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Estes são os Momentos de Glória da Rádio Observador.
São?
São.
Então não são?
São.
Não são.
Nada de pressão, Paulo. Nada de pressão.
Nada de pressão.
Vamos começar pelos outros candidatos à presidência da República, que por outros entenda-se aqueles que não participam nos debates de televisão, os oito que participam. Joana Amaral Dias, por exemplo, tem sido muito crítica precisamente pelo fato de ela própria e outros candidatos terem ficado fora.
Imagine se tu que seria.
Foi entregar as assinaturas da sua candidatura e aí mesmo falou de um saco azul de 15 mil milhões que ela descobriu no Orçamento de Estado. É uma denúncia forte.
Aquilo que é um dos maiores chaques, um dos maiores esbulhos aos portugueses. Como é que é possível que nenhum partido na Assembleia da República, nem do Chega ao Bloco de Esquerda, levante grita, consiga levantar o serviço e ouse contrariar aquilo que é o maior roubo todos os anos aos portugueses? Estou a falar de 15,6 mil milhões de euros este ano. É 15 com nove zeros. É a segunda maior despesa logo a seguir à saúde, mais que a Justiça, mais do que a Educação, que não tem qualquer escrutínio e, sobretudo, não tem qualquer utilidade social. É essa a verdade que eu quero trazer aos portugueses.
Podias ter dito que era 15.6.
15.6, é verdade. É um 15 com nove zeros, os zeros estão todos lá no sítio, portanto, são mesmo nove zeros, os 16 mil milhões. Isso são verdades como punhais. Um esbulho, um roubo. Mais ninguém viu isto entre os 230-
Um roubo ainda vá lá que não vá, agora um esbulho.
Um esbulho, não, isso nem pensar. E os 230 deputados, pelos vistos, não estão lá a fazer nada. Ninguém reparou.
Ninguém reparou.
E André Pestana, que tem o ótimo slogan "Abre a pestana".
Tana, isto aqui não é um filme, boy.
Que é o professor sindicalista do STOP, também é candidato a Belém, também foi entregar, foi formalizar a sua candidatura e também não faz a coisa por menos.
É que nós todos estamos a ser enganados, temos sido roubados e, ignoramente, há muita ganância em Portugal, há muita concentração de riqueza neste país e que devia ser socializada para o bem de todos, para o bem da maioria da população, para o bem do meio ambiente e, de facto, tornar-nos-ia uma cidade mais justa, mais equilibrada e mais sustentável. É esse o desafio também que esta candidatura quer pôr o dedo na ferida para que todos nós possamos ver com maior dignidade e não ter mais de 1 milhão de pessoas a ter uma reforma ou uma pensão de € 472.
Portanto, já temos aqui dois candidatos que deram conta do roubo.
Sim.
Do roubo.
Anda por aí. Mas tudo assim muito pro ar também. Porque quem é que anda a ser roubado?
Nós.
Não é? Somos nós todos? Se calhar, não sei. Isto é um campeonato de denúncias anônimas, quase de roubo. Anônimas, ia dizer, sabes quem é que faz, mas não se sabe em relação a quem. Injustiças.
Várias.
Mas que haja alguém que faz afirmações mais concretas. Quem é que há de ser? Manuel João Vieira.
Ah, perfeito. Pôs os pontos nos Is.
Claro, veio aqui-
O dedo na ferida, como diz o... pronto.
Na ferida, enfim, já vamos ver onde é que ele põe o dedo. Porque ele descobriu aqui um segmento muito específico da população que tem de facto sido prejudicado.
Eu poria a idade da reforma nos 55 anos. E com pessoas com problemas. Por exemplo, aquelas pessoas que não conseguem pôr a braguilha para cima, nos 54.
Ah, concordo.
Especificamente essas pessoas.
Sim.
Aqui em conversa com o Fernando Alvinno Prova Oral. Portanto, cá está um segmento. As pessoas não conseguem pôr a braguilha para cima.
Isso é importante.
Sim, as pessoas devem ir já para casa.
Claro. Não, isto no fundo é uma reparação histórica, essas pessoas terem a reforma mais cedo. Passando agora para a piscina dos grandes, isto é, vamos ao Parlamento, os partidos com representação parlamentar. O Parlamento às vezes parece assim um bocadinho uma turma do ensino básico, nós sabemos os comportamentos lá. E há por lá injustiças tremendas e como em qualquer turma também, há sempre os queixinhas.
Rita Matias deseja usar da palavra para?
Para uma interpelação à Mesa, senhor Presidente.
Faça favor, senhora Deputada.
Senhor Presidente, desculpe. O senhor Presidente acabou de advertir a Câmara, várias vezes até, em relação ao comportamento que se torna dadamente inaudível aquilo que são as declarações dos oradores. O senhor Presidente faz uma advertência. Há deputados da bancada do Partido Socialista que permanecem de pé. Nós advertimos para essa matéria. E o senhor Presidente, em vez de se indignar com o Partido Socialista, fica indignado com a bancada do Chega. Ainda agora estavam a voltar a ter este comportamento.
Senhora Deputada.
Senhor Presidente, isso não é prestigiante nem para si, nem para as instituições.
Cá está. Já chegamos ao ponto em que o Chega se queixa do mau comportamento das outras bancadas.
Queixa-se de bullying.
Dos outros meninos. Os outros meninos é que estão em pé, não somos nós. Já chegamos a este ponto.
E cá connosco, sim, à mesa de jantar, isto acontece em muitas famílias.
Em todo lado, de alguma maneira. Quando há adolescentes na sala ou crianças, é assim. E com isto, a paciência de Aguiar Branco é que está a ser posta à prova perante esta turma de indisciplinados.
Senhor Deputada, eu conheço a técnica da vitimização. Acho que já percebeu que comigo isso não cola e, portanto, acho que é igual para toda a gente. Chamei a atenção para todos, por isso não lhe concedo razão nesta matéria.
Pronto, isto está na pressão. A menina Ritinha não tem razão.
O mestre-escola.
Já é nisto há muito tempo, já sei como é que é. Vá para o fundo da sala.
Ele trata todos por igual, o professor, este problema está resolvido. Bom, mas está aí este, os desafios de Aguiar Branco continuam. O presidente da Assembleia da República, de facto, não tem medida nada fácil para tentar manter ali os modos na sala.
Senhor Deputado, a forma de nos dirigirmos a outro deputado é por senhora deputada e senhor deputado, e não ó Paula. Não ó Paula. Acho que não vale a pena irmos por aí. Não vale a pena irmos por aí. Faça favor, senhor deputado.
Muito obrigado.
Bom, pelo menos aprendeu a dizer obrigado. Diz lá obrigado ao senhor.
Ó Paula.
Agradeço ao senhor. Ainda bem que o Aguiar Branco tem cabelos brancos. Já os tem, senão...
Ó Marisol.