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Momentos de Glória da Rádio Observador.

E a esta altura já toda a gente conhece a história do homem que fugiu do tribunal em Ponte de Sor, mas temos de ouvir opiniões imparciais. Por isso, vamos ouvir a mãe do fugitivo.

Tive, sim senhor, tanta criança ali à porta do tribunal e eles não fizeram nada.

Pois é, eles não fizeram nada, tudo gente pacífica. E em relação ao filho?

Não, o meu filho não estava armado, senhor. O meu filho estava no tribunal, como é que podia estar armado?

Pois, o filho não estava armado porque estava no tribunal.

Claro.

É impossível. Não era possível. E o que é que fazem as pessoas no tribunal quando não estão armadas? Fogem.

O meu filho fugiu. Fugiu com medo, que eles estavam a atazanar o meu filho. Estavam a meter crimes ao meu filho sem ele os ter.

Pois, estavam a atazanar. De facto, terrível para uma pessoa ir meter crimes quando ele não tem crimes. Pronto, aqui podemos dizer que mãe é mãe.

Sim, não se espera outra coisa.

Defende o filho. Vamos lá ouvir o que tem a dizer uma das vítimas deste homem. Deste homem não, deste santo.

O incidente começou aqui perto da sua casa.

Exatamente, foi aqui mesmo na minha casa, onde ele fez vários disparos em direcção ao meu irmão, que estava aqui sentado, ao pé da carrinha. O meu irmão só teve tempo de fugir para dentro de casa.

Pois, mas também não é assim tão grave. Isso acontece, uns disparos contra pessoas que estão sentadas à porta de casa. É algo que acontece. Quem nunca?

Circunstancial.

Mas temos a certeza de que, no resto, este homem, que agora fugiu às autoridades, é bastante tranquilo.

Ele disse mesmo, quando saíste da prisão, que me ia matar, e a partir desde que ele saiu, foi sempre a armar confusão.

Ele disse que ia matar, mas não matou. E a prova é de que ele estava aqui a falar. Pronto, não matou. Também não podemos dar importância a tudo o que as pessoas dizem, porque é preciso notar que este homem, à exceção deste caso em particular, é um paz de alma.

Ele já cumpriu pena?

Já, duas vezes, de dar um tiro ao pai, ao irmão, depois andar a fazer assaltos. Já fez muitos aqui em Ponte de Sor, problemas com as pessoas. Ele ameaça os GNRS se apresentarem queixa ou se forem testemunha, que ele mata os filhos. Tudo e mais alguma coisa que possa imaginar.

Pessoal discreta.

Isto é complicado. Temos de ouvir novamente familiares do fugitivo, porque a imagem do fugitivo começa a ficar um pouco desequilibrada. Vamos ouvir a irmã.

As autoridades aqui de Ponte de Sor, a justiça é só pro meu irmão. Onde o meu irmão não fez nada, onde o meu irmão estava à beira à porta de um café. Quando mandaram parar o meu irmão, o meu irmão estava completamente com álcool. O meu irmão nem sabia o que estava a fazer, porque ele estava bêbado.

Espera. Pronto. Se ele era a irmã...

Pronto.

Se estava parado, imagina o que ia acontecer.

Não, ele estava sentado à porta de um café e mandaram-no parar. Pois.

E ele não sabia o que estava a fazer.

Nem ninguém sabia, porque ele estava parado e estava a andar.

Nesta vida ninguém sabe o que está a fazer.

O melhor é deixarmos este homem em paz. Amonte, o homem amonte. E já que falamos de bandidos.

Hi! We are Bandidos do Canto and we finished the first rehearsal. We are so happy. It was the first time we see the big stage. We have to make some changes, but it was very nice.

Some changes.

Precisamos de umas mudançazinhas. Very nice. Eu acho que foi o inglês que o estragou.

Thank you, very nice.

Thank you, very nice. Isto foi a declaração antes da atuação e antes de saber que não iriam passar à final. Eu acho que aqui o inglês é capaz de ter tido alguma influência. É melhor ficarmos mesmo com a música.