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Momentos de Glória da Rádio Observador.
Vamos à comédia hoje?
Vamos.
Vamos lá então. E adivinhem quem é o humorista.
Hermano José.
Não.
Ricardo Araújo Pereira. César Mourão.
Estás muito longe.
Fraquinha.
Fraquinha. Muito longe, Maria João. Vamos lá ouvir.
Pessoal, desculpem o atraso. Sei que são horas, Chico.
Chico.
Chico.
Chicão. Francisco Rodrigues dos Santos, é verdade, num espetáculo de stand up que tem Diogo Batáguas como anfitrião.
Eu sei que vocês julgam todos que têm muita graça, mas eu quero começar por vos dizer que vocês estão desatentos. Vocês não viram o que eu escrevi no grupo do WhatsApp?
Pois foi. Tens razão.
Eu disse que esta piada não ia funcionar. Vocês não receberam o guião? Diogo Batáguas ou Bataglia, nunca sei se és o tipo do BES ou o gajo que jogou no Sporting, fico sempre na dúvida.
Cá está, isto é um formato roast, em que é suposto torrar os colegas que estão ali. Neste caso, colegas humoristas que estão ali. Colegas, no caso de Francisco Rodrigues dos Santos, na versão 2.0, eu acho que é melhor, mais adequado chamar-lhe camaradas.
Deixa-me sentar aqui convosco só para revermos aqui alguma matéria.
És guionista.
Eu só lamento que as pessoas já não tenham chegado e estarmos a fazer isto com tanta gente a ver-nos. Vocês sabem ler, presumo?
Sim.
Muito obrigado. A primeira linha do guião era precisamente dizer-vos que este momento fazia crescer água na burca. Mas se vocês estivessem um pouquinho mais concentrados e pudesse não estar a olhar para o telefone, eu ficaria muito agradecido agora. Vocês iam reparar no seguinte: não era muito melhor vocês dizerem o seguinte: há muito menos burcas em Portugal do que chapadas na cara do Dylan. Não pensaram nisso, não é?
Não.
Mas eu escrevi-vos. Era desnecessário fazerem estas figurees.
É um secret story ou caso de chibata?
Do Dylan.
Acho que sim.
Claro. Mas sabem que isto palavra puxa palavra e rapidamente se chega à política.
Batáguas, aprende um bocadinho, já que gostas das piadas deste género. Podemos dizer assim: há menos burcas em Portugal do que criminosos nas listas do Chega. Uma ideia.
O senhor sabe. Está toda boa. Continua.
Enfim, ou que há menos burcas em Portugal do que deputados do Bloco de Esquerda.
As pessoas gostam.
Gostam. E já agora, esta referência ao Bloco de Esquerda e aos deputados é aquela parte em que não podemos lembrar-nos de quantos deputados elegeu o CDS sob a liderança do próprio Francisco Rodrigues dos Santos. Mas vamos em frente, que há coisas aqui bem piores.
E vocês não estão a ver as pernocas do Batáguas. Infelizmente, têm que estar a olhar para elas agora. Estes calções já não se usam desde que eu andava no secundário. És um homem com 40 anos.
Como se ouve, o sucesso é garantido. O plateia está a render.
Eu já vi isto ao vivo.
Já viste ao vivo?
E as piadas eram outras, sim.
Claro.
Eu peço desculpa, eu sei que a maior parte das coisas não estavam combinadas, mas eu hoje estou inspirado porque, olho aqui para o Sérgio, ele parece Jesus Cristo e eu com somente fé.
É Rui.
Eu sei. Eu sei que sim. Mas obrigado, Vitória, ainda bem que estás atento. Que pena não teres consultado o documento que me enviaste. Bom, e depois de vos dar estas ideias, eu sei que vocês não têm muitos estudos e a ideia hipóte academics talvez seja muito elaborada. O meu tempo é precioso, ao contrário do vosso, que com as noites aí, eu tenho um filho em casa. E gostava só de vos dizer isto: que se fosse para perder tempo e para não ter graça, podiam, por exemplo, pedir à Polícia Judiciária para investigar o José Figueiras por causa do 11 de Setembro. É uma coisa.
Boas ideias.
Está boa, não é? Esta lei, no fundo, não faz sentido nenhum, tanto que o Giocas teve que emigrar para Inglaterra. Isto é que me chateia verdadeiramente como sportinguista.
Por causa da máscara.
Claro.
Por causa da máscara.
Ora bem, cá está e como bom humorista, Francisco Rodrigues dos Santos tem mesmo uma saída preparada.
A hora já vai longa, eu tenho outras coisas para fazer. Podem continuar a gravar. Eu vou aqui terminar uma graça sobre o Pau Tarzan.
Que é irmão do Fanfan.
Sim, sim, o da Portela das padeiras. Obrigado. Salva de palmas!
E pronto, cá está uma salva de palmas bem merecida para Francisco Rodrigues dos Santos, humorista que nós estávamos a perder com aquela ideia dele de se dedicar à política.
Pode não ter corrido bem na política, mas olha que gastou.
Mas está aqui, ele tem o sentido de humor.
Eu pagava bem.
Eu pagava também e muita gente pagou, certamente.