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Este programa tem o apoio de Renault ecoplan.
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O futuro em direto.
Já de seguida, o repórter Luís Reinaldo vai entrar no ar a partir de 2050. É mais uma edição da rubrica Futuro em Direto na Rádio Observador, com o apoio da Renault. Boa tarde, Luís. Pronto para nos trazeres novidades frescas do futuro?
Boa tarde, João. Estou prontíssimo para vos trazer novidades frescas de 2050, ou quentes, depende das refeições.
Quer-me parecer que já nos estás a dar pistas para o tema desta semana.
João, perspicaz como sempre. É verdade, estava a abrir-vos o apetite porque vou falar de comida, do que comemos em 2050, de como é que se produzem alimentos atualmente e quais as grandes diferenças para o que se passa em 2020.
Ainda bem que hoje almocei bem, porque isto é tema para me deixar a salivar.
Olha, podemos começar precisamente por aí, João. O que é que almoçaste hoje?
Escolheste o dia certo para perguntar. Hoje fui a um restaurante aqui perto da redação do Observador, que serve um bitoque espetacular.
Um bitoque. Referes-te, portanto, a um bife de carne de vaca com ovo a cavalo frito no molho que mistura alho, louro, gordura e algumas bebidas alcoólicas.
Isso mesmo, mas se me permites, por que essa descrição tão pormenorizada?
Foi para ter a certeza de que estávamos a falar da mesma coisa. Os vossos bitoques em 2020 pouco têm a ver com os nossos aqui em 2050.
Vá, assusta-me. Como é que são os bitoques do futuro?
Bom, para já posso dizer-te que não são de vaca, nem de porco, frango, peru ou de qualquer outro animal real de carne e osso. A carne que usamos em 2050 é, na sua grande maioria, produzida em laboratório a partir da cultura de células destes animais para reproduzir, por exemplo, o corte da vaca que se usa no bitoque.
Ou seja, pelo que me dizes, em 2050, se aí chegar, não vou poder comer um bitoque igual a este que me serviram, mal passado, de carne verdadeira.
Vais, João, mas essa carne terá de vir de produções locais extensivas, não intensivas, inseridas em ecossistemas completamente sustentáveis, respeitadores da biodiversidade, que obedeçam às regras muito apertadas de controle de emissões. E isso faz-se pagar. Quanto é que custou o teu bitoque, João?
Uns €10, mais coisa, menos coisa.
Então olha, posso dizer-te que um bitoque desses em 2050 é coisa para custar cinco vezes mais. O ovo a cavalo, se for de galinha, também encarece. Hoje é bem mais comum encontrar ovos produzidos também eles em laboratório, mas não é coisa que tenha grande procura. Os hábitos alimentares mudaram e em 2050 consomem-se muito menos bitoques e menos carne em geral.
Estou a ver. E peixe?
Bom, os estoques de peixe de mar também diminuíram drasticamente nas últimas décadas, por razões ambientais. A pesca está inclusive proibida durante boa parte do ano, mas continuam a existir projetos interessantes de aquacultura sustentável. E também há quem reproduza, por exemplo, o salmão ou atum em laboratório. O princípio é o mesmo da carne. Cultivam-se as células como se cultivam alfaces.
Bom, pelo menos as alfaces continuam-se a cultivar à antiga.
Na verdade, João, nem por isso. Repara, a população mundial cresceu muito em 30 anos. Hoje somos cerca de 10 bilhões de pessoas. Conseguir alimentar toda esta gente sem, ao mesmo tempo, continuar a esgotar os recursos e emitir gases poluentes, foi, e continua a ser, um desafio enorme, que obrigou a repensar e alterar toda a cadeia de produção que vocês conhecem em 2020. Por isso, e apesar de haver quem continue a plantar alfaces, tomates, como se fazia nesse tempo em que vocês estão, também existem outras soluções mais tecnológicas e eficientes.
Quais são elas? Podes dar-nos alguns exemplos?
O exemplo mais perfeito do que acabei de descrever são as hortas verticais que existem hoje na maioria das cidades. Foram a solução perfeita para vários problemas: reduzir a pegada ecológica de produtos que vinham de longe, combater a falta de terrenos cultiváveis e otimizar as condições em que estes produtos crescem sem recorrer a químicos. Hoje, graças à tecnologia, é possível simular as condições perfeitas para termos um tomate incrível e em dezembro.
Nem tudo são más notícias, então. Pelo menos pizzas com um bom molho de tomate vão existir todo o ano.
Com a diferença de que hoje podemos fazer a nossa pizza, João, instantaneamente, em impressoras 3D. E estou a falar de pizzas saudáveis, sem glúten e com farinha de grilo.
Calma, uma coisa de cada vez. Disseste uma impressora de fazer pizzas com farinha de grilo?
É isso mesmo, João. Sobre que parte é que queres que eu elabore?
Não sei, fala-me de tudo. Impressoras 3D para fazer comida, farinha de grilo. Isto é tudo novidade para mim.
Tem calma, vamos por partes, João. A tecnologia das impressoras 3D evoluiu ao ponto de hoje se poderem confeccionar pratos instantaneamente. Falo literalmente de pratos que são tão comestíveis como o que lá vem dentro. Ou de pizzas com os mais variados ingredientes. E quanto aos grilos, como deves saber, a maioria dos insetos em geral são uma ótima fonte de nutrientes e o seu consumo está disseminado por todo o mundo, até porque existem em abundância.
Vejo que muita coisa mudou, de facto.
Percebo o teu espanto, João, mas hoje, mais do que nunca, as pessoas têm acesso a informação nutricional detalhada sobre tudo o que comem, e isso acaba por pesar nas escolhas. Além disso, tornou-se comum fazer análises ao perfil nutrigenético logo desde cedo para prevenir doenças. Toda a gente sabe que alimentos é que o seu corpo metaboliza melhor e pior, e não sei se estás a ver as batatas fritas que comeste no teu bitoque.
Claro, estavam uma delícia, douradinhas e crocantes.
Pronto, eu não as poderia comer, porque o meu teste nutrigenético acusou um déficit de metabolização de gorduras saturadas.
Vês? Isso é o tipo de informação que eu dispenso saber sobre mim.
Pois, mas em 2050, se quiseres fazer um seguro de saúde ou, por exemplo, comprar uma casa, tens mesmo de passar por estes testes.
Estou a ficar deprimido. Acho que vou terminar esta emissão e comer um chocolate para esquecer as agruras do futuro.
Chocolate? Bons velhos tempos, esses em que ainda havia chocolate.
Não me digas isso, Luís, não brinques com coisas sérias.
Ok, João, apanhaste-me. Estou a brincar. Ainda existe chocolate em 2050.
Bom, terminemos nessa nota positiva então. Abraço e até para a semana, Luís.
Um abraço, João. Até para a semana.
Foi o Futuro em Direto na Rádio Observador, com o apoio da Renault. O repórter Luís Reinaldo volta para a semana com mais histórias a partir de 2050.
O Futuro em Direto.
Este programa teve o apoio de Renault ecoplan.
A Renault quer afirmar-se como líder da mobilidade elétrica. Por isso, vamos ajudar a tirar os carros poluentes das ruas com o Eco Abate. Vamos facilitar o carregamento com o Eco Charge e reconhecer quem não polui com a Classe Zero. Este é o Renault ecoplan. Conheça as iniciativas em Renault.pt.