Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora o Linha da Beira Alta na Rádio Observador Viseu, neste que é o programa em que damos voz a figuras e personalidades do distrito. Eu sou o João Costa e Silva e ao longo da próxima hora os nossos ouvintes são chamados a participar, se assim o quiserem, podem enviar a sua opinião, aquilo que pensam sobre os mais variados temas que vamos abordar aqui nos próximos minutos, através do nosso número do WhatsApp 910024185 e temos também o e-mail viseu@observador.pt. Pode fazer uso também desse e-mail para enviar as suas perguntas, as suas dúvidas, aquilo que pensa sobre o distrito de Viseu. No Linha da Beira Alta de hoje recebo Anabela Oliveira, é vice-presidente da Câmara Municipal de Tabuaço, a quem agradeço o facto de estar aqui hoje conosco. Muito obrigado por ter aceitado o nosso convite.

Muito obrigada eu e desde já agradecer também o convite que foi feito para eu poder explicar um pouco aqui quais são as intenções para o nosso concelho e todo o trabalho que tem sido desenvolvido também neste pequeno concelho de Viseu, que é Tabuaço.

E há muito para falar. Inclusive, vamos começar por falar de um projeto que na altura, na primeira entrevista, quando falámos com o presidente da Câmara Municipal de Tabuaço, era um projeto que estava a dar os seus primeiros passos. Sei que já andou pelas freguesias do concelho a apresentar à população um projeto que visa a sinalização de pessoas ou famílias em situação de vulnerabilidade social. Qual é que tem sido a realidade que tem encontrado nestes dias? E falo claro da equipa multidisciplinar do Radar Social, que já anda pelo concelho a registar alguns dos problemas que existem, certo?

Sim, exatamente. A nossa equipa do Radar Social iniciou o seu trabalho em agosto deste ano e, portanto, ainda é um projeto novinho, mas efetivamente já ultrapassamos aquela primeira fase que estava prevista para este projeto, que foi a atualização de todos os documentos e o mapeamento e identificação de resposta, serviços e recursos. Entretanto, efetuamos aqui também uma reunião para debater as boas práticas e as dificuldades que são encontradas por estas equipas do Radar Social. E este encontro foi a nível dos 19 municípios do Douro e, portanto, tivemos também aqui uma casa cheia e foi um encontro que se revelou muito útil, porque houve aqui o desfazer de determinadas dúvidas e também uma comunicação e uma partilha de boas práticas entre as diversas equipas do Radar Social. Agora a nossa equipa do Radar Social, na semana passada, iniciou as visitas a todas as freguesias, tetos de freguesia e uniões de freguesia, para efetivamente verificar de que forma é que será mais útil e que se poderão alcançar os objetivos que se pretendem com este projeto, que como sabe, se destina a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, exclusão ou discriminação, nas suas múltiplas dimensões. E este contacto pessoal é muito importante, porque permite, por um lado, que as pessoas também encarem a intervenção destes técnicos de uma forma muito mais pacífica, porque existe em sociedades como a nossa, em concelhos como a nossa, que vivemos o grande problema do envelhecimento, é muito necessário haver este contacto, esta primeira apresentação da equipa, com a intervenção aqui também dos senhores padres, que nós tivemos essa preocupação, e dos senhores presidentes de junta e todos os elementos que compõem as respetivas juntas, de forma a haver esta proximidade e também resolver aqui alguns problemas de desconfiança que surgem quando pessoas que não conhecem e que depois se intrometem na vida diária deste género, destas faixas etárias. E, portanto, criar estes laços de confiança foi essencialmente aqui o nosso primeiro objetivo.

E quais foram os principais problemas que encontraram? Fala-me que houve essa preocupação de garantir que houvesse aqui uma base de confiança estável para essas pessoas. Isso foi alcançado? Ou seja, conseguiu perceber que houve realmente esse envolvimento para que houvesse aqui uma rede estável de partilha e para perceber também quais são realmente esses problemas?

Sim, notei muito isso. Foram criados graus de proximidade, de confiança, laços de proximidade, de confiança, porque exatamente a problemática que nós mais identificamos aqui quando fizemos este primeiro mapeamento e identificação das necessidades e das problemáticas, foi o isolamento. E quando falo em isolamento, falo em isolamento familiar, social e não tão geográfico. Efetivamente, vemos pessoas demasiado envelhecidas em freguesias que também não têm grande contacto com a sede do município e que acabam por viver a sua vida de uma forma muito isolada, reservada às quatro paredes da casa, como eu costumo dizer, e que muitas vezes nem sequer têm um vizinho ao lado ou porque já faleceu, ou porque entretanto tem a sua vida profissional fora da freguesia e que vivem ali uma situação de isolamento. E este isolamento de afetos e este isolamento social é o que neste momento nos preocupa mais.

Muito bem, este é um projeto ao qual vamos continuar a dar atenção e esperemos que traga os resultados que se esperam e que venha a combater tudo isto que anunciou aqui durante estes minutos que já estivemos à conversa. Anabela Oliveira, vamos falar agora da questão da saúde. Como sabe, recentemente têm existido muitos constrangimentos com a linha 112. E o que eu lhe queria perguntar numa primeira análise é se tem conhecimento de algum caso no município, algo que tenha falhado nestes últimos dias. Tem conhecimento de alguma situação?

Não, não tivemos conhecimento de qualquer tipo de atraso no apoio prestado pelos nossos. Até porque, e se calhar, isto deve-se muito também ao trabalho de excelência, ao serviço excecional que é desenvolvido pelos nossos bombeiros voluntários locais E que também contam sempre com a colaboração e com o apoio da parte do município para tudo o que é necessário. Portanto, eu acho que se tivesse havido algum problema, dada a proximidade que existe com este município, com esta Câmara e também o fato de sermos um concelho muito pequeno, em que tudo se sabe, muito provavelmente já teríamos tido conhecimento e, portanto, não houve qualquer denúncia ou reclamação feita nesse âmbito.

E neste sentido, falou aqui da questão dos bombeiros, que prontamente se mostraram capazes de ajudar em qualquer que fosse a situação. Aliás, no distrito de Viseu, foram várias as corporações que difundiram a mensagem de que estariam disponíveis para ajudar, caso seja necessário. Mas tendo em conta que no distrito de Viseu, e não só no distrito de Viseu, mas é um problema nacional, existe falta de médicos, falta de profissionais de saúde, esta disponibilidade dos bombeiros acaba por ser um remendo e uma solução a curto prazo para um problema que já devia estar resolvido há mais tempo?

Isso sem dúvida alguma, até porque nós recentemente recebemos as competências a nível da saúde, como é do conhecimento nacional. Mas já antes, não só agora, o município se tem substituído muitas vezes ao Ministério da Saúde, no sentido de assegurar uma rede que sustente determinadas dificuldades aqui no nosso concelho e, portanto, o nosso âmbito de trabalho tem sido no sentido de apoiar, quer a nível de captar médicos de família para o nosso concelho e nesse aspecto, nós já há muito tempo que temos casas, apartamentos, totalmente mobilados e em que suportamos todas as despesas, que vai desde as despesas básicas, como o pagamento da água, da luz. Também auxiliamos no transporte. Nós temos um veículo e um funcionário que diariamente faz serviço exclusivo para a saúde e, portanto, que faz o transporte, vai buscar médicos de especialidade para virem ao nosso centro de saúde, poder fornecer, prestar esse serviço também aos nossos utentes. Isto é um trabalho diário e é uma iniciativa. Eu acho que mais do que o trabalho físico, a obra de cimento, o município de Tabuaço tem feito uma grande obra e tem apostado na obra que não se vê, mas que depois se traduz num nível, numa qualidade de vida muito importante para os nossos utentes, com todos os constrangimentos que nós vivemos, nomeadamente por causa de uma ausência de uma rede de transporte pública que permita aos nossos utentes ir às consultas de especialidade fora do concelho, sendo que também o município oferece o transporte de forma gratuita para todos aqueles que necessitem de uma consulta em Lamego ou em Vila Real, sendo que de outra forma também não se justificava eles serem penalizados pelo fato de continuarem a apostar em viver em municípios do interior, como é o nosso.

E é bom que haja também essa rede de apoio em Tabuaço. Antes de passarmos aqui ao último tema, só lembrar aos nossos ouvintes que pode sempre participar neste "Linha da Beira Alta". Podem enviar a sua mensagem de texto ou de voz através do 910024185. É o número do WhatsApp da Rádio Observador Viseu e também pode fazê-lo por e-mail através do viseu@observador.pt. Anabela Oliveira, vamos falar agora do turismo e de números bem recentes que acabam por orgulhar, penso que sim, o distrito de Viseu, até porque nos primeiros oito meses deste ano de 2024, as dormidas na região de Viseu Dão Lafões aumentaram 14,2% e segundo o INE, houve mais 53 mil dormidas em comparação com o ano de 2023. Queria lhe perguntar, Anabela Oliveira, como é que o município de Tabuaço olha para estes números e também perceber se olham para estes números com uma maior satisfação, no sentido de também quererem apostar cada vez mais no turismo como uma rampa de lançamento e também uma forma de dinamizar cada vez mais a economia local da região.

Claro que sim. Sabe que Tabuaço é o que eu costumo chamar o melhor dos montes. Efetivamente, se em termos administrativos nós pertencemos a Viseu, portanto, um território caracteristicamente beirão, somos também um território que está inserido ali no Alto Douro Vinhateiro, que como sabem, é o património que está classificado pela UNESCO como sendo património da humanidade. E, portanto, a Câmara Municipal de Tabuaço tem vindo a investir numa estratégia também para divulgação do concelho enquanto destino turístico. E esta estratégia, conforme referiu, tem surtido efeitos muito positivos, pois cada vez mais Tabuaço é um concelho de marcas e produtos de qualidade, cada vez mais procurado pelos turistas. E com isto nós temos conseguido fazer aparecer Tabuaço como marca de qualidade, de autenticidade e de excelência. E, portanto, visitar Tabuaço é ter, antes de mais, a oportunidade de estar na Beira e depois visitando as várias freguesias a sul e depois dando um saltinho ao norte, deparar-se com a autenticidade do Douro. Isto é o que nos torna também um concelho diferenciador. E acreditamos que são estes grandes pormenores que despertam cada vez mais a curiosidade sobre o nosso concelho. Pois temos também aquilo que nos torna únicos na região, que vai além da paisagem, dos vinhos e da gastronomia, que efetivamente são de excelência, mas também temos o nosso Região Max, que só há um e está em Tabuaço. É o relógio mais completo do mundo e está instalado na nossa loja interativa Tabuaço e que tem despertado cada vez mais a atenção de mais visitantes, sejam eles nacionais e internacionais.

Ou estrangeiros também.

Exatamente, e internacionais também. Efetivamente, que procuram o nosso concelho, não só já pela parte da gastronomia, dos vinhos e da paisagem característica do Douro, mas sim para ver este espaço, este relógio, que é o nosso Região Max. E, portanto, olhe, digo-lhe que enquanto responsável pelo turismo, acredito que há uma outra característica que nos distingue, que é a do bem receber. O gostar de ver pessoas a visitar as nossas localidades, a estar de portas abertas para quem nos visita. Portanto, qualquer turista ou visitante que venha a Tabuaço, sente-se com certeza em casa e esta é a autenticidade e a espontaneidade com que se recebem quem nos visita. E, portanto, o setor do turismo na região ainda tem muito a oferecer, com a oferta de novas experiências e que está em crescimento em Tabuaço e será com certeza uma experiência única para quem ainda não nos visitou.

Muito bem. E Anabela Oliveira, com certeza que partilha desta opinião, há ainda muito mais para explorar e esperemos que se possa afirmar ainda mais neste panorama e atrair ainda mais visitantes, quer sejam eles nacionais ou também internacionais. Anabela Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal de Tabuaço, muito obrigado por ter estado conosco hoje no "Linha da Beira Alta". Esperemos, no futuro, contar consigo mais vezes por aqui. Muito obrigado e até uma próxima.

Muito obrigada.