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Seja mais uma vez muito bem-vindo ao "Fio Condutor". Mais uma semana e a internet não para nunca. São milhentas as histórias, mas mesmo assim é sempre preciso fazer alguma seleção. O meu nome é Vicente Figueira e hoje apresento-me como selecionador de histórias, que mudar de cargo nunca fez mal a ninguém. Esta seleção semanal de histórias on-line quer sempre ser uma espécie de menu degustação e por isso divide-se em três momentos. São eles: a minha aldeia, esta semana não saímos de Lisboa e fazemos de um bairro lisboeta uma espécie de aldeia para contar a história de um homem que saltou de um balão para saltar para a história. Logo a seguir, vem a contenda da semana, que esta semana põe frente a frente Vladimir Putin e a evolução tecnológica. E para terminar, e porque está mesmo aí o Natal, um bocadinho de harmonia, vamos ao momento unânime, porque nem tudo na internet é conflito, embora haja muito e bom. Numa semana que está a ser marcada, entre muitas outras coisas, pela entrega do orçamento de Estado para o próximo ano por parte de Mário Centeno e também pelo orçamento de renovação da minha cozinha por parte de Acácio Neves, ficamos com os britânicos The Kings. Esta é a low budget, o que quer significar que se calhar o orçamento para a minha cozinha não foi aprovado. Já o orçamento de Estado ainda tem de passar pela Assembleia da República. Já o Fio Condutor volta daqui a pouco.
Cheap is small and not too steep, but best of all, cheap is cheap. Circumstance has forced my hand to be a cut-price person in a low budget land. Times are hard, but we'll all survive. You just gotta learn to economize. I'm on a low budget. I'm on a low budget. I'm not a cheat, you'll understand. I'm just a cut-price person in a low budget land. Excuse my shoes, they don't quite fit. They're a special offer and they hurt me a bit. Even my trousers are giving me pain. They were reduced in a sale, so I shouldn't complain. They squeeze me so tight, so I can't sit no more. They're a size 28, but I take 34. I'm on a low budget. What did you say? I'm on a low budget. I thought you said that. I'm on a low budget. I'm a cut-price person in a low budget land. I'm shopping at Woolworths and other discount stores. I'm dropping my standards so that I can buy more. Low budget sure keeps me on my toes. I count every penny and I watch where it goes. We're all on our uppers, we're all going skint. I used to suck cigars, but now I suck menthols. I'm on a low budget. What did you say? I'm on a low budget. I thought you said that. I'm on a low budget. I'm a cut-price person in a low budget land. I'm on a low budget. Low budget. Low budget. Art takes time, time is money. Money's scarce and that ain't funny. Millionaires are things of the past. We're in low budget hell where nothing can last. Money is rare, there's none to be found, so don't think that I'm tight if I don't buy a round. I'm on a low budget. What did you say? Yes, I'm on a low budget. I thought you said that. I'm on a low budget. I'm a cut-price person in a low budget land. Low budget. Say it again. Low budget. One more time. Low budget.
E cá estou eu de novo com o Fio Condutor e esta semana fazemos de um bairro lisboeta uma aldeia. O bairro das Laranjeiras, perto do Jardim Zoológico de Lisboa, ganha o estatuto de aldeia porque lá, há 200 anos, caiu de paraquedas. Um bocadinho de história. A minha aldeia, na história desta semana, é personificada pela figura de Estêvão Gaspar Robertson, o homem que deu o primeiro salto de paraquedas em Portugal. Aconteceu no ano de 1819 e como nesta altura, como se sabe, não havia cá estas modernices do skydiving a partir de aviões, o pioneiro Estêvão Gaspar Robertson teve de saltar de um balão de ar quente. O balão subiu aos céus a partir da zona das Amoreiras, em Lisboa, e o salto deu-se já perto do Jardim Zoológico. Calcula-se que quase 50 mil pessoas tenham assistido ao evento, que não foi livre de perigos. Para saltar do balão, Estêvão Gaspar Robertson teve de separar o paraquedas do balão de ar quente, onde se encontrava, com uma navalha. Mas houve chatice. O aeronauta desceu do céu de forma descontrolada, sem conseguir abrir o paraquedas, mas a uns 2 mil metros de altitude, o paraquedas acabou por abrir e Robertson saiu ileso. Esta conquista histórica levou mesmo a Marquesa de Alorna a dedicar um soneto ao corajoso aeronauta. Tudo isto se deu em 1819, ano em que Estêvão Gaspar Robertson aterrou nas Laranjeiras, que na altura muito provavelmente era campo, desconfio que com algumas laranjeiras. Ainda assim, foi aqui que há 200 anos caiu o homem que completou o primeiro salto de paraquedas em Portugal. E se foi num balão que Estevão Robertson ascendeu aos céus de Lisboa para fazer história, ficamos com o incontornável 'Sobe, Sobe, Balão Sobe'. Manuela Bravo no Fio Condutor. Eu volto já daqui a pouco com a contenda da semana.
Quero viver a sonhar, não pensem mal de mim. Quanto mais não vale viver a vida assim. Nas asas de um sonho é bom andar sem norte. Não preciso de vistos, nem uso passaporte. Não tenho limites. Parar não é comigo. Se oiço o meu amor me dizer: "Eu vou contigo". Ter esta certeza, é a luz de um novo dia. Vem, meu balão doido, envolto em fantasia. Sobe, sobe, balão sobe. Vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar. Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar. Sobe, sobe, balão sobe. Vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar. Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar. Sobe, sobe, balão sobe. Vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar. Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar. Sobe, sobe, balão sobe. Vai pedir àquela estrela que me deixe lá viver e sonhar. Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar. Lá, lá, lá. Levo o meu amor comigo, pois eu sei que encontrei o lugar ideal para amar. Sobe, sobe, balão sobe. Balão sobe.
E na contenda desta semana aqui no Fio Condutor, vai mudar a trilha, porque vamos até à Rússia, quem manda é a internet, que esta semana nos deu nota de uma contenda que está a acontecer no Kremlin e que nada tem de política. É, na verdade, um conflito entre Vladimir Putin e a modernidade tecnológica. Reconhece este som? Sim, de certeza. O que é que soa? Provavelmente, é nostalgia. O que é que isso quer dizer? Que é antigo e já ninguém usa Windows XP. Por quê? Porque o sistema operativo tem 18 anos e foi considerado obsoleto em 2014 pela empresa que o criou. Quem é que o usa? Alguém que resiste, e muito, à mudança e, ao que parece, esse é o caso de Vladimir Putin. O presidente russo foi fotografado à frente do seu computador no Kremlin e o olho atento da internet conseguiu perceber, por causa da barra do ambiente de trabalho, que Putin é muito provavelmente o único ser humano que ainda usa o Windows XP. E isto é claramente o caso de uma pessoa em conflito com os avanços tecnológicos. Caro Vladimir, eu admito aqui também que me faço propositadamente passar por infoexcluído, mas há limites. Esta contenda de Putin com a evolução tecnológica é prejudicial caso o presidente se veja envolvido numa contenda informática. Numa altura em que a cibersegurança deve estar na cabeça de todos os líderes mundiais, Putin podia estar mais atento, porque o Windows XP foi considerado obsoleto por não conseguir proteger-se de vírus. Mas há uma parte de mim que percebe Putin, que é a cibersegurança e o segredo de Estado ao pé de uma boa partida de solitário Spider. Assim foi a contenda da semana. Putin está em confronto com a modernidade tecnológica e por isso mesmo ficamos com os The Computers. Esta chama-se "Disco Sucks", o Fio Condutor está de volta já daqui a pouco.
Disco sucks, man. Well, shit a little bit weird. I get the joke. But every sound that you hear is like a pulse. That's measured in Fahrenheit. Here's to the dead. On every Saturday night. There's no such thing as a guarantee. And if you can't sleep, you can count on me. Yeah, disco sucks. You said your boy was a rat. Well, this I'm that, baby. This the map. The brutal truth of today's hot youth. If you were looking for evidence, you'd be the proof. Selling these shirts on your bedroom floor. And guess I couldn't care, I don't need it anymore. There's no such thing as a guarantee. And if you can't sleep, you can count on me.
E chegamos ao momento em que a internet nos conta uma história que envolve, no mínimo, gente boa. E esta semana, o momento unânime chega-nos de Aveiro. Imagine que deixa o que quer que seja perdido algures. É sempre bom quando alguém encontra e devolve, e eu digo isto porque já experimentei perder tanta coisa, não propositadamente, é claro, que já pude sentir as duas sensações. Mas vamos mais longe na imaginação. Imagine que perde €1.000. Imaginemos que num envelope, algures numa casa de fotocópias. Ou ele ficou bem escondido, ou provavelmente não volta a encontrar o dinheiro, mas pode não ser bem assim. Delfina Cunha esqueceu-se de um envelope com dinheiro numa loja de fotocópias em Aveiro. A empregada encontrou-o e não quis gratificação depois de o devolver. Para quem perdeu o dinheiro, o gesto pôs fim ao desespero e restaurou a fé na humanidade. Para quem o encontrou, foi, segundo diz, o que aprendeu em casa, o que não me parece nada mal. Joana Batista, a empregada de uma loja de fotocópias em Aveiro, ao ver um envelope com €1.000 esquecidos numa mesa da loja onde trabalha, guardou-o para o devolver. Delfina Cunha, que aos 61 anos perdeu esta quantia, deixou o envelope esquecido e fica-lhe agora eternamente grata à Joana Batista. E parece-me justo. Honestidade e solidariedade, e isto pode parecer um chavão de Natal, nunca trouxe mal ao mundo. Por isso mesmo, fechamos este último "Fio Condutor" antes do Natal com Billy Joel, com o tema "Honesty". Só poderia ser. O "Fio Condutor" está de regresso para a semana. Até lá, um bom Natal. Deixe-se ficar. E chegou até aqui. Quer dizer que ouviu até o fim. Muito obrigado. O meu nome é Vicente Figueira e este é um podcast da Rádio Observador, uma rádio que pode ouvir online e também em 98.7 Lisboa e 98.4 no Grande Porto.