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Momentos de Glória.

E há muitas coisas que se podem fazer à mesa e muitas coisas que se podem fazer na mesa ou até a uma mesa. No Parlamento, o que mais se faz à mesa são interpelações.

É o senhor deputado André Ventura para uma interpelação à mesa?

Para uma interpelação à mesa, senhor presidente.

Faça favor.

Obrigado, senhor presidente.

Ora, uma primeira interpelação à mesa, mas há mais.

E portanto, com isto venho respondendo à interpelação. Senhor Deputado Hugo Soares.

Interpelação à mesa pela Concepção de Trabalhos, senhor presidente.

E mais uma interpelação à mesa e não param as interpelações à mesa.

O senhor deputado Pedro Pinto deseja usar a palavra para...

Para uma interpelação à mesa, senhor presidente.

Mas calma que ainda há mais.

O senhor deputado Pedro Alcalde Alves pede para usar uma palavra para-

Obrigado, senhor presidente

...uma interpelação à mesa.

Pronto, mais uma interpelação à mesa, até que não se fez uma interpelação à mesa, mas outra coisa.

Para a interpelação à mesa? Faça favor.

Para apresentar um recurso à mesa, senhor presidente.

Pronto, aqui temos um problema. Bastou passar de interpelação para o recurso.

Sim, senhor deputado.

Recurso do que nós entendermos, senhor presidente.

Não, não é o recurso que entendem, é o recurso daquilo que tem de ser alguma coisa que seja objeto de recurso.

E esta é objeto de recurso.

De quê? Sobre quê?

O senhor presidente acabou de dizer que foi uma decisão sua.

Não.

Todas as suas decisões.

Não, não, não. Desculpe, o senhor deputado está a ouvir mal.

Está a ouvir mal. Deputados com problemas de audição, precisamente numa audição. E problemas também de interpelação ou de interpretação sobre a interpelação.

Acabou o seu tempo da interpelação. É um minuto para interpelação e acabou o seu tempo. Não, não, não. Senhor deputado, temos regras, a democracia tem regras e as regras são para ser cumpridas. É uma interpelação à mesa, um minuto, e acabou o seu tempo. Senhor deputado, mas fará o recurso quando quiser. Agora foi uma interpelação à mesa. Ó senhor deputado, eu vou responder à interpelação à mesa. As regras são assim. O senhor deputado faz uma interpelação à mesa e o presidente, em função da interpelação, dá o devido esclarecimento a assim o entender.

E pronto.

Quantas vezes foi dita a palavra interpelação à mesa?

Nunca tantas vezes foi dita a expressão "interpelação à mesa" e com tanta interpelação à mesa, e como estamos no verão, era preciso que antes se falasse da grelha.

E portanto, a grelha foi distribuída, a grelha foi acordada na conferência de líderes. Portanto, não foi aqui uma coisa que surgiu. Foi acordada na conferência de líderes.

Eu pensei que ias falar de uns secretos do jardim.

Há sempre uma grande discussão sobre quem é que fica a grelha.

Há quem goste muito de ficar na grelha, há quem não queira.

E quem não queira ser grelhado. Ora, o presidente da Assembleia da República até explicou como é que se deveria usar a grelha.

Estão mais membros que tiveram na conferência de líderes. Dei a indicação de qual era a grelha, qual era o tempo, como é que era passado e perguntei se toda a gente estava de acordo.

Pronto, ele até foi ao ponto de dizer como é que era passado. Se é bem passado, se é mal passado, para não esturricar. Vamos ouvir mais um bocadinho.

E todos os grupos parlamentares que estarão aqui presentes acordaram que seria essa a grelha.

Pronto. A grelha estava definida por toda a gente. Disse qual é que era a grelha, como é que era a grelha.

Tudo combinado.

Tudo combinado, quer dizer, mais ou menos. E a grelha é tão boa que até pode dar cozido.

Se depois isto é bom ou mau assim, cozido ou grelhado, já não tenho.

Não, porque isso é aquilo a que se chama uma grande caldeirada.