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Que ótima introdução.

Até fiquei emocionado.

Também não, nem tanto.

Momentos de glória com a Rita Camarneiro. Bom dia, Rita.

Muito bom dia a todos, boa quarta-feira.

Cheia de energia, sempre. Como é que tu fazes isso?

A energia?

Um bocado de mim ainda anda por aí perdido.

Não, olha quem fala, o Gustavo sempre cheio de energia, vocês todos são uma maravilha. Hoje vamos voltar a um sítio onde já fomos felizes: Cascais. Vamos algumas vezes. Cascais.

A Carla Jorge Carvalho só abre os olhos.

Estão a falar da minha terra.

Muito bem. Mas desta vez vamos conhecer o candidato à Câmara Municipal pela Iniciativa Liberal, Manuel Simões de Almeida. Vamos ouvir a sua apresentação à la Bond, James Bond.

Sou o Manuel, Manuel Simões de Almeida. Tenho 53 anos, quatro filhos e vivo em Cascais há 15 anos.

E se não sabem quem ele é, se não estão a ver, pelo menos saibam o que ele não é.

Vamos lá. Não sou comentador, não tenho interesses e, acima de tudo, não tenho nada a perder. Não sou da política, mas tenho experiência de mais de 30 anos a trabalhar em marcas que já ouviu na rádio e na televisão.

Não tem interesses ou não tem o Davis?

Na televisão. Em primeiro lugar, quando uma pessoa diz que não tem nada a perder é porque foi excomungado pela família, começou a ler livros de autoajuda e deixa de vacinar os filhos, não se candidata a uma autarquia. E depois, ele diz que não é da política, mas trabalhou com marcas que estão na rádio e televisão. É o mesmo que dizer que eu não sou da política, mas faço um ensopado de borrego que até te regalas. Mas adiante. Manuel, tem várias propostas, mas eu destaco uma.

E preciso de ti. Trazemos uma nova visão para Cascais, onde qualquer um pode voltar a divertir-se em lugares tão emblemáticos como foram o Coconuts, Bauhaus, Muse, Van Gogh e tantos outros.

Revival. Temos um candidato revival.

The revenge of the 80s.

Coconuts, Bauhaus, Muse e Van Gogh são também, curiosamente, o nome dos seus quatro filhos.

Pausa. A Carla de Cascais. O que é que nos queres contar, Carla, sobre o Coconuts?

Achas que é fundamental para Cascais o regresso do Van Gogh?

Van Gogh. Eu adoro o nome do Van Gogh. Então isto tudo acabou? Lembras-te, Carla, de sair à noite nestes locais?

Em todos não, lembro-me de um ou outro.

Um ou outro.

Se calhar sim, sei todos, mas já não te lembras bem.

Eram só quatro. Um ou outro.

Numa noite.

Exato. Ele partilhou também-

Eu suspeito que neste momento há um país para lá de 50 km.

Não está a perceber nada.

Não está a perceber nada. São bares, não é? São bares em Cascais. Eu também nunca lá fui.

Para esse país, duas palavras: day after.

Day after. É em Viseu, não é?

Ora aí está.

Ele partilhou também nas suas redes sociais algumas mensagens de apoio de colegas seus do partido, como foi o caso de Gonçalo Levy Cordeiro.

Cascais, o pai chegou. Se és de Cascais, vota nos liberais. Nem mais.

Cá está. Cascais, o pai chegou, mas ele agora quer ir para o sofá ver o Estoril. Cascais, o pai chegou, vamos à rua. Desculpem, parece um cão. Também o deputado na Assembleia da República da IL, Mário Amorim Lopes, passou para deixar a sua mensagem de apoio comovente.

Queques que guincham? Não. Mas aqui o Manuel do Guincho vai ser o primeiro vereador liberal de Cascais.

Queques que guincham.

Isso é aquela, tu te lembras disso. Quem é que dizia que era os queques que guincham?

Era alguém da bancada do Chega.

Ok, mas isto nem sequer faz sentido.

Ou era o guincho, era um pouco antigo.

Gostei particularmente do exercício difícil de ligar o guincho ao guinchar.

Não foi muito difícil, foi bem pés juntos. Mas vamos fazer o exercício, eu gostava de vos perguntar: o que acham que faz um Beto guinchar?

Foi António Costa no Parlamento, primeiro-ministro, que se referiu dessa forma à bancada da IL.

Eu quero que vocês digam o que faz um Beto guinchar.

Esse é o contexto.

Obrigada, Paulo. Eu vou vos dar uma lista de coisas que fazem o Beto guinchar.

Desculpa aí ter interrompido a tua-

Não, não faz mal.

É preciso alguém sóbrio aqui dentro.

Coisas que fazem um Beto guinchar: tratar o filho por tu, Vasconcelos só com L e ter a pessoa que ajuda lá em casa constipada, a Lurdes, queridíssima, é como se fosse da família, come no telhado, foi lá que se constipou. Mas vamos acabar.

Consegues dizer isso com o tom que é?

A pessoa que ajuda lá em casa está constipada, a Lurdes, queridíssima, é como se fosse da família. Ela não come connosco, come no telhado, obviamente. E está constipada por causa disso. Não sei. Vamos agora acabar com o hino, mas que não existe, porque sinto que Manuel tem a cadência, conversa e atitude de alguém que merecia um hino. E à semelhança do que fiz com Isaltino Morais, fiquem com Manuel Simões de Almeida em trap. Foi feito por mim, espero que gostem.

Adorei, Rita.

Cascais, nem mais. Todos nós conhecemos alguém que teve que sair de Cascais, todos nós sabemos o tempo que perdemos no trânsito ou em transportes públicos que não funcionam, ou aqueles em que empancam permanentemente no trânsito. Qualquer percurso era rápido e não havia trânsito. Aqueles em que empancam permanentemente no trânsito. O problema é a forma como esse dinheiro tem sido usado em festas, projetos de fachada e zero prestação de contas. Cheguei para dar a cara. Cheguei para transformar Cascais. Cascais, o pai chegou.

Isto é Beto rap.

E já agora, é o Beto rap.

Rita, ensina-me a fazer estas coisas.

Frankie Bet.

É só sacar uma música com copyright free, profit free, for profit.

Tu explicas.

Que não tenha copyright e depois fazer umas misturas.

Já é muito complicado, já me perdeste.

Aproveito para dizer que podem mandar as vossas sugestões para ouvinte@observador.pt e também, já agora, deixo aqui o meu e-mail, porque às vezes podem querer endereçar esse diretamente para mim: rcamarneiro@observador.pt. Fiquem à vontade, eu respondo na hora, se não estiver a mudar a fralda, respondo na hora.

És a nossa Beta preferida.

Não sou. Não sou, é impossível.

És. Adeus.

João Miguel Santos, eu não sou. Já se nasce Beta, eu não sou.