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Momentos de glória.
Ora bem, vamos até à Guarda, onde na Assembleia Municipal há um problema recorrente com a pausa para almoço.
Senhores deputados, são 13h37. Marco a mesa não 15h em ponto, mas é em ponto.
Entretanto, já estavam todos em pé a levantar .
Já não ouviram o "em ponto".
Alguns, neste momento, já estavam sentados no restaurante.
A curar o canapé.
Claro. Portanto, são 13h37, diz o presidente da Assembleia Municipal. Os deputados municipais teriam então 1h40 para almoço. Duas horas depois.
Senhores deputados, muito boa tarde. Estão presentes 66 senhores deputados, temos quórum. Permitam-me apenas um pequeno aparte para não ficar em ata. Com a idade que tenho, tenho 1.331.520 meia horas. Por meia hora eu estou aqui sentado, porque só me deram uma hora para fugir para a Holanda, e eu precisava de uma hora. Onde é que eu quero chegar? Devemos questionar-nos todos se não perdemos, durante esta manhã, duas horas da nossa vida inutilmente. É a pergunta que eu deixo no ar. Deixo esta pergunta no ar, mas muito seriamente.
Portanto, esta é uma luta habitual de José Relva, o presidente da Assembleia Municipal da Guarda, que acabámos de ouvir. Vamos ouvir outra reunião.
Senhores deputados.
Em relação às reuniões de câmara, eu gostaria de perguntar novamente: Sr. Presidente, tem medo de quê? Tem medo de ser visto a governar? Então, se calhar, vamos também não transmitir as assembleias municipais. Vamos fazer tudo no recato, que é como o senhor presidente gosta.
Ó senhora deputada, eu creio que o senhor presidente já respondeu. Isto é dizer assim, é o arcanjo Gabriel e agora o arcanjo Rafael.
Muito bem.
Houve nesta reunião também um problema com a pausa para almoço e vamos ver como é que foi a recepção depois da chegada dos deputados.
Senhores deputados, para a próxima vez marco para às 19h. Acho que é preferível. Pode ser que estejam cá. Como também veem o jogo de futebol à meia-noite, também podem . Não há contrato.
Mas o pior para o presidente do município, já neste caso é outro, discute-se numa reunião o desenvolvimento da Guarda e Sérgio Costa aponta o dedo a quem anda a gozar com isto tudo.
Queria agradecer as palavras do senhor deputado Ricardo Neves de Sousa, que todos, sem exceção, nos devemos esforçar sobre esta matéria e não gozar com o processo. Vão-nos chegando relatos que há pessoas na opinião pública, aqui ou ali, a gozarem com isto. Isto é literalmente gozar com quem trabalha. É gozar com a Guarda. E quem goza com o desenvolvimento da Guarda, aqui só há uma coisa: é convidá-los a sair da Guarda. Podem ir embora, porque esses não fazem cá falta. Quem goza com o nosso desenvolvimento pode ir embora, porque certamente virão outros, que basta estarem inócuos e não fazerem nada, que pelo menos já não estão a gozar com a Guarda. Por isso, enalteço as suas palavras, senhor deputado, para todos juntos provarmos que somos mesmo mais fortes e que ninguém nos grandes centros do poder, nos bastidores, ande a prejudicar o trabalho que todos nós podemos aqui fazer.
Sérgio Costa, aliás, ferve em pouca água, quer quando reage a perguntas de jornalistas, quer durante algumas reuniões camarárias.
A senhora está a provocar o presidente da câmara.
Ser funcionária está em dúvida. Não estou, estou é a perguntar se a senhora é funcionária e está com a sede geral.
Faça o seu trabalho que eu faço o meu. Querem-me deixar trabalhar? Não me interrompa, faz favor. Não me interrompa, faz favor! Eu não sou Deus, pelo amor de Deus. Não me interrompa, faz favor. Não me interrompa! Não me interrompa!
Até tremido.
Tem boa projeção de voz. Boa projeção de voz. Muito bem. Mudando de assunto agora, no Reconquista, aquele agrupamento de extrema-direita, fizeram um acampamento de verão e eles têm aqui uma queixa a fazer.
Vocês ouviram. Os serviços de informação e segurança ligaram para a gestão deste acampamento para perguntar o que se estava aqui a passar. Isto é ridículo e absurdo. E é por isto que Portugal está como está. Se me queres ajudar na minha luta, vai já aos links na minha bio, podes adquirir o meu livro, estarás a apoiar o meu trabalho e podes juntar-te no próximo dia 19 de setembro na apresentação do livro em Algueirão. Partilha o vídeo para acordar Portugal.
O vento também introduz-se aqui.
O vento acorda mais facilmente.
Mas basicamente a mensagem aqui: "Isto é um escândalo, aproveitem para comprar o meu livro. Vão ao link da bio e comprem o meu livro".
E vivam bem.
Sabemos que um dos problemas do país está no facto de muitas pessoas não conseguirem um emprego que seja compatível com as habilitações que têm. O exemplo mais clássico é o de licenciados trabalharem como caixa de supermercado. Mas atenção, imaginem que isto é um flagelo que até já chegou à festa do Avante!. Por exemplo, a Ana Tércia é uma das vítimas.
Olá, o meu nome é Ana Tércia e sou secretária, mas hoje sou carpinteira. E na festa vou estar a tirar imperiais, a fazer massada de peixe e a vender coisinhas bonitas.
E o João é outra vítima.
Olá, meu nome é João Miranda, sou médico interno de psiquiatria, estou aqui a montar esta estrutura e na festa vou estar a fritar choco.
Estão a ver? Tantos anos a estudar.
Para fritar choco.
Para fritar choco.