Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Ideias Feitas. Ideias Feitas com o Alberto Gonçalves. Hoje, Alberto, olá, dás um salto até Espanha a propósito de tumultos na sequência da agressão a um homem de 68 anos.
Olá, Vanessa. Já há algum tempo que nós não estamos juntos.
Não estávamos aqui juntos no ar, é verdade.
Exatamente. Mas infelizmente nem tudo são boas notícias, como o nosso reencontro, mas em Espanha as coisas estão complicadas e numa cidade que eu não conhecia nem de nome, sinceramente, mas chamada Torre Pacheco, uma cidade próxima de Múrcia, essa obviamente é conhecida, uma série de imigrantes magrebinos decidiram espancar brutalmente um senhor de 68 anos, como disseste. E não foi sequer para o roubar, ao que parece, foi para filmar tudo e depois partilhar na internet. E pelos vistos, o ato não é exatamente isolado, é mais uma manifestação, se calhar, de multiculturalismo, por parte da comunidade magrebina. Não sei se especificamente daquela região, mas pelo menos em toda a Espanha tem havido alguns casos comparáveis, similares, idênticos. Desta vez, ao contrário das vezes anteriores, os habitantes locais ficaram, para citar o editorial de hoje do "El Mundo", fartos de estar fartos e decidiram ensinar duas ou três lições aos tais magrebinos. É possível que pelo meio alguns inocentes também paguem. Estas coisas não são totalmente controláveis. Agora, ao contrário do que dizem os noticiários daqui, especialmente os televisivos, em que já ninguém acredita ou que devem transmitir, não sei, para pasmados ou para apreciadores de comédia involuntária, as pessoas que se fartaram não são grupos de extrema-direita, não são gangues radicais, não são necessariamente racistas, xenófobos, fascistas, aquelas coisas todas. São pessoas comuns que não acham graça que outras pessoas comuns sejam alvo de ataques violentos e não provocados por parte de selvagens. É uma designação possível para aquela gente. Não para os magrebinos, mas para aqueles magrebinos em particular, evidentemente. E eu tenho a certeza que essas pessoas que agora dizem basta, que estão fartas de estar fartas, diriam o mesmo e ficariam da mesma fartas se os selvagens fossem noruegueses. A etnia, a religião, a naturalidade das pessoas em causa não influencia a reação, uma reação que no fundo é natural, uma reação de exasperação absoluta. Agora, em termos da cobertura dos mídia, aí está boa parte da diferença, porque se fossem noruegueses, os mídia não teriam problemas em culpar os criminosos, os agressores. Se fossem noruegueses ou se fossem em geral brancos e oriundos de um caldo cultural de matriz cristã, aí não haveria problema em apontar os culpados. Como as selvagens, neste caso, são magrebinos e são muçulmanos, as reportagens televisivas, como por exemplo, foi uma que me chegou através do X, do Twitter, da SIC Notícias, fazem questão de isentar os agressores de qualquer responsabilidade pelos crimes que cometem e centram o problema nos cidadãos que resolveram reagir. Daí a ladainha da xenofobia, da radicalização, que é uma forma, no fundo e à superfície, de tentar fazer com que as vítimas passem por culpados. Sucede que as vítimas, quer dizer, consumadas ou potenciais, não se tornam culpados só porque os mídia e a esquerda espanhola e a portuguesa assim o decretam. No referido editorial que eu citei há pouquinho do "El Mundo", informa-se que uma extraordinária percentagem de espanhóis está tão farta dos abusos cometidos pelos imigrantes que cometem abusos, quanto os habitantes da tal cidadezinha próxima de Múrcia. E vou só aqui citar dois ou três valores. Noventa por cento dos eleitores de Vox defendem a deportação de ilegais e criminosos, o que não será uma grande surpresa, mas no PP esse valor até sobe para 92%. E mesmo no PSOE, uma maioria de 57% é a favor das deportações. Quer dizer, no fundo, só a esquerda dos verdadeiros radicais, que é minoritária no PSOE, pelo menos entre os eleitores, e é majoritária no Sumar, obviamente, só essa se opõe às deportações. E tudo somado, 70% dos espanhóis são, para a esquerda de lá e de cá e para os mídia que cá e lá reproduzem a propaganda da esquerda, extremistas e racistas. E não é difícil imaginar que os números de Espanha possam ser extrapolados para a generalidade da Europa, cujas populações já sentem com suficiente nitidez que foram traídas por governos com consequências que nunca poderão ser positivas. A imigração descontrolada, que tem incluído gente que quer trabalhar, mas também tem incluído puros bandidos, tem incluído sujeitos culturalmente desorientados, que não se deixam assimilar ou não se conseguem assimilar. Isto tem tudo para correr mal e vai correr mal. Esta história das deportações, falar-se em deportações, é uma história que vem tarde e muito provavelmente não vai conseguir resolver grande coisa, porque não vai ser viável. Pelo menos em números significativos. O clima que hoje se sente e se sente cada dia com maior intensidade, é um clima de pré-guerra civil. Isto sente-se lá próximo de Múrcia e começa a se sentir pela Europa mais ou menos toda, pelo menos na Europa do lado de cá do antigo muro. O pormenor de os governos e da respectiva propaganda teimarem em ocultar a realidade com mentiras e, aqui sim, desinformação, é somente um pormenor. A realidade, que vem sempre ao de cima, está outra vez a vir ao de cima. Não há hipótese de ser de outra maneira. Essa realidade já não é ocultável. A realidade, por definição, pode ser mascarada, pode-se tentar varrê-la para debaixo do tapete, mas ela acaba sempre por aparecer, até porque é a realidade. E esta realidade com que a Europa hoje se debate é, de facto, eu ia dizer preocupante, mas preocupante já parece um eufemismo. É qualquer coisa de mais grave, de mais forte do que aquilo que preocupante define.
E defines também este Ideias Feitas de hoje com este título: para os mídia, entre aspas, 70% dos espanhóis são radicais, entre aspas também. Alberto, amanhã novo tema por Espanha, por Portugal, pelo mundo, logo se sabe. Até amanhã.
Com certeza. Até amanhã, Vanessa.
O Ideias Feitas conta com o apoio do Azeite de Lisman.