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Junta-se à nossa missão o Major-General Isidro Morais Pereira. Muito boa tarde, obrigado por estar connosco. De facto, um grande dispositivo de segurança para este tipo de situações. Como bem sabe, importa garantir que tudo está bem neste momento de chegada de Zelensky.

Sem dúvida alguma, tratando-se de um presidente, de um chefe de Estado, exige-se sempre este tipo de regras e normas de segurança que devem ser implementadas, porque é uma figura com a importância que tem. Ainda para mais num chefe de Estado que está em guerra, como nós sabemos, e que ainda há bem pouco tempo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que o próprio presidente Volodymyr Zelensky era um alvo militar legítimo. Portanto, ele considera que, neste momento, o Kremlin considera Zelensky um alvo a abater, como tantos outros alvos militares. Portanto, ocorre, quer da parte da segurança próxima e pessoal do Zelensky, mas sobretudo do país que o recebe, neste caso Portugal, a implementação de normas de segurança extraordinariamente apertadas e restritivas para que nada aconteça ao presidente Zelensky, como é óbvio.

Major-General Isidro Morais Pereira vai estar connosco ao longo desta hora para analisarmos também esta visita e estes pormenores que vamos tendo desta chegada de Zelensky a Portugal. Laura Figueiredo, em Figo Maduro, aeroporto de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa em Montenegro e os restantes representantes do governo das Forças Armadas já se dirigem para perto desse avião e a escada foi colocada na porta traseira do avião.

Sim, uma grande comitiva a dirigir-se então, ao que parece, para a parte traseira do avião, mas estão também aqui umas outras escadas, penso que estão a encaminhar-se para a parte da frente do avião. Mas sim, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, as restantes figuras estão a ir para a parte de trás. Não sei se Volodymyr Zelensky vai sair pela parte de trás. Temos já um funcionário a subir as escadas.

Já temos também uma bandeira da Ucrânia na janela dos pilotos. Já também uma bandeira da Ucrânia pequena. Tal como aconteceu, para quem se recorda, no momento da chegada do Papa Francisco, também foi colocada uma bandeira do Vaticano nessa zona e agora, neste caso, a bandeira da Ucrânia, Laura.

E agora parece que afinal estão a encaminhar-se para a escada da parte da frente, diria, que ainda não foi colocada, ainda não está exatamente encostada ao avião e abriram agora a porta de trás do avião. Vi uma hospedeira, vejo agora a sair a primeira pessoa do avião. Penso que ainda não é Volodymyr Zelensky.

De acordo com o protocolo, deverá sair-se pela porta dianteira do avião. Miguel Cordeiro, entretanto, tive também a oportunidade de confirmar aqui que de facto este avião teve processo de alteração interior. Foi alterado por completo, desde o tecido dos assentos, também as carpetes, tudo que faz parte do interior do avião. Exactamente, foi tornado então um avião presidencial. Consegui também confirmar que têm acesso a satélite, portanto conseguem ter internet e acesso online a bordo do avião em qualquer parte do mundo.

Neste momento a escada, Laura, na porta dianteira, já está instalada.

Está instalada e na parte de trás continua a sair bastante gente. Saíram, entretanto, diria que duas dezenas de pessoas. A porta da frente ainda não abriu, a escada já está instalada e está cá embaixo essa escada. Então da parte da frente já toda a comitiva, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, também penso que o ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel e Nuno Melo. Está uma comitiva bastante grande à esquerda da escada, à espera então que Volodymyr Zelensky saia. Vejo também hospedeiras na parte de trás do avião, na porta de trás, ainda dentro da aeronave e o presidente da República e o primeiro-ministro estão os dois, pelo que consigo ver, de fato escuro e de gravata azul clara, preparam-se então para saudar o presidente da Ucrânia. Penso que então da parte de trás do avião saíram elementos da comitiva de Zelensky, que também estão aqui à espera do presidente da Ucrânia. Estão também trabalhadores do aeroporto nessa zona e continuam então as forças de segurança à volta do avião, uma em cada canto. Portanto, temos quatro aqui a vigiar o avião, para que tudo decorra então com normalidade e para que seja feito este desembarque com segurança. Penso que estão quase a abrir a porta, pelo menos vejo movimentos nesse sentido. Afinal, se calhar, não. O funcionário está a descer as escadas novamente.

Trabalhadores do aeroporto, a ground force, fazem esse trabalho de terra no aeroporto de Lisboa a preparar tudo para a saída de Zelensky, vai depois, daqui a pouco, reunir-se com Montenegro em São Bento, onde já está também um forte aparato de segurança. Já vamos daqui a pouco em reportagem até lá para perceber como está a situação em São Bento. Vai também depois para Belém ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, Volodymyr Zelensky, onde tem também um jantar ao final do dia, uma visita curta de seis horas.

E abriu a porta, Miguel. A porta da frente abriu-se, queria só dizer, que veio uma hospedeira cá fora, voltou a entrar e penso que estará prestes a sair, talvez, Volodymyr Zelensky, não sei se será o único que ainda falta sair e está a sair, está a descer as escadas. Está a chegar cá abaixo, está então a cumprimentar, finalmente, penso que Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro. Nós não estamos assim perto o suficiente para conseguir ver, mas diria que sim, que já fizeram então os cumprimentos, este momento histórico, esta primeira visita de Volodymyr Zelensky

Como habitual, vem vestido de aquele verde seco, um pó verde seco, a ser cumprimentado por Marcelo Rebelo de Sousa e Montenegro, nesse momento em que desceu as escadas do avião presidencial ucraniano. Vamos ter agora algumas honras militares e vamos ter também esse momento do hino. Já cumprimentou também, e daquilo que consigo ver pelas imagens, Paulo Rangel, Ministro dos Negócios Estrangeiros, também Nuno Melo, o Ministro da Defesa. Zelensky já está, nesta altura, em Portugal, agora a ser cumprimentado pelos representantes das Forças Armadas, das diferentes divisões das Forças Armadas, o Almirante Gouveia e Melo, agora também a cumprimentar Volodymyr Zelensky. É o momento da chegada do presidente ucraniano. E a Laura Figueiredo ainda está nessa situação de cumprimentos.

Sim, pelo que sabemos, pelo que nos foi dito pelo gabinete de assessoria de Marcelo Rebelo de Sousa, agora deve então, tanto Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro e Volodymyr Zelensky dirigirem-se até à tal sala VIP aqui ao lado para fazer um compasso de espera, para fazer então os primeiros cumprimentos, para depois voltarem para aqui, para a pista onde vai haver honras militares.

Laura, agora neste momento é Marcelo Rebelo de Sousa e Montenegro que cumprimentam membros da comitiva ucraniana. Volodymyr Zelensky afastou-se um pouco e estão a cumprimentar vários membros da comitiva ucraniana. Agora, Marcelo Rebelo de Sousa, agarrado pelo braço a Volodymyr Zelensky, dirigem-se para a zona onde tu estás.

Exatamente, estão a vir aqui para a direção dos jornalistas, não exatamente para nós. Devem-se dirigir então à tal sala, que é aqui à nossa direita. Caminham pela pista. Importa dizer que está bastante calor aqui, está bastante quente. Vemos então aqui cada vez mais próximo de nós Volodymyr Zelensky, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, Paulo Rangel, Nuno Melo, chefe maior das Forças Armadas, cada vez mais perto dos jornalistas e a dirigirem-se então, ao que tudo indica, para a tal sala. É uma comitiva bastante grande, também a comitiva de Zelensky. Bastantes seguranças privados também, pelo que percebo, atrás e ao lado. Volodymyr Zelensky está então no meio de Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro. Está vestido com um dias de verde seco. As duas figuras do Estado português, Marcelo e Montenegro, estão então de fato azul, estão de camisa branca com uma gravata azul clara, penso que em honra à bandeira da Ucrânia, e dirigem-se então agora para a minha direita, para a tal sala onde vão fazer um compasso de espera. Toda a comitiva está a dirigir-se, penso que não vai toda entrar na sala, mas é para lá que se dirigem. Temos também alguns jornalistas lá a recolherem imagens. Nós, jornalistas que estamos aqui a reportar em direto, estamos um pouco mais longe, daí não podermos ver com tanto detalhe tudo o que se passa, mas vão agora entrar na tal sala, que faz parte da base militar de Figo Maduro. Agora já não conseguimos ver nem Zelensky, nem Marcelo.

Vou tentar ajudar, Laura, com aquilo que são as imagens televisivas que nos vão chegando. De facto, vemos Zelensky entrar para essa sala. Não, também não vamos conseguir acompanhar, porque nem os próprios repórteres de imagem puderam entrar para esse espaço. Aproveito para chamar novamente o major-general Isidoro Morais Pereira. Tudo a correr bem neste momento de chegada. De facto, há um grande controle de segurança. Zelensky aqui a cumprimentar não só figuras do Estado, mas também várias figuras das Forças Armadas portuguesas.

Claro, fundamentalmente, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o general Fonseca. Também presente o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, sendo uma unidade da Força Aérea, normalmente ele estaria presente, protocolarmente, como está. E está também o comandante do AT1, o coronel comandante desta base militar da Força Aérea. E depois vimos um outro militar fardado, que era o adido de Defesa da Ucrânia acreditado em Portugal, quer dizer, o que estava fardado e que se apresentou naturalmente ao comandante-chefe, que é o presidente Volodymyr Zelensky. De resto, vimos todos os elementos da Casa Civil do Presidente da República e vimos também todos os elementos que constituem a comitiva do presidente Zelensky. Para além disso, como não podia deixar de ser, nesta situação, membros do governo, além do nosso primeiro-ministro, dois ministros que têm que ser destacados, neste caso, que é o ministro dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Defesa Nacional, que estão presentes, naturalmente, e que estão diretamente implicados naquilo que vai ser a assinatura deste acordo de segurança ou deste memorando, que em princípio será válido por 10 anos. Portanto, são dos membros mais representativos daquilo que nós pensamos que estará contido nesse mesmo memorando e não deixaram de estar presentes, naturalmente, fazendo parte da comitiva portuguesa. Está tudo a decorrer dentro do normal. Agora estamos a ver a banda.

Era isso que ia perguntar à nossa repórter Laura Figueiredo, já se vê também a banda militar a chegar ao local onde te encontras.

Parece-me ser a banda da Força Aérea.

Está a entrar na pista a banda que vai tocar os hinos, está já aqui a rufar tambores. A banda da Força Aérea portuguesa. Não sei se conseguem ver nas imagens.

Temos o estandarte nacional com a respectiva escolta de honra e depois temos uma unidade que vai prestar naturalmente as honras militares que são devidas a um presidente de um país estrangeiro, naturalmente. Que é normalmente forças constituídas por um batalhão E temos aqui, ao que parece, elementos representativos dos três ramos.

Sim, era isso que era indicado.

Dois pelotões de fuzileiros da Marinha, depois temos uma unidade do Exército e depois havemos de ter uma unidade da Força Aérea. Como eu disse, um chefe de Estado normalmente tem direito a uma força de escalão batalhão. Nós temos aqui do Exército uma unidade de comandos portugueses, dois pelotões. Depois temos, por fim, naturalmente, uma unidade da Força Aérea também, julgo eu, a dois pelotões. E a banda da Força Aérea, neste caso, é aquela que vai enquadrar esta força militar que prestará as honras aos chefes de Estado.

E é o som que nos chegava pela repórter Laura Figueiredo, em Figo Maduro. Laura, está a chegar bem junto de ti também essa banda que vai agora interpretar os hinos de Portugal e da Ucrânia.

E da Ucrânia, exatamente.

Creio que não estamos a conseguir a ligação com a Laura Figueiredo. Já vamos tentar retomar essa ligação a Figo Maduro, mas está ainda a decorrer esta cerimónia, sempre na base de Figo Maduro, estão estes militares todos a passar na pista do aeroporto.

E entretanto, todos estes momentos, só aqui uma pequena intervenção. A visita do presidente Zelensky é uma visita curta. Neste momento, as altas entidades encontram-se na sala VIP, uma sala onde eu também já estive algumas vezes, e estarão a aproveitar estes momentos para conversarem sobre os assuntos que são importantes acordar. Enquanto as forças em parada tomam o seu lugar na unidade, no AT1, e prestarão as honras regulamentares. Portanto, este tempo está a ser aproveitado exatamente, não apenas para beber aquilo que seja, um refresco, ou seja aquilo que for, mas também para aproveitarem para ir falando daquilo que é importante falar.

Está conosco também Ana Miguel dos Santos, deputada do PSD, investigadora em assuntos de segurança e defesa. Muito boa tarde, obrigado por estar conosco nesta emissão especial. Momento importante para Zelensky, mas momento importante também para o governo português e para a posição de Portugal quanto à defesa da Ucrânia.

Antes de mais, muito boa tarde a todos novamente, ao Miguel, ao Isidro Morais Pereira e a todos os ouvintes. Sim, este é um momento muito simbólico e muito importante para Portugal e para podermos expressar de uma forma mais visível, mais pessoal e mais próxima, aquele que tem sido o apoio que Portugal tem dado ao longo destes dois anos, sobretudo, e mais importante aí, ao longo destes últimos dois anos. Eu comecei a ouvir, e também estava a ouvir o senhor jornal, e realmente esta é uma visita importante. Julgo que Zelensky traz aqui dois a três assuntos na agenda e, como se costuma dizer, não vem para brincar, vem mesmo a pedir uma posição mais concreta possível, sobretudo a todos os países europeus. Eu não queria parecer injusta, mas têm existido muitas promessas, muitas manifestações de vontade que se concretizam num prazo que não é compatível com aquele que é o prazo que a Ucrânia necessita para fazer a sua defesa. Aliás, ainda hoje estávamos a ouvir a própria mensagem do governo belga, que anunciou que iria enviar F-16, mas só iria começar no final deste ano e até 2030. Portanto, a forma como isto é lido, sobretudo pelo governo ucraniano neste momento, e sobretudo, se retirarmos este nível político e militar e descermos mesmo para os soldados que estão no campo de guerra, no campo de batalha, isto acaba por ser profundamente desolador, porque a sensação que dá é que a Europa está pronta a apoiar, mas quando dá esta janela de oportunidade para enviar o apoio, parece que isto não tem fim e acaba por ser profundamente até desconcertante e desmotivador. E portanto, espero sinceramente que a Europa consiga, dentro daquilo que é as suas possibilidades, naturalmente, mas consiga enviar ajuda rapidamente e não nesta base de muitas manifestações de vontade, e depois aquilo que chega verdadeiramente não é efetivamente aquilo que é prometido. E isso é efetivamente um ponto a nosso desfavor e que também fragiliza e muito a posição ucraniana, até se quiser entrar num campo de negociação.

Vamos perceber o que vai sair deste acordo com o governo português e desse momento de assinatura, que vai ser daqui a pouco. Eu tento a ligação novamente ao Aeroporto de Lisboa, onde está a Laura Figueiredo, porque aqui ainda não temos condições, voltamos a perder essa ligação, algumas restrições de rede também.

Eu ainda fiz.

Algumas restrições de rede também, importa dizer isso, nestes momentos de visitas oficiais. E vamos ter esse momento dos hinos já nos próximos minutos. Já se estão a posicionar Nuno Melo e Paulo Rangel na pista do aeroporto de trânsito número um em Lisboa. Já estão também perfilados todos os membros das Forças Armadas para esse momento em que vamos escutar o hino tanto da Ucrânia como de Portugal, em figo maduro. Depois há essa reunião com Luís Montenegro em São Bento e ainda também um encontro com Marcelo Rebelo de Sousa a acontecer em Belém. Chamo o major-general Isidor Moraes Pereira. Estamos a ver os ministros de Estado, o ministro da Defesa e o ministro dos Negócios Estrangeiros, na pista e creio que vamos também ter Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa neste local. Laura Figueiredo, não sei se agora nos consegues ouvir. Já está tudo pronto para o momento dos hinos.

Sim, está tudo aqui perfilado, Paulo Rangel, Nuno Melo, chefes da Força Armada, várias outras pessoas. Não vejo o Marcelo, sei que está a falar com as televisões, não o consigo ver, mas está tudo aqui pronto, os vários ramos do exército estão aqui perfilados, está a banda, está também a comitiva da Força Aérea.

Laura, desculpa interromper. Já voltamos a esse local, até porque estávamos a meter aqui algum registo de Marcelo Rebelo de Sousa. Conseguimos escutar esse registo e nesta altura vamos ter a qualquer momento a saída de Zelensky para ouvir o hino. Major-general Isidor Moraes Pereira, estava a perguntar-lhe sobre esta cerimônia. Já estão todos perfilados, este compasso de espera, o que está a acontecer neste momento?

Neste momento temos as entidades que foram convidadas para a recepção do presidente Zelensky e a respectiva comitiva. Neste momento faltam chegar as pessoas mais importantes, que neste caso é o presidente da República portuguesa, o presidente da Ucrânia e o nosso primeiro-ministro, que serão naturalmente os últimos a chegar ao local onde se vão processar as respectivas honras militares, porque é disso que se trata. Ouviremos os hinos, naturalmente o batalhão das forças em parada dos três ramos prestará as honras regulamentares a que os chefes de Estado têm direito. É um momento solene, é um momento marcante e que de facto regista oficialmente o início daquilo que é a estada do presidente ucraniano em Portugal. Estamos a assistir agora à saída, tal como eu referi.

Agora sim, vamos chamar aqui a Laura Figueiredo.

Temos os dois presidentes e o primeiro-ministro.

Já estão a sair, Laura Figueiredo, já consegues ver Marcelo Rebelo de Sousa, Montenegro e também Zelensky.

Consigo ver, estão exatamente à minha frente aqui no tal púlpito que já estava montado desde o início, os três, Luís Montenegro. Estão agora a começar o hino, penso eu, está a começar exatamente o hino da Ucrânia, aqui tocado pela banda da Força Aérea Portuguesa, um pouco à esquerda do sítio onde está Luís Montenegro, Volodymyr Zelensky e Marcelo Rebelo de Sousa, os três no púlpito. Um pouco deslocados da banda que toca neste momento, mas aqui a olhar exatamente nesta direção, está Volodymyr Zelensky com a mão no peito enquanto tocam o hino da Ucrânia. Depois temos Marcelo Rebelo de Sousa no meio e Luís Montenegro na outra ponta, os três neste momento a ouvir o hino da Ucrânia.

Laura, neste momento dá para perceber também Zelensky de mão no peito. Vamos escutar estes acordes finais do hino da Ucrânia.

Vamos.

Hino da Ucrânia tocado em Lisboa, Laura Figueiredo.

E agora, então sim, o hino português a ser tocado também pela Força Aérea Portuguesa. Vamos ouvir. O final da "Portuguesa", o hino de Portugal a ser interpretado pela banda da Força Aérea Portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa, Volodymyr Zelensky e Luís Montenegro continuam no púlpito. Penso que seguem agora honras militares dos outros ramos das Forças Armadas.

Vou explicar aqui com o major-general Isidro Morais Pereira o que está a acontecer neste momento, depois de terem sido interpretados os dois hinos.

Depois de terem executado os dois hinos, é o ponto alto da cerimónia, agora vamos ver, normalmente, poderá haver uma passagem de revista às Forças em parada ou não, tudo depende daquilo que o presidente decidir. Se ele entender passar revista às Forças em paradas, passa, convidará o presidente da Ucrânia a fazê-lo consigo ou não. Neste caso, decidiram não abreviar. Tudo depende também do tempo disponível e das agendas. E neste momento as Forças em parada solicitaram ao presidente da República autorização para dispersar, para destroçar, como nós dizemos em linguagem militar.

Laura Figueiredo, já estão a deixar o local, Luís Montenegro e Zelensky.

Estavam a deixar, voltaram para trás.

Isto significa que a agenda é apertada, porque quando a agenda não é apertada, normalmente passa-se revista às Forças em parada.

Laura Figueiredo, no aeroporto, o que está a acontecer neste momento?

Os três desceram do púlpito, estavam a dirigir-se, penso que para a tal sala, mas foram chamados, voltaram para trás, estão agora a tirar fotografias. Luís Montenegro, Marcelo Rebelo de Sousa, Volodymyr Zelensky, estão a fotografar. Ao lado está também Nuno Melo, Paulo Rangel, o resto da comitiva. Penso que vão tirar umas fotografias para eternizar este momento importante e depois vão continuar com a agenda, que é uma agenda bastante apertada para esta visita, algo curta, esta visita de Zelensky, que vai ter cerca de cinco a seis horas, uma visita relâmpago, vai depois para São Bento, à noite para o Palácio de Belém, onde vai ter um jantar com Marcelo Rebelo de Sousa e depois regressa à Ucrânia. Neste momento está a chegar à pista alguns carros e motas da polícia, também vários carros pretos, uma grande comitiva de carros, penso que para transportar Volodymyr Zelensky, já vamos ver dentro de momentos o que acontece. Estão a chegar primeiro a polícia na frente, atrás vários carros, também carrinhas, dezenas.

Vai ser agora transportado Zelensky para São Bento. Há esse grande dispositivo policial que vai acompanhar essa curta deslocação até São Bento, no centro de Lisboa. Major-general Isidro Morais Pereira, agora estradas, ruas desimpedidas para esta viagem.

As ruas serão desimpedidas, haverá abredoures. Normalmente até são utilizadas mais viaturas do que aquilo que é necessário. É uma medida de segurança, porque quando há uma coluna, ela não pode ser óbvia onde estão as figuras mais importantes, não pode ser, nem deve ser a primeira viatura. Quer dizer, deve haver aqui alguns cuidados de segurança, que não vale a pena estar aqui a explicar, porque seríamos demasiado fastidiosos, mas de qualquer maneira, isto simboliza aquilo que eu referi. Quer dizer, não é uma visita de Estado qualquer, é uma visita de Estado de um presidente de um país que está em guerra e que foi declarado como um objetivo legítimo.

Major-general Isidro Morais Pereira, deixe-me só terminar aqui este ponto de reportagem no aeroporto e perceber também o que se passa já em São Bento, muito rapidamente. A nossa repórter Laura Figueiredo está em Figo Maduro e nesta altura, Laura, explica-nos, Zelensky já entrou num veículo, Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa ainda não, vão seguir logo depois.

Ainda não, apenas Volodymyr Zelensky entrou aqui num carro, num Audi. Estão ainda aqui parados os vários carros, muitos carros mesmo. A polícia também à frente e atrás, no final e no meio também. Está agora a arrancar o carro de Volodymyr Zelensky. Entrou mais um homem neste carro, penso que talvez seja o segurança de Volodymyr Zelensky.

A segurança pessoal.

A segurança pessoal, pois, faz sentido.

Sim, Laura.

Estes estão a seguir, estão a sair.

Nenhum chefe de Estado dispensa a sua segurança pessoal própria, e Volodymyr Zelensky sabemos que nunca dispensa. Tem aqueles em quem confia.

Aliás, senhor general, se me permite...

Ana Miguel dos Santos, sim.

Se me permite, mesmo que quisesse dispensar, não estava autorizado, porque eu já assisti a várias situações em que são os próprios a tentar dispensar e o corpo de segurança pessoal não permite esse afastamento. E já agora, se me permite também dar aqui uma nota para a atenção neste tipo de eventos. Se repararem, a equipa do Zelensky já cá estava. Aliás, o seu chefe de gabinete já cá estava, com uma equipa especial dos serviços não só secretos ucranianos, como o corpo especial de polícia ucraniano, porque a partir deste momento a operação é articulada diretamente entre o corpo especial de segurança da PSP, diretamente para este tipo de unidade especial de polícia e todas as unidades que são chamadas para este tipo de eventos, juntamente com os serviços ucranianos. Portanto, se nós repararmos, há aqui alguns que até pode causar alguma confusão em termos visuais, porque eles acabam por ficar mais imiscuídos. Mas este tipo de operação é uma operação de alerta máximo, sobretudo como o senhor general também disse, e tem sido dito, evidentemente

É um chefe de Estado que está com o alerta máximo.

Laura Figueiredo, Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro também já deixaram o local?

Penso que sim. O carro com Volodymyr Zelensky já seguiu, com muitos outros carros atrás e agora parou aqui novamente a polícia, mais carros atrás.

Luís Montenegro já está a deixar.

Luís Montenegro já está na sua viatura.

Vamos perceber então, Laura, obrigado também pelo contributo e pela reportagem no Aeroporto Figo Maduro. Vamos ter de seguir também para perceber o que se passa em São Bento, onde está a repórter Inês Batista. Está na zona exterior do Palácio de São Bento. Inês, muito aparato policial. Há poucos que escrevi alguns snipers também já posicionados nessa zona.

Bastante aparato policial, Miguel, que vai passando aqui pelos jornalistas que estão na esquina da Rua Imprensa à Estrela. Também não podemos estar nessa rua, não se passa a pé nem de carro. As únicas pessoas que estão na rua do Palácio de São Bento são os agentes da polícia. Já vimos corpos especiais da polícia que passaram por nós dentro de uma carrinha, agentes só de cara tapada, só se viam os olhos. Também já vimos snipers nos telhados do Palácio de São Bento, precaver a segurança do presidente ucraniano e desta visita oficial. A esta hora vemos os agentes da polícia a receberem motas da PSP que vão chegando. Também já chegaram pelo menos três viaturas com agentes. Dou também esta nota, Miguel, aqui dentro do Palácio de São Bento, foi içada a bandeira da Ucrânia assim que Zelensky tocou em solo português, está lado a lado com a bandeira de Portugal e da União Europeia. Foi assim marcada essa aterragem do presidente ucraniano no aeroporto de Figo Maduro. Tudo indica, as informações que os jornalistas aqui conseguiram apurar, é que a agenda do presidente ucraniano esteja cerca de meia hora atrasada. Estava prevista a chegada de Volodymyr Zelensky aqui ao Palácio de São Bento às 15h45. A hora que temos é que chegue às 16h15. O presidente ucraniano vai ter um encontro bilateral com o primeiro-ministro Luís Montenegro, aqui, e vai também acontecer a cerimónia da assinatura desse acordo bilateral de um compromisso de segurança e haverá tempo também para declarações à comunicação social por parte do presidente ucraniano.

Já voltamos a São Bento. Já voltamos também à análise com o major-general Ísido Moraes Pereira e também com Ana Miguel dos Santos, eurodeputada do PSD, investigadora em assuntos de segurança e defesa. Estamos a acompanhar a visita de Zelensky a Portugal. Vamos continuar essa análise dentro de poucos segundos.

Isto não está bem. O seu IRS está mal preenchido. O anexo A e o D e o J, trouxe?

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A rádio é o palco para o último debate antes das eleições europeias de 9 de junho. Rádio Observador, Antena Um, Renascença e TSF recebem os cabeças de lista dos partidos com assento parlamentar e que se candidatam a um lugar em Estrasburgo. A última troca de argumentos é no debate da rádio. Segunda-feira, 3 de junho, às 9h30 da manhã, em simultâneo na rádio e nos canais digitais.

22 minutos para as 16h, de regresso à emissão especial.

Emissão especial conduzida pelo jornalista Miguel Cordeiro.

Zelensky em Lisboa está a fazer neste momento o percurso entre o aeroporto e São Bento, Palácio de São Bento, a residência oficial do primeiro-ministro português. Estamos com o major-general Ísido Moraes Pereira e também com Ana Miguel dos Santos, eurodeputada do PSD, investigadora em assuntos de segurança e defesa. Obrigado aos dois por estarem nesta emissão especial. Ana Miguel dos Santos De facto, Portugal vai assinar agora um acordo, já se sabem alguns detalhes, fica também escrito e assinado aquilo que tem sido o apoio de Portugal nos últimos anos. Há um compromisso agora para os próximos 10 de assistência humanitária e militar, mas é um acordo que ficará longe dos valores que foram indicados por Espanha e Bélgica e que Zelenskyy assinou durante o dia de ontem e o dia de hoje.

Sem dúvida. Aliás, esse era um dos pontos que eu gostaria aqui de destacar. E até para aproveitar este momento também para fazer aqui alguma pedagogia neste sentido. A relação que tanto o governo belga como o governo espanhol têm com o governo, e quando digo governo não estou a especificar se é socialista, não é socialista, é transversal e tem sido transversal. A forma como estes governos e estes Estados se relacionam com a sua indústria de defesa não tem nada a ver, nem tem paralelo com aquilo que acontece em Portugal, porque em Portugal a indústria de defesa ainda não tem o apoio institucional que mereceria para poder ganhar alguma projeção. Porquê? Porque naturalmente todas as aquisições de material militar, efetivamente militar, requerem um grande compromisso e um grande envolvimento por parte dos Estados. E portanto, naturalmente, só para dar o exemplo, o acordo espanhol, grande parte desse acordo, em que supostamente o governo espanhol anunciou um apoio no valor de mil milhões de euros, a maior parte desse equipamento é, no fundo, reinvestido, ou melhor, é adquirido à indústria nacional, o que significa que há aqui um duplo ganho. No fundo, não é só uma oferta sem nenhuma contrapartida. Isto por um lado. Agora, no caso português, claramente vai ficar aquém, aliás, vai ficar aquém também daquilo que já tinha sido anunciado no passado, porque necessariamente a nossa indústria não tem sequer o mesmo impacto, nem o mesmo poder, nem a mesma dimensão que a indústria destes países. E portanto, até era interessante aproveitarmos estes momentos para perceber o que é que vai ter que ser mudado na relação entre o Estado e a própria indústria de defesa, porque enquanto continuarmos a ter tantas suspeitas, tantos problemas em qualquer aquisição militar, não há desenvolvimento possível para a indústria de defesa. Porquê? Porque não é uma indústria de um material dito normal, tem especificidades, tem segredos tecnológicos e outro tipo de negócio, no fundo, e tem uma dimensão também diplomática e geopolítica na definição, até na própria escolha do vendedor, porque há equipamento de guerra que por nós pertencermos à NATO ou por adquirirmos a um determinado país, por exemplo, Estados Unidos, nós não podemos vender assim a qualquer país. Aliás, eu recordo-me, eu fiz parte da equipa que esteve a acompanhar, na altura, a primeira alienação de F-16, à Roménia, já foi há quase 10 anos. E isto é uma alienação, vamos lá ver, é uma alienação de Estado, é o Estado que vende. E portanto, é o Estado português, era um contrato de três Estados, o americano e o romeno, porque quem tinha a licença daquele recurso eram os Estados Unidos. Portanto, isto não é uma indústria dita normal e portanto, eu queria aproveitar também este momento para dizer que realmente temos que começar a repensar a forma como até enviamos esta ajuda, porque, por exemplo, aquilo a que estamos a assistir é que em outros países, com outro tipo de relação com a sua indústria de defesa, o que estão a fazer é aproveitar para ter aqui um duplo ganho. Enviam, sim, o armamento, mas em vez de comprar a país estrangeiro, compram às empresas nacionais e são estas próprias que enviam diretamente. Portanto, acaba por haver também aqui um duplo ganho. Impulsiona a própria indústria nacional e está a ajudar também a Ucrânia e o país. Parece-me que é este aqui o ponto de situação. Agora, daquilo que observo e daquilo que vejo que Zelensky está tenso, está nervoso, não está com o semblante que eu já vi de algumas esperanças, está muito tenso e está num tom já quase de desespero, no sentido também de tentar perceber se isto é para efetivar ou não, porque este périplo que ele está a fazer, nós não podemos esquecer que é um périplo prévio à cimeira da NATO em Washington, em julho. Estamos em período eleitoral nas europeias, e antes da Cimeira de Washington, temos a Cimeira da Paz. E eu queria dar aqui também já agora aproveitar uma nota. Eu não sei se o senhor general já terá falado isto, mas eu gostaria de também deixar aqui Esta nota. Eu julgo que aquilo que está a começar a acontecer e a ser sentido por alguns países, não só da NATO, mas também dentro da União Europeia, é de haver alguma pressão para forçar uma solução de negociação para a paz. E nós já percebemos que o governo e os ucranianos não estão nada contentes com essa pressão que já está a ser feita em algumas mesas de negociação. E isto também casa muito com aquilo que tem sido a intensificação do ataque do Putin. A estratégia dele é sempre atacar, intensificar o ataque, porque ele próprio também não quer propalar esta guerra ad eternum, mas ele quer intensificar para colocar a Ucrânia numa posição mais desfavorável para forçar a negociação com os territórios já alcançados, porque aquilo não é só a questão da conquista do território, pois também é a sua manutenção, e isso aí tem sido mais difícil. Mas aqui o senhor general também poderá falar disso.

Major-general Isidro Morais Pereira, Portugal consegue fazer mais do que já fez a nível de apoio militar à Ucrânia? Tentamos essa ligação ao professor Major-general Isidro Morais Pereira, não sei se continua ligado. Creio que não, mas vamos tentar retomar essa ligação. Mas reforço esta pergunta, faço-lhe a mesma, Ana Miguel dos Santos, Portugal tem condições de facto para dar muito mais à Ucrânia a nível militar?

Não tem. Sinceramente, acho que não. Na minha experiência e daquilo que eu observo, o ponto mais importante será todo o know-how já adquirido com os F-16. Ou seja, a Força Aérea Portuguesa tem uma capacidade autónoma de fazer a manutenção dos seus F-16. Ou seja, ao longo dos anos, o desenvolvimento de uma capacidade que lhes deu um know-how privilegiado, e disponibilizar F-16 acho muito difícil, até porque nós temos a operação no Báltico e nós já estamos presentes no policiamento aéreo nessa zona. Acho, sinceramente, que mesmo no que respeita a outro tipo de recursos, daquilo que já existe, acho difícil. E mesmo em termos financeiros, também acho muito difícil.

Deixe-me apenas ir novamente a São Bento, porque Inês Batista, já entrou a comitiva de Zelensky e do governo português?

Acabou de entrar. Tudo indica que será a comitiva que transporta o presidente Zelensky e o resto da comitiva portuguesa que está a acompanhar a visita do presidente ucraniano. Passaram por nós motas da PSP e pelo menos uma dezena de carros pretos. Alguns creio que sejam carros do governo, mas não conseguimos ver quem seguia dentro dessas viaturas. Tudo indica que será o presidente Zelensky. Antes da chegada de Luís Montenegro a Figo Maduro, também tinha saído uma comitiva semelhante aqui do Palácio de São Bento e agora chegou cerca de uma dezena de carros, Audis, por exemplo, Mercedes pretos, que seguem com vidros fumados na parte de trás, por isso não é possível ver quem está dentro dessas viaturas. Vão continuando a chegar motas da Polícia de Segurança Pública. Chegou também uma carrinha negra, onde creio que seguem forças de segurança, mas neste momento, tudo indica que será essa a chegada do presidente ucraniano. A polícia continua à porta do Palácio de São Bento, a Rua da Imprensa à Estrela continua cortada. Há pouco conseguimos perceber que na rua que dá ao Palácio de São Bento, havia forças de segurança, agentes da polícia espalhados de 20 em 20 metros. Será por esta rua que essa viagem será feita e eles continuam aqui posicionados. Eu diria que tudo indica que esta é a chegada do presidente da Ucrânia, mas não te consigo confirmar se era mesmo Volodymyr Zelensky que seguia dentro das viaturas. Não sei se conseguiremos perceber isso dentro do Palácio de São Bento.

Vamos chamar então o Luís Soares, que está dentro do Palácio de São Bento. Luís, quem saiu desses veículos que entraram há poucos minutos?

Saíram Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros, e também José Pedro Aguiar Branco, o presidente da Assembleia da República. Foram os dois primeiros a chegar aqui dentro do Palácio de São Bento, com essas viaturas que a Inês Batista acabou de descrever. Eles chegaram e saíram dos carros em passo apressado, entraram logo dentro do Palácio de São Bento e mal foram vistos pelos jornalistas. Os carros deram a volta e voltaram a sair, provavelmente para então dar essa passagem para daqui a pouco entrar a comitiva que traz Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia. De resto, aqui também, na parte exterior do Palácio de São Bento, está tudo a postos e tudo na expectativa para essa chegada do presidente ucraniano. Sendo que, nesta altura, já há aqui no Palácio de São Bento três bandeiras hasteadas. Inicialmente estavam apenas a bandeira de Portugal e a bandeira da União Europeia. Entretanto, no exato momento em que Volodymyr Zelensky tocou em território português, foi hasteada também essa bandeira da Ucrânia e estão nesta altura três bandeiras hasteadas junto à entrada do Palácio de São Bento. A expectativa então é essa, de que a qualquer momento possa chegar a restante comitiva, toda a comitiva, nomeadamente também aquela que traz o presidente da Ucrânia. O presidente da Ucrânia, que vai ser brindado também com este barulho, penso que é possível ouvir de fundo uma obra num edifício aqui ao lado do Palácio de São Bento, uma obra que não parou e nem, pelos vistos, nem vai parar.

Temos também um helicóptero a acompanhar.

Temos o helicóptero, temos também vários snipers aqui em várias janelas, mas este barulho de fundo das obras também vai incomodar, certamente, esta fase da chegada de Volodymyr Zelensky, que deve chegar juntamente com Luís Montenegro. Aliás, Luís Montenegro já está aqui. Luís Montenegro está neste momento a descer as escadas. Saiu do Palácio de São Bento. Eu não o via sair. Sim, Inês.

Luís, creio que será a comitiva de Volodymyr Zelensky que estará a chegar mesmo agora. Conseguimos ouvir o helicóptero que está a acompanhar esta comitiva e há vários carros, há também carrinhas que estão a acompanhar esta comitiva que está mesmo agora a entrar no Palácio de São Bento. São mesmo muitas as viaturas. Algumas estão identificadas com D1, outras D2 e D3. São todas viaturas negras, algumas carrinhas, outros carros. Sim, Luís.

Neste momento, Luís Montenegro dirige-se a uma viatura preta para cumprimentar, precisamente, o presidente ucraniano. Volodymyr Zelensky está nesta altura a sair do carro, cumprimenta Luís Montenegro, que recebe o presidente ucraniano no Palácio de São Bento. Os dois dirigem-se então aqui junto à zona onde estão os jornalistas, estão a alguma distância, naturalmente, da porta do Palácio de São Bento. Os dois vão em passo muito calmo, Volodymyr Zelensky e Luís Montenegro, lado a lado, vão então subindo essas escadas em direção à porta do Palácio de São Bento, onde daqui a instantes vão ter essa reunião. Agora, um aperto de mão, lado a lado, Luís Montenegro no topo das escadas, para a fotografia e para as imagens da posteridade, para esse momento em que Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, visita Portugal e depois desse aperto de mão, os dois entram no Palácio de São Bento, onde vão ter essa reunião, que agora, para já, nesta altura, apenas os jornalistas que estão acreditados é que podem entrar para tirar fotografias desse encontro inicial entre Luís Montenegro e Volodymyr Zelensky, nesse encontro bilateral entre o chefe do governo português e o chefe de Estado ucraniano. Nesta altura entram então esses jornalistas para fazer essas imagens no interior do Palácio de São Bento, que para já não vamos nós, os restantes jornalistas, conseguir entrar. Vamos apenas acompanhar depois, mais tarde, essa conferência de imprensa, que vai acontecer depois já de assinado o acordo bilateral do compromisso de segurança. Depois haverá essas declarações à imprensa e é um momento que nós vamos poder acompanhar lá dentro do Palácio de São Bento. Nesta altura, apenas para a imagem, os repórteres de imagem estão já lá dentro para tirar essas imagens, essa fotografia inicial desse encontro bilateral.

Deixa-me ajudar-te, Luís, porque de facto já estão alguns cumprimentos a decorrer entre Marcelo Rebelo de Sousa e Zelensky, já dentro do Palácio de São Bento. Momento para as fotografias à bandeira de Portugal, da União Europeia e também da Ucrânia. Estiveram a tirar essas fotografias junto às bandeiras. Agora chega também a comitiva de Zelensky, que está ao lado da comitiva do primeiro-ministro. Reunião que vai acontecer agora nos próximos minutos em São Bento. Creio que agora sim, já temos novamente o major-general Isidor Moraes Pereira. Vamos, claro, estar em emissão especial ao longo de toda esta tarde para acompanhar esta visita de Zelensky. Estava há pouco a conversar com Ana Miguel dos Santos, quando perdemos o contato com o major-general Isidor Moraes Pereira, e a discutir aquilo que Portugal pode efetivamente, em apoio militar, dar à Ucrânia. É um apoio que não pode ser muito mais do que aquilo que já foi feito. Pergunto-lhe isso, na sua opinião.

Aquilo que Portugal foi fazendo é um pouco representativo daquilo que nós temos. Nós sabemos que Portugal não é um bom exemplo de um investimento sistemático e permanente na defesa nacional. Não somos o único país, mas de qualquer maneira, Portugal desoleiou-se um pouco nesta área. Mas se nós quisermos ainda fornecer mais alguma coisa, ainda podemos fornecer, porque ficamos sem algumas capacidades. Ainda temos os carros de combate Leopard, não quer dizer que a gente vá ceder mais, mas, por exemplo, as viaturas da família M113, que já são antigas, foi uma viatura que foi primeira vez empregue na Guerra da Coreia. No entanto, em muitos países ainda as têm a funcionar, como por exemplo Israel, remotorizaram, modernizaram. E algumas dessas viaturas da família M113 estão neste momento a transportar, são viaturas de transporte de tropas, estão a transportar pessoal, infantes, na Ucrânia. Nós ainda temos muito material desse em Santa Margarida, que ainda poderíamos também eventualmente ceder. Não sei se é por aí que vamos, mas certamente que temos outras áreas onde poderemos ser muito úteis e já estamos a ser, por exemplo, no capítulo da formação, fundamentalmente dos mecânicos e especialistas na aeronave F-16, porque o F-16 é um belíssimo avião, um avião que já tem muitos anos, mas é um avião da quarta geração e é um avião que necessita de cuidados especiais de manutenção. E para se manter esquadras de voo dos F-16 a voar e a cumprirem com as suas missões, é necessário formar técnicos e formá-los de forma eficaz. Portugal tem muito know-how nisso e já está também a fazer um bom trabalho. Mas a formação pode não se esgotar aí. Nós temos o exército português, tem o Campo Militar de Santa Margarida, onde pode perfeitamente colaborar também noutras ações de formação de tropas. Poderá passar também um pouco por aí. O nosso complexo militar industrial não é um complexo semelhante àquele que tem Espanha ou que têm outros países da União Europeia. No entanto, temos algumas áreas também em que somos capazes, por exemplo, na área do equipamento individual dos combatentes. Temos algumas empresas que estão na vanguarda da produção até de têxteis e de coletes à prova de bala e coisas parecidas. E também temos indústrias bastante envolvidas na produção de drones e que podemos fazer aqui uma joint venture com as empresas de referência também da Ucrânia. Vamos aguardar com expectativa o que é que vai, porque alguma coisa vai ter que ser feita. O presidente Zelensky não vem a Portugal para sair daqui de mãos a abanar.

É isso mesmo. Major-general Isidor Moraes Pereira e Ana Miguel dos Santos, senhora deputada do PSD, investigadora em assuntos de segurança e defesa. Muito obrigado a ambos por terem estado connosco ao longo desta última hora