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Estes são os Momentos de Glória da Rádio Observador. Pois são. E lembram-se daquele anúncio que perguntava: "E se de repente alguém lhe oferecesse flores?"

Impulse.

Então, e se de repente o treinador do Sporting começar aos beijinhos?

E faz-me impressão como é que um líder de uma equipa está aos beijinhos aos jogadores, antes de ele entrar em campo. Se tiver que fazer isso, tem que fazer com todos. Tem que dar beijinhos a todos, depois de tudo o que aconteceu.

Aqui é Luís Pedro Sousa, é o chefe de redação do Record, a analisar um beijinho que Rui Borges deu a Luís Fares. Ele desaprova o gesto, até porque já viu como é que estas coisas acabam.

O ano passado, no final de um jogo de uma etapa da Volta à França, o diretor da UAE a dar beijinhos no Juane Ayuso, que não puxou nada para o Pogacar e obrigou o João Almeida a esfolar-se todo para ir em apoio do seu líder. E vimos o diretor da UAE a dar beijinhos no Ayuso. Percebemos como é que acabou. O Ayuso hoje já não está nem a Emirados. É o que acontece quando se dá demasiados beijinhos a quem não merece e quem não fez por merecer esses beijinhos.

É preciso critério.

Sim.

Portanto, nada de beijinhos no desporto. E será que Bárbara Norton de Matos dá um ou dá dois beijinhos?

Olá, eu sou a Bárbara Norton de Matos e sou uma beta assumida.

Fica respondido. Já sabemos. Bárbara é uma beta assumida e não tem nenhum problema com isso.

Mas eu devia o quê? Não ser beta, fingir que não sou e vou para o bairro alto me meter maluca, fumar uns charros, dizer uns palavrões e não sei o quê, e de repente já não sou beta?

Não, claro que não. Não há problema nenhum em ser beta.

São incompatíveis.

Aliás, ser beta é uma característica que até devia ser mais bem aproveitada, por exemplo, nas novelas.

Há uma coisa que eu nunca percebi. Faço novelas há anos. Como é que não pedem ajuda para quando fazem famílias betas? Como é que alguém que faz as novelas, a fazer a decoração das salas, faz tudo errado? É que não é nada aquilo, é que não são aquelas maneiras de estar à mesa. Eu até fico arrepiada. Até me eriça a penugem. Não pedem ajuda e fazem as coisas mal feitas. E os betas fartam-se de rir.

Tem razão, podia ser consultora.

São necessários e há muitos consultores.

De betice, não é?

Sim, de betice. E ela assume mesmo isso. Aliás, com tantos erros nas novelas, imagine-se o que é que uma beta atriz tem de sofrer.

Tenho de fazer um esforço gigante nas novelas para dizer certas palavras. Não saberia nem soletrar. Sofá, nós dizemos sofá, dizemos tapete, não dizemos carpete, dizemos estores, não dizemos persianas. Não me venham com maple, que eu fico nervosa. Eu fico caladinha quando ouço essas palavras, me vem um tambor na minha cabeça, eu fico: "Eia, meu Deus, que palavra é esta?" Pa-pum!

Maple. Não, digam sofá. E quando os betas começam a conviver muito com não betas, o que acontece?

Por exemplo, lembro-me de estar no refeitório, lá nas gravações, e estar a comer à mesa, e eu como super direitinha. Direita a sério. E depois noto, há uma certa tendência das pessoas começarem a se ajeitar na cadeira e porem-se direitas como eu. Eu acho isso muita graça.

Em vez de se curvarem sobre a comida.

Cabeça na taça.

Devíamos ter um beta em todas as mesas para dar um bocadinho-

Para pôr ordem.

E será que a tourada é de betas?

Um bocadinho.

Manuel Ribar Telos atuou na Praça de Extremoz. No final, foi entrevistado e conta que deu tudo.

Olhe, esvaziei-me a torear. Senti-me muito bem, descontraído. A corrida ajudou, acho que foi uma grande corrida que o ganadeiro largou aqui. Parabéns ao ganadeiro, desde já. E vou daqui roto torear, que é uma sensação ótima. Vou sem nada cá dentro.

Eu também me esvaziei a fazer isto, vamos embora.