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Momentos de glória.
Entrámos na era Jorge Jesus e já sabemos que o Mister de vez em quando manda umas calinadas, maltrata a língua portuguesa, mas não se preocupem, agora também vai maltratar a matemática.
Eu tenho alguma vantagem de hoje poder falar aqui da seleção e de alguns jogadores, porque destes 24, 26 que estavam na seleção, 12 já trabalharam comigo. Mais de metade desta seleção já trabalhou comigo.
Trabalhou com 12, que é mais de metade de 26. São muitos jogadores.
Conheço-os todos bem e são todos grandes jogadores. São todos tão grandes jogadores e a seleção tem tanta qualidade, que faz com que se todos fizéssemos uma equipa da seleção, em 10, todos faziam uma seleção diferente. Por quê? Porque há muita qualidade.
Se todos fizéssemos uma equipa da seleção, em 10, nenhum. Pronto. Mister, vamos lá com calma.
Força.
As contas nem sempre são fáceis de fazer.
Não importa, o importante são os resultados.
Passámos de um partido de quase mil pessoas no final de 21 para uma comunidade de perto de cinco mil membros e apoiantes.
Isto foi apenas um lapso no congresso do Livro. O Livro não tem cinco membros, calma, tem cinco mil. E agora passamos das contas para o ABC.
Eu compreendo que tenham falta daqueles cartazes que havia aqui, que a culpa era do A, a culpa é do B, a culpa é do C, a culpa é do E, do F, do G, do abecedário. Para atribuir tanta culpa a tanta gente.
Pronto, estamos a ouvir Ricardo Leão, presidente da Câmara de Loures, elogiar a CDU por conhecer na perfeição o abecedário da atribuição de culpas e por falar em câmaras. Já há uma previsão para a resolução do problema de falta de água em Almada.
Mas a Semas avança que este restabelecimento será feito de forma satisfatória até o final deste mês, mas de forma completa só no próximo ano.
De forma satisfatória.
O problema vai ser satisfatoriamente resolvido daqui a uns dias, completamente resolvido só daqui a um ano. Animalmadenses, agora uma lição de direitos cívicos de Gustavo Santos.
Quando nós temos uma pessoa num programa em prime time, num canal em televisão, que não aceita um convidado, André Ventura, atenção, eu nunca votei na vida, portanto eu estou limpinho que é para falar. Nunca votei porque eu não acredito na política.
Limpinho em termos de eleições, o Gustavo Santos nunca se conspurcou nas urnas, que nojo. Mas será que isso não lhe retira o direito de comentar?
Posso falar sobre o que eu quiser. Eu mando na minha vida.
Isso é verdade.
Eu já para te pôr num lugar.
Tu não mandas em mim.
Eu é que mando. Então, eu ora lá por não ter votado, agora vou deixar de comentar. O Gustavo Santos manda na vida dele e ainda bem que é assim. Por exemplo, há pessoas que também mandam na vida delas e que se recusam a debater direito com veterinários.
São regras gerais.
O tribunal regeia-se nas leis que são feitas pelo Parlamento. Embora também me interpela, eu também vou responder como fez há bocado. Os tribunais atuam de acordo com as leis, com a letra da lei, e a letra da lei é escrita exatamente onde nós trabalhamos, que é o Parlamento.
Mas foquemos na ilicitação que o ministro da Educação abriu essa possibilidade alguma na semana.
Eu sou jurista e não vou discutir com um médico veterinário o direito, até porque eu sou jurista.
Olha, eu tenho muito orgulho em ser médico veterinário.
Vamos fechar a discussão, por favor, na questão das indemnizações, que assim ninguém que está a ouvir vai perceber em casa. Eva Brás Pinho diz que é jurista. Alguém que diga que é jurista e que não diga: "Eu não sou jurista." Eva Brás Pinho, jurista, deputada do PSD, em debate televisivo com Pedro Frazão, veterinário, deputado do Chega. Será que alguém ganhou?
A senhora deputada diz que o fato de eu ser veterinário me diminui e me desqualifica no meu debate, que portanto eu não posso falar sobre indemnizações. Não, desculpe-me.
Vamos fechar o debate, por favor.
Eu disse que não ia debater direito consigo, porque seria um debate desequilibrado.
Mas nós não estamos a debater direito.
Um debate desequilibrado.