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É isto mesmo. "Momentos de Glória", hoje manchete especial autárquicas. Sou a Rita Camarneiro. Bom dia, Rita.
Madrugaste. Dormiste, querida?
Não, não dormi. Dormi duas horas.
Isso não é dormir. Não és responsável pelo que acontece nos próximos minutos.
Sem dúvida. Eu estou com os olhos do Manuel Piçarro. Muito submersa. Bem, não interessa. Bom dia. Não sei se a cama vos viu esta noite. Foi uma noite longa e nós vamos destacar aqui alguns momentos de glória. Vamos ouvir vencedores e alguns perdedores, embora pareça sempre que toda a gente ganhou nestas coisas. E começamos com quem perdeu. Foste tu, Alexandra Leitão, que ainda antes de chegar à sede de candidatura, fizeram-lhe uma pergunta se estava zangada com João Ferreira por não se ter coligado.
Seja qual for o resultado, vai fazer as pazes, está pronta para fazer as pazes com João Ferreira? Não tenho pazes para fazer, porque não estou zangada. Oi, caiu aqui uma coisa. Não tenho pazes a fazer, porque não estou zangada.
E isto foi antes de saber que tinha perdido.
Caiu. Caíram várias cadeiras.
Mas está aqui uma forma muito pouco subtil, convenhamos, de desviar a atenção. "Caiu aqui qualquer coisa." Palmas e siga para bingo. E agora, um vencedor, um dos primeiros a saber que tinha vencido, António Pina, do PS, eleito por Faro, e assim foi o seu discurso de agradecimento.
Mas quero, acima de tudo, agradecer à minha mulher e à minha família, aos meus pais, aos meus filhos, à minha irmã e ao meu cunhado, e aos meus enteados, ao João e à Joana, e à minha neta Benedita. Sempre comigo, porque esta aventura foi também uma aventura pessoal e obrigado meu amor, minha Sandra.
Agradeceu. Exauza a gente. Agradeceu à família chegada e alargada e pelo meio ainda beijou a sua mulher. Parecia que estava a receber um Globo de Ouro para o par mais romântico da novela "Doce Paixão". Uma das grandes derrotadas da noite foi Susana Garcia, pelo PSD, candidata à Câmara da Amadora, e aqui fica parte do seu discurso de derrota.
Se existiu alguma falha, assumo-as eu todas na íntegra e mais ninguém desta equipa, porque é assim que fazem os comandantes de uma embarcação.
Brava e intensa como sempre.
Os comandantes. Eu por acaso ouvi esta ontem. Impressionou-me.
Cheia das pausas também. Parece que os vídeos a bordo de uma retroescavadora a dizer que erradicava Cova da Moura não lhe valeu a vitória. Saltamos agora para Almada ouvir Inês de Medeiros, que ganhou. Vai para o seu terceiro e último mandato.
Bem, caras, camaradas e camaradas. Já começa mal. Começa logo.
O que vale é que não está a começar.
Estas coisas da nova língua às vezes embaram, camaradas e camarados.
E esqueceu-se que camaradas não tem gênero, senão seria camaradas, camarados e camarades.
Olha, não tens ideia.
E damos mais uma volta e vamos parar à melhor cidade de Portugal, Figueira da Foz, onde Pedro Santana Lopes foi um claro vencedor, com maioria absoluta e como boa figueirense que sou, por isso é que para mim Figueira da Foz é a melhor cidade. Não me espanta que no seu discurso de agradecimento perca os seus primeiros minutos a pedir a senhoras para se sentarem à sua frente.
Nestas alturas, não deixem as cadeiras vazias. Senhoras, senhoras. Sente-se, ó Viscondense. Sente-se, querida. Senta-se. Mais senhoras para se sentar. Ana, não quer? Ana Cristina. Senta-se, senhoras mais novas.
Senhoras mais novas!
Novas, ele acaba com senhoras mais novas. Mas ele insiste.
Há aqui cadeiras ainda. Edite, sente-se, por favor. Ana. Não querem sentar-se? Lá para o fundo não se vê bem. Sente-se, Hortense. Sente-se.
Hortense. Edite, ó sente-se. Senta-se Hortense, é bom.
Senta-se Hortense. Pois é, ele faz bem. E quando finalmente estão reunidas as condições que passam por sentar a Ana, a Edite, a Cristina, a Hortense e as senhoras mais novas, ele começa assim.
Eu estava a pensar, nestas alturas, não apetece dizer nada para além de agradecer, mas temos que dizer. Interrompemos a contagem. Este grupo aqui está tudo a contar lá.
Inserir os dados, claro.
Inserir os dados, mas acho que está encravado não sei onde, mas pronto.
Se em tempos Santana Lopes era conhecido por se deitar a altas horas, hoje em dia à meia-noite parece que lhe passou um trator por cima, como se costuma dizer. O corpo já só pedia caminha. Ainda por cima, houve lá uma coisa que não funcionou. Bem, ele nem sabe o que é. É o sistema que foi abaixo, normalmente é assim. E passamos agora para uma outra vencedora da terra ao lado. Ana Abrunhosa ganhou a Câmara de Coimbra, que era do PSD, e é assim que se dirige aos coimbrães.
Espero muito sinceramente, não é fácil, mas vamos ultrapassar esta meta. E sabe por que vamos ultrapassar? Não é para daqui a quatro anos virmos dizer que cumprimos a promessa. É para daqui a quatro anos os jovens dizerem: "Vale a pena ficar em Lisboa, vale a pena ficar em Coimbra, porque Coimbra trata-nos bem."
É o "ais" mais sincero da campanha autárquica, diria.
Coimbra, Lisboa. São muitos anos em Lisboa.
Sim, resta saber se não terá Lisboa como plano mais tarde. E claro, gostava de acabar com Carlos Moedas e com alguns momentos do seu discurso. Vamos onde começamos, em Lisboa, mas com o vencedor da noite. Então, Carlos Moedas.
Como é que é? Estamos prontos ou não estamos prontos? Nenhum de nós vai esquecer esta noite. Noite incrível. Obrigado, Lisboa! Cá de dentro.
Não fosse a musiquinha: "Como é que é?"
Não, mas depois bateram-lhe as palmas.
Sim, depois sim.
Mas a melhor parte foi quando, na emissão da RTP, a jornalista começa a descrever moedas de chocolate e se esquece que tem o microfone junto à boca.
E agora, neste momento, são atiradas moedas, penso que moedas de chocolate, para o palco. Caem moedas vindas lá atrás, como podemos ver no chão, várias moedas. Diria que mesmo são aquelas moedas de chocolate. Vamos tentar falar. Caras moedas, caras moedas.
Caras moedas.
Caras moedas.
Tenham uma boa segunda-feira. Pois é. Bons sonhos.
Vai dormir.
Já vou. E se me permitirem, tenho só a dar aqui os parabéns ao meu sogro, que é um ouvinte assíduo da Rádio Observador.
Parabéns, sogro.
Faz anos hoje, 62, está a ouvir-nos neste momento na bela terra de Porto de Mós. Parabéns, Fernando Durão, e ontem foi meu marido.
Muitos parabéns.
Parabéns a todos, à família Durão.
Foi um fim de semana em cheio.
Pois foi, para mim também.
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