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Juventude, um tema eterno na política portuguesa. Noutros tempos diríamos mocidade.
É preciso dizer àqueles jovens que ali estão, senhor deputado André Ventura, que se a sua proposta fosse aceite num modelo do género, aqueles jovens que ali estão não iam ter reforma nem pensão, porque a Segurança Social não tinha sustentabilidade. O senhor só fala dos jovens para bater com a mão no peito, mas o senhor quer acabar com o futuro deles. A sua proposta é contra a juventude portuguesa. O senhor é contra os jovens de Portugal. O senhor não quer saber deles. O senhor é populista e só quer saber do populismo.
Está a chegar o fim do tempo.
É um sinal de stop. Que violência! Luís Montenegro também está preocupado com os jovens.
As pessoas não se podem esquecer que quando entrámos, não foi há muito tempo, faz agora dois anos, nós tínhamos os professores na rua. Onde é que os professores estão agora? Na escola a dar aulas, concentrados naquilo que é a sua tarefa, a sua missão. Valorizar os nossos jovens, qualificá-los para eles serem o motor deste país no futuro.
Os jovens vão ser o motor do país no futuro, mas não sei se repararam, o Primeiro-Ministro fez uma pergunta.
Nós tínhamos os professores na rua. Onde é que os professores estão agora? Na escola a dar aulas.
Estarão na escola a dar aulas? Vamos ver.
Quais são os principais problemas que os professores ainda têm na escola pública?
Neste momento, as alterações que o governo quer fazer à carreira docente, sem dúvida. Estamos cá para lutar, não só por nós, como por todos os alunos, os meus sobrinhos, todas as crianças que andam na escola pública. Esta luta é pela qualidade da escola pública em geral.
Pronto, mas se calhar era uma professora, ou duas, ou três. Também não vamos generalizar.
Os professores acabam por estar a quilómetros de distância, deixam os seus longe para estar a educar e a cuidar dos filhos de terceiros. Essa é a nossa missão, é um facto, mas nós também queremos ser respeitados por isso.
Pronto, se calhar há alguns professores na rua, uns quantos. Os restantes sete é que estão a dar aulas. Missas. Falemos de missas. Na semana passada, o bispo Américo Aguiar abençoou na sua homilia a Bike Tour. Tu conheces? Já ouviste falar da Bike Tour?
Ouvi.
Pronto. Eu sabia que sim, João Miguel, foi uma pergunta retórica. É uma corrida de bicicletas entre o Cristo Rei, em Almada, e Oeiras. Mas Américo Aguiar começou a pedalar devagar.
Queridos irmãos e irmãs, permiti que faça uma pequenina partilha convosco. Eu vou usar papel porque o tempo é curto e eu espalho-me e depois nem de bicicleta lá chego.
Pois, pois é.
E é preciso pedir a bênção porque estas corridas podem causar estragos.
Primeiro dizer-vos que já sobrevivi a uma edição desta loucura das bicicletas de não sei de onde para não sei para onde.
Loucura.
E ainda hoje me dói uma certa parte do corpo, que estou a recuperar, porque eu não andava de bicicleta há décadas.
Pronto, mas quem sabe nunca esquece.
Vamos deixar à imaginação.
Não, porque o que se esquece é o itinerário da prova e aquela parte do corpo que ficou durinha.
As dores continuam.
A idade é terrível. Ora, esta prova em particular tinha um patrocinador que os participantes exibiam, não sem alguma vergonha, nas camisolas, e Américo Aguiar não se esqueceu de referir este patrocinador.
Ora, estamos aqui para rezar pelo dom da paz, que tanto é necessário no mundo inteiro, como também no coração de cada um, na casa de cada um e na instituição de cada um, nomeadamente numa que vocês têm nas camisolas que nos causa sempre a todos urticária, que é a ML. Vamos rezar pela ML, pelos seus profissionais, para que Deus lhes perdoe as maldades e os sofrimentos que causam a tantas pessoas diariamente.
Pois.
E a reação.
Uma reação em todo lado e perante isto só podemos dizer: "Amém."