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Estas projecções dizem-nos que o Partido Socialista vence claramente estas eleições legislativas, que o resultado do Partido Socialista é reforçado face ao resultado de 2019 e que os partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda, que romperam com a geringonça, saem penalizados neste ato eleitoral. Estas eleições são eleições antecipadas, fruto de uma crise política provocada concretamente pelos partidos da ex-geringonça, Bloco de Esquerda e PCP, pelo chumbo do Orçamento de Estado para 2022. E hoje os portugueses foram às urnas e, segundo as projecões, deram uma vitória clara ao Partido Socialista, com reforço da sua votação. E isso, obviamente, dá uma confiança e uma legitimidade para o futuro. E é isso que todos esperamos neste momento.

E perante estas estimativas, quem será o parceiro privilegiado para o Partido Socialista poder negociar, na eventualidade de não ter maioria absoluta, porque obviamente que ela não está garantida?

Será difícil o Partido Socialista chegar a acordo com o Bloco de Esquerda e o PCP, quando em outubro não o conseguiu fazer devido às enormes intransigências do PCP e do Bloco de Esquerda para viabilizarem o Orçamento de Estado.

Portanto, já não há outra vez pontes com os partidos da esquerda.

Eu disse que será difícil, não disse que é impossível. Certamente que o próprio PCP e o Bloco de Esquerda vão ter momento de análise, momento interno, em que vão discutir e analisar os resultados eleitorais e pode haver aqui, de facto, mudanças de posição que podem tornar a situação possível. Daí que eu tenha dito difícil e não impossível. Mas como disse o António Costa também, que como candidato a primeiro-ministro e líder do Partido Socialista e atual primeiro-ministro, é também um dos, senão o maior vitorioso da noite. O Partido Socialista face aos resultados, vai dialogar com todos os partidos, exceto com o Chega, obviamente, e em função dos deputados eleitos, que ainda não sabemos. Estamos a falar de percentagens eleitorais, não estamos a falar de deputados eleitos, porque as maiorias constituem-se no Parlamento com os deputados eleitos. Mas estas projecões dizem que o PS dependerá menos ainda de grupos parlamentares do que dependeu nestes seis anos, nesta legislatura de dois anos, como na legislatura entre 2015 e 2019. Temos que esperar pela contagem dos votos no círculo da Europa e fora da Europa, para saber quantos deputados elege o Partido Socialista nesses círculos, somar aqueles que vamos eleger no continente e nas ilhas e ver de que forma é que a geometria política pode ser feita. Neste momento, é um momento de conclusões face aos resultados globais. E os resultados globais dizem-nos que o Partido Socialista e o António Costa são os grandes vitoriosos esta noite e os eleitores que foram chamados às urnas numa crise política e deram uma vitória clara ao Partido Socialista, reforçando a sua votação e penalizando os partidos da ex-geringonça.

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