Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este programa tem o apoio de Renault Eco Plan.

A Renault quer afirmar-se como líder da mobilidade elétrica. Por isso, vamos ajudar a tirar os carros poluentes das ruas com o Eco Abate. Vamos facilitar o carregamento com o Eco Charge e reconhecer quem não polui com a Classe Zero. Este é o Renault Eco Plan. Conheça as iniciativas em Renault.pt.

O Futuro em Direto.

Nos próximos cinco minutos, o Futuro está em direto na Rádio Observador, com o apoio da Renault. O repórter Luís Reinaldo é o nosso enviado especial ao futuro, mais precisamente ao ano de 2050. Boa tarde, Luís. Já te encontras por aí?

Boa tarde, João. Boa tarde também para os nossos ouvintes. Estou por aqui, claro, 30 anos à frente de todos vós, mas sempre por aqui, aconteça o que acontecer.

Muito bem. Prova-se que é um slogan intemporal, este da Rádio Observador. Conta-nos então, que tema do futuro trazes hoje à antena do presente?

Deixa-me que te diga, ao ver-te usar a palavra antena, traz-me nostalgia, João. Neste ano de que vos falo, já não se veem praticamente antenas nas cidades e o tema de hoje tem alguma coisa a ver com isso. É sobre as cidades de 2050 e em que medida é que estas se distinguem das que tu, João, e os nossos ouvintes conhecem.

Calha bem a escolha, Luís, até porque deste lado do espectro temporal, Lisboa está a passar por uma grande transformação, com algumas propostas recentes que têm causado grande polémica com a interdição ao trânsito em grande parte da baixa lisboeta.

Ah, velhos tempos! A transformação, sobretudo quando obriga à mudança de hábitos, nunca se aceita de ânimo leve, isso é certo. Mas deixa-me que te diga que aqui em 2050, a única referência a esses tempos é quando alguém diz, com voz trémula, envelhecida, algo como: "Ainda sou do tempo em que se podia estacionar na baixa."

Olha que eu, se aí chegar, acho que serei uma dessas pessoas.

Mas posso garantir-te que não vais sentir falta de estacionar na baixa. Se em 2020 já existem algumas alternativas, em 2050 elas vão multiplicar-se. Hoje estão muito em voga as subscrições de transportes, por exemplo, João.

O que são as subscrições?

É como se fosse uma assinatura mensal que te deixa escolher o tipo de transporte ideal para cada viagem. Bicicleta, scooter, metro, automóveis e autocarros autónomos, sem condutor ou com condutor e outros tantos. Pensa num pacote de televisão por cabo em 2020. Quanto mais pagas, mais canais tens. Aqui é igual, quanto mais pagas, mais hipóteses de transporte tens.

E os elétricos, vão deixar de existir?

Não, mas em 2050 será algo redundante chamar-lhe elétricos, porque tudo será elétrico. O que tu e os ouvintes devem reter é que estas opções de mobilidade vão tornar as cidades mais próximas das pessoas, mais acessíveis, mais seguras, mais amigas de quem as habita, no fundo.

Queres dizer que vamos passar das cidades inteligentes para as cidades amigas?

Não é bem isso, João. As cidades só são amigas porque são inteligentes e cada vez mais. Aqui em 2050, a tecnologia é posta ao serviço dos cidadãos em praticamente tudo. E quando digo tudo, é tudo mesmo, até nos contentores do lixo.

Luís, mas em que medida é que contentores do lixo podem ser inteligentes?

Posso dar-te alguns exemplos, João. Além de compactarem automaticamente o lixo, aumentando a sua capacidade de armazenamento, são capazes de comunicar à central assim que atingem o limite. Isto, claro, aumenta a eficiência dos serviços de recolha, que escusam de fazer viagens em vão. Já para não falar dos contentores comuns que fazem, eles próprios, a separação do lixo através de sensores, encaminhando-os para os respetivos depósitos através de condutas.

Pelo que depreendo das tuas palavras, então as cidades em 2050 serão bem mais limpas, certo?

Sim, sem dúvida, João. A tecnologia ajuda, mas a consciência ambiental também e as próprias cidades fazem a sua parte. Hoje, a grande maioria dos edifícios tem painéis solares incorporados nas janelas e geradores de energia eólica nos terraços. As águas da chuva são usadas para irrigar campos de cultivo e depois de tratadas, faz-se reaproveitamento para consumo humano.

Já percebi que não são cidades só amigas dos cidadãos, também são amigas do ambiente. E as pessoas continuam a morar nas principais cidades ou os preços continuaram a subir e já ninguém consegue ter uma casa em Lisboa e no Porto?

Bom, João, sem revelar muita coisa sobre o futuro, para não estragar a surpresa, posso dizer-te que o problema da acessibilidade da habitação nas grandes cidades vai tornar-se uma prioridade na década em que tu e os ouvintes acabam de entrar. A legislação vai surgir e o mercado vai reagir. As pessoas vão continuar a procurá-las e elas não vão crescer fisicamente, antes pelo contrário.

Então, como é que se vai resolver essa necessidade de espaço?

Bom, de forma muito resumida, aproveitando melhor o território já existente, tornando as cidades mais densas, mais habitáveis e, consequentemente, João, mais sustentáveis.

Mais densas, mas mais sustentáveis? Não estou a perceber essa relação.

Essa é fácil, João. Quanto mais se expandem as cidades, maiores são as distâncias a percorrer e maior o investimento em novas infraestruturas, estradas, ligações para água, luz, fibra e tudo mais. Tudo isso consome muita energia e recursos. Daí que se tenha optado por concentrar a habitação, serviços e espaços de lazer em áreas mais concentradas, com uma aposta firme na construção em altura.

Como assim? Vamos ter arranha-céus no meio de Lisboa e Porto?

Calma, João, não é caso para tanto. Não somos bárbaros aqui em 2050. Serão edifícios altos, sim, mas em locais devidamente contextualizados, de modo a não estragar a traça histórica das cidades. E serão edifícios inteligentes que produzirão mais energia do que aquela que consomem e que no interior vão funcionar de forma modular, adaptando-se às necessidades de quem neles habita e trabalha, até porque, como imaginas, o vosso conceito de lojas e escritórios está hoje ultrapassado.

Isso é o que se diz há muitos anos, mas a verdade é que continuamos a ser animais sociais, que trabalham melhor em equipa.

Isso é válido para algumas pessoas, nem todas, e essas vão continuar a poder trabalhar em espaços comunitários. Vai existir uma enorme flexibilização de horários e de formas de trabalhar que vão permitir às pessoas usufruir das suas cidades, dos espaços verdes e das zonas pedonais de outra forma.

Percebo. E diz-me outra coisa, por curiosidade. Lisboa e Porto continuarão a ser as maiores cidades do país?

Bom, de vez em quando virá à baila o projeto de uma nova capital, uma grande cidade construída do zero, uma espécie de Brasília à portuguesa, no interior do país, para retirar pressão demográfica do litoral e atrair talento e juventude para o interior. Porque os anos podem passar, mas há certos problemas que não passam e o desequilíbrio demográfico é um deles, João.

Parece-me um ótimo tema para debatermos num próximo Futuro em Direto, porque o nosso tempo hoje está a esgotar-se.

Assim faremos, João. Um abraço aí para 2020.

Cumprimentos para 2050, Luís. Foi o Futuro em Direto com o nosso repórter Luís Reinaldo e o apoio da Renault. Voltamos para a semana com mais histórias contadas daqui a 30 anos.

O Futuro em Direto.

Este programa teve o apoio de Renault Eco Plan.

A Renault quer afirmar-se como líder da mobilidade elétrica. Por isso, vamos ajudar a tirar os carros poluentes das ruas com o Eco Abate. Vamos facilitar o carregamento com o Eco Charge e reconhecer quem não polui com a Classe Zero. Este é o Renault Eco Plan. Conheça as iniciativas em Renault.pt.