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Gabinete de Guerra na Rádio Observador, espaço em que analisamos os principais focos de tensão geopolítica. Na edição desta noite contamos com a análise de Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa. Boa noite, obrigado por aceitar o nosso convite.

Olá, boa noite, Martim.

Vamos começar por falar de Zelensky, que foi um dos grandes temas de hoje. O presidente ucraniano diz que a guerra vai custar € 155 mil milhões para o ano e pede então € 70 mil milhões à União Europeia para apoiar os esforços da guerra da Ucrânia. A pergunta é muito simples, Bernardo Valente. Começamos aqui com um contexto um pouco mais pequeno, mas é uma pergunta tão direta que tem mesmo que ser assim. A União Europeia deve continuar a apoiar este esforço, tendo em conta que é uma quantia avultada?

A pergunta é muito direta e não sei se consigo dar uma resposta tão direta ou pelo menos tão rápida. Por quê? Porque a União Europeia neste momento tem aqui uma encruzilhada, que também muito se deve à falta do eixo transatlântico, muito se deve à falta da NATO. Por quê? Porque antes tudo que era orçamento para a defesa, ou grande parte desse orçamento para a defesa, vinha da NATO. Perante este recuo dos Estados Unidos no apoio aos seus aliados europeus, agora tem que se ganhar a tal autonomia estratégica no setor da defesa, como já temos vindo a falar ao longo dos últimos meses. Bom, dentro dessa autonomia estratégica, uma das partes fundamentais é a autonomia, é a independência financeira. E é claro que não nos podemos esquecer que apesar de termos autonomia e independência financeira, muitas das cadeias de abastecimento de produtos de defesa, portanto de produtos armamentistas, a maior parte delas também acabam por passar pelos Estados Unidos de uma forma ou de outra, mas é importante ter essa independência financeira. Nós, União Europeia, criamos uma série de programas nesse âmbito ao longo dos últimos anos. Temos iniciativas de defesa relativamente à troca de armamento, à troca de aeronaves entre a França, a Alemanha, países do Leste Europeu, principalmente a Polônia, que tem sido muito visada ao longo dos últimos meses nas suas fronteiras com o outro lado da Cortina de Ferro, com os países que eram anteriormente do célebre Pacto de Varsóvia, agora que falamos da Polônia. E dentro dessas iniciativas, que não deixam de surgir também com algumas tensões, porque há países dentro da Europa que acreditam que a produção deve ser toda feita dentro de portas, toda a produção armamentista deve ser feita na Europa no caminho dessa autonomia estratégica. E há outros países, principalmente países do centro da Europa, que continuam a acreditar que sem o apoio dos Estados Unidos é difícil conseguir defender as fronteiras ucranianas a curto prazo, e também acredito que tenham razão, apesar da falta dos Patriots, como é sabido. No entanto, agora há este novo problema, que é um problema estritamente financeiro, sobre como continuar a financiar o conflito na Ucrânia, neste caso, como continuar a financiar a defesa ucraniana perante a falta dos Estados Unidos, e uma defesa ucraniana que neste momento está a exigir mais do que era planeado, porque o ano passado, quando se aprovou aquele empréstimo dos 90 mil milhões, esse empréstimo supostamente seria para o período 2026 e 2027. Ora bem, chegamos agora ao final de 2026 e Zelensky já pediu para 2027 mais 70 milhões. Isto coloca grande parte dos países europeus, os chamados frugais, com algumas reticências na sua continuação no apoio à Ucrânia. Faz com que também haja uma redução de investimentos noutros setores dentro dos países e dentro dos Estados, e um desses setores, claro que é o Estado social, claro que é o bem-estar socioeconômico, que foi uma das grandes balizas da social-democracia que construiu o projeto europeu, e isso faz com que então cresçam movimentos menos orgânicos, que cresçam movimentos nos extremos e que esses movimentos defendam exatamente o fim do fluxo de financiamento para a Ucrânia. E é isso que temos visto com a AFD. É isso que vamos ver se realmente a Marine Le Pen ganhar as eleições em França para o ano. E depois, para além disso, há outro problema que é a União Europeia tem previsto, ou pelo menos esta presidência da União Europeia por parte da Irlanda, tem previsto um corte na ordem dos 140 mil milhões. Corte esse que vai afetar a agricultura, corte esse que vai afetar a competitividade europeia nos mercados internacionais e corte esse que também vai afetar a defesa. E perante isto, a grande dúvida da Europa é: tem que se criar autonomia estratégica perante os Estados Unidos muito voláteis, mas ao mesmo tempo, tem que se começar a cortar noutros setores para se alimentar a defesa. E o corte nesses setores vai ser muito grande se o conflito entre a Ucrânia e a Rússia continuar pelo menos desta forma, exatamente como está agora, nos próximos cinco, 10 anos. E apesar de todos os programas que fomos criando de financiamento, esse financiamento vem de dentro de portas, esse financiamento tem que ser pago, são muitas vezes em forma de empréstimos que depois têm que ser pagos no futuro. Por isso mesmo que possamos não sentir agora os efeitos do conflito, quando tivermos que pagar essas tranches, e aliás, ontem pagou-se uma nova tranche de mais uns quantos mil milhões, quando tiverem que pagar essas tranches, e aqui assumindo que não vamos conseguir desbloquear os ativos russos por questões legais, quando tivermos que pagar essas tranches, aí sim, vai ser penoso Para o contribuinte europeu e para os diferentes Estados sociais europeus. Sei que a resposta não foi tão rápida como deveria ser, mas neste momento é a encruzilhada em que a Europa ou a União Europeia se encontra.

Sim, também tendo em conta que há vários, como o Bernardo dizia, países que se podem opor em gastar, por exemplo, em tirar de alguns setores, por exemplo, a agricultura, já 17 países europeus se recusaram a fazer isso, e apostar na defesa, porque a Europa também vive uma grande crise habitacional, tem várias crises aqui no meio, e portanto torna-se um pouco difícil virarmos o gasto para a defesa, tendo em conta que há áreas que poderíamos estar a gastar mais e a ajudar mais o povo. Queria também perguntar-lhe sobre essa questão dos Estados Unidos, que temos um Estados Unidos volátil. Nas últimas semanas, temos visto Donald Trump volátil, em alturas chegou a elogiar o presidente Volodymyr Zelensky. Lembramo-nos daquele episódio que teve na Casa Branca com o J.D. Vance, em que insultou o facto de Zelensky não agradecer o suficiente aos Estados Unidos. Pareceu que as coisas tinham melhorado. Entretanto, agora Zelensky já voltou a ser uma espécie de vilão e há quem chame bode expiatório. Zelensky hoje riu-se dessa pergunta de que seria um bode expiatório de Trump, mas o que é facto é que Trump tem demonstrado aqui uma maior complacência, uma maior relação com a Rússia, também com a libertação do petróleo, que em princípio, de acordo com os dados russos, pode exportar cerca de 3,5 milhões de toneladas de diesel por mês para o mercado global. Perguntar-lhe o quão prejudicial é que esta relação entre Estados Unidos e Rússia pode vir a ser na guerra, isto também porque, e dou-lhe uma notícia que saiu exatamente agora, neste preciso momento, de que Vladimir Putin diz e ordena que se continuem os ataques massivos contra infraestruturas ucranianas. Portanto, o Putin não quer parar e nota-se de acordo com esta notícia dada pela agência de notícias russa Vesti, não quer parar. O quão perigosa é que pode ser esta relação entre Estados Unidos e Rússia, em que existe uma espécie de legitimação da Rússia ao exportar este petróleo russo em que os Estados Unidos permitiu que isto acontecesse. O quão prejudicial é que isto pode ser?

É isso, há uma legitimação, pelo menos das causas russas neste conflito por parte de Donald Trump e a postura que estamos habituados de qualquer administração norte-americana não é só zelar pelos valores do sistema internacional, mas é também de hostilização permanente à Rússia e é algo que não estamos a ver neste momento. E isso é principalmente prejudicial, não só para a Ucrânia, mas também para a União Europeia. Então indo por parte e por dimensões. A primeira dimensão relativamente a quão positivo pode ser esta quebra das sanções e quebra até daquilo que há dois meses foi imposto, que era o Lindsey Graham Act, quando morreu o antigo senador, e que seria supostamente para uma diretiva das duas câmaras legislativas dos Estados Unidos, para que então não existisse qualquer tipo de benefício à Rússia ou à China, principalmente do ponto de vista da competitividade industrial, e o que estamos a ver aqui é exatamente o contrário, pelo menos no setor energético, e o quão positivo pode ser para a Rússia. Não sei até que ponto é que será decisivo para a economia russa e para o florescer da economia russa nos próximos meses ou nos próximos anos. Por quê? Porque a Rússia tem tido as suas principais refinarias atacadas. Por isso, muito provavelmente, e aliás, até começou a importar petróleo que já tinha exportado. Começou a importar petróleo que já tinha exportado à China, depois começou a importar petróleo que já tinha exportado à Rússia, e isto indica-nos aqui que a capacidade de refinação dentro da Rússia neste momento não é ideal e por isso não sei até que ponto vão ter a capacidade de escoar uma matéria tão densa ou melhor, em tanta quantidade, que permita fazer a economia russa recuperar num momento de guerra. No entanto, cria aqui mais a instabilidade que criou, por exemplo, no Mar Negro nas últimas semanas, cria aqui um corredor energético entre o Médio Oriente e a Rússia, que é o Azerbaijão, e que é praticamente, neste momento, o único sítio do globo onde podem passar os fluxos energéticos entre a Rússia e o Médio Oriente ou a plataforma euro-asiática, sem qualquer risco de disrupção ou atividade bélica.

Mas Zelensky disse que esta permissão da exportação do petróleo russo não iria resolver o problema da gasolina e do gasóleo, especialmente devido ao Estreito de Hormuz. Concorda com essa afirmação de Zelensky?

Concordo exatamente por isso que estava a dizer. A capacidade de refinação russa neste momento, depois dos ataques ucranianos, não é ideal e por isso não vai resolver. Vamos ter um escoar, sim, podemos ter uma diferença muito residual, uma redução muito residual naquilo que é o preço do combustível, mas não será decisivo perante aquilo que é o bloqueio dos estreitos de Ormuz, e que já estamos mais que habituados, e perante aquilo que é a ação também dos houthis, que é uma ação decisiva para bloquear o estreito de Bab-el-Mandeb, e que acaba por deixar apenas duas soluções do ponto de vista do escoamento energético, que é ou escoam então pela plataforma continental que liga o Azerbaijão à Rússia, e aí também o fluxo nunca será imenso como é no caso do estreito de Ormuz, por isso não é um substituto ideal, ou então conseguem escoar pelo canal do Suez, que também perante as atividades que temos visto ao longo dos últimos meses, tem tido uma série de incidentes nos seus portos e por isso essas vias também têm sido evitadas. Por isso, parece-me que é manifestamente insuficiente, como aliás Zelensky apontou. Agora, há aqui um sinal que pode ser benéfico para os europeus, que é: isto é a prova que Donald Trump, ao aliar-se a Vladimir Putin neste recuo nas sanções e no recuo do Lindsey Graham Act Há a possibilidade de Donald Trump, tal como já surgiu em alguns relatórios da Casa Branca ao longo dos últimos anos, não só na administração Trump, mas também na administração Biden, comece a olhar para a Rússia não como a sua grande potência rival, que essa já sabemos que agora é a China, mas como uma média potência. E olhar para a Rússia como uma média potência coloca a Rússia em pé de igualdade com a União Europeia. Isto quer dizer que perante a volatilidade que temos assistido de Donald Trump, se houver, do ponto de vista mercantil e transacional, uma melhor oportunidade de negócio com os europeus, rapidamente Trump também irá virar as costas a Vladimir Putin, porque Donald Trump não está interessado em que a Rússia ganhe mais território ou que a Ucrânia ganhe mais território. A realidade do terreno é o que menos preocupa Donald Trump. Donald Trump está preocupado primeiro em resolver a crise dos combustíveis, que permitirá ganhar alguma alavancagem para as intercalares que estão à porta e que parece que será uma derrota redonda para o Partido Republicano, até porque já existe oposição interna dentro do Partido Republicano, principalmente no Senado, através de 12 senadores contra Donald Trump, não são senadores MAGA, mas são senadores republicanos. Donald Trump tem essa maior preocupação, que é resolver o problema econômico e portanto, se cair para o lado russo ou cair para o lado europeu, para ele não faz grande diferença. Pode ter aqui uma simpatia perversa por Vladimir Putin, por aquela ideia dos homens fortes no poder, mas a União Europeia, que é o aliado histórico dos Estados Unidos, ainda tem uma palavra a dizer no meio de tudo isto, até porque como dizia, as cadeias de abastecimento que vão depois servir para escoar todo o produto que vai ser financiado por este orçamento que Zelensky acabou de pedir aos europeus, passam também pelos Estados Unidos. E por isso, é verdade que Donald Trump é volátil, mas também é verdade que os europeus não podem excluir completamente, independentemente de terem que desenvolver a sua autonomia estratégica, os Estados Unidos da equação, até porque continuam a ser um aliado fundamental. Acho que é verdade que neste momento estamos num ponto particularmente baixo daquilo que são as relações entre a Ucrânia e os Estados Unidos ou as relações entre Zelensky e Donald Trump, mas também acho que tendo em conta o histórico dos últimos anos, percebemos que quando houve essa situação que o Martin referia do vestuário e que Zelensky foi à Casa Branca e foi humilhado, depois em agosto, portanto passado cerca de seis meses, normalizaram-se as relações e Donald Trump já tinha ali uma espécie de amizade ou proximidade com o Zelensky. Não acho que seja decisivo porque não beneficia deveras a economia russa, vai ser um aumento residual no PIB, talvez, e na balança comercial. Por outro lado, acaba por colocar a Rússia num patamar que não está habituada, que é o patamar das médias potências. Dizer só, Martin, com isto que me calo nesta questão, que Donald Trump está a tentar agradar ao seu eleitorado com esta decisão, e está a tentar principalmente a nível econômico agradar ao seu eleitorado, a verdade é que tem aqui dois problemas. O primeiro problema é que há um eleitorado republicano, e que se revê nestes senadores que se opuseram a Donald Trump, que quer continuar a apoiar a Ucrânia. E há outro eleitorado, e esse não é tanto o eleitorado republicano clássico, mas o eleitorado do America First, e esse eleitorado não vai achar piada nenhuma a esta ideia que pode se tornar estrutural de Vladimir Putin ter alguma espécie de supremacia sociológica quase em relação a Donald Trump.

Mas há aqui questões-

Estes dois fatores podem sair prejudicados.

Há aqui questões também, e apenas perguntando isto porque há várias questões que são colocadas também por mídias norte-americanas, de que existe de fato uma relação de proximidade entre Vladimir Putin e Donald Trump. Temos o caso do oligarca russo que de fato pagou a festa de casamento de Donald Trump Jr. E temos também as várias proximidades que foram comparando. Relembro um tweet de 2013, como já tínhamos relembrado uma vez aqui num programa do "Gabinete de Guerra", que de fato houve um tweet em 2013 em que Trump pediu a Putin para ser o seu melhor amigo ou se podia ser o seu melhor amigo. E agora também vou dar uma notícia que se calhar pode pôr as coisas um pouquinho em perspectiva, porque houve uma restrição da velocidade do Starlink na Ucrânia, da velocidade da internet, e isso dificultou muito algumas diligências militares, os sistemas militares e de comunicação por satélite. Donald Trump disse que não tinha nada a ver com isso e que o Elon Musk não tinha nada a ver com isso, mas o que é fato é que o Telegraph publicou há cerca de 10 minutos uma peça a dizer que Elon Musk pediu a Trump para restringir o acesso da Ucrânia ao Starlink e que Donald Trump aceitou. Caso isso seja verdade, isto é baseado em fontes norte-americanas e ucranianas, se isto for verdade, de que Elon Musk pediu a Trump para restringir o acesso da Ucrânia ao Starlink, essa relação entre Trump e Putin não será cada vez mais estranha, e muito rapidamente.

Tudo isto é estranho porque temos o papel dos oligarcas, não só dos oligarcas russos, mas também de oligarcas como o próprio Elon Musk. Temos esta entrada de atores que nunca foram atores do sistema internacional, mas que agora passaram a ser e que passam a ter uma influência na vida e na morte, passam a ter uma influência na política internacional como um todo. Não sei até que ponto Elon Musk teria algum interesse em restringir o acesso ao Starlink ou ao Starshield, que é o programa-

E posso dar aqui um pouco de contexto. Supostamente, o que Elon Musk disse é que a Ucrânia foi longe demais com os ataques às refinarias russas e, portanto, supostamente Estaria aí uma razão para restringir o acesso.

Certo, se bem que, em última instância, o ataque às refinarias russas beneficiaria o próprio Elon Musk, que tem um negócio de carros elétricos. Por isso, parece-me que tudo isto há de ter um jogo de sombras por trás, mas o motivo não me parece muito óbvio, até porque foi o próprio Elon Musk que mandou restringir o Starlink na Rússia no início deste ano e depois tínhamos os russos a conduzir os drones às cegas. E foi, aliás, até a pedido de Fedorov na altura. Se isto nos diz algo, é que há uma influência enorme, como estava a dizer, dos líderes das chamadas big tech, das grandes empresas de tecnologia, que agora vieram substituir um bocadinho os líderes das grandes empresas petrolíferas e passaram a ser eles os principais atores do sistema económico internacional e com influência direta, principalmente influência direta nesta relação entre Donald Trump e Vladimir Putin. Se esta ligação Elon Musk, Vladimir Putin e Donald Trump parece que tem uma série de outros oligarcas por trás que operam nas sombras e que permitem que exista aqui uma espécie de amizade, e que sabemos isso também através do casamento de Donald Trump Jr., a verdade também é que, como estava a dizer, Elon Musk não ganha nada em a Rússia beneficiar com este conflito, porque a Rússia tem as suas próprias indústrias de carros elétricos, tem as suas grandes indústrias, as chamadas big tech, e vemos que o próprio Yandex, que é uma espécie de ChatGPT da Rússia, o centro de dados da Yandex foi atacado e que, portanto, há aqui uma tentativa também da Ucrânia de fragilizar o ecossistema tecnológico russo. E isso, em última instância, acaba por beneficiar a posição das empresas de Elon Musk no mercado tecnológico. Por isso é que vejo com alguma dificuldade, ou tenho alguma dificuldade em perceber qual é o racional de Elon Musk ao restringir o Starlink na Ucrânia, porque o principal mercado de tudo o que são produtos vindos das empresas de Elon Musk continua a ser o Ocidente. E por isso, se o Ocidente capitular à conta de uma fraqueza do Starlink nas zonas fronteiriças da Ucrânia, é o próprio negócio de Elon Musk que sai prejudicado. Mas bom, provavelmente há aqui promessas feitas por esses oligarcas russos que desconhecemos e que será esse realmente o verdadeiro motivo para esta restrição do nada do Starlink e que prejudica bastante não só todo o aparelho defensivo ucraniano, mas também todo o aparelho defensivo europeu.

A ver o que é que sai desta notícia, deste espécie de governo-sombra que temos aqui por trás desta notícia do Starlink. Chegamos ao final do nosso tempo e agradeço, portanto, ao Bernardo Valente pela análise. Obrigado, Bernardo.

Obrigado, Martim. Boa noite.

O Gabinete de Guerra fica por aqui e está de regresso na segunda-feira.