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Este programa tem o apoio de Renault Eco Plan.

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O Futuro em Direto. Nos próximos cinco minutos, o futuro está em direto na Rádio Observador, com o apoio da Renault. O repórter Luís Reinaldo é o nosso enviado especial ao ano 2050, ano em que está previsto que Portugal atinja a neutralidade carbónica. Boa tarde, Luís. Já estás por aí, repórter do futuro?

Boa tarde, João. Boa tarde também aos nossos ouvintes. Dá-me só um segundo.

E eu que pensava que estavas sempre preparadíssimo para nos trazer as boas novas do futuro.

Estou, companheiro. Acabei de estacionar o carro em casa e pedi-te para aguardares um pouco, porque aqui no futuro ainda não somos super-homens, humanos com sete braços. Eu estou a ligar a bateria do meu carro elétrico, como já sabes, ao posto de carregamento doméstico. Agora sim, vamos a isto.

Luís, agora só consigo pensar em ti com sete braços. Não sei se temos condições para avançar com esta conversa. Postos de carregamento em casa? Bem, estou a ver que no futuro, com a democratização dos carros elétricos, as habitações vão acompanhar essa tendência. Estou errado?

Isso mesmo. E posso dizer-te desde já que daqui a 30 anos as casas estão todas equipadas com essa funcionalidade. Foi uma grande mudança que nos ajudou a alcançar a neutralidade carbónica. A verdade é que as novidades neste tema são tantas, João, que a conversa nesta tarde vai poder durar umas horas.

Nem de propósito. Tenho aqui a indicação que hoje vamos falar precisamente das habitações do futuro. Por aqui estamos todos curiosos. O que é que vês? Como é que são as casas em 2050?

As casas flutuam e não têm janelas. Naturalmente, estou a aproveitar a minha vantagem temporal para brincar com a situação. Agora mais a sério, João. Esteticamente, vão sofrer algumas alterações, mas nada tão exagerado como se vê nos filmes de ficção científica.

Estamos a ouvir-te.

Então é assim, algumas casas antigas vão continuar a existir, mas as que foram construídas nas últimas décadas têm uma série de novas características. Por exemplo, são habitações modulares, ou seja, são construídas através de módulos pré-fabricados facilmente montáveis e desmontáveis, que se adaptam às necessidades familiares. E acima de tudo, aproveitam ao máximo o espaço nas cidades.

E que mais?

Posso dizer que a arquitetura do futuro vai trazer-nos linhas mais futuristas e minimalistas, isso é certo. E que os materiais de construção vão ser mais sustentáveis e naturais, como a madeira e a biocerâmica.

Enquanto falamos, estou aqui a imaginar mundo completamente diferente.

Gostava que visses o que eu vejo, João. É que nos próximos 30 anos as habitações vão começar a ser construídas em áreas que em 2020 pode parecer impensável, como por exemplo, em cima de rios.

E como é que as habitações vão funcionar energeticamente?

Tu tiras-me os pensamentos. Era precisamente sobre eficiência energética que eu ia falar. Como sabem, aí em 2020, o setor residencial é um dos grandes consumidores de energia e uma das fontes mais importantes de emissão de CO₂. Nos próximos anos, as casas vão tornar-se cada vez mais eficientes e sustentáveis. Finalmente.

E que mudanças é que podemos esperar?

O gás natural vai deixar de ser a alternativa principal e vai dar lugar à produção energética feita por centrais solares e eólicas, muito mais eficazes para a descarbonização das habitações.

Imagino que os benefícios dessa transformação sejam imensos, mesmo no interior das casas, certo?

Certíssimo, João. A regulação do consumo de energia associado, por exemplo, ao aquecimento e arrefecimento das casas, à iluminação e às águas sanitárias, é muito diferente. Passou a ser regulado automaticamente com recurso à inteligência artificial, o que, como podem imaginar, em 2020, facilita bastante a gestão eficiente dos nossos recursos.

Deve ser confortável viver em 2050. Aqui em 2020, já ouvimos falar muito dessas casas inteligentes. Sem querer invadir a tua privacidade, podes descrever a tua?

Olha, por exemplo, antes de entrar em casa, fui à minha caixa do correio do futuro, bastante diferente das vossas, e percebi que tinha recebido uma encomenda registada e repara que não precisei de estar presente sequer para assinar papeladas.

Ia dar-me jeito uma dessas.

Cá chegarás, amigo. Assim que entrei em casa, uma luz led de presença acendeu, assim que o meu movimento foi detetado. É importante dizer-vos que em 2050 diminuímos bastante o consumo energético ao adotar equipamentos com maior eficiência energética, como por exemplo, as lâmpadas led.

E que outras vantagens têm as vossas habitações?

Agora, por exemplo, que pendurei o casaco, posso dizer que a temperatura da casa está incrivelmente bem adaptada às minhas preferências. Por exemplo, quando abrir a água da banheira para tomar um banho, não vou ter receio que a água transborde ou que a temperatura não esteja como eu gosto. Os sensores inteligentes fazem esse trabalho por mim. No fundo, são pequenas mudanças, mas que fazem toda a diferença.

E as janelas do futuro, são mesmo à prova de tudo?

As janelas da minha casa são de vidro, mas não é um vidro qualquer. É um vidro inteligente que se adapta às minhas necessidades. Por exemplo, torna-se translúcido para que aprecie a vista ou mais escuro, ou até opaco, quando quero privacidade. Cristais líquidos em todas as casas.

E em termos de segurança, o que é que muda?

Bom, tudo muda. As janelas que te falei fecham sozinhas assim que saio de casa e têm sensores que me avisam se alguém tentar partir o vidro.

No fundo, é uma casa com um grande irmão que tudo vê.

Divertes-me. Sim, é quase como isso. Mas este grande irmão não é como o do George Orwell. Este é nosso amigo.

E que outras mudanças podemos esperar?

Ora, vais notar uma grande alteração no sistema local em que os edifícios estão inseridos, devido à questão da produção própria e dos consumos partilhados.

Como assim?

Por exemplo, daqui a 30 anos, será normal cada habitação ter um espaço para produção de alimentos em telhados, terraços, jardins ou caves. O teletrabalho, já falámos sobre isso aqui, fomentou a economia da partilha.

Isso continua a ser uma tendência no futuro? Aqui, em 2020, muitas pessoas já compartilham habitações, o que ajudou a diminuir a taxa de posse de alguns equipamentos, como por exemplo, máquinas de lavar roupa ou até a cozinha.

Não só continua a ser uma tendência, como se tornou altamente atrativo entre os profissionais mais jovens. Se por um lado, as fronteiras entre casa, trabalho, lazer se fundem, por outro, os espaços em que esses jovens vivem atualmente têm tudo, desde bares, a salas de cinema, a ginásios.

Só espero é que as rendas também fiquem mais baixas.

Isso será uma conversa para outra altura, João. Não sei se ouviste, mas o meu sensor doméstico acabou de me avisar que a temperatura da água já está como gosto. João, falamos daqui a uns dias?

Falamos, sim. Vai lá aproveitar o teu banho do futuro. Hoje à noite, quando me queimar a entrar no duche, vou pensar em ti. Até à próxima, Luís.

O futuro em direto.

Este programa teve o apoio de Renault Eco Plan.

A Renault quer afirmar-se como líder de mobilidade elétrica. Por isso, vamos ajudar a tirar os carros poluentes das ruas com o Eco Rebate. E vamos facilitar o carregamento com o Eco Charge e o Eco eTron. Este é o Renault Eco Plan. Conheça as iniciativas em Renault.pt.