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Momentos de Glória da Rádio Observador.

O que por aí vai sobre os insultos racistas ou os alegados insultos racistas.

Alegados.

Claro. Temos que manter aqui alguma compostura.

Com certeza. Uma alegada compostura.

Exato. Aqui estamos a falar do caso, já toda a gente saberá, o brasileiro Vinicius, do Real Madrid. E os insultos terão sido proferidos por Gianluca Scamacca, jogador argentino do Benfica. O assunto tem dominado os espaços de comentário de futebol, como sabemos, nas televisões. E há aqui explicações para todos os gostos. Por exemplo, Jorge Amaral na CMTV.

Dimentino, nós estamos a viver numa sociedade que é totalmente diferente, qualquer coisinha que se diga.

Há muitas situações.

Eu não estou a favor de qualquer coisinha.

A pivô também tenta trazer aqui algum bom senso. Não é qualquer coisinha.

Desculpem lá qualquer coisinha.

Exato, mas sem grande sucesso, porque a conversa prossegue.

O que é estranho no meio disto tudo é que supostamente o clube que foi protegido por Paco Franco, o caudilho, que era um fascista, xenófobo e racista.

É pá!

Não, quer dizer, vem com estas histórias todas.

Está prontamente a mentir.

O Real Madrid não tem moral nenhuma para

Não tem moral para quê?

O Real Madrid foi protegido pelo Franco durante anos e anos. Não tem moral para andar aí a ofender os outros.

Não venha com essa história. Ó João, por amor de Deus.

Ainda bem.

Já vamos em guerra civil espanhola. Já vamos por aí. Portanto, o Real Madrid não tem moral para se queixar, mas quem tem moral para se queixar é Jorge Batista, queixa-se basicamente destes tempos, não é?

A narrativa de hoje é qualquer coisa que é homofóbicos, racistas, é xenófobos, é não sei o quê. Não, porque é a narrativa. Olha, faz-me lembrar uma coisa, eu vou dizer uma coisa que se calhar vai ofender muita gente, mas ainda aqui há dias li uma coisa, ouvi ontem ou o que é que foi, uma coisa que diz: hoje em dia não se pode chamar preto a um preto, cigano a um cigano, mas pode chamar mulher a um homem. É a narrativa. Foi o que eu li também.

Se calhar vai ofender muita gente.

Se calhar vou ofender, mas olha, pronto. Seja o que Deus quiser. Evidentemente que este tipo de verdades era muito má vontade por parte de quem ouve. E Jorge Batista é vítima disso, não é?

O problema é que depois somos mal interpretados. O problema é que depois cai uma má interpretação.

Claro, obviamente. Nestas matérias, há certamente mais uma vítima de mal-entendidos, Maria Vieira. A representante do setor cultural no Chega, podemos dizer assim. Ela discorre sobre orientações sexuais aqui em conversa com o Flávio Furtado.

Como é que a Maria resolvia a situação da orientação sexual?

Até estava a pedir ajuda, porque para mim não deixa de ser uma doença mental. Desculpa.

A homossexualidade é uma doença mental.

Tu sabes muito bem que eu já disse isso várias vezes. E já sei que qualquer dia vais pôr isso, já estou a antecipar, que sou esperta.

Espertíssima.

Espertíssima. Portanto, isto obriga-nos a chamar novamente Jorge Batista ao Balcão Central.

O problema é que depois somos mal interpretados. O problema é que depois cai uma má interpretação.

Mas atenção que a Maria Vieira sustentou a sua opinião com a sua própria opinião.

Estás a interpretar mal.

O problema é que somos mal interpretados.

O problema é que depois somos mal interpretados. O problema é que depois cai uma má interpretação.

Cai, cães.