma nova lei.
Vem até tarde. Eu não percebo por que o Parlamento demorou tantos anos a legislar sobre esta situação.
Ao contrário de António Filipe e também Catarina Martins.
Há uma lei do lobby no Parlamento Europeu e há eurodeputados que foram presos por favorecerem o Qatar e Marrocos.
Neste debate, foi também discutida a integração de militares portugueses numa força multinacional de paz a ser destacada para a Ucrânia, uma possibilidade rejeitada por António Filipe.
Não vejo um interesse nacional que deva ser defendido com o envio de tropas portuguesas para a Ucrânia.
Henrique Gouveia e Melo também não é a favor, salvo se estiverem em causa interesses nacionais fortíssimos.
Qualquer força de manutenção de paz pode ser imediatamente envolvida num conflito e portanto, é preciso ter muito cuidado. Eu não sou a favor dessa participação.
Ainda sobre a Ucrânia, o debate volta a aquecer num frente a frente entre André Ventura e Cotrim de Figueiredo.
Se estamos a pedir aos contribuintes portugueses um esforço de ajudar a Ucrânia, que o dinheiro não ande a pagar coisas que não deve. Ações da própria Justiça.
Isto é assustadoramente perto do discurso de Putin.
Não. Eu acho que isso não tem nada a ver com a Ucrânia.
Só falta chamá-lo de nazista.
João, desculpa. Não tem nada a ver com isso.
Entre várias divergências, uma opinião unânime, oito dos 11 candidatos a Belém rejeitam a possibilidade de vir a ser instituído um mandato único do Presidente da República.