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Estes são os momentos de glória da Rádio Observador. Nesta altura, fala-se muito do Pai Natal. Mas quando se trata dos docinhos de Natal, quem é que vos vem imediatamente à cabeça?

A mãe.

Claro.

A mãe.

A Mãe Natal?

A mãe.

Não, a mãe.

A mãe? A minha faz uns sonhos de abóbora que é de comer e chorar por mais. E vocês quando pensam no Natal, o que é que vos lembra? Doces de Natal?

Rabanadas.

Rabanadas.

Arroz doce.

Rabanadas, doces de abóbora, fritas douradas.

O meu desejo para 2025-

Arroz de polvo.

Também. O meu desejo é que a minha mãe, um dia, diga isto sobre mim:

O Luís cozinha e cozinha muito e cozinha muito bem. Eu sou a primeira a reconhecer que ele cozinha melhor do que eu.

Mas vá, que não me trate por Luís.

Pronto.

Sabem quem é? Dona Virgínia, a mãe do Luís Montenegro. Cozinhar melhor que a minha mãe era bom. O que eu sei é que as mulheres fazem toda a diferença na vida de um homem, que o diga o Paulo Futre, ou melhor, que lo diga Paulo Futre.

Quando conheci la madre de mis hijos, a Isabel, desde aí empecé a ser profissional 100%.

Ou seja, a tua ex-mulher te ajudou a centrar-te.

Seguro. Já não hacía las festas que hacía, já não salía las vezes que salía. E se salía, era com ela.

Tem legenda. E as festas que fazia e se saía, saía com ela.

E ajudou a centrar, para o avançado depois marcar de cabeça.

A concentrar-se na profissão, diz que ficou melhor do que nunca. Mas até mesmo quando se trata de votar, as mães podem ter influência na escolha do candidato.

Não vou mesmo apoiar o candidato Vieira, nem pensar. Aliás, a minha mãe disse-me logo: "O quê? Mexer nos canos para meter lá o vinho? Não, nem pensar. Isso dá trabalho. Tem que se escavacar tudo e não sei o quê, nem pensar". E depois também viver bem. Salários altos e carros bons e não sei o quê. A malta não está habituada a isso. Mas nem sei se nos habituávamos. Não, esquece. Não apoio.

A atriz Sílvia Rizzo.

Quem é?

Muito bom!

O Manuel João Vieira.

Muito bom.

Já ao candidato Marques Mendes, se calhar ficou a faltar precisamente o ralhete da mãe, não sei, um ralhete para que isto não acontecesse.

Quando nos anos 80 e 90 me iniciei na vida política e fui para o governo, eu era uma pessoa um pouco indisciplinada, de facto, que normalmente chegava atrasado a tudo, às reuniões, a visitas.

Tinha muito que fazer também.

Sim, tinha muito que fazer, mas devo dizer que não me orgulho disso. Não me orgulho. É daquelas coisas que para mim era um defeito.

É um ato de contrição.

Mas ele diz que está corrigido, que hoje já só chega cinco minutos atrasado.

Mas diz que é o habitual também.

É verdade, mais precisamente é daqueles que na política há várias pessoas que têm aquela característica, pelo menos toda a gente pensa que eles chegam muito atrasados sempre a tudo. Está bem melhor.

Sim, ele diz que sim. Isto foi no programa da Júlia. Em jeito de despedida de 2025, porque eu só volto para o ano, portanto só volto dia 5 de janeiro. Em junho, no dia em que a rádio fez seis anos, eu e a Carla, Bruno e Paulo, vocês tinham saído, mas nós, como sempre, seguramos o barco e como sempre também decidimos trazer mais seriedade à emissão.

Por isso é recomendado que se beba água, que se evite bebidas alcoólicas e que se opte por ambientes frescos ou climatizados.

Os trabalhadores das autarquias. Ó Carla.

No dia das gafes, escolhemos as gafes.

Isto demorou.

Vamos continuar.

Agora vai ser editado. Isto nunca nos aconteceu. Foi a Helena Matos a dizer a linhar.

Se quiseres eu leio, não há problema nenhum.

Era o teu sonho, não era?

Vamos lá. Os trabalhadores das autarquias saem hoje à rua para exigir melhores salários. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores.

Nota-se que eu vou encher.

Saem lá à rua para exigir melhores salários.

Exige uma resposta do governo, a presidente?

Sim, exige, porque há reivindicações como o aumento de salários ou o pagamento de um subsídio.

Isto demorou imenso tempo, mas isto é para ver. Paulo, estavas a falar sobre o Jorge Jesus, como vês a capa?

O clima televividi.

Fui seguríssima. O João é que não percebeu.

Só que a Carla fica sempre em lágrimas e eu é que me desmancho a rir, é o costume.

É os ambientes clima televividi.

Bem, que tenhamos sempre razões para rir e para fazer sorrir. Feliz Natal com a Rádio Observador.