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Momentos de Glória.
Que bom estar de volta ao Momentos de Glória. A propósito da greve geral, falou-se muito de taxa de sindicalização, que dizem que é muito baixa, à volta dos 7%. Mas se calhar não é assim tão baixa, porque pode haver aqui uma espécie de sindicalismo clandestino ou os trabalhadores podem ter aderido ao débito direto.
Sou sindicalizada, mas não pago a cota de sindicalização através da folha de recibo de vencimento. Pago através de débito direto, porque precisamente sou um daqueles casos onde, devido ao contexto da empresa em que trabalho, prefiro que a minha empresa não descubra que eu sou sindicalizada.
E para a empresa não descobrir o que é que esta senhora fez? Explicou muito bem o esquema numa entrevista à RTP. Agora a minha pergunta é:
Não tinha a cara distorcida?
Não tinha nada, era a senhora.
E aquela voz metálica.
Se calhar isto pode ter sido já a inteligência artificial a alterar o rosto da senhora, porque assim à primeira vista parece ser mesmo ela. Será que os patrões desta senhora preferem ver a CMTV? Não se sabe. A RTP não veem de certeza, senão ela não tinha dito o que disse. Pelo menos é o que eu acho. Ontem o Ministro da Educação apresentou ao país a sua tese sobre a degradação dos serviços públicos.
Aquilo que nós fazemos no ensino superior é não misturar, é pôr nas residências universitárias os estudantes dos meios socioeconômicos mais desfavorecidos. E por isso, também, já agora, é que depois elas se degradam. É por isso que elas depois se degradam. É por isso que elas depois não são cuidadas.
Pois, está mal.
Daí aquelas pausas a pensar: "Isto me está a sair bem?"
O que eu estou a dizer para aqui? Isto de pôr nas residências universitárias os alunos dos meios universitários mais desfavorecidos tem de acabar. Isto tem de se misturar, tem de se trazer Betos de Cascais, riquinhos da Foz, meninos das Avenidas Novas, para conviverem com os seus compatriotas mais exóticos que vêm de bairros. Misturá-los todos, porque depois aquilo pode ser que melhore um bocadinho. Como não o fazemos, as coisas degradam-se e não é só nas residências universitárias.
Está mais que estudado esse fenómeno, de facto.
Nada. Porque quando nós metemos pessoas que são basicamente todas de rendimentos mais baixos a beneficiar de um serviço público, nós sabemos que esse serviço público se deteriora. É assim nos hospitais, é assim nas escolas públicas. Nós sabemos que é assim.
Eu devo dizer que compreendo o ministro, mas nós estamos aqui nesta rubrica para não compreender ninguém, muito menos os políticos, ao contrário do que o Paulo já ia fazer. Eles é que têm de se explicar melhor. A dizer as coisas assim, Fernando Alexandre, deu a entender que os serviços se degradam porque os pobres são uns selvagens.
Não foi nada disso.
Se a tese do ministro faz sentido, por exemplo, na educação.
Isto está muito estudado.
Está estudado, é verdade. Os melhores médicos e os melhores professores, por exemplo, tendem a fugir desses serviços. Por que uma residência universitária há de degradar as suas condições se estão lá apenas alunos mais pobres? Por exemplo, não ter água quente. Quer dizer, se forem para lá os alunos de estratos sociais mais elevados, os serviços vão melhorar? É um bocadinho difícil de entender, mas estamos em época de Natal e há promoções que ninguém pode perder.
Olá, daqui a pouco mais de 24 horas o Jorge Pinto vai entregar no Tribunal Constitucional as assinaturas que lhe permitirão ser candidato à Presidência da República. Muito obrigado por terem participado. Já não estamos a recolher assinaturas na rua, aliás, a chuva não ajuda, mas ainda têm 24 horas para assinar digitalmente, com a chave móvel digital esta candidatura, o que aliás é muito útil porque são aquelas assinaturas que mais facilmente são validadas automaticamente e são aquelas que dão a garantia total de ter a candidatura aceite.
Pois, Rui Tavares fez o pedido mais desesperado de sempre, com o ar menos desesperado de sempre. Quer dizer, nós não estamos a recolher assinaturas na rua. Está de chuva, só por causa disso e até é melhor. E calha bem. E calha bem que assim podem fazer a vossa assinatura digitalmente, que é mais rápido e é mais seguro. É tudo muito melhor, só que ainda não conseguimos as assinaturas suficientes.
Nas próximas 24 horas, se assim o desejarem, ainda vão a tempo de assinar a candidatura do nosso presidente, presente, Jorge Pinto, para estas eleições.
Presidente ausente, se calhar. Se quiserem mesmo aproveitar esta oportunidade imperdível de assinar.
As pessoas vão perder uma grande oportunidade.
É agora ou nunca. Vocês não percam a Black Friday das assinaturas para a candidatura de Jorge Pinto, o nosso presidente, presente ou se calhar ausente.